Lei da Paixão

54 À Espera de Notícias


Notas iniciais
Estão tão feliz!! Chegamos aos 501 comentários! Isso não é pouca coisa! Agradeço muito a vocês, pois são vocês queridos leitores que fazem essa história. Como prometido aqui está o capítulo bônus da semana. Boa leitura!!

Eles andavam de um lado para o outro, preocupados com o estado de sua amiga. Dar a luz aos sete meses naquele lugar, no meio do nada não era nada bom. Ela deveria estar em um excelente hospital, rodeada por uma competente equipe médica e tendo seu estado de saúde monitorado. Entretanto, não era isso que estava acontecendo. Lá estava ela em um casebre, no meio do deserto, tendo o marido como parteira.

Já fazia um bom tempo que Grissom estava encerrado com Sara naquele quarto e nem sinal de algum progresso. Tudo o que se ouvia era os gritos em resposta à força que a parturiente fazia para dar a luz a seus filhos.

— Essa espera está me matando! É comum demorar tanto assim? – questionou Greg, o mais ansioso de todos.

— É comum sim Greg – respondeu Catherine – Aguentei oito horas de sofrido trabalho de parto para ganhar a Lindsey.

— Cara, se com um sobrinho você está nervoso e ansioso assim, imagine quando for o nascimento de seu filho? – argumentou Warrick.

Foi com grande alívio que eles ouviram o primeiro choro.

— Nasceu! – eles comemoraram – Nosso sobrinho nasceu!

— Estou doido para conhecê-los! – declarou Greg.

Ele mal terminou de falar, Grissom apareceu na porta com um embrulhinho nas mãos. Ele chorava com vontade. Parecia muito cansado, porém seu semblante demonstrava total felicidade.

— Pessoal, conheçam meu filho, Theodore – anunciou Grissom, afastando o pano que encobria o rosto da criança e mostrando-o a todos – Cath, você pode segurá-lo para mim, enquanto volto para o quarto a fim de terminar o parto de Sara?

— Claro que posso! Será um prazer poder segurar este bebê lindo – ela aceitou sorrindo para Theo.

Grissom voltou para o quarto. Assim que ele deixou a sala, os rapazes se aproximaram para ver melhor o rebento mais velho de Grissom.

— Ele é muito bonito – comentou Greg.

— Para mim ele tem cara de joelho. Todo recém-nascido tem cara de joelho – expôs Warrick, observando o pequeno.

— Deixa só o Gil ouvir você falando assim do filho dele, que você aprenderá uma lição – mencionou Catherine sorrindo.

— Ou a Sarinha. Aquela carinha de boba que ela tem pode enganar a muita gente, mas a mim não engana. Sara é uma leoa quando precisa – justificou Greg.

— Com quem vocês acham que ele se parece? – indagou Nick analisando as feições do recém-nascido, tentando descobrir se o pequeno se parecia mais com Sara, com Grissom ou se era uma mistura dos dois.

— Bom por enquanto não dá para dizer com quem ele se parece. Theo parece ser uma mistura dos dois. Os cabelos são castanhos e os olhos parecem que são azuis. Mas isso pode mudar com o passar do tempo – argumentou Cath.

— Tomara que ele seja pelo menos mais comunicativo que Grissom, pelo menos um pouco mais acessível – desejou Warrick.

— Isso é difícil de acontecer. Gente, os pais são Grissom e Sara as pessoas menos comunicativas do planeta que existem – objetou Nick.

— As características psicológicas deles, isso só o tempo dirá. Mas pensem que eles terão nossa influência. Isso é um ponto positivo – redarguiu Nick esperançoso.

Eles ouviram mais um choro. Forte e potente.

— Olha só Theo! Seu irmãozinho acaba de nascer – Cath anunciou a chegada da outra criança ao bebê em seu colo.

Grissom apareceu na sala sozinho. Embora estivesse com a camisa e as mãos sujas de sangue, ele aparentava uma felicidade extrema. Seus filhos haviam nascido e ao que tudo indicava, eles não tinham problemas de saúde.

— Posso levar esse pequeno para a mãe? – Grissom perguntou pegando-o do colo de Catherine.

Ele retornou para o quarto levando Theo consigo. Entrou e viu o rosto de Sara iluminar-se ao ver o menino. Ela tinha o seio direito exposto, pois amamentava Alex. Ainda que tivesse nascido de sete meses, o pequeno abocanhou o seio da mãe com vontade. Por instinto ou não, ele sabia o que tinha de fazer.

— Aqui está mamãe, seu filho chegou – ele disse sentando junto a ela com o filho nos braços.

Grissom olhou admirado para aqueles pequenos seres que se encontravam em seus braços. Eram tão pequeninos e indefesos, tão dependentes deles. Tinha certeza de que faria de tudo para protegê-los.

Alex dormiu após a mamada. Gil pegou-o no braço com a mão livre e entregou Theo para Sara para que ele também pudesse mamar. Ela baixou a alça esquerda do vestido, deixando a mostra o seio. Posicionou a criança e pôs o bico do seio na boca dele. Assim como Alex, Theo também parecia que sabia o que fazer. Não se fez de rogado. Abocanhou o seio oferecido pela mãe com vontade.

— Como farei Grissom? Não sei se terei leite suficiente para amamentar os dois – ela expôs sua preocupação enquanto acariciava a cabecinha do bebê.

— Não se preocupe querida. Daremos um jeito – ele prometeu.

.— Eles são tão lindos... – ele comentou emocionado também acariciando a cabeça da criança que estava em seu colo – Parecem com você.

Ela ficou calada repentinamente.

— Grissom – ela o chamou.

— Sim querida? – ele respondeu.

— Isso não muda nada – ela comentou séria – Continuo muito magoada com você.

Como em um passe de mágica ou um feitiço para quebrar o encanto, eles ouviram o som de sirenes. A ambulância havia chegado.

Notas finais
O que acharam? Por favor deixem-me saber a opinião de vocês! Bjinhos da Bia e até o próximo!!