Notas iniciais
Aqui estamos nós! Espero que gostem do capítulo! Boa leitura!

Depois de esperar o tempo que ela julgou que seria o necessário para que Grissom e Sara fizessem as pazes, Beth voltou para casa com as crianças como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse culpa, como se fosse a mais inocente das criaturas. Abriu a porta ansiosa para certificar-se de que tudo o que havia planejado tinha dado certo. Torcia para que aqueles dois cabeças-duras houvesse finalmente deito as pazes. Esperava, portanto, encontrar os dois abraçadinhos e cheios de carinhos um para com o outro.

O que encontrou, contudo, foi exatamente o contrário. Foi recepcionada por um casal que a julgar pelas suas caras, estavam furiosos. Estava em maus lençóis.

— Boa noite! – ela sinalizou.

— A senhora pode nos explicar o que significa isso? O que foi essa encenação toda? – Grissom indagou em linguagem de sinais.

— Somente uma atitude desesperada de uma mãe e uma sogra preocupada com o relacionamento de seu filho e de sua nora.

— Mamãe! Será que você ainda não aprendeu? Você mentiu para mim! Você me mandou uma mensagem dizendo que Sara corria perigo. Eu larguei tudo no trabalho para averiguar...

— Você realmente fez isso Gil? Largou tudo porque pensou que eu corria risco de vida?

— Sim, minha querida. Eu me preocupo muito com você, embora você não acredite nisso. Deixei tudo porque julgava que você estava em apuros. E faria tudo novamente.

Ele voltou sua atenção para a mãe que já esboçava um sorriso imaginando que ali poderia surgir a tão sonhada reconciliação.

— A senhora tem ideia do que a Sara e eu sentimos ao não encontrá-la aqui com os meninos? Não passou por sua cabeça que poderíamos pensar o pior? Nosso trabalho nos mostra o pior lado das pessoas. A senhora não imagina do que o ser humano é capaz de fazer – ele a censurou.

— Eu lamento. Lamento mesmo que tenha provocado esse alvoroço todo. Eu só queria que vocês fizessem as pazes – respondeu Beth em linguagem de sinais, tristonha.

— Tudo bem, dona Beth, está perdoada! – assegurou Sara.

— Apenas não repita mais isso, mamãe. Se algum dia nós fizermos as pazes será por nossa própria iniciativa. Não se culpe caso nós não voltemos mais a ser um casal.

Beth viu a resposta do filho com pesar maior ainda. Nada mais podia fazer. Tudo o que lhe restava era rezar para que eles tomassem juízo e fizessem as pazes.

—o-

Muitos dias se passaram desde o episódio da tentativa frustrada de dona Beth para a reconciliação de Grissom e Sara. Nada ainda havia mudado no relacionamento entre o entomologista e sua ainda esposa. Grissom já havia tomado uma decisão. Doía-lhe na alma, porém era o correto a fazer.

Era fim de tarde, Sara se encontrava em sua casa absorta no vendaval de emoções que lhe afligiam o âmago. As crianças dormiam e ela enfim tinha um tempo para si. Sua sogra havia saído para dar uma volta pela praça. Grissom já havia ido para o laboratório, mesmo estando várias horas adiantado. Alegou que tinha muitas coisas pendentes e que precisava chegar lá mais cedo. Ela sabia que era mentira. A verdade era que ele estava lhe dando o espaço que com tanta insistência ela havia pedido. Estava sozinha. Ao ouvir a campainha, assustou-se. Não esperava por ninguém. Olhou no olho mágico e sorriu ao ver quem era. Não pôde, porém, não deixar de ficar admirada.

— Catherine? – ela estranhou – Você por aqui?

— Vim ver meus afilhados. Não posso? – ela respondeu, e entrou sem mesmo esperar pela autorização da dona da casa.

— Claro que pode! Eles estão no quarto.

— Na verdade, eu vim aqui para te entregar um presente – ela anunciou.

— Um presente? Para mim? Mas nem é meu aniversário... – ela argumentou.

— Eu sei que não é, mas você merece – Catherine entregou um pequeno embrulho para a amiga – Abra! Garanto que você vai gostar.

Sara abriu com cuidado e extrema curiosidade o embrulho entregue por Cath. Assim que terminou de abri-lo, deparou-se com o aro dourado que conhecia tão bem.

— Onde a encontrou?

— A encontrei escondida no vãozinho entre a parede e a torneira do lavabo do laboratório, eu quase perdi meu anel ali também. Foi uma sorte, se não, não teria achado a aliança. Deve ter escorregado do dedo de Gil enquanto ele lavava as mãos no dia do chá de fraldas dos meninos. Foi o que aconteceu comigo. Ele te ama Sara. Quando você foi sequestrada, vi meu amigo definhar. Ele não pensava em outra coisa a não ser te encontrar e te resgatar.

— Foi ele quem a mandou até aqui?

— Não. Ele nem sonha que eu estive aqui. Não é preciso ser expert para perceber que ele é louco por você, que faria qualquer coisa por você. Posso te dar um conselho de amiga?

— Claro que pode!

— É verdade o que a Bíblia diz, que o amor tudo espera, tudo suporta, mas chega um dia em que ele cansa do desprezo e simplesmente desaparece.

— Eu sei.

— Você o ama?

Ela pensou um pouco.

— Amo. Amo mais que a mim mesma. E sei disso porque tudo perde o sentido sem ele.

— Então por que você não diz isso a ele?

— Você me dá uma carona? – Sara perguntou sorrindo — Preciso somente esperar que dona Beth regresse do passeio para ficar com os meninos.

—o-

Ela nunca achou o percurso para o laboratório tão longo como naquele momento. Assim que chegaram, ela tratou logo de procurá-lo.

Sara procurou por Grissom durante algum tempo. Encontrou-o, como de costume, em seu escritório. Ela nem se dignou a bater na porta e esperar que ele autorizasse sua entrada. Entrou sem se anunciar.

— Aí está você! Eu estava procurando-o. Preciso dizer uma coisa.

— Que bom que você veio. Também preciso te falar uma coisa urgente.

Notas finais
E então? Façam suas apostas! O que vem a seguir? E já sabem, né? Comentários e recomendações são sempre muito bem vindos e alegram essa autora aqui! :) Beijinhos da Bia e até o próximo capítulo!!