Lembranças
7 Seis - Medo
Notas iniciais
Espero que gostem.
Boa Leitura!!
O baile continuava, e a música não parava. Até...
- Testando. —Jasmine pigarreou um pouco antes de começar a falar— Bem vindos. Como você sabem, essa é a festa de boas vindas aos novos alunos. E como todos os anos, nós sempre elegemos um para ter a dança principal.
- Essa é a coisa mais ridícula. —Amber murmurou para Charlie.
- Esse ano faremos diferente. Iremos escolher um veterano e ele escolherá um novato, ou novata, para dançar. —um garoto se aproximou dela com um pequeno pote em mãos. Jasmine começou a mexer com a mão dentro do pote, para retirar um papel— E quem escolherá seu par será... —desdobrou o papel— Jared Leto! —piscou para ele— Ande, escolha sua parceira.
Jared caminhou por entre as pessoas até a mesa de ponche, onde Charlie estava, estendendo sua mão ele falou:
- Me concede esta dança, Charlie?
Ela hesitou por um momento.
- Vai logo. —Amber a empurrou pra cima dele.
Charlie o agarrou, com medo de cair.
Ele sorriu.
- Te peguei.
- É o que parece.
Os dois caminharam até o centro da quadra, logo abaixo do globo. Jared colocou os braços de Charlie atrás de seu pescoço; deslizando, logo em seguida, sua mão para a cintura dela.
O Dj colocou para tocar ‘The One That Got Away’ em versão acustica.
Charlie apoiou a cabeça sobre o tórax de Jared, podendo sentir o cheiro de seu perfume. Aquela sensação era reconfortante para ela. Ter ele por perto, de alguma forma, a deixava feliz —mesmo ele não tratando ela da melhor forma.
- Por que eu? —ela falou, finalmente, quebrando o silencio entre os dois.
- Eu gosto de você. —ela pode perceber o meio sorriso formando nos lábios dele— Espere um pouco. —ele parou de se mover ao som da música, se afastando da garota á sua frente— Esta na hora da sua surpresa.
Charlie continuou parada onde ele a deixara. Ela já estava ficando incomodada com tantos olhares em cima dela. Aquilo não era normal. Não pra ela.
- Agora! —alguém gritou ao fundo.
Nesse mesmo instante, um balde — que continha, dentro, uma gosma verde e melequenta — virou sobre sua cabeça, sujando todo o seu vestido e desmanchando seu cabelo.
Todos riam dela. Lágrimas ameaçavam cair e, antes que isso acontecesse, ela saiu em disparada para a saída. Era tudo o que queria, fugir de todos aqueles olhares, todas aquelas risadas.
Tirou sua sandália e se pôs a caminhar até sua casa. Não estava se importando muito com o seu estado, pois — por ser tarde da noite — as ruas estavam vazias.
Ao percorrer um longo percurso, ela simplesmente não aguentou, deixou sua lágrimas escaparem junto dos seus soluços. Por que com ela? O que ela tinha feito de errado? Isso é muita humilhação para uma pessoa só.
O vento bateu forte em seu corpo fazendo-a, tremer e, abraçá-lo. Fitou a rua podendo perceber que alguém a observava do outro lado da rua, escondido nas sombras de uma árvore. Um outro arrepio subiu pela sua espinha.
Charlie acelerou o passo pensando consigo mesma...Isso é tudo fruto da sua imaginação Charile...Sairam das sombras, e Charlie pudera perceber que eram dois homens, os mesmo que ela virá na festa. Num instinto, Charlie começou a correr podendo ouvir passos rápidos atrás dela. Ela sabia que eles estavam correndo também.
Pôde ver a sua casa e, sem demorar muito, pulou a cerca de seu quintal correndo o mais depressa para dentro.
- Charlie o que aconteceu? —sua mãe perguntou ao ver a filha naquele estado.
O que Charlie não sabia era se, ela estava perguntando isso por sua roupa estar verde e gosmenta ou se era, pelo fato dela estar sem ar e sem nenhuma cor no rosto?
- Me diga. O que fizeram com você?
- Isso mesmo que você esta vendo. Sabe, mãe, eu odeio aquela escola, eu estou odiando essa vida. —subiu correndo as escadas, sem dar chance para sua mãe falar, e foi para seu quarto. Não falou sobre o que acabou, pois não queria preocupar sua mãe.
Charlie entrou no banheiro e tirou toda aquela roupa.
- Que nojo! Isso fede a urina. —largou as roupas o mais longe que podia.
Entrou dentro do box e ligou o chuveiro. A água quente caia sobre seu corpo, gelado, deixando leves tons de vermelhos em algumas partes.
Os soluços romperam por seu peito e as lágrimas por seus olhos. Ela não podia mais segurar, aquilo doía.
Já com seu pijama e a toalha ainda enrolada no cabelo, Charlie pegou seu diário e o abriu numa nova folha.
“ Eu juro que não sei o que fiz para essas pessoas.
Na verdade...Eu não fiz nada. Fiquei apenas calada. Isso é mais do que eu posso suportar. Eu até penso que a morte seria melhor do que isso.
Não, não seria!
Sim, sem duvida seria!
Sempre no mesmo impasse.
Eu preciso da minha antiga vida de volta. URGENTE!”
Fechou o diário e deitou na cama. Tudo que Charlie precisava era descansar.
Toc.
Alguém estava batendo na...janela dela?
Toc. Toc. Toc
Charlie se levantou e foi até lá.
Nada nem ninguém estava na frente. Ela se aproximou e a abriu. O vento chicoteou seu cabelo, deixando-a sem visão.
- Buu.
- Deus! Shannon, você é loco? Quase que eu morro de susto.
- Ah, para de ser dramática.
- O que você quer? —cruzou os braços e o encarou.
- Posso entrar primeiro?
- Sabia que é pra isso que existe a porta da frente?
- Sabia. Mas, por aqui é mais divertido, entende? Mais...perigoso. —deslizou para dentro com uma certa agilidade.
- Shannon, o que você quer?
- Pedir desculpas pelo meu irmão. —deu as costas e foi em direção á cama.
- Acho que quem deveria fazer isso é ele, não?
- Ele não vai. —começou a ler o diário.
- Com licença. —tomou o diário da mão dele— Você não precisava pedir desculpas mas, mesmo assim, obrigada por fazer algo que ele não faria. Agora vá embora.
Ele calmamente se aproximou da garota.
- Charlie...—sussurrou na orelha da garota, fazendo-a estremecer— Eu não vim aqui só por causa dele.
- Shannon...
- Shh...—a beijou.
O beijo começou calmo, mas foi tomando certa urgência. Shannon segurou Charlie contra a parede, beijando-a. Ele desenhava a silhueta dela com sua mão, e ali mesmo ele começou a tirar suas roupas.
- Shannon. —falou gemendo.
Ele segurou corpo de Charlie e a deitou na cama. Rapidamente ele tirou sua calça e a de Charlie.
Ela o queria.
Charlie se deixou levar. Deixou seu corpo ser tomado pelo fogo que continha dentro de si. Eles sentaram, Charlie ficou por cima. Ela, cuidadosamente, mordeu a orelha de Shannon e desceu com beijos pelo pescoço. Ela roçava seus seios pelos peitos desnudos de Shannon, e arranhava suas unhas nas costas do mesmo. Ele a deitou e tirou sua calcinha.
- Quem você prefere? —Shannon sussurrou no ouvido da garota— Eu o meu irmão? —uma estocada.
- Não me faça escolher Shannon. Não agora. —falou com um pouco de falta de ar.
Shannon fazia uma rastro de fogo pelo corpo de Charlie. Beijos, mordidas, e mais estocadas. Charlie encravava suas unhas nas costas de Shannon, a cada gemido. A cada movimento de ‘vaivém’ o corpo de Charlie se contorcia. Seus gemidos eram contínuos. Suas respirações ofegantes.
Eles tinham chego ao ápice, mas Charlie desejava mais. Ela precisava de mais.
Charlie fechou os olhos e adormeceu.
Notas finais
Mereço reviews, tapa na cara, qualquer outra coisa...?
ALKJSLAKJSLKAJSLKA
BeijosLeto, té...
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