Notas iniciais
Olha quem está aqui? Isso mesmo! Sou eu! Onde estou tem internet, por isso não resisti e vim postar um capítulo para vocês não ficarem tristes comigo kkkk Espero que gostem! Nos vemos lá nas notas finais!!

A vida de Sara seguia uma rotina. Todos os dias, com exceção dos de sua folga, ela e Grissom iam para o Laboratório de Criminalística. Como já estava com mais de seis meses de gestação, ela já quase não ia mais a campo. Executava basicamente trabalhos burocráticos e isso a aborrecia bastante, pois sentia-se uma inútil, já que o que mais gostava de faze era analisar cenas de crimes e a melhor parte de seu trabalho: deter o assassino.

Enquanto o tempo passava um pouco depressa para ela – mais depressa do que queria – sua barriga ficava imensa, os movimentos tornavam-se desajeitados e os pés inchados. Por duas vezes ela não conseguira levantar-se do sofá e tivera que esperar a ajuda de Grissom, que se encontrava na cozinha preparando algo para que eles comessem. Somente com a ajuda dele conseguira executar uma tarefa que antes era tão fácil.

Todos os dias Grissom se levantava de seu lado da cama procurando não acordá-la e cobria-lhe o corpo. Depois se dirigia para a cozinha a fim de preparar a comida. Eles sempre faziam o desjejum juntos.

A volta do trabalho era seu período preferido. A conversa enquanto estavam sentados no sofá, sempre alegre sobre os casos que resolveram ou sobre o futuro dos filhos, ou como eles seriam com quem se pareceriam sempre a estimulavam. Enquanto arrumava a cozinha – era a única coisa que Gil a deixava fazer e somente sob sua supervisão – Grissom lavava, enxugava e guardava as louças, além disso, varria e passava pano no chão da casa. Nos finais de semana era a vez de lavarem e passarem a roupa, mais Grissom que Sara, evidentemente. Então depois dos afazeres domésticos, eles faziam a leitura de alguns dos livros de Gil juntos.

Depois de dar ração e de trocar a água de Hank, sorrindo, ele a ajudava a levantar-se do sofá, no qual estiveram sentados por alguns instantes e a conduzia para o quarto deles. Deitavam-se e faziam amor apesar de sua barriga volumosa. Se seu cansaço fosse muito, ele apenas a estreitava entre os braços. Sara nunca se sentira tão feliz e amada. Nunca em toda sua vida imaginara que alguém pudesse ser tão feliz e realizada como ela se sentia.

Em um desses dias em que Sara estava muito cansada para fazer qualquer coisa diferente de descansar, ela e Grissom encontravam-se deitados na cama do quarto do casal, ela com a cabeça apoiada ombro de Gil. A conversa foi inevitável:

— Estive pensando Sar, nós ainda não escolhemos os nomes de nossos filhos – ele comentou acariciando-lhe suavemente a mão.

— Ainda temos tempo Gil. Temos bastante tempo para pensarmos nos nomes deles – ela argumentou.

— Três meses não é tanto tempo assim. Dizem que a escolha rápida dos nomes dos bebês faz com que o relacionamento entre pais e filhos fique ainda mais próximo. Chamá-los pelos nomes faz com que sintam-se amados, queridos – ele comentou sério.

Sara ia concordando até que deu-se conta de um detalhe:

— Ei, isso não é fato comprovado! – ela protestou – Você apenas quer que escolhamos logo os nomes dos bebês.

— Pode até não ser comprovado, mas é o que eu penso. Qual é Sara! Não podemos nos referir sempre aos nossos filhos como os bebês. Eles precisam de um nome.

— Eu ainda não pensei em nenhum nome – ela comentou desanimada – Você já tem algum em mente?

— Na verdade tenho sim.

— Quais?

— O que você acha de Theodore e Alexander? – ele propôs.

Sara fingiu pensar no assunto, no entanto gostou da sonoridade dos nomes.

— Theodore e Alexander Sidle Grissom – ela repetiu os nomes em voz alta colocando os sobrenomes dela e de Gil – De acordo! Temos então os nomes de nossos filhos. Vocês gostaram Theo e Alex? – ela indagou afagando docemente a barriga. Em resposta os meninos mexeram-se no ventre materno.

— Acho que eles gostaram – ela anunciou.

— Outra coisa, nós ainda não arrumamos o quarto deles. E você ouviu o que Luciana disse. Nós devemos estar preparados para a chegada deles a qualquer momento no próximo mês.

Os olhos de Sara pesavam de tanto cansaço.

— Certo Gil. Amanhã cuidaremos disso, está bem? Agora precisamos dormir. Pelo menos eu preciso.

No dia seguinte depois de chegarem do trabalho, eles puseram-se a organizar o quarto onde as crianças ficariam. O único disponível era o de hóspedes. Decidiram que o pintariam de azul e branco. Compraram as tintas sem cheiro e laváveis. Vestidos com roupas simples e surradas, Grissom passou uma faixa branca de tinta que dividia a parede ao meio. Na parte superior, fizeram a pintura do céu com nuvens brancas e o sol ficava do lado esquerdo. Na parte inferior, eles fizeram a pintura do mar com um barco e uma baleia.

Durante todo o momento da organização do quarto, eles se divertiram. Enquanto pintavam as paredes, eles não resistiram a sujarem os rostos um do outro de tinta, caindo na gargalhada logo em seguida.

Nas paredes pregaram nichos nos quais colocaram bichinhos de pelúcia de todos os animais. Colocaram os dois berços no centro do quarto, com os kits de berço todo em azul e branco. Em cada berço havia um móbile com tema marítimo. Próxima aos berços eles colocaram uma poltrona onde Sara amamentaria os filhos. No lado direito havia um pequeno armário baixo que em cima colocaram alguns carrinhos de brinquedo e a farmacinha. No lado esquerdo ficava o guarda roupas com as peças que já haviam comprado e algumas que eles haviam ganhado dos amigos.

Quando terminaram de aprontar tudo, Sara deu um grito, levando a mão à barriga:

— Gil, venha aqui, depressa!

— O que foi? A bolsa estourou? — ele perguntou preocupado, pois não haviam preparado as coisas dos bebês ainda.

— Não, seu bobo! Ainda não é a hora. Ponha sua mão aqui – ela tomou a mão dele e a pôs sob sua barriga volumosa.

— Sente? – ela perguntou sorrindo – Seus filhos estão brincando. Eles devem achar que minha barriga é playground – ela comentou sorrindo. Eles estavam emocionados. Era bom sentir a vida crescendo dia a dia, mês a mês. Aquilo era um verdadeiro espetáculo.

Grissom ajoelhou-se e beijou o ventre de Sara

— Theo e Alex, o papai está ansioso para conhecer vocês. Mamãe e eu já arrumamos o quartinho de vocês. Está tudo lindo, pelo menos nós achamos. Eu amo tanto vocês meus filhos.

Ele levantou-se e puxou Sara para um beijo.

— Eu amo tanto você minha querida. Nunca se esqueça disso.

— Eu também te amo Gil – ela sussurrou.

Notas finais
O que acharam? Reviews são sempre muito bem vindos :P Preparem seus corações porque vem fortes emoções nos próximos capítulos!! Bjinhos da Bia!!