Notas iniciais
Oi, meus amores… 🤍 Antes de começarem esse capítulo, eu só queria pedir uma coisa: leiam com calma. “loml” não é apenas sobre amor. É sobre futuro. Sobre planos. Sobre encontrar alguém que se torna casa… e perceber o quanto isso pode ser assustadoramente frágil. Esse capítulo mostra a versão mais feliz do Edward e da Bella. A vida que eles construíram juntos. O sonho que nasceu depois de tanta dor. Então aproveitem cada sorriso, cada abraço e cada momento em família. Porque algumas histórias de amor brilham mais intensamente justamente antes da tempestade.

🌙 Capítulo 22 — loml

Seis anos haviam transformado o caos febril da juventude em uma serenidade dourada. Seattle não era mais apenas a cidade da faculdade; era o cenário onde a vida de casados de Bella e Edward criara raízes profundas. O apartamento no centro agora exalava uma sofisticação madura: as paredes eram adornadas com fotos do casamento em Forks, Bella em uma seda minimalista, Edward parecendo ter encontrado finalmente o seu lugar no mundo. Jacob, o Shih-tzu, agora era um veterano preguiçoso que reinava sobre um tapete persa na sala, roncando enquanto o sol da tarde batia nos diplomas emoldurados: Isabella Marie Swan Cullen, Medicina & Edward Anthony Cullen, Direito.

A rotina era um balé coreografado de amor cotidiano. Jalecos brancos e pastas de couro jurídico dividiam o mancebo da entrada. Havia contas pagas, jantares planejados e uma intimidade que transcendia as palavras. Eles haviam crescido. O garoto que quase se perdera na própria rebeldia tornara-se um advogado brilhante e um marido devoto; a garota tímida tornara-se uma médica resiliente. Mas, sob a superfície da vida adulta, a paixão ainda queimava com a mesma urgência dos tempos de escola.

A descoberta aconteceu em uma terça-feira comum, pouco antes da meia-noite. O banheiro do apartamento, embora mais luxuoso que o de Forks, ainda parecia apertado quando os dois se amontoaram ali, os olhos fixos no pequeno bastão de plástico sobre a bancada de mármore.

Bella tremia, as mãos frias agarradas à borda da pia. Edward estava ajoelhado no chão ao lado dela, a testa encostada na coxa da esposa, o fôlego curto. Quando o visor digital finalmente processou a informação e a palavra "POSITIVO" brilhou em preto e branco, o silêncio foi absoluto por cinco segundos.

Edward foi o primeiro a desabar. Ele não apenas chorou; ele soluçou de alegria, escondendo o rosto na barriga de Bella antes de pegá-la no colo e girá-la no espaço confinado.

— Nós vamos ter um bebê... meu Deus, Bella... nós fizemos uma pessoa — ele murmurou, a voz embargada enquanto cobria o rosto dela de beijos. — Eu não achei que pudesse ser mais feliz do que já sou, mas isso... isso é o universo me dando tudo o que eu nunca ousei pedir.

— Edward, precisamos contar — Bella disse, rindo entre as lágrimas, o coração batendo na garganta. — Agora. Eu não consigo guardar isso até amanhã.

— São quase meia-noite, Bella.

— Eu não me importo. Vamos para Forks. Passamos o resto da madrugada na estrada e acordamos o meu pai com a notícia.

Edward sorriu, aquele sorriso torto que ainda fazia os joelhos dela vacilarem. — Pegue os casacos. Jacob, vamos para casa!

O final de semana em Forks foi o ápice de uma felicidade que parecia quase sobrenatural. O café da manhã na casa de Charlie transformou-se em uma celebração épica quando a notícia foi revelada. O xerife, agora com os cabelos grisalhos nas têmporas, tentou manter a pose de durão, mas desabou em um abraço esmagador em Edward e Bella, as lágrimas de avô escorrendo sem vergonha.

Esme e Carlisle chegaram logo depois, transformando a sala em um mar de flores, planos e emoção. Alice, previsivelmente, já estava com o tablet na mão, pesquisando temas para o quarto do bebê e catálogos de roupas de grife infantil. Jasper observava tudo com um sorriso calmo, mas Edward era o centro gravitacional de tudo. Ele passou o final de semana cozinhando com Charlie, discutindo sobre a segurança de berços e planos de poupança universitária. Ver os dois juntos, o sogro e o genro que outrora foram inimigos, agora cúmplices , era o testemunho final da redenção de Edward.

— Você vai ser um pai melhor do que eu fui, garoto — Charlie disse, batendo no ombro de Edward enquanto olhavam para Bella rindo com Alice no jardim.

— Eu só vou ser um bom pai porque tive você como exemplo, Charlie — Edward respondeu, a sinceridade brilhando em cada palavra.

O domingo à tarde trouxe a melancolia da partida. A chuva, fiel companheira de Forks, começou a cair pesadamente quando eles se despediram. Alice insistiu para que ficassem, mas ambos tinham plantões e audiências na manhã seguinte.

— Prometa que volta no próximo feriado? — Charlie pediu, abraçando Bella.

— Sempre, pai. Sempre — ela prometeu, sem saber que aquela palavra agora pesava como chumbo.

Edward acomodou Bella no banco do passageiro do Volvo, cobrindo-a com uma manta. Jacob dormia no banco de trás, alheio ao mundo. A viagem de volta para Seattle era longa, e a chuva transformava a rodovia 101 em um espelho negro e perigoso. A visibilidade era mínima, mas dentro do carro, o clima era de puro êxtase.

— E se for menino? — Bella perguntou, a mão repousando protetoramente sobre a barriga ainda plana.

Edward sorriu, os olhos fixos na estrada, mas a mão direita entrelaçada na de Bella. — Anthony. O nome do meu avô. Anthony Cullen. Soa forte, não soa? Ele vai ter os seus olhos e, espero, a minha paciência inexistente para esportes.

— Anthony — ela repetiu, sentindo o nome doce em sua língua. — E vamos levá-lo para a Disney quando ele fizer cinco anos. Já consigo ver a foto: ele com as orelhas do Mickey, você carregando ele nos ombros e eu tentando não chorar de emoção.

— Disney no Natal — Edward planejou, a voz suave. — Vamos fazer o Natal mais mágico da história. Vamos viajar o mundo, Bella. Vamos mostrar para ele que o amor é a única coisa que realmente importa.

O asfalto estava coberto por uma fina camada de óleo e água. Edward reconheceu a curva. A curva da rodovia que ele vira tantas vezes no pesadelo de seis anos atrás. O déjà vu o atingiu como um soco no estômago. O volante tremeu.

— Edward? — Bella perguntou, notando a mudança na postura dele.

Ele não respondeu. Seus olhos se arregalaram ao ver o caminhão de carga derrapar na direção oposta, invadindo a pista. O tempo, de forma cruel e precisa, desacelerou. O som dos pneus cantando, o cheiro metálico de perigo, o brilho dos diamantes no para-brisa prestes a estilhaçar.

Edward percebeu. Ele sabia o que viria. O sonho não era um aviso; era um roteiro.

— Eu te amo, Bella! — ele gritou, mas não foi um grito de despedida comum. Foi um comando.

No último milissegundo antes do impacto, Edward fez a única coisa que seu instinto de seis anos de devoção ditava: ele girou o volante violentamente para a esquerda, expondo o lado do motorista para receber o impacto total do caminhão, usando o próprio corpo e o motor do carro como escudo humano para proteger o lado de Bella. Para proteger o futuro. Para proteger Anthony.

O estrondo foi ensurdecedor. O metal se contorceu como papel, o vidro explodiu em uma constelação de estilhaços cortantes e o mundo de Bella Swan Cullen mergulhou no escuro absoluto.

Edward Cullen passou a vida inteira correndo da própria sombra e da solidão. No fim, a morte apenas esperou a curva certa da estrada e o momento mais feliz da sua vida para alcançá-lo. O amor da vida de Bella agora tornara-se a perda absoluta de sua existência. E, enquanto o silêncio voltava a reinar sob a chuva de Forks, apenas o anel de diamante brilhava em meio ao sangue e aos destroços, uma promessa de eternidade que o destino acabara de quebrar.

O cheiro de gasolina e fumaça invadiu o que restava da cabine do Volvo em um segundo. O silêncio que se seguiu ao estrondo foi pior que o próprio barulho do impacto; era um vazio absoluto, quebrado apenas pelo estalo do metal esfriando e pelo som da chuva persistente.

Edward sentia o mundo girar em tons de vermelho. Sua perna esquerda e o quadril estavam completamente esmagados sob o painel que havia colapsado, e uma dor lancinante subia por sua coluna. Mas ele não conseguia focar em si mesmo.

— Bella... — a voz dele saiu como um chiado úmido. — Bella, responde!

Ao seu lado, Bella começou a tossir. Ela estava coberta por pó de airbag e pequenos estilhaços, mas o cinto de segurança e a manobra desesperada de Edward haviam salvado sua vida. Ela piscou, os olhos focando lentamente no rosto ensanguentado do marido.

— Edward! — ela gritou, tentando se mover, mas sentindo o cinto prendê-la. — Edward, meu Deus, você está sangrando muito!

— Eu estou preso... — ele sibilou, os dentes cerrados. Ele tentou puxar a perna, mas um grito de agonia escapou de seus lábios ao perceber que o metal estava cravado em sua carne. — Bella, escuta o barulho... está vazando. O tanque... o tanque estourou.

O som do gotejamento de combustível era rítmico e aterrorizante. Um pequeno foco de fogo começou a lamber a fiação exposta perto do motor retorcido.

— Sai do carro, Bella — ele ordenou, a voz subitamente firme, carregada de uma urgência ancestral. — Agora!

— Eu não vou te deixar! — ela soluçou, lutando contra o cinto de segurança, as mãos trêmulas tentando alcançar a fivela presa. — Eu vou te tirar daí, Edward!

— Bella, olha pra mim! — Ele usou a última gota de força que lhe restava para segurar o braço dela. O rosto dele estava pálido, a luz da vida começando a vacilar em seus olhos verdes. — O bebê... como ele está? Você sente alguma coisa?

Bella levou a mão à barriga, as lágrimas lavando o sangue em seu rosto. Ela fechou os olhos por um segundo, buscando qualquer sinal de dor interna, qualquer presságio de perda. Mas o que sentiu foi uma calma estranha, um milagre em meio ao caos.

— Eu estou bem, Edward. Eu não estou sentindo dor na barriga. O Anthony... ele está bem. Ele tem que estar bem — ela soluçou, conseguindo finalmente soltar o cinto.

Edward soltou um suspiro que pareceu carregar todo o peso de sua alma. Um sorriso fraco e sangrento surgiu em seus lábios.

— Então vai. Sai desse carro agora. Se você me ama... se você quer que ele tenha uma chance... corre. Pede ajuda.

— Edward, por favor...

— VAI! — ele rugiu, a voz falhando enquanto a fumaça preta começava a preencher o cockpit. — Salva ele, Bella! Salva o meu filho!

Bella olhou para o marido uma última vez. A consciência de Edward estava oscilando; a perda de sangue era maciça. Antes de apagar, ele sussurrou o nome dela com uma adoração que nenhuma tragédia poderia apagar. A cabeça dele pendeu para o lado, e o silêncio dele foi o sinal que Bella precisava.

Ela chutou a porta do passageiro, que se abriu com um guincho metálico. Cambaleando, com a visão turva e a respiração falha, ela se arrastou para fora dos destroços. O frio da chuva de Forks atingiu seu rosto, mas ela não parou.

— AJUDA! — ela gritou para a estrada deserta, correndo o mais rápido que seu corpo ferido permitia, sentindo a vida de Anthony pulsar dentro dela enquanto, atrás dela, o carro que guardava o amor de sua vida começava a ser consumido pelas primeiras línguas de fogo. — ALGUÉM, POR FAVOR! AJUDA O MEU MARIDO!

Ela corria em direção às luzes distantes de um carro que se aproximava, o coração batendo por três, enquanto a escuridão da rodovia tentava engolir a última noite perfeita de sua vida.

Notas finais
Eu terminei de escrever esse capítulo completamente destruída. Porque o pior tipo de tragédia não é aquela que acontece quando tudo está ruim… é a que acontece quando finalmente tudo está perfeito. Edward e Bella tinham tudo: amor, família, futuro, um bebê. E ainda assim o destino encontrou eles naquela estrada. A cena do acidente foi uma das mais difíceis que já escrevi, principalmente porque o Edward passou a vida inteira correndo da morte… e no final escolheu ficar entre ela e a Bella. Comentem MUITO, por favor. Eu preciso saber como vocês sobreviveram emocionalmente a esse final porque eu definitivamente não sobrevivi. 🥺 Nos vemos no próximo capítulo… 🌙