Lembranças
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Tudo começou naquela manhã chuvosa de Maio. Eu mal sabia que meu melhor amigo no face fake, era na verdade um garoto muito inteligente e bonito. Eu vivia pedindo fotos dele, fotos de como ele era, e ficava imaginando em minha cabeça como ele poderia ser, cada feição de seu rosto. E foi assim que tudo começou. Conversávamos sem acabar o assunto nunca. Toda vez que ele entrava, até a hora que saía. Eu era totalmente viciada naquilo. Mas pra mim, era bom. Fazia-me bem. A questão era: eu não sabia que ele era real.
Quando eu decidi com meus pais que viajaria para São Paulo, logo avisei Dudu para que ele soubesse. Ele pareceu feliz pelo chat online. Mas, de qualquer forma, aquele era apenas o começo. Bem, e lá estava eu. Calmamente estressada,a ponto de estar arrumando minhas roupas na mala -o que eu nunca, mas nunca fazia. Bem, assim que arrumei, mandei uma mensagem para Dudu:
-Nos vemos amanhã? -Eu sorria feito uma boba na frente do celular. Até que ele respondeu "te esperarei no aeroporto". Meu sorriso se transformou num riso fraco, e rouco, contendo ali toda a alegria que eu tinha de poder vê-lo.
De qualquer forma, era cedo demais para o dizer. No dia seguinte, eu e meus pais, e meu irmão, seguimos para POA e fomos até o aeroporto. No avião, tudo ocorreu bem. Sem acidentes aéreos, sem nada. Até que finalmente chegamos. Avisei a Dudu pelo celular que eu estaria lá, mas fui interrompida por um abraço de um estranho.
Um estranho completamente lindo. Ele tinha olhos castanhos e cabelos castanhos, eu sei, parecia comum, mas ele era... Impressionavelmente lindo. Era meio corpulento, sim, mas o seu rosto, os olhos pareciam transmitir conforto e pareciam pedir comida também. Era quase impossível não o abraçar. O abracei de volta. Ele riu baixo no meu ouvido, e sussurrou para que apenas eu ouvisse.
-Sabia que você era real.
Fiquei pasma. Seria aquele...? DUDU? Virei-me para ele, ele me olhou. Aqueles olhos... Logo eu beijei sua bochecha, e o abracei de novo, o apertando contra mim. A minha esperança toda agora tinha sentido. O porque de eu ter chorado todas aquelas noites, e o porque de eu acreditar em Dudu. Algo me dizia que ele era real e ele é real. Logo olhei para meus pais, e eles sorriam, meio que estranhando.
-Entramos em contato com esse tal de Dudu. -Falou meu pai. -Já não aguentávamos mais ver nossa pequena chorar.
Eu não sabia como agradecer. Mas então, Dudu me puxou para outro abraço.
-E quanto a Stephanie? -Indaguei.
-Ela está bem. -Sorriu Dudu.
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