Lei da Paixão
49 Conhecendo o Inimigo
Notas iniciais
Ele guardou o revólver, colocando-o de volta no coldre assim que ouviu aquela linda e traiçoeira voz que conhecia muito bem. A dona dela já lhe havia causado muitos problemas.
— Surpreso em me ver Grissom? – Bia indagou – Você não parece feliz em me ver.
— Foi você quem mandou a carta para mim? – ele respondeu com outra pergunta.
Grissom não estava surpreso, estava estarrecido. Beatrice Williams era a última pessoa que ele esperava encontrar naquele lugar inóspito. Se bem que de Bia podia esperar qualquer coisa.
— Gostou da carta Gil? – ela perguntou de modo insinuante, aproximando-se dele – Escrevi-a especialmente para você. Sabia que você não resistiria e viria para cá correndo como um cachorrinho.
— Onde está minha mulher Bia? O que você fez com ela? Juro que se você a tiver machucado, se tiver encostado um dedo sequer nela, você vai se arrepender! – Gil a ameaçou.
— Ah, que falta de educação! – ela fingiu estar magoada – Não é assim que se trata velhos amigos – ela o advertiu.
— Nós não somos amigos – ele respondeu entredentes – O que você fez com Sara? – ele questionou elevando a voz, sentindo a raiva tomar-lhe o peito.
— Ainda não fiz nada. Mas isso vai depender de você unicamente. Se você não me contrariar, ela e seu filho ficarão bem.
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Estava sentada novamente na desconfortável cadeira com os pulsos e tornozelos amarrados. Foi maravilhoso ficar alguns momentos livre. Agora sentia fome e sede. Era estranho que ainda não houvessem trazido sua comida. Nenhum dos capangas de Bia havia aparecido aquele dia. E isso era muito estranho. Desde que chegara àquele cativeiro não ficara sem alimento um único dia. Eles sempre respeitaram os horários da alimentação.
Ela ouviu um barulho que fez seu coração disparar. Na verdade era uma voz. Aquela voz tão conhecida e que amava bastante. Embora ainda estivesse muito magoada com ele por causa da pequena traição – ela se sentira traída por ele com a falta da aliança – saber que ele viera para resgatá-la a deixava muito feliz. Apurou um pouco mais o ouvido a fim de tentar escutar melhor o que e com quem Gil conversava. Ouviu surpresa a voz de Bia:
— Surpreso em me ver Grissom? – ela indagou – Você não parece feliz em me ver – a cadela ruiva queixou-se.
— Foi você quem mandou a carta para mim? – ele perguntou.
— Gostou da carta Gil? Escrevi-a especialmente para você. Sabia que você não resistiria e viria para cá correndo como um cachorrinho – ela confirmou. E como aquela vaca tinha a petulância de chamar seu marido pelo apelido? Somente ela e seus amigos tinham esse direito.
— Onde está minha mulher, Bia? O que você fez com ela? Juro que se você a tiver machucado, se tiver encostado um dedo sequer nela, você vai se arrepender! – Gil a ameaçou. Sabia que Gil faria de tudo para protegê-la.
— Ah, que falta de educação! – ela pareceu fingir-se magoada — Não é assim que se trata velhos amigos – ela o advertiu.
— Nós não somos amigos – ele respondeu entredentes – O que você fez com Sara? – ele questionou elevando a voz, se bem conhecia Gil, podia ter certeza de que a raiva começava a tomar-lhe o peito.
— Ainda não fiz nada. Mas isso vai depender de você unicamente. Se você não me contrariar, ela e seu filho ficarão bem – Sara sentiu medo ante a chantagem de Bia, pois sabia que ela era capaz de cumprir suas ameaças.
Experimentou gritar por socorro mesmo sabendo que isso poria sua vida e a de seus filhos em risco.
— Socorro! – ela gritou bem alto – Socorro Gil! – gritou mais uma vez aguardando e rezando para que ele pudesse ouvi-la.
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Catherine olhava o relógio pela milésima vez desde que Grissom os havia deixado no carro. Haviam se passado somente quinze minutos, porém parecia que já havia se passado uma hora.
— Essa espera é terrível! – comentou Greg.
— Será que Sara está mesmo lá? Será que essa informação foi verdadeira? – questionou Warrick.
— Espero que sim e que Grissom retorne logo porque eu não estou aguentando mais essa espera toda – concluiu Nick.
— E o que fazemos enquanto aguardamos? – quis saber Greg – Ficar aqui parados é que não dá.
Todos concordaram com o jovem perito.
— Que tal jogarmos qual é música? Eu falo uma palavra e vocês têm que cantar uma música com essa palavra – propôs Nick.
— Música não! – queixou-se Cath – Sou péssima cantora. A não ser que vocês queiram ter seus tímpanos estourados.
O grupo caiu na risada.
— Tudo bem, música está fora da lista – Nick declarou – Outra proposta?
— Que tal uma partida de pôquer? – propôs Warrick.
— É uma boa ideia! – concordou Greg.
— Sim, é uma boa ideia, no entanto não será ruim para você War? Eu pergunto isso por causa do seu problema... – questionou Cath.
— Se não houver dinheiro no meio está beleza – ele respondeu sem pestanejar – E há coisas mais interessantes para se apostar – Warrick comentou com um sorriso malicioso nos lábios.
— O que, por exemplo? – Catherine perguntou curiosa.
— Um beijo, um jantar, não sei, qualquer coisa... – ele respondeu meio sem graça. Fazia tempo que se sentia atraído por sua colega de trabalho e não sabia como aproximar-se dela.
Catherine pensou na possibilidade por alguns minutos.
— Isso parece interessante – ela disse por fim – Aceito! Vamos de pôquer!
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