Notas iniciais
Espero que gostem. Desculpem qualquer erro ortográfico.

—-----

— Maria por favor! Vai preferir acreditar nela do que em mim?! Que sou se noivo! – disse Estevão desesperado.

— Não é essa a questão Estevão! De acreditar ou não! Já vi o que tinha que ver! – diz Maria com lágrimas nos olhos. – E quer saber? – tira a aliança e joga nele. — Minha tia tem razão. Ficar com você foi o pior erro da minha vida! – sai batendo a porta.

— Maria! Maria! – Estêvão vai atrás dela mas é impedido.

— Meu amor, fique aqui comigo! Sabe que eu te amo! Não dê atenção à ela! Fique aqui! – diz Fabiola dando selinhos em Estevão

— Me solta! – diz em tom alto. – A única mulher que amo acabou de sair por aquela porta! Não vou deixar que nosso amor acabe por sua causa! – se solta de Fabiola e vai atrás de Maria.

Quando Estevão conseguiu alcançar Maria, ela já estava prestes a entrar em seu carro.

— Maria por favor.. me escuta. Eu posso explicar.. só preciso de um minuto! Por favor! — diz Estevão um pouco sem ar.

— Então explique Estevão! Me dê uma explicação lógica! Me diz um motivo, um só motivo pra eu te perdoar! – diz Maria gritando.

Ela ficou esperando.. mas Estevão não conseguiu dizer sequer uma palavra. E com muita mágoa em seu peito, Maria entra no carro e sai. Estevão ficou observando ela sumir no horizonte. A cada segundo Maria se afastava mais e mais. Aquilo acabava com Estevão.
Dentro do carro Maria se derramava em lágrimas. Aquela cena tão nojenta, tão repugnante não saia de sua cabeça. Logo com Estevão. O homem que há pouco tempo, tinha se entregado. De corpo e alma... seu mundo desmoronou em um segundo.

Enquanto dirigia, Maria ligou pra sua irmã Vivian para contar o que houve.

— Alô. -disse Vivian

— Ah minha irmã! Nossa tia tinha razão! Aquele desgraçado não é pra mim! Eu mereço coisa melhor do que aquilo!

— Mas o que houve Maria?! O que o Estevão fez?

Maria contou todo ocorrido para a irmã. Sempre foram muito unidas. Uma sempre cuidava da outra.

— Maria, fique calma. Respira fundo e quando chegar conversando com mais tranquilidade. Te amo.

— Ok. O trânsito também está muito movimentado. Até mais Vivian. Te vejo em casa. Eu também te....

Por uma infelicidade do destino, Maria não pode completar sua frase. Um carro que vinha em alta velocidade bateu no carro de Maria, a jogando pra longe. O carro, na parte da frente ficou todo amassado. Maria ficou desacordada, sangrando na cabeça, enquanto sua irmã entrava em desespero do outro lado da linha.
Minutos depois alguns vizinhos começam a aparecer. E depois de mais algum tempo, Maria foi levada ao hospital mais próximo. O enfermeiro que achou o celular de Maria viu que a mesma tinha feito uma ligação minutos antes do acidente. Ele ligou de volta e avisou o que tinha acontecido e em que hospital estaria.
— Mansão San Román-

— Mãe! Vamos pro Hospital Panamericano agora! – diz Vivian descendo as escadas e chorando.

— Mas o que aconteceu Vivian!? – pergunta Alba.

— Maria sofreu um acidente mãe! Vamos logo! – pega as chaves.

— O que? Minha filha Maria?! – diz Alba com a mão no coração que agora doía.

— Vamos mãe! – diz Vivian puxando a mãe.

Saíram e foram o mais rápido possível. Quando chegaram, viram Maria deitada numa maca. Quieta...

— O que é que minha filha faz nessa maca!? Por que não está na sala de cirurgia!? – pergunta Alba exaltada.

— A senhora é a mãe da paciente? Se for, precisamos da sua permissão para fazermos a cirurgia. O estado dela é muito grave, e a cirurgia é de grande risco. Tenho 70% de chance de perde-la na mesa de cirurgia. – informa o Médico.

— O que? – Alba quase cai, mas é amparada por Vivian, que se desmancha em lágrimas. – Minha filha... corre risco de vida...? – se senta.

— Sinto muito senhora. Mas sua filha teve uma hemorragia interna do lado direito da cabeça *(não sei muito bem os termos usados)* A cirurgia pode salva-la. Mas preciso da sua autorização e que assine um documento assumindo responsabilidade por qualquer consequência.

Alba olha pra Vivian com desconsolo. Como se estivesse perguntando o que fazer.

— Mãe, é melhor correr o risco.. eu não quero perder minha irmã! É melhor ao menos deixarmos eles tentarem salvar minha irmã, do ela se for sem termos tentado nada.

— Ok...

— Me acompanhe por favor. – Diz o médico guiando Alba.
Em dentro de mais ou menos 3 minutos, Maria já estava na sala de cirurgia. Foi longa. Muito longa. A espera foi desgastante e dolorosa. Durante esse tempo, Alba ligou para Estevão para avisar o que tinha acontecido. Ele foi mais que depressa. Ligou também para seu marido, Evandro, pai de Maria. Estava fazendo negócios fora do país, mas quando soube, pegou o primeiro vôo de volta pra casa.

Depois de 6hrs esperando alguma notícia, o médico sai da sala de cirurgia e diz:

— A filha de vocês é uma grande guerreira. Foi um sucesso.
Suspiros de alívio foram soltados. Sorrisos e abraços foram dados.

-Houve complicações, ela teve 2 paradas cardíacas durante a cirurgia, mas conseguimos reanimá-la. Mas apesar de ter sido bem sucedida, quero conversar a sós com os pais.

— Sim doutor. – Evandro solta Alba do abraço e pega em sua mão. – Venha querida.

-Consultório-

-O que houve doutor? Aconteceu algo com minha filha? – pergunta Evandro.

— Está tudo bem, como já havia dito. Só aconteceu uma única coisa que não prevemos.. — Diz calmamente, tentando amenizar a tensão.

-O que doutor? O que aconteceu com minha filha?- Pergunta Alba preocupada.

— Sua filha infelizmente perdeu a memória. E infelizmente é muito pouco provável que ela recobre suas lembranças. Ela teve amnésia devido a pancada.
Alba não aguentou e desabou no chão. Evandro chorou junto com ela. Amparado pelo médico que se sensibilizou, se levantaram e saíram da sala para contar aos outros.

— E então? – pergunta Estevão apreensivo

-Maria... Minha Maria... minha baixinha... Perdeu a memória... Não se lembra e nem lembrará de nada.. – conta Evandro enquanto chora.

— Não, não, não! – repetia Estevão. – Isso é tudo culpa minha! -Senta no sofá de espera e se põe a chorar.

— Estevão, não é sua culpa. Maria me contou o que houve entre vocês. Sei que não foi você.- Diz Vivian

-Mas se eu não tivesse ido primeiro. Se eu tivesse esperando Maria... isso nunca teria acontecido.

— Querido.. não foi sua culpa. Sabe que Maria age por impulso. Age de cabeça quente. Se culpar não vai desfazer essa situação. Não foi sua culpa e nem dela. Comece a rezar para que Maria fique bem.. -diz Alba calmamente.
Depois de algumas semanas depois do acidente, Maria acordou. Foi difícil criar novas lembranças, mas pouco a pouco ia conseguindo. Simpatizando com sua família. Estevão ainda não tinha a visto. Se sentia muito culpado pelo ocorrido. Só via Maria de longe. Sorrindo com a Família. E apesar de arranhões, continuava belíssima....
Alba tinha notado o que toda aquela situação estava provocando em Estevão, então foi falar com ele.

-Estevão? Está tudo bem? -pergunta

-O que? Ah sim... está sim... — Diz Estevão saindo de seus pensamentos.

-Não quer vê-la?

-Por hora não. Tenho medo que ela me reconheça e me acuse. Não iria suportar.

— Ela não vai se lembrar. E nem te acusar. Venha, por favor.

Estevão queria negar, mas queria muito ver Maria.

— Ah Maria! – diz Estevão entrando na sala.

— Oi. – Diz ela um pouco envergonhada por não conhece-lo.

— Que bom que não te perdi! – abraça ela e chora. Ela corresponde ao abraço.

— E... quem é você? Me desculpe mas não lembro de nada! – diz sorrindo

Estevão ficou tão encantado com aquele sorriso. Acariciou o rosto de Maria. Sorriu depois de muitos dias chorando.

— Ele é... – Vivian iria responder mas Estevão a interrompeu.

— Um velho amigo da família. Queria ver como estava. Estávamos com medo de te perder. – Diz ele com sofrimento por não poder contar a verdade.

— Não se preocupe, já estou melhor.. E também, é um grande prazer (re) conhece-lo ! — Maria estende a mão.

-Prazer, Estevão. – Diz ele sorrindo.

Maria olhava em seus olhos sorrindo.

Aquele momento fez com todos sorrirem de lado. Mal sabia ela que Estevão era o homem de sua vida.

— Bom, infelizmente terei que deixa-los. Já esta na minha hora. Foi muito bom te ver de novo Maria! Quem sabe nos veremos outra vez. Até. – deu um beijo na testa dela e saiu.

Vivian foi atrás de Estevão para conversar.

— Estevão, tá tudo bem? – pergunta ela tocando no ombro dele que estava de costas.

— Não! Não está tudo bem! Não consigo ver Maria naquele estado por minha culpa. — andando de um lado pro outro.

-Na foi sua culpa Estevão..

— Já não importa. Tomei uma decisão.

— Que decisão? — pergunta

-Vou me afastar de vocês... de Maria. — abaixa a cabeça e derrama algumas lágrimas.

— Como assim Estevão?! Maria agora mais do que nunca precisa de você.

-Vivian, por favor, não piore. Já tomei essa decisão. Por mais que me doa, que seja uma facada no coração, é o certo. E se um dia ela lembrar? Vai doer muito mais... eu te peço, não me impeça.. – Diz ele chorando

— Está bem, se é a sua decisão e acha que é o certo, quem sou eu para dizer o contrário. Então é um adeus?

-Infelizmente sim. Só preciso de um favor. – pega a aliança de Maria- se um dia ela se lembrar de mim, não deixe que seja com coisas ruins. Lembre a ela nossos bons momentos. E diga a ela, que a amo muito. Mais do que a mim mesmo. E que nunca vou deixar de ama-la. Não se esqueça disso. Entregue isso a ela um dia. – coloca a aliança na mão de Vivian e Fecha a mão dela. – Adeus Vivian. Sentirei a falta de vocês- a abraça- mande um abraço aos meus sogros. — sorri- Até um dia Vivian. – Estevão sai.

Depois daquela conversa, se passaram 15 anos. Eles nunca mais se viram. Estevão tinha se mudado pra Cuba. Nunca se casou. Nem um segundo se sequer deixou de pensar em Maria.

Maria se casou e teve uma filha. Se casou com o médico que fez sua cirurgia na época: Geraldo Salgado. Juntos tiveram a pequena Estrela. Uma linda menina de olhos azuis e cabelos loiros. Adorada por todos em sua casa. Tinha acabado de completar 8 anos de idade.

— Empresas San Roman-

Maria se tornara presidente das Empresas depois que seu pai se aposentou. Vivian quis levar a carreira para o lado da moda. Ela tinha sido uma boa irmã para Maria.

Maria tinha tirado o dia de folga para passa o dia com a família. Eram uito felizes juntos. Geraldo amava muito a Maria.

— Papai! Quero pipoca! Vamos comprar! – apontando o dedinho para o moço que vendia as pipocas.

— Meu amor... pipoca. Agora?

— Aham! Por favorzinho..

— Hum... E como negar com essa sua carinha linda? -aperta o narizinho dela e ela sorri. Ele dá um selinho em Maria – Já volto.

Maria só sabia rir da situação. Ela observava sorridente sua família.

— Com licença senhorita. Pode me dizer as horas? – pergunta o homem olhando para um mapa.

— Ah claro! – olha no relógio – são 15:40h.

— Essa voz.. E eu conheço de algum lugar.. -pensava o homem, até que se lembrou.

Maria?!

Notas finais
Meninas, muito obrigado por terem lido. Já faz um tempo qe eu não escrevo uma história, mas vou pegando o jeito. Por enquanto estou satisfeita. Espero que também estejam. Até o próximo Capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.