Notas iniciais
Antes que as Sakuras floresçam...

Lembranças de um amor eterno

Sakura hirahira mai orite ochite

Yureru omoi no take wo dakishimeta

Kimi to haru ni negai shi ano yume wa

Ima mo miete iru yo sakura mai chiru

Sorezore no michi wo erabi

Futari wa haru wo oeta

Saki hokoru mirai wa

Atashi wo aserasete

Odakyuusen no mado ni

Kotoshi mo sakura ga utsuru Kimi no koe ga kono mune ni

Kikoete kuru yo

Kaki kaketa tegami ni wa

"Genki de iru yo" to

Chiisa na uso wa misuka sareru ne

Meguri yuku kono machi mo

Haru wo ukeirete

Kotoshi moa no hana ga tsubomi wo hiraku

Kimi ga inai hibi wo koete

Atashi mo otona ni natteiku

Kouyatte subete wasurete iku no ka na

"Hontou ni suki dattanda"

Sakura ni te wo nobasu

Kono omoi ga ima haru ni tsutsumarete iku yo

Sakura hirahira mai orite ochite

Yureru omoi no take wo daki yoseta

Kimi ga kureshi tsuyoki ano kotoba wa

Ima mo mune ni nokoru sakura mai yuku

Sakura hirahira mai orite ochite

Yureru omoi no take wo dakishimeta

Tooki haru ni yumemi shi ano hibi wa

Sora ni kiete iku yo

Sakura hirahira mai orite ochite

Haru no sono mukou he to aruki dasu

Kimi to haru ni chikai shi kono yume wo tsuyoku

Mune ni daite sakura mai chiru

5º Capitulo: Antes que as flores de cerejeiras floresçam...

Alguns dias depois...

Sentia-me fraca, tola e estúpida. A perca do meu primeiro filho foi algo marcante. Nos primeiros momentos eu insisti em pensar que tudo não passava de um pesadelo, e que logo eu acordaria no meu quarto, totalmente intacta a tudo. Mas, a verdade não se altera apenas por que queremos. E conforme os dias foram passando, eu finalmente tive que ir me acostumando a idéia que tudo estava acabado.

Eu estava mal, pálida, enjoada e com fortes dores de cabeça. Segundos os médicos era parte do que chamam de depressão pós parto. Os dias se passaram com eu recebendo lamentos e conversas afiadas de “Sinto muito”, “você irá ficar bem”. Mas, não era verdade. De longe. Eles não sentiam. E nada iria ficar bem. Byakuya insistia em se culpa, sendo que a culpa de fato não era dele. E assim, sentia-me culpada, por ele se sentir culpado.

Minha cabeça está um profundo caos interno. A noticia de ser mãe me deixou incrivelmente animada, esperançosa e acima de tudo feliz. A perda do bebê fez com que meus sonhos se dispersassem ao vento. Sem chance de volta. Em pensar que... Tudo aconteceu tão rápido. Fora esse fato, eu sentia mesmo que fosse algo totalmente pessoal que havia algo errado. Algo que eu não conseguia explicar. Apenas sentia como se o pesadelo ainda não tivesse acabado.

Estava deitada no meu futon, com um kimono fino e leve. Era quase primavera e predominava uma temperatura amena e elevada. Passei a maior parte da manhã assim, apenas encarando o vácuo. Meus pensamentos eram muitos, e fluíam de uma maneira muito rápida e hostil que chegavam até a me deixar exausta de dor de cabeça. Então às vezes precisava literalmente desligar, e não pensar em nada.

Em meu rosto, não podia se detectar nenhum rastro de água. Eu não conseguia mais chorar, meus olhos já tinham inchado ao limite. Suspirei levemente pela falta de animo. Estava com fortes dores musculares, provavelmente fruto do ultimo incidente, que havia me presenteado com vários pontos na região do meu ventre. Eu ainda não podia me mexer muito, mas já estava realmente surtando por ficar deitada sem fazer nada.

Rolei no futon suavemente, onde encontrei um lugar vazio. Naquele momento Byakuya estava sendo o capitão do 6º esquadrão, e líder Kuchiki. Ele estava disposto e ficar comigo, por quanto tempo eu precisasse, mas, no fundo sabia que isso traria problemas futuros a ele. E isso não era o que eu queria. Por mais que o quisesse ao meu lado, fazendo cafuné nos meus cabelos e dizendo que tudo ficará bem até que eu entendesse, ele tinha deveres a cumprir. E no final, eu precisava de um tempo sozinha.

Mesmo com meu corpo protestando, eu levantei do futon rumo ao banheiro. Troquei-me lentamente para que os pontos não abrissem e eu tivesse que voltar novamente para o hospital. Mas, de alguma forma eu me sentia exausta apenas por estar em pé. Era estranho. Segundo os médicos, fora o único ferimento eu estava bem.

Ignorando minhas limitações, eu sai do quarto e fiquei um pouco recostada a varanda a frente. Minha respiração de descompassou, e por um momento eu achei que fosse desmaiar. A visão de repente ficou turva e embaçada, e meus reflexos se esvaeceram do nada. Meu corpo ficou pesado, como se minhas pernas não conseguissem mais sustenta-lo, e minhas mãos começaram a ter leves tremores involuntários.

Algo estava errado. Essa era a prova mais concreta disso. Perdi totalmente os sentidos caindo e indo direto pro chão. Onde pelo menos eu pude reduzir o impacto com minhas mãos. A última coisa que ouvi foram os gritos de uma serviçal pedindo ajuda.

[...]

Desde o incidente há poucos dias atrás, eu sentia-me totalmente culpado por tudo que estava acontecendo. Hisana estava totalmente em estado critico inconsolável. Seu senso maternal não queria processar a idéia de nos próximos meses não termos um filho. Foi um choque quando eu soube, maior ainda quando ela no hospital após acordar da cirurgia olhou em meus olhos, implorando para que eu dissesse que estava tudo bem. Por que até mesmo pensar no contrario, era sufocante para ela.

Mesmo assim, ela não me culpou em nenhum instante. Mas, no fundo eu sei que sou o único culpado pelo que aconteceu. Eu não a protegi. Foi isso que aconteceu. Mais uma vez, eu não a protegi. Justo no período mais delicado das mulheres, que ficam enfraquecidas pela gravidez.

Eu queria poder ficar com ela, e ajuda-la da melhor forma a passar por essa fase difícil. Estava disposto a deixar em segundo plano minhas responsabilidades, para ver de perto se ela estava bem. Mas, ela sabia que isso me traria mais problemas, e recusou todas as vezes que toquei no assunto. Partia-me o coração saber que ela passou os últimos dias deitada no nosso futon encarando o nada sem nenhum propósito.

Quando eu saia ela estava dormindo, e quando eu voltava também. Em todas às vezes seu rosto se encontrava totalmente inchado e com uma coloração avermelhada. Eu havia acabado de sair do meu esquadrão, terminando todos os relatórios, e concluindo o resultado de muitas missões. Ao chegar em casa por volta das dez da noite, senti uma atmosfera estranha no ambiente.

Todos os cinco cervicais que toparam comigo, me olharam de uma forma estranha. Um tanto intrigante. Até que cheguei ao meu quarto e tive uma mais que surpresa. Hisana não estava lá. A primeira coisa que eu quis fazer? Óbvio, matar qualquer um que passasse na minha frente. E coincidentemente tinha um ancião passando pelo corredor no exato momento.

Primeiro eu o olhei feio, com o meu popular olhar mortal Kuchiki. E o mataria, mas precisava de respostas. Então me contive.

Onde está Hisana?

Acho que vi uma equipe de médicos sendo convocada pela tarde. Estavam no quarto que é em frente o jardim.

Minha primeira reação foi querer matar a criatura a minha frente. Primeiro por ninguém ter me avisado isso antes. E segundos por demonstrar tanta calma quando se trata de um assunto tão importante, como se fosse algo tão banal. Mas, eu precisava ver como minha flor estava, então usei meu shunpo e retirei-me do local em fração de segundos.

Quando cheguei em frente ao quarto que Hisana estava, deparei-me com seis médicos a minha frente. Contando com o ancião, minha cota de generosidade por não matar indivíduos que mereciam, já tinha acabado. Então, se eles não tivessem boas noticias, eu não me responsabilizaria pelo que poderia acontecer.

Acho que eles pareceram ler meus pensamentos, pois todos se calaram de uma tal forma que um silencio mortal tomou conta do lugar. Todos olhavam uns para os outros, talvez travando um diálogo mental resolvendo quem abriria o bico pra cantar o que eu queria ouvir. E se fosse o que eu não queria. Meu humor iria piorar mais do que já esta. E olha que ele já esta negativo há muito tempo. Logo que ninguém teve coragem o suficiente de me contar, eu tive que acabar com o silencio e me pronunciar com o óbvio.

O que Hisana tem?

Taichou Kuchiki, s-sinto dizer que...

Que... – Nesse momento eu não sabia mais, quem estava mais nervoso. Eu ou o médico.

A senhora Hisana não tem muito tempo de vida.

3...2...1. Hora da destruição.

Como.. ? – perguntei o encarando, pois não tinha nem se quer absorvido a idéia daquelas palavras juntas em uma mesma frase, totalmente sem sentido. Minha expressão estava péssima antes, mas agora. Tinha ficado totalmente ilegível.

A senhora Hisana contraiu uma doença rara. Não sabemos ao certo quando começou, nem como ela reage. Só sabemos que por um motivo desconhecido, seu reishi não consegue se manter.

“É bem simples. O shinigami absorve reishi de toda sereitei. Ou de qualquer outro lugar que a tenha. Mas, é um processo longo, e as pessoas que geralmente tem uma regeneração instantânea, se dá ao fato de conseguir absorver reishi mais rápido do que geralmente conseguiria. A doença que Hisana tem faz com que ela disperse todo o seu reishi. Seria algo não tão preocupante, se não fosse por um único detalhe. Ela está perdendo mais reishi do que absorvendo, é algo lógico por que a regeneração e absorção de reishi é demorada, e sua perda é rápida”.

Não há como reverter isso?

Não. Pelo que conseguimos analisar, foi algum tipo de substancia que entrou em seu organismo pela corrente sanguínea. Se tivesse um jeito, que seria quando isso estava no começo, até poderíamos tentar fazer algo como retirar uma quantidade média de sangue, e recoloca-lo. Não teria muita expectativa positiva, mas era tudo que podíamos fazer. Se estivesse no começo. Agora, receio que ela não tenha mais do que vinte horas de vida.

[...]

Como reagir quando sua esposa estará morta em algumas horas, e você não pode fazer absolutamente nada a não ser presenciar ela definhar em primeira mão? Senti-me um completo inútil. Por não conseguir salva-la, por não conseguir protege-la. Por não conseguir amá-la da forma como ela realmente merecia.

No final nada adiantou. Mesmo sendo o líder Kuchiki de uma das quatro famílias nobres de toda a sociedade das almas, e sendo capitão do sexto esquadrão de nada adiantou. Ela morrerá da mesma forma. Pra que serve tanto poder se não posso usá-lo pra proteger as pessoas que eu amo? E agora perderei a única pessoa que realmente amei em todos os meus séculos de vida.

Já era quase meio dia e o sol brilhava no lugar totalmente banhado pela luz do sol. O quarto em que ela estava era de frente para o jardim que ela sempre gostou. Vê-la ali, deitada quase que imobilizada naquele futon fez-me sentir a pior pessoa do mundo. Ela Estava pálida, e respirava com certa dificuldade, mas mesmo assim continuava a pessoa mais linda do mundo. Era primavera, a estação que ela mais gostava a estação de nosso casamento, e estação que nos conhecemos.

Que ironia ser nessa estação que a minha flor seja levada de mim. Enquanto a observava tentava memorizar cada traço de seu rosto, e toda a extensão de sua beleza, para que não esquecesse, e lembrasse dela para sempre. Perdi-me ao olhar para ela e vê-la consciente. Era estranho, mas eu já sentia saudades.

Ela de alguma forma, sentia sabia e entendia o que estava acontecendo. Talvez ela conseguisse ler em meus olhos a aflição de estar de mãos atadas, e simplesmente não poder fazer nada. Seus olhos continuavam ali fitando me. Ela não estava exigindo ou esperando uma explicação. Apenas, assim como eu, queria olhar pra mim da forma mais simples possível. Com tudo acontecendo, continuava da forma como sempre esteve. Seus olhos estavam brilhantes, mas a cada minuto, sentia como se seu brilho se ofuscasse.

Dentre eles transbordava melancolia e tristeza. Então desviou sua atenção de mim por vagos minutos, e suspirou pesadamente cerrando suas pálpebras fortemente. Permaneceu assim por alguns momentos, me deixando sem saber o que ao certo o que fazer. Meu avô antes de se ir, ensinou-me como ser um homem, mas duvido que tais conselhos se apliquem a qualquer situação meramente semelhante a essa. Talvez essa fosse à verdade. Eu não estava preparado, e se dependesse de mim, jamais estaria pronto para abrir mão da minha felicidade. De vê-la partir, sem poder fazer nada, sem poder ir em seu lugar.

Quando voltou a abrir seus olhos, percebi as primeiras lágrimas escorrerem por seus olhos, molhando seu rosto e dando um leve tom de avermelhado por onde passavam. Ela se voltou para o jardim e passou a observar-lo, e a bela árvore de Sakura florescer junto a tantas outras como a Kaêde. Mas em especial ela gostava de sakuras, eram as suas favoritas. Com sua voz rouca, porem suave ela balbuciou com dificuldade, em um tom quase que não pode ser ouvido, assim como um sussurro.

Byakuya... pode me abraçar... ?

Surpreendi-me um pouco com o que ela disse. Levemente a peguei em meus braços, deitando-a sobre meu colo e ficando de frente para o jardim, que ela tanto gostava. Da mesma forma como fazíamos sempre. Sempre quando podíamos, todas as tardes observar o entardecer. O momento de apreciação. Mas para nós, podia ser qualquer hora do dia, em qualquer lugar. Bastava apenas termos um ao outro. A envolvi apertando o abraço momentaneamente.

Era meu corpo agindo por conta própria, implorando para que o que eu mais amava não fosse tirado de mim. Senti que ela estava chorando, silenciosamente, mas chorava. Ela não queria tornar mais difícil para mim, sabia que se chorasse desesperadamente liberando toda a sua frustração com dor, eu me sentiria pior do que já estava. Então, ela partiu o silencio tentando se recompor e pronunciou.

Byakuya, você vai procurar minha irmã caçula, e quando você a achar não diga a ela que sou sua irmã mais velha. Onegai.

Poupe suas forcas. Não fale mais. – implorei.

Onegai, não a deixe saber a verdade e me prometa que você a protegera com todas as forças. Eu abandonei minha irmã mais nova.

Hisana...

Eu não mereço ouvi-la me chamar de irmã mais velha. Mas eu gostaria que ela tivesse alguém. Então eu quero que ela possa chamar você de nii-san

As folhas da cerejeira floriram, olha.

Eu sinto muito por ter sido um fardo pra você, sinto não ter retribuído todo o amor que você me deu. Esses últimos cinco anos que nos passamos juntos, foram como um sonho lindo e maravilhoso. Byakuya... Aishiterumo.

Essas foram as últimas palavras que ela falou, antes de cerrar seus belos orbes, e cessar sua respiração. Deixando-me sem ação. Sem o que fazer. Ela morreu antes que as flores de cerejeiras sakuras florescessem...

[...]

Perder Hisana foi à coisa mais inexplicavelmente dolorosa para mim. Ao vê-la cerrar seus belos orbes e dar se último suspiro bem em meus braços, senti uma grande dor tomar posse de mim. Eu nunca chorei, nem em minha infância ou em meu nascimento. Desde sempre fui como fui, mas naquela hora senti algo molhado pingar no assoalho. Eram lágrimas.

Minhas lágrimas. Eu queria Hisana de volta, queria minha pequena flor. Mas sabia que já era tarde de mais, que jamais veria aqueles belos olhos brilhantes e cintilantes na minha frente novamente. Era estranho, tinha me acostumado a ela de uma forma intensa, e pensar em continuar sem ter aquela pessoa ao meu lado foi avassalador.

Limpei as últimas lágrimas que ainda pairavam sobre meu rosto, e acariciei Hisana como sempre fazia, esperando que ela abrisse os olhos e sorrisse para mim. Mas isso não aconteceu. Meu coração se partiu ao perceber que ela estava fria, e gelada. A abracei uma última vez, desejando que ela voltasse para mim.

Ao conhecer Hisana, senti desde o primeiro instante que pus meus olhos nela, que ambos éramos feitos um para o outro. Com ela eu não precisava ser duro, frio, exigente ou nada disso. Era apenas eu. Apenas Byakuya Kuchiki em sua forma mais natural. Mas, após sua morte tranquei em um mundo somente meu.

Voltei a ser quem eu sempre era. Ela era a doçura que amenizava minha vida, a pessoa maravilhosamente perfeita que dispersava meu sofrimento por inteiro. Sem ela, sentia-me vazio, incompleto. Como sempre me senti antes de conhecê-la. Até em coisas mais simples eu sentia a sua falta.

Quando chegava em casa, sentia falta da sua presença observando o belo jardim da nossa casa. Sentia falta das nossas conversas, dos nossos beijos. Ao dormir sentia sua falta, falta daquele pequeno corpo feminino ao meu lado. Falta daquela pessoa, a única pessoa que me fazia sorrir; falta da mulher da minha vida... Hisana.

O quarto sem ela era grande de mais, com uma atmosfera pesada e sombria, como se um véu negro pairasse sobre o recinto. O futon para mim ficará espaçoso e frio. Como se o lugar retratasse perfeitamente o meu coração, pois era assim que me sentia por dentro.

Apenas de uma coisa eu tinha certeza; Jamais amaria outra mulher. Pois ela é única e jamais a esquecerei.

Antes meu objetivo era amá-la, e protegê-la. E agora o que eu tinha? Pode-se se considerar o que eu tenho, uma vida? Ou o que restou dela*?

“””””

Byakuya, você vai procurar minha irmã caçula, e quando você a achar não diga a ela que sou sua irmã mais velha. Onegai. Não a deixe saber a verdade e me prometa que você a protegera com todas as forças. Eu abandonei minha irmã mais nova. E não mereço ouvi-la me chamar de irmã mais velha. Mas eu gostaria que ela tivesse alguém. Então eu quero que ela possa chamar você de nii-san

“””””

Se esse era seu último pedido, eu o realizaria. Não importando como, acharei sua irmã mais nova e a acolherei na família. A protegerei com todas as forças, sem que ninguém ou nada possa a machucar. E que ninguém cometa o erro de se colocar no meu caminho, pois senbouzakura não deixará que fique nele por muito tempo.

Pode ser considerado loucura procurar por uma pessoa que nem ao menos conhece. Mas eu a reconhecerei, não sei como, mas farei isso. Porque nesse mundo as coisas acontecem por um propósito. E todos os fatos inexplicáveis que aconteceram para que nosso amor impossível pode ser vivido, não é por mera sorte.

Amar para mim foi algo que me fez outra pessoa. Me tornou um homem. Eu aprendi tudo sobre dor, sobre proteção. Tudo que precisava para ser considerado totalmente alguém que já passou por tudo. Apenas queria que tivéssemos tido mais tempo juntos. Que tivéssemos tempo de ter tido nosso primeiro filho, que tivéssemos tempo. Mais tempo. Para sermos felizes. Estas palavras não fazem sentido. Mas, talvez seja isso. O amor não tem sentido...

A cerejeira floresce após perder as folhas.

Cada uma das pétalas é um pedaço do meu amor.

Até agora, eu sonho por causa da Primavera.

As flores de cerejeira se dispersam.

Os nossos caminhos separados

E que bela primavera chegou ao fim.

Meu futuro é como uma flor de cerejeira,

Isso me assusta.

Este ano, novamente, as flores de cerejeira caem.

Dentro de meu coração

Eu ouço a sua voz.

A primeira coisa que você disse

Foi "Eu estou bem."

Você já reparou que havia uma pequena mentira, certo?

Mesmo na cidade

É primavera.

As flores voltam todo ano.

Esses dias eu vou passar sem você,

Mas graças a isso, amadureci.

Esqueceu tudo?

"Nos amamos".

Nas minhas mãos, eu tenho pétalas de cerejeira.

Agora, a Primavera abriga o meu amor solitário.

As flores de cerejeira caem.

Cada uma das pétalas é um pedaço do meu amor.

Até agora, as fortes palavras que eu disse

Ficarão no meu coração; pétalas dançam junto ao vento.

As flores de cerejeira caem.

Cada uma das pétalas é um pedaço do meu amor.

Aqueles dias que quer reviver, brotam à sua volta.

Desaparecem no céu.

As flores de cerejeira caem.

Ando enquanto eu desfrutar da Primavera.

O sonho de voltar a viver com você novamente

Faz você sentir uma forte dor no peito; pétalas dançam junto ao vento.

Notas finais
Kami-sama. To chorando aqui. Que triste!! Nem sei como consegui escrever. O capitulo saiu bem mais grande do que eu esperava. Mas, é que nem o ditado popular diz; vivendo e aprendendo! Como a fic já acabou, espero que todos tenham gostado dela. Não posso prometer, mas acho que ela terá um continuação chamada; promess que será uma long-fic, e uma short-fic alternativa chamada; time, falando como seria se Byakuya não tivesse perdido Hisana. Bem, eu recebi mais comentários do que imaginava, e nem sequer sonhei com uma recomendação. Então arigatou minna!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!