Lembranças

13 Então durma aqui comigo


Notas iniciais
hello guys boa leituraaa ♥

–O Stefan está?- consegui dizer depois de uns segundos.

Ele sorriu mais uma vez.

–Você deve ser a Elena, namorada do Stef, bem isso explica a felicidade dele ultimamente. Prazer, eu sou Damon. Irmão do Stefan- estendeu a mão.

Cumprimentei-o e sorri tentando parecer menos confusa.

Que homem mais bonito.

–Stefan está?- repeti a pergunta.

–Sim, ele está no banho ou penteando o cabelo, sabe como é o Stefan. Pode entrar Elena- disse abrindo caminho.

Entrei naquela ampla casa, alguns passos após a porta você pode perceber dois corredores, um de cada lado, e entre eles se depara com a enorme sala de estar. O estranho é a imensa lareira que ocupa um lugar de classe no meio da sala, e mesmo estando fechada e sendo quase completamente coberta por uma tv de plasma, ainda dava pra perceber quão bonita ela era. Aliás, o que não era bonito ali? Havia dois sofás e algumas luminárias espalhadas por todo o lugar. De fato eu estava surpresa e boquiaberta por estar ali, desejava poder me lembrar de alguma coisa, mas eu estava errada, nada me veio em mente naquele momento a não ser o porquê diabos eu imaginava que já tinha ido lá antes.

O irmão de Stefan parou ao meu lado

–Bela casa- comentei.

–Obrigada, herança de família.

Concordei.

–Seus pais moravam em Mystic Falls?

–Já vi que o Stef não falou muito sobre ele- disse e eu me senti imensamente desconfortável. – nascemos na Itália, Stefan e eu passamos algum tempo aqui e depois de anos voltamos pra lá. E então... Então nossos pais morreram e nós resolvemos ficar por aqui.

–Sinto muito-disse olhando-o.

De perto talvez eu o reconhecesse, não é sempre que se vê olhos azuis como os dele. Mas eu não conseguia lembrar. Aliás, eu sinto muito isso ultimamente.

–Quer alguma coisa? Suco, café, uísque... Stefan vai demorar um pouco, ele é todo fresquinho assim mesmo- disse abrindo a geladeira.

Sorri.

–Não obrigada, vou esperar por ele.

–Tudo bem então. Enquanto ele não está vamos falar mal dele- disse sentando-se no sofá.

Sentei-me ao lado dele meio desconfortável com a situação.

–Stefan é chato, preguiçoso, metido e muito idiota. Mas sabe, ele é um cara bem romântico, eu ensinei tudo o que ele sabe.

Sorrimos juntos.

–Já vi que se conheceram- ouvi a voz de Stefan logo atrás de mim.

Levantei e caminhei até ele dando-lhe um beijo.

–Estávamos falando sobre você, não é Elena?- Damon disse levantando-se também e caminhando até nós.

Sorri.

–Sim, ele estava falando super bem de você- comentei e Damon sorriu pra mim e depois se voltou para Stefan.

–Não quero ser o irmão mais velho chato entre o casal, então... Boa noite- disse pegando suas chaves na mesa.

Stefan concordou.

–Foi um prazer Elena- disse antes de sair.

–O que quer que ele tenha dito... Não é verdade- Stefan disse e ri.

–Seu irmão é adorável- comentei abraçando-o.

Ele riu em deboche.

–Adorável? Serio? Nunca pensei que ouviria você dizer isso.

O encarei surpresa.

–Por quê?

A expressão descontraída dele se transformou, ele ficou sério de um pra outra, tossiu e se afastou um pouco de mim.

–Por nada, bem não é sempre que pessoas acham o meu irmão “adorável”- disse.

Eu sabia que ele estava mentindo.

–Tudo bem então- ignorei meus sentidos que diziam para questiona-lo.

–Ok o que vamos assistir?- perguntou apressando-se para mudar de assunto.

–Não sei, eu imaginava que você teria algo por aqui- disse voltando a abraça-lo, não podia evitar, acho que não existe algo melhor do que o abraço desse homem.

Ele sorriu beijando o alto da minha testa.

–Se você me deixar eu posso procurar algum- disse e eu ri.

–Tudo bem- afastei-me meio chateada por não poder estar abraçando-o.

Stefan procurou por alguns filmes enquanto eu colocava a pipoca no micro-ondas. Minutos depois ele apareceu na cozinha com alguns dvds na mão.

–Temos: Atividade paranormal 1 e 2, O grito, Caçadores de Bruxas, Sweeney Todd — O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet...E Titanic, esse é do Damon- disse rindo.

Revirei os olhos.

–Que horror Stefan vocês só tem filmes horríveis.

–O que você acha?

Sorri percebendo que em uma casa de dois homens aqueles eram os típicos filmes, a não ser que eles fossem gays. O que com certeza, não era o caso.

–Vamos assistir Titanic- disse tirando a pipoca do micro-ondas.

Ele pegou uma vasilha embaixo do balcão e eu joguei a pipoca dentro dela.

–Não quero ver esse- resmungou.

–Stefan eu não quero ver filmes de terror, eu tenho medo.

–Não precisa ter medo, eu vou te abraçar- disse aproximando-se de mim.

Eu estava presa entre ele e o armário da cozinha.

–Qual o menos feio?- perguntei fazendo beicinho.

Ele sorriu.

–O filho do mal.

Estreitei o olhar.

–Vai me abraçar o filme todo?

–Sim

–Tudo bem então- disse inclinando-me para beijar os lábios dele.

Xxx

Eu estava agarrada a Stefan durante todo o filme, não que eu não estivesse gostando da situação-porque estava muito- e eu sabia que ele estava se aproveitando dessa situação para ter suas mãos no meu corpo.

Eu mal olhei para a tv o filme inteiro, Stefan conseguia ficar vidrado naquele filme demoníaco onde o garotinho tão bonitinho e fofinho era cão de tão ruim.

E quando ele acabou eu estava praticamente deitada encima de Stefan.

–Isso foi perturbador- comentei.

Ele riu e entrelaçou seus dedos nos meus.

–Fico feliz que esteja aqui comigo- disse enfim.

Beijei os lábios dele delicadamente.

–Também estou feliz de estar aqui com você.

Acho que não ouve momento melhor para se estar.

Ele beijou a ponta do meu dedo me fazendo sorrir.

–Preciso ir Stefan.

Ele gemeu.

–Não.

–Sério, eu preciso ir agora, esta tarde e eu estou com medo de sair na rua sozinha.

–Então não vai- ele disse enfim.

Lê-se “então durma aqui comigo”

–Só faltava essa agora- ele riu.

–Você decide.

–Eu nem tenho roupa aqui Stefan.

–Pode usar uma camisa minha.

Ri dele.

–Damon estava certo você é chato.

Ele revirou os olhos.

–Como se ele também não fosse- resmungou.

–Esta com ciúmes do seu irmão, Stefan Salvatore?-perguntei.

–Não- Ele disse depois de um tempo me observando- não tenho ciúmes dele. Você é minha- disse se levantando e se espreguiçando.

Levantei-me.

–Onde é o seu quarto?- perguntei e ele riu enquanto desligava a tv.

A sala ficou toda escura e de repente eu não o vi mais.

–Stefan? Stefan não tem graça! Sério! Cadê você?- o desespero meio que tomou conta de mim. – STEFAN!

Mas o silencio dominava aquela casa enorme e a única coisa que se passava na minha cabeça eram as poucas cenas que eu vi do filme e claro os gritos desesperadores das vitimas.

E de repente eu senti algo na minha perna, saltei rapidamente gritando feito louca. As luzes se acenderam e eu vi Stefan rindo de mim. Não, ele não simplesmente ria, ele estava morrendo de rir de mim. De mim! Como ele foi capaz?

–Stefan você não presta, sério, eu vou embora. Não gostei- eu estava muito puta com ele. Sem querer usar palavras inapropriadas, mas eu realmente estava brava.

–Oh amor, desculpe-me, mas eu precisava fazer isso- ele tentou se aproximar de mim ainda rindo.

Afastei-me.

–Você foi cruel- resmunguei.

Ele me abraçou apesar dos protestos e aos poucos eu fui correspondendo ao abraço.

–Desculpe-me.

–Não- Continuei brava.

Ele me olhou e ajeitou o meu cabelo bagunçado.

–Quer que eu te deixe em casa?- perguntou.

–Não obrigada.

–Elena... Por favor, ainda está brava?

–Sim, eu estou brava. Mas não, eu não quero que me leve em casa, porque eu vou dormir aqui- disse e ele olhou pra mim surpreso.

–Sério?

–Bom se você não quiser- disse me afastando, mas ele puxou o meu braço e me trouxe para um longo e apaixonado beijo.

Xxx

–Tem essa aqui- Stefan disse me entregando uma camisa de manga cumprida preta como a que ele usava.

–Obrigada- disse dando-lhe um beijo e entrando no banheiro.

Respirei fundo, eu vou dormi com ele, meu Deus, eu estava no quarto dele... Era tão lindo. Tirei a camisa e a calça jeans que usava. Era estranho estar com a camisa dele, mas era ao mesmo tempo tão bom sentir o cheirinho que ela tinha, pelo simples motivo de ser o cheirinho adorável da pele dele.

Suspirei e sai do banheiro. Stefan estava de costas pra mim, ele usava apenas um short, sorri ao perceber que ele estava distraído examinando algo encima da mesa.

–Oi- disse me aproximando.

Ele se virou pra mim sorrindo. Não vou nem comentar sobre o físico dele, porque né? Minhas mãos tremiam um pouco, não acredito que permiti a mim mesma estar tão nervosa se ele ao menos havia tocado em mim ainda.

–Você está linda com essa camisa- comentou.

Sorri.

–Obrigada- inclinei-me para beija-lo.

Stefan imediatamente largou o estava segurando e me puxou pela cintura, diminuindo consideravelmente o espaço entre nós dois. Eu realmente espero que o esteja encima da mesa dele não tenha tanto valor, pois ele me carregou até ela fazendo tudo o que estava próximo cair no chão. Em momento algum ele parou de me beijar, parecia imune a qualquer outra coisa no mundo e aos poucos eu comecei a ter a mesma concepção que ele, nada mais existia.

A sensação de ter as mãos dele pelo meu corpo era inacreditavelmente maravilhosa, e quando ele percebeu que eu precisava de tempo para respirar começou a mordiscar o meu pescoço fazendo tudo e qualquer coisa perder o sentido.

Desci da mesa onde ele me colocara e o guiei até a sua própria cama, deitei-o nela e voltei a pressionar o meu corpo contra o dele. Senti suas mãos atravessarem minha camisa-dele- e massagear o meu corpo, céus aquilo era surreal, não havia nada mais excitante do que ter as mãos dele por todo o meu corpo para que não houvesse mais espaço entre nós.

Eu não sei bem explicar em que situação estávamos quando eu passei a sentir tonturas e uma dor de cabeça perturbadora.

–Stefan- gemi pedindo que ele parasse.

Era claro que ele já estava excitado demais para parar, mas ele me encarou preocupado.

–O que foi?- perguntou. — Você está bem? Eu fiz algo errado?

–Não Stefan, você não fez nada errado. Eu só... Estou me sentindo tonta.

Ele rapidamente se recompôs.

–Está tonta?

–Sim, e um pouco de dor de cabeça também- modéstia da minha parte, minha cabeça estourava de tanta dor.

–Elena, precisamos ir ao médico agora. Vamos- levantou-se rapidamente.

–Não Stefan, não precisa, logo vai passar- pedi meio fraca.

–Elena olha pra você, esta claro que não esta se sentindo bem, vamos eu te levo no hospital.

–Stefan é serio, eu não quero ir. Que droga- gritei.

Eu não queria ter explodido com ele daquele jeito.

–Vou te dar um remédio então- ele disse apenas.

Eu não quero tê-lo ferido.

–Stefan... Desculpe-me.

Mas ele não me ouviu, apenas deu as costas indo para a cozinha, segundos depois voltou com um copo d‘agua e uma pílula.

–É pra dor de cabeça- disse apenas.

Concordei e tomei.

–Obrigada.

Ele deitou na cama um pouco tenso, deitei-me ao lado dele apoiando minha cabeça em seu peito nu, e aos poucos ele começou a massagear minha costa e o sono tomou conta de mim, me envolvendo em um sonho estranho.

–Stefan, por favor, volta aqui- pedi desesperadamente, mas ele não me deu ouvidos, estava claro que a raiva tomava conta dele.

–Por quê? O que você vai dizer? Eu estou tão farto de ouvir que somos apenas amigos. Eu já ouvi isso antes Elena. Porque você não vai atrás do Damon? Ele sim pode ser o cara pra você.

Pude sentir a dor se espalhar pelo meu corpo.

–Eu não quero o Damon, Stefan! Quando você vai perceber isso? Eu quero você, apenas você.

Voltou-se pra mim com uma expressão machucada e inconsolável.

–Não foi o que pareceu minutos atrás.

–Não interessa o que pareceu. Interessa o que eu estou dizendo agora. Stefan, eu te amo- finalmente disse.

Notas finais
helloooooooooo, estou de bom humor por dois motivos: tvd quinta foi vida, eu amei AMEI A M E I ver todo mundo meio que sambando na cara da elena, dizendo coisas que eu sempre sonhei em dizer e também teve sexo stebekah né? hmmm, enfimmmm, e o segudo motivo é que esse capitulo trouxe 1 coisa mt importante:primeira lembrança dela, mas fica claro que ela acha que é só um sonho... vamos ver, espero que tenham gostado, comentem o que acharam bjssssss