Notas iniciais
AINDA TENHO 2 MINUTOS! Não me matem ;-; q
Eu disse que ia postar hoje, não disse? Pois bem u_u
Eu não sei se postarei amanha, tenho um monte de coisas pra fazer e ;-;
Mas prometo tentar, ok? ♥

11.

Se os bocejos se contagiam, os risos contagiam e até o pranto se contagia, podemos fazer com que a atitude “Frank” passe de pessoa para pessoa?

I

Gerard entra na sala com timidez. Tudo é branco e há poucas pessoas espalhadas pelo lugar. Encontra o loiro de costas para ele e olhando a televisão sem sequer liga-la. Queria surpreende-lo, mas não se arrisca e apenas continua a pronunciar muito suavemente seu nome.

–Liam. –Repete. –É você?

Seu companheiro de brincadeiras se vira e Gerard pode ver os olhos apagados e rodeados por manchas escuras. O rosto pálido e o cabelo armado terminam por completar o quadro do que Liam é agora.

–Gerard, me ajuda. –Sua voz apenas é um sussurro. Gerard se inclina para tentar lhe ouvir melhor. –Me perseguem, estão me perseguindo e sei que vou morrer. Me deixa assustado Gerard. Mande os irem. Diga!

O grito faz todos se virarem e Gerard não sabe o que fazer, só avança até se colocar de frente para o amigo, de joelhos e com a esperança de que o temor de Liam se afaste.

–Você vai ficar bem.

–Não Gerard, vão me matar. Preciso de drogas, eles querem que eu cheire. Vamos Gerard, me dê. –Choramingou. Em um instante seu rosto estava molhado. –Só um pouco Gee, por favor.

A careta miserável no rosto de seu amigo estava causando estragos nele. Desejou leva-lo do lugar com o propósito de não vê-lo chorar.

Doía.

Felizmente um homem com bata branca e um prato nas mãos apareceu em seu lado.

–Seu corpo sente falta das drogas Liam, mas é normal. Tudo vai passar e você verá que deixam de te perseguir quando você entender que pode ter uma vida melhor.

Gerard olhou para o homem. De cabelos escuros e olhos azuis, sorriso amável, e agora estendia o prato para seu amigo.

–Agora coma a maçã, é bom para seu cérebro.

Liam pegou o prato assustado, mas mordeu um pedaço da fruta.

–Desculpe interromper, Gerard.

–Obrigado. –Sussurrou. O doutor se afastou sorrindo e Gerard se lembrou porque foi a clinica em primeiro lugar –Olha Liam, eu te trouxe algo.

–Dro...?

–Não, não são drogas. –Interrompeu. –É algo melhor. Quando eu me sentia ansioso para voltar a inalar me colocava a desenhar e tentar me distrair pensando em algo melhor.

–Eu não sei desenhar.

–Mas pode escrever. Como seja. O que você sente. Depois você pode rasgar, ou arrancar, mas é bom expressar o que sentimos e assim nos esquecer do que nos perseguem. –Sorriu. –Sei pelo quê você está passando Liam, acredite, você não está só. Eu vou te ajudar. Virei a cada minuto, está bem?

Seu amigo assentiu e comeu outro pedaço da maçã.

Talvez se Gerard fosse ele não se sentiria perseguido, como agora, que poderia estar até em paz.

Depois de uma hora de conversa Gerard foi com o doutor que lhes atendeu no primeiro dia. Jared Leto.

–Ele vai ficar bem?

–Muito bem. –Assegurou o psiquiatra. –O que acaba de acontecer é normal.

–Eu sei, como te disse, eu mesmo passei por isso e, acredite em mim, agora entendo minha mãe e meu irmão. Foi muito difícil o que eles passaram. –Desviou o olhar desses olhos azuis. –Me ver tão perdido e miserável como eu vi Liam.

–As pessoas são fortes. Você, sua família, Liam. Somos muito fortes e valentes, mas precisamos de situações extremas para notar.

Jared lhe lembrava muito de Frank. A sua filosofia, claro, seu físico era muito diferente. Sem duvida essa maneira de se expressar e a ideia de ajudar, sem se importar com nada, era muito parecida.

Gerard começava a se perguntar quantos Franks poderia ter no planeta.

Se um tinha tanta força de vontade e tanto empenho para salvar e melhorar a vida, uma dezena de Franks poderia fazer milagres.

“Se os bocejos se contagiam, os risos contagiam e até o pranto se contagia, podemos fazer com que a atitude “Frank” passe de pessoa para pessoa?”.

Gerard teve que deixar a clinica;

Um novo critico desejava lhe ver.

II

É simplesmente ridícula a quantidade de pessoas inocentes trancadas nesse lugar. E Frank poderia começar a lista mencionando seus novos amigos: Ray e Bob.

A condenação de Ray foram 5 anos sem direito a fiança por posse de drogas sendo, supostamente, um dos lideres de vendedores de drogas pela cidade. A realidade é que o afro teve má sorte, os policiais se sentiram pressionados pela impressa e as obvias falhas em seus sistemas, então decidiram dar um culpado, que resultou em ser Ray, mesmo que este não tivesse nem um registro de pena anterior.

Ray Toro voltava de seu trabalho como programador em um escritório. Sua mãe esperava em casa, mas as luzes não estavam acesas como era o costume, esse foi o primeiro indicio de que algo estava errado. Quando abriu a porta as luzes se acenderam e pode ver sua mãe, que tinha um homem em suas costas, e uma pistola sobre a têmpora.

Definitivamente foi nesse momento que soube que algo estava errado.

Os homens pareciam policiais da cidade, que colocaram drogas em caixas de sua casa, lhe disseram que teria que confessar que ele ajudava a guardar, que era um líder perigoso, que as drogas eram sua vida, ou sua mãe morreria.

Ray disse sim a tudo e agora, bom... Está na cadeia.

A vida não é justa, mas é maravilhoso o que os humanos fazem por amor.

O caso de Bob é menos grave, mas aleatório, onde a má sorte domina a situação.

Um roubo, feridos, e um loiro que passava e ajudava.

O resto é história e não há muito o que contar.

Para Bob não foi tão triste, sua família não vive em Leka, são de um pequeno povoado, que ele deixou em busca de oportunidades e por azar do destino caiu nesse lugar fedorento e degradante, procurava um trabalho quando tudo aconteceu. Agora tem um teto, comida, a cadeia foi o melhor lugar que Leka pode ter lhe oferecido.

Talvez assim ele pensaria duas vezes antes de sair de casa em um ataque de loucura.

Mencionar a vida de Ray e Bob é simplesmente dar um par de exemplos. Na cadeia há um bom punhado de homens com essas características tão marcantes de identificáveis que a cadeia de Leka, o pátio, e a cafeteria se dividiu em dois.

Em um canto quem mente e quer continuar assim, em outra, pessoas que Frank está ajudando. Certamente o policial Jones tinha razão, na maioria das vezes as pessoas só querem ser escutadas.

Alguns dos inocentes guardam rancor. Frank está lhes ajudando a olhar para adiante e deixar sentimentos inúteis esquecidos. Alguns deixaram uma família que desejam e outro estão só. Uns tinham vida antes da cadeia, outros deixam claro que ali é o melhor lugar onde já estiveram.

Assim como a vida é ampla, com seres diversos vivendo, é assim na cadeia também.

Cada dia é uma oportunidade parar aprender e cada minuto é uma oportunidade para ajudar.

Frank mudará o mundo, porque não está só, começou a fazer com que os outros também abram os olhos. Isso não é um grande avanço?

–---------X----------

–Invejo Ray, sabe? –Bob olha para o céu. Não importa que o sol esteja em seu rosto, valia a pena a queimação, pois os presos não podiam ver a luz do sol todos os dias. Ele e Frank se normalmente se recostavam com as mãos por debaixo de sua cabeça no meio do pátio e o rosto em direção ao céu.

–Porque? –Frank sorria porque quando os quente raios do astro tocavam em suas bochechas ele sentia cócegas. E voltava a pensar que só um preso saberia o quanto se sente a falta da estrela.

–Quando sair em algumas semanas chegará em sua casa, abraçará sua mãe e tudo vai ficar bem, porque estará com sua família. Eu não tenho idéia do que vou fazer, para onde ir.

–Você pode voltar para casa.

–Com que dinheiro?

Frank olhou para seu amigo. Os olhos de Bob estavam tão azuis como sempre, mas estavam mais brilhantes, como um pequeno cachorro quando precisa de algo.

–Conheço alguém. Um amigo eu pode te ajudar. –Assegurou pensando imediatamente em Gerard. Nem sequer pensou em lhe pedir permissão, porque Bob era bom, e Gerard o veria logo. As pessoas boas se resaltam. É como se a bondade brilhasse através desses olhos azuis. –Te darei seu endereço, com certeza ele te ajudará.

–Frank, quando sair daqui venha me visitar. Eu gostaria de te ver mais do que em jornais e revistas.

–Perdão? –Frank levanta uma sobrancelha.

–Você é das pessoas que chegam nesta vida com uma missão Frank. Para você não existe o viver por viver; está destinado a coisas grandes e estou certo de que conseguirá.

Frank sorriu como a pessoa modesta e boa que é.

A vida é injusta a maioria das vezes.

A sorte pode ser uma sádica maldita, mas tudo se paga.

Cedo ou tarde os maus recebem o que merecem e os bons sua recompensa.

Ou assim deveria ser.

III

Gerard Way começa a trabalhar as sete da manha.

O sol apenas faz sua aparição no horizonte quando sai do prédio e antes de cruzar a rua pode ver os novos compradores e novos vendedores.

Seu bairro não se caracteriza pela segurança ou pela falta de drogas. A qualquer hora pode encontrar um bom vendedor, e agora que pensa, inclusive havia um dentro do prédio. Depois que Frank se foi (e é difícil se lembrar) chegaram dois caras no mesmo apartamento. Não os via muito e não tinha idéia do que faziam, mas os caras eram muitos silenciosos e altamente suspeitos.

Gerard esperou o caminhão enquanto olhava para esse pequeno garoto estender sua mão para pagar o vendedor. Talvez o garoto tivesse 16, mas com a desnutrição, parecia ter 11.

Há muitos casos de pessoas viciadas nas drogas desde que se lembrava. Características aprendida de suas pais.

Viu seu ônibus a duas quadras de distancia, escutava o ruidoso motor deste, mas antes de que pudesse para em frente a ele um novo som lhe distraiu e fez o ônibus avançar.

Sons constantes fizeram Gerard reagir instintivamente e se jogar contra o piso, atrás de uma lata de lixo.

Eram tiros. Balas que saiam em uma velocidade incrível, que explodiam e saltavam, que causava terror e espiando ligeiramente, poderia ver como um encapuzado disparava contra o vendedor, o garoto, e a grande fila de clientes matutinos.

Ontem pela tarde Mikey havia lhe contado que dois vendedores haviam batido em um homem de meia idade porque este comprou drogas. Os sujeitos lhe bateram com uma pá e o homem apenas pode se colocar de pé. Com a arma na cintura dificilmente uma pessoa se aproximaria para defende-lo. Os vizinho, apesar dos gritos e socos, só puderam ver a tragédia de suas casas ou tiveram que não olhar, como seu irmão, rezando para que o homem continue vivo e que aquilo não acontecesse com eles.

Agora, as sete da manha, talvez o vendedor que havia maltratado o homem foi assassinado por um grupo inimigo. Isso não é por acaso justiça divina?

Gerard tem que esperar outro veiculo esta manha.

IV

A prisão em Leka não é o lugar com maior orçamento do pais, mas havia algumas mudanças, como um novo pessoal e uma mudança no cardápio.

Se supõe que as cadeias funcionam como centros de readaptação. Preparam indivíduos que haviam sido maus para serem membros ativos da sociedade. Mas em Leka não há nem sequer um programa que busque a integração dos internos. Não há no que perder o tempo, e os os livros se contam com os dedos das mãos.

Até hoje, que tudo começa a mudar.

–---------X----------

Frank acorda essa manha esperando encontrar o policial Jones. Como toda manha ele lhe acompanhava no banho, juntamente com os outros prisioneiros, e depois para o café da manha. Mas o moreno não chegou, em troca viu um jovem policial com o uniforme impecável, os olhos castanhos e o cabelo perfeitamente penteado com ajuda de gel.

–Você deve ser Frank. –Disse o jovem policial sorrindo. Frank não responde, mas oferece sua mão ao homem, que a aperta com bondade. –Kevin McDale.

–Frank Iero.

–Você é famoso. O oficial Jones me contou sobre você. –Sorri. –Mesmo que outros também tenham me dito algumas coisas.

Ray se encontra de pé atrás de Frank. O homem o observa e o cumprimenta com a cabeça.

–É hora de ir tomar banho.

Kevin é amável e tem intenções nobres.

Em conclusão é um homem bom, e Frank escuta sua história.

A inspiração surgiu na infância e a necessidade de fazer algo.

–Quando penso em todas as coisas horrível que acontecem nessa cidade só posso me perguntar “o que posso fazer” um e outra vez. Sou um homem de ação, não de palavras.

Então termina seu discurso coçando a nuca com timidez.

Frank ganha um novo amigo, Leka um policial honesto, e Jones um pouco mais de tempo para passar com seu neto.

As coisas mudam.

E isso parece bom.

V

Gerard volta quando o sol começa a se esconder, consegue colocar a chave quando escuta passos correr pela escada. Novamente o instinto ganha e abre a porta tão rápido como seu nervosismo permite, porque escutou um tiro e isso é realmente próximo.

Fecha com a chave e se afasta da porta, ao tempo de ver sua mãe na cozinha.

–Onde Mikey está? –Pergunta chegando ao seu lado.

Há mais um par de tiros e Donna grita com histeria.

Mikey aparece sem óculos e com o cabelo revoltado. Gerard respira abraçando Donna.

Há gritos e estes se escutam por fora de sua porta. Depois batidas e estas contra sua porta.

–Rápido! –Gritou Mikey, Gerard e Donna se fecham no quarto do menor.

Mikey tira algumas coisas do closet e depois apaga a luz. Convida sua família para entrar no armário e assim Donna e Gerard fazem. Ele se esconde de baixo de sua cama antes de ouvir mais tiros, mais gritos, e como a porta de sua casa se abre e a fechadura se quebra.

Donna está chorando, e quer chorar, mas seu filho lhe abraça e ela queria ter um braço muito grande, ou um closet maior, para poder abraçar Mikey também.

As armas se recarregam e Gerard acha o som mais horrível do mundo. Se agarra mais em sua mãe e enterra a cabeça em seu cabelo. Sabe que está tremendo e pode ouvir sua mãe rezar, queria poder fazer também, e que Deus baixasse com uma bolha especial para ele, para que essas balas voltassem e que esses criminosos miseráveis tivessem o que mereciam.

Talvez desejar a morte de outra pessoa não seja o mais adequado para Deus.

Os tiros continuaram. Não se pode calcular se foram minutos, segundos ou horas, mas houve um momento em que tudo parou.

–Parece que acabou. –Mikey sussurrou. Sem duvida o silencio era tanto que parecia ter gritado.

Gerard escutou seu irmão sair debaixo da cama.

–Mikey, não vá...

–Está tudo bem.

Gerard abriu a porta do closet com sua mão ainda chorando. Viu Mikey se aproximar da porta e antes de conseguir alcançar a puta escutou uma forte explosão.

Como puderam a família Way se acomodou dentro do armário.

Donna abraçava seus filhos e estes se seguravam nas mãos.

Não há pior som que o ruído de uma arma, nem maior medo que a morte em sua própria casa.

Gerard não sabia se eram bons contra maus, maus contra maus, ou uma caçada em um lugar errado. Não se ouviam sirenes de policial, ou de ambulância.

Agora só podiam esperar que o caos terminasse, que nenhum homem houvesse aberto a porta e que o pesadelo terminasse quando pudessem se atrever a abrir os olhos.

VI

–Hey Frank. –O de cabelos negros pode ver finalmente o oficial Jones durante o café da manha. –O que achou de Kevin?

–É um bom garoto. O que achou do descanso?

–A família é maravilhosa.

Frank assentia enquanto bebia seu purê de batatada. E digo bebia porque a consistência não permitia outra coisa.

–O homem que vem te visitar, -Disse Jones. –é sua família?

Frank lhe olhou. Quando falou de sua vida omitiu o pequeno detalhe do que Gerard representava para ele. Não porque tivesse vergonha, sim porque confissões tão pessoais se ganham com uma grande confiança. E a confiança se ganha com boas ações.

Jones havia ganhado. Então Frank respondeu assentindo com a cabeça.

–É meu namorado. –Foi simples e direto. Rapidamente notou que o oficial ficava vermelho e que tossia por nervosismo.

Frank não desgrudou o olhar do moreno apesar de sua reação surpresa.

Passaram minutos e com o tempo o homem foi se recuperando.

–Porque não me disse? –Perguntou quando a pele voltou ao seu tom normal. –Poderia ter te dado uma visita “intima”. –E sorriu.

Frank não sabia se isso era possível, mas sorriu, porque não desejava mais nado do que abraçar Gerard sozinho, lhe beijar e dizer que o adorava, sem olhares curiosos. Confiava em Jones, e confiava que cumpriria sua palavra.

Porque isso é o que as pessoas boas fazem.

–---------X----------

A segunda mudança na prisão foi notada quando Frank foi levado a um novo escritório.

Na porta havia uma placa com letras douradas que tinha um nome e uma especialidade: Psicóloga Samantha Lewis.

A porta abriu e Kevin disse “boa sorte”.

Uma mulher de meia idade, corpo robusto, cabelo grisalho e ruiva lhe recebeu com um sorriso.

–Bom dia. –Disse ele. –Então você é Frank.

Ele assentiu e estendeu sua mão em uma saudação cordial.

–Me falaram muito de você, sabe? Acredito que você e eu podemos nos ajudar.

Samantha insistiu muito para que a prisão tivesse ajuda psicológica. Ela e outras boas pessoas preocupadas com os reses maus que poderiam se reintegrar na sociedade.

Frank sorri enquanto a escuta falar. Cada vez descobre mais pessoas compassivas e que buscam a mudança. Que agem e querem trabalhar.

A mudança chegará.

VII

Nesse dia saíram quando a ambulância e os policiais chegaram. Um sinal equivocado de que tudo havia acabado. Com as pernas anestesiadas e a tristeza a flor da pele a família abriu a porta para se encontrar com um corpo em sua sala e o lugar destruído.

Assim é a vida em Leka. Imprevisível e violenta.

Donna chora desesperada e Gerard sabe que nada voltará a ser igual, todo dia criminosos mudam a vida das pessoas e criam que uma ferida que nunca mais fechará. Sem duvida terá que continuar vivendo, terão que recolher cara pedaço de vidro e começar do zero, porque a vida está cheia de contrates, de subidas e descidas e não nos resta mais que viver todos eles.

Isso Gerard entendeu muito bem quando, dias depois, um homem loiro bateu em sua porta.

Disse que haviam lhe mandado ali, procurando Gerard Way, que procurava ajudar e que aquele que lhe mandou havia lhe mandado uma carta.

Gerard pegou o papel e com uma curiosidade rasgou o papel.

“Visita conjugal” dizia o centro da folha. E no canto inferior direito vinha a assinatura. “Frank Iero”.

Sorriu e deixou que seu novo inquilino passasse.

–Ainda restam pedaços. –Disse Gee. –A ajuda nunca é demais.

Afinal de contas as boas pessoas nunca acabarão.

No próximo...

12.

Então, definitivamente, hoje é o melhor dia de suas vidas.

Não importa a espera, a ansiedade, ou o desespero, porque quando seus olhos olham o do outro não há duvidas, nervosismo ou medo. Quando se olham nos olhos encontram seu lugar. E não importa o quão clichê isso soa.



Notas finais
RESPIREM ALIVIADAS! Eles vão se agarrar! *0*