Lembranças
3 Only Hope
Notas iniciais
-Elena?- Stefan disse quase não acreditando no que via.
Ela o olhou assustada, tremia e parecia desorientada.
-Elena? Sou eu, Stefan. Meu Deus, você acordou- ele disse sorrindo, quase não cabia tanta alegria naquele sorriso.
Porem Elena continuava da mesma maneira, perdida.
-Vou chamar o médico- ele a alertou.
Minutos depois enfermeiras e um medico entraram no quarto de Elena para realizar os exames que diriam quais sequelas poderiam estar presentes. Stefan estava na sala de espera aguardando a chegada dos pais e amigos de Elena. Momento depois ambos esperavam ansiosamente juntos.
-Como ela acordou? Ela falou algo?- Matt perguntou á Stefan.
-Ela... Eu estava de saída e quando eu tentei largar a sua mão, ela... Ela segurou firme, e depois abriu os olhos- Foi à única coisa que Stefan conseguiu dizer, ele tremia e gaguejava.
Matt sorriu para ele. Ele era o melhor amigo de Elena desde pequeno.
Algumas horas depois o médico saiu do quarto e olhou para os familiares de Elena, não era possível distinguir no que ele estava pensando naquele momento.
-Como ela está doutor?- o pai de Elena perguntou.
-Ela está ótima, sua recuperação foi incrível, quase um milagre- o medico disse sorrindo.
Stefan respirou aliviado.
-Graças a Deus- a mãe de Elena disse com lagrimas nos olhos.
-Não há sequelas definitivas como perda de movimentos ou da fala, ela está perfeita como sempre.
Todos na sala sorriram, aquela era melhor noticiais de suas vidas.
-Posso vê-la?- sua mãe perguntou ao médico.
- É claro ela ainda está acordada.
-Amor você não acha melhor o Stefan vê-la primeiro? Você sabe o quanto ele nos ajudou nesses 2 meses- o pai de Elena disse baixinho porem facilmente escutado por todos.
-Tudo bem, Stefan você pode ir- a mãe de Elena disse sorrindo porem hesitante.
Stefan agradeceu e sorriu. Entrou no quarto e avistou Elena encarando o teto, ela parecia perdida e indefesa naquele momento, ele sentia vontade de abraça-la e mantê-la segura, e principalmente, pedir desculpas, porque tudo àquilo era culpa dele.
-Oi amor- ele disse sorrindo gentilmente.
Elena o encarou.
-Você está bem?
Elena respirou fundo.
-Desculpe-me... Nos conhecemos?- a voz ela era fraca.
Stefan a encarou e depois riu.
-Claro Elena, sou eu, Stefan- ele disse tentando controlar o medo.
Elena simplesmente permaneceu inquieta e assustada.
-Desculpe-me...
-Você não se lembra de mim?
-Não.
Stefan respirou fundo e tentou segurar a mão dela, porem Elena a afastou. Ela estava com medo.
Não teve coragem de dizer nada, apenas foi atrás do médico que o esperava na porta.
-O que houve?- o medico perguntou tranquilo.
-É a Elena... Ela está dizendo que não se lembra de mim- Stefan disse ainda calmo.
-Ela o quê? Mas os quadros dela estão normais...
-Ela não lembra doutor, simplesmente não lembra.
-Isso é impossível.
-Não, é bem possível sim, porque está acontecendo agora.
-Vamos fazer alguns exames e entramos em contato com você e os familiares de Elena.
-Tudo bem- Stefan disse respirando fundo.
Olhou para Caroline que o encarava assustada, caminhou até ela e sentou-se ao seu lado.
-O que houve lá?
Stefan respirou fundo.
-Ela simplesmente olhou pra mim com aquele olhar perdido sabe? Quando ela está com medo de alguém, Caroline. Ela estava com medo de mim...
-Stefan, ela só está assustada, dê um tempo para que as coisas de ajustem.
Tempo. Tempo. Era tudo sobre o tempo, ele estava tão farto de esperar.
-E se não for o tempo? E se ela realmente não se lembrar de mim? O que eu vou fazer?
Caroline fixou seu olhar no chão e respirou fundo.
-Eu não sei Stefan, mas você a ama demais para desistir agora.
Ele concordou e depois sorriu. Caroline+ conselhos= melhor amiga.
E mesmo que ele tentasse se encher de esperanças, tudo acabou dando errado, os médicos não compreenderam o caso de Elena, ela simplesmente não se lembrava de Stefan, não se lembrava de nem da metade das coisas que aconteceram nos últimos 2 ou 3 anos. Inclusive seus momentos ao lado dele, ou melhor, JUSTAMENTE os seus momentos ao lado dele. E se não bastava perde-la assim, estava sendo proibido de ir atrás dela, proibido por seus pais de tentar fazer ela se lembrar, afinal, ela “precisava se adaptar novamente” e aí, quem sabe ele poderia ir atrás dela... “Aí QUEM SABE”
PV Stefan.
Então é isso, ela não se lembra de mim? De nós? Eu passei 2 meses enfurnado nessa droga de hospital para no fim me dizerem que eu a perdi, e que eu ao menos posso tentar reconquista-la? Esse é oficialmente o pior dia da minha vida. Todos estão me olhando como se dissessem: “sinto muito, mas você pode ir embora agora, para podermos vê-la?”. Eu não os odeio, não é isso, mas... Eu odeio a mim mesmo por estar sofrendo tanto, um buraco se abriu em mim e eu não tenho escapatória. Eu a amo, mas preciso deixa-la.
Concordei em silencio e me direcionei para a saída, onde vi Damon parado observando tudo, ele tinha aquela cara eu dizia: “puta que pariu, eu sinto muito mesmo”, mas não importa, ele não vai dizer nada que eu já não sei: talvez seja melhor, ou talvez devesse ser assim. Droga. Saí do hospital e peguei meu carro, prometi a mim mesmo desde o acidente que nunca mais dirigiria rápido e com a cabeça cheia, mas não há outro jeito. Preciso ir embora daqui.
Parei o carro em um lugar que não ia há meses, ficava longe da cidade, era mais como uma floresta próxima há reserva dos Lockwood. Deitei-me ali mesmo, no chão, e pensei por um tempo, um longo tempo. Caroline já houvera me ligado umas 20 vezes e eu não atendi nenhuma, não quero falar com ela agora, não quero falar com ninguém.
Foi então que minhas lembranças dela começaram a voltar.
Estavam deitados na cama, fazia um tempo que aquele silencio confortável tomava conta de ambos, Elena olhou pra ele sorriu.
-Você pensa sobre o nosso futuro juntos?- perguntou.
Stefan sorriu.
-Na verdade sim.
Elena o olhou surpresa.
-No que você pensa?
Ele enroscou seus dedos nos dela e depois suspirou.
-Eu penso que daqui a uns anos nós vamos nos casar, ter dois filhos lindos. Uma menina e um menino, e que eu vou trabalhar como arquiteto da maior empresa de construção de Mystic Falls, e vou desenhar uma casa da arvore bem bonita pros nossos filhos- parou e olhou nos olhos dela- eu penso que vamos ser muito felizes juntos, mais felizes do que somos agora e você vai até escrever um romance sobre mim- Elena sorriu. – e que no fim de todo dia, eu vou chegar em casa pra colocar nossos filhos na cama e dar um beijo de boa noite, e depois, vamos jantar juntos e conversar sobre como foi o nosso dia.
Elena o olhou com aquele brilho nos olhos e o beijou.
-Eu te amo- disse e depois sentiu que uma lagrima caia de seus olhos- e sou a mulher mais feliz do mundo por ter você.
Respirou fundo e olhou o céu, seria mesmo o certo a fazer? Deixar Elena, esquecer como ela o esqueceu? Ele ao menos tinha tido a oportunidade de fazê-la lembrar...
Aliás, como sua vida tinha tomado aquele rumo?
-Sabia que estaria aqui- ele ouviu uma voz atrás de si.
Levantou-se rapidamente e viu que era Niklaus, seu melhor amigo, ele tinha acabado de se mudar.
-Que diabos está fazendo aqui? Você me deu um susto.
Klaus sorriu. Aqueles olhos verdes e sorriso sedutor eram irresistíveis a qualquer mulher, e a maioria das que Stefan namorou no colegial tinham uma queda por aquele sotaque britânico que ele tinha.
-Vi você saindo do hospital enquanto estava no Grill, você parecia chateado.
-Você me seguiu?
-Qual é Stef, eu te conheço desde que tínhamos 12 anos, sei de coisas sobre você que nem você sabe.
Stefan revirou os olhos e Klaus sorriu sentando-se em um galho de arvore próximo a Stefan.
-Não vai me dizer o que houve?
Stefan respirou fundo.
-É a Elena... Ela acordou.
O olhar de Klaus mudou, ele parecia surpreso.
-E isso não é algo bom?
-Claro que é Nik.
-Então porque essa cara?
-Porque ela não se lembra de mim.
Klaus o observou e depois respirou fundo.
-Sinto muito.
-Eu também sinto, e depois os pais dela vem me dizendo que eu ao menos posso tentar faze-la lembrar, porque ela precisa se adaptar a realidade de que dormiu por 2 meses. Eu simplesmente não entendo, eles estão tentando me afastar dela, pensei que gostassem de mim...
Klaus riu. – Os pais nunca gostam de você, Stefan. Além do mais, eles estão fazendo o que é melhor para a Elena.
-De que lado você está?
Klaus sorriu.
-Eu não quero ficar longe dela Nik, não quero, não posso. Eu simplesmente não consigo. Eu a amo- Stefan disse totalmente destruído.
Klaus pensou por um tempo e depois o encarou.
-E se...
-E se o quê?
-E se você não tentasse fazer com que ela se lembrasse... E você tentasse se aproximar dela novamente, como há dois anos, comece tudo de novo. Além do mais, os pais dela te proibiram de tentar fazê-la lembrar, e não de fazê-la se apaixonar novamente.
Stefan pensou sobre o que Klaus falou. Será?
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