Sem duvidas um olhar vale mais que mil palavras. Afinal está única ação é capaz de transporta não só letras amontoadas, mas como também diversas sensações que juntas formam um significado, e este pode ser entendido com clareza para quem o recebe.

Mas o olhar não é só útil para passar mensagens silenciosas, é bastante eficaz quando se busca informações. Com apenas um profundo e intenso olhar você é capaz de perfura as barreiras de uma pessoa e buscar dentro dela exatamente as respostas que precisa. E o que torna o jogo interessante é quando ambos os participantes usam está mesma estratégia uns nos outros fazendo do vencedor aquele com força suficiente para se manter até o outro desvia o olhar e quebrar o contato. O único problema é quando dois dos jogadores são lideres de organizações de suas nações, sendo um deles seu chefe, o outro seu pai e o terceiro ambos. E a espectadora? A que será julgada e a única que pode acaba com a partida antes que o tempo nos lembre de nossos deveres.

-Ainda temos duas mortes sem respostas, um ataque a um civil e nenhum suspeito concreto por falta de provas, então sugiro que a reunião comece com palavras e não ameaças. –Disse escondendo toda minha angustia pela situação que me levou a está na sala do diretor do NCIS e os fazendo virar os olhares para mim.

-Boa sugestão agente David, porque não continua dizendo como teve a coragem de matar três de seus ex-colegas. –Eli falou antes que Vance pudesse assumir o controle da discussão e apesar das palavras de meu pai levar a entender a provocação tudo que sentir foi à clara decepção.

-Nunca foram meus colegas, graças os hábitos de direções são poucos os que pude criar laços. –Respondi seriamente mostrando paciência em minha voz, neste tipo de jogo eu sou a que mais sei as regras e ao contrario dele posso passar um sentimento falso enquanto o verdadeiro enterro em mim. Mas se ele pudesse perfura meu bloqueio perceberia que compartilho a mesma decepção em mim mesma.

-Atira primeiro e pergunta depois é sua nova tática Vance? –Antes que meu diretor pudesse ter sua chance de mostrar sua presença eu respondi:

-Velhos hábitos não morrem, mas o diretor nada sabia de minhas ações até já terem sido realizadas, pelas quais ainda espero responder. –Falei acenando brevemente a Vance que parecia surpreso por meu comportamento, mas tem coisas mais urgentes do que disser a meu pai tudo que deixo preso em minha garganta, já prejudiquei demais a agencia e a equipe, meu único dever que ainda posso fazer é obter as respostas que precisamos.

-Cuidaremos disso depois David, no momento devemos chegar a um acordo e entender o que está acontecendo. –Vance se colocou e olhou para os ocupantes de sua mesa e fixou suas palavras para Gibbs sentado ao meu lado e ignorando Eli posicionado a sua frente. –Faça as perguntas Gibbs.

-Vou se interrogado Leon? –Eli perguntou sarcasticamente e Gibbs se propôs a responder falando pela primeira vez.

-Se estivesse estaria na sala de baixo e não aqui, o que seria mais adequado. Mas já temos problemas demais, como um marinho morto depois de receber uma ligação sua. O que disse a ele?

-Está me acusando agente Gibbs? Lembre-se que sua agente matou três da minha agencia. –Eli ameaçou claramente e vi as complicações para nosso lado. Ele não ia ceder informações, não quando, apesar de tudo, saiu perdendo. Tínhamos um marinho morto mais sem provas para acusá-lo e ele tinha forte evidencias contra mim. Colaboração não esta no dicionário de Eli, por isso o sacarmo, a despreocupação com a ligação das agencias, não podíamos fazer nada contra o Mossad, nada contra Eli, enquanto ele pode arruinar minha carreira e vida.

-Você realmente não se importa com ela. É capaz de ameaçar a própria filha por se defender de suas ações. Ela podia esta morta de novo e você nem parece se importa. –Gibbs reagiu fazendo uma alteração de curso da conversa, sua raiva era claramente percebível e eu teria sentido a dor da verdade em suas palavras se não fosse pelo sorriso que Eli estampou em seu rosto que me fez toma uma atitude.

-Gibbs será que podemos fala em particular? –Perguntei e ele me olhou com curiosidade, sem duvidas não me esperava o interromper em um “interrogatório” quebrando novamente uma de suas regras. Mas ele pareceu ver o que eu realmente queria por trás de minhas palavras, pois se levantou abrindo a porta para que pudéssemos ter privacidade.

-O que é Ziva? –Ele me perguntou ainda irritada com as palavras de Eli.

-Ele não vai nos entrega nada, estamos sem qualquer arma e nem mesmo você pode nos fazer conseguir algo.

-E o que você sugere? Que o deixamos ir?

-Não, eu peço sua permissão para fala com ele sozinha.

-Não. –Sua resposta foi rápida o que me chocou um pouco, respirei fundo e tentei novamente.

-Gibbs. –Recomecei com o mesmo falso controle que apresentei inicialmente. –Eu sei que é te pedir depois de tudo que eu fiz, assim como sei que dado ao histórico a ultima coisa que eu devo querer é ter um momento com Eli, mas não se trata do passado e sim do presente.

-Ziva... –Ele tentou me questionar mais eu o interrompi pela segunda vez seguida.

-Por favor, me escuta, precisamos termina este caso, eu preciso entender o que esta acontecendo e acredito que possa conseguir isso sozinha.

-Porque sempre que fazer as coisas sozinha?

-Não seria eu se fosse tão cooperativa. –Respondi dando um sorriso de leve. –Ele não vai fala com vocês.

-E porque com você vai?

-Porque eu sou sua filha, porque ele é meu pai e acima de tudo, porque está na hora de nos dois reconhecermos isso. –Respondi sinceramente e um breve momento passou, onde Gibbs parecia analisa todas as alternativas, até ter minha resposta final.

-Tenho que fala com Vance, mas não te darei mais não te darei mais do que vinte minutos. –Ele me respondeu e voltou à sala do diretor falando baixo com o mesmo, a essa altura Eli já deve ter percebido meu plano e não faço idéia de sua reação, não até voltar ao meu lugar.

Não demorou muito e meus chefes saíram do local que ansiava por volta e um deles veio fala comigo.

-Mantenha o controle David. –Vance disse em um tom de pedido não de ordem.

-Sim senhor. –Disse brevemente percebendo sua permissão para agir, mas antes que pudesse realizar qualquer coisa com meu pai virei-me para Gibbs e disse:

-Obrigado. –Não sei ao certo pelo que agradeci, se foi pelo voto de confiança que me deu ou por ainda depois de tudo que fiz para equipe ele continua a meu lado. Gibbs também pareceu não saber ao que minha palavra estava direcionada, mas acenou sorrindo, o empurrão necessário para me fazer agir.

-Não sei o que pretende agente, mas acredito que seus métodos sejam ilegais e vão de encontro às leis do NCIS. –“Grande começo”, pensei comigo mesma, mas não respondi, simplesmente voltei ao meu lugar e por mais que fosse tentando devolver a provocação comecei uma nova abordagem.

-Reconheci todos os três, não sei os nomes, mas recordo seus rostos no Mossad e eles também me reconheceram e só agora percebi que eles não deviam estar surpresos em me ver o que me fez chegar à conclusão de que não contou que eu era um dos alvos a ser eliminados.

-É isso que quer saber?

-Bem que eu quero, mas já não cabe a mim duvida de suas atitudes. Independente do motivo isso custou à vida deles, pois quando invadiram meu apartamento e me viram não souberam como reagir, nem eu e por um momento eu desejei desmonta todas as bombas, abaixa a arma e não fazer absolutamente nada, eu tinha decidido e até ali mais na hora me deu conta que não podia matá-los. Mas era tarde demais.

-Porque está me dizendo isso?

-Porque estou cansada de fingir, pra você, pro Gibbs, pra equipe e principalmente pra mim. Eu nunca fui capaz de escolher entre Mossad e NCIS ou Israel e EUA. Hoje sou americana, mas cresci debaixo do sol constante, sirvo a este país, mas só porque encontrei com ele em meu trabalho no Mossad. Uma coisa levou a outra e quebrar qualquer delas e desmancha o que construir. Mas tudo prece me levar uma decisão final.

-Você precisa escolher Ziva. –Eli disse pela primeira vez dizendo meu nome calmamente.

-Eu escolhi todas as opções. –Ele me olhou curioso e eu aproveitei para continua. –Porque tem que haver dois extremos? Existe o meio, é nele que eu quero estar.

-Você ainda não me respondeu.

-Respondi sim, você só não me entendeu. –Suspirei deixando que ele percebesse a frustração que sentia. –Por mais que eu tente, ser subjetiva não combina comigo. O que eu quero disser é que não pretendo escolher que agencia obedecer, sou leal a que sirvo e a quem servi, sempre fui fiel a você e sempre serei fiel ao Gibbs.

-Sua decisão não condiz com a realidade.

-Na verdade condiz. Apesar da situação em que estamos ao não estou a apóia qualquer acusação contra você, mesmo não concordando com sua atitude.

-Agora estou surpreso, além do fato de não terem nada contra mim o que pode te convencer que sou inocente?

-Nada, você não é inocente, mas também não é culpado pela morte dos marinheiros. Se tem uma coisa que aprendi é seguir meus instintos e no momento eles me dizem que o verdadeiro responsável por tudo isso esta lá fora e pode prejudica qualquer um de nós.

-É assim que pretende ter informações? Dizendo-me que acredita que eu não seja o culpado, francamente Ziva eu só estou perdendo meu tempo! –Dito isso Eli começou a se levantar e então deixei que minhas emoções tomassem o controle de minhas ações.

-Porque você sempre foge?! –Perguntei elevando meu tom de voz para ele, funcionou porque o obtive novamente sentado. –Estou tentando ter uma conversa limpa com você, tentando nos ajuda e a única coisa que você tem para me disser é que estou gastando seu tempo?!

-Abaixe o tom de voz comigo!

-Por quê? Porque você sempre me desprezou? –Pedi mantendo o tom elevado, mas o olhando diretamente nos olhos onde pude ver claramente a choque com minhas perguntas. -Quando pequena eu não via tanto isso, a não ser quando eu te implorava para me ver dançar a minha única respostas eram promessas falsas, mas com o passar dos anos ficou claro, não importa o quanto eu tentasse você me achava um fracasso, uma perca de tempo, menos quando entrei para o Mossad.

-Fiz tudo para te agrada, e quando finalmente faço algo por mim você me vira às costas. E agora quero te ajuda com o NCIS e mais uma vez o mesmo desprezo e a única coisa que eu te peço é: Por quê?

Eli não me respondeu, sua única atitude foi abaixa a cabeça e evitar me olhar. A filtração sempre presente dentro de mim só continuou aumentando e as palavras que até então jamais tive coragem de proferir não a aliviaram e por mais que ainda existe coisas a serem ditas minha boca não consegue mais realiza nenhum som.

-Você tem razão Ziva, eu não matei o marinheiro. –Ele disse e logo depois me encarou, segundos antes de eu retoma o controle de mim mesma e impedir que uma lagrima rolasse pelo meu rosto. –Mas sei quem foi.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.