Notas iniciais
Agradeço a todas que estão acompanhando e comentando ( os que não estão comentando também kkkk) vocês me inspiram a continuar a escrever essa fanfic. Espero que estejam se divertindo assim como eu estou me divertindo escrevendo essa história. Boa leitura!

A porta foi aberta por Grissom. Por motivos óbvios, foi ele quem fora buscar a senhora Grissom e sua amiga no aeroporto. Ele carregava algumas malas para o interior da casa. Pelo visto elas pretendiam ficar bastante tempo. Ali tinha bagagem suficiente para passar seis meses. No decorrer da semana que seguiu ao anuncio da vinda da matriarca Grissom, Sara e Grissom arrumaram o quarto em que a genitora de Gil ficaria acomodada junto com sua amiga – como não havia beliche no quarto, os dois arranjaram um colchão extra – e transferiram as coisas de Sara para o quarto de Grissom. Foi uma correria.

Depois de tudo ajeitado, ninguém sequer sonharia que eles algum dia já haviam dormido em quartos separados. O marido de Sara conseguiu organizar um espaço para que ela pudesse colocar suas roupas e pertences pessoais no imenso guarda roupa do quarto. A morena observou encantada o dormitório masculino. Ele era praticamente idêntico ao que ela ocupara. As únicas diferenças eram que o quarto de Gil era bem maior e era decorado com tons e temas masculinos, tudo com muito bom gosto e simplicidade.

As duas visitantes entraram imponentes, com os narizes arrebitados, logo atrás de Grissom, como se fossem as rainhas soberanas do lugar, as donas da casa.

Elizabeth Grissom – ou dona Beth para os mais íntimos – a primeira senhora Grissom, era uma mulher baixinha com cerca de 1,60m, na casa dos setenta anos, de cabelos grisalhos, olhos castanhos, porte altivo, e uma excelente forma para a idade. A vaidade era percebida nas elegantes e delicadas joias que trazia no pescoço e no pulso. Quem quer que a visse de relance a acharia uma mulher normal. Somente alguém com um olhar mais aguçado e perspicaz notaria sua condição especial: ela era surda.

A mulher que a acompanhava era uma jovem de cabelos ruivos cacheados que chegavam até a cintura, na casa dos trinta anos, olhos castanhos claros, media cerca de 1,60m. Apesar da idade, não aparentava ter mais que vinte e dois anos. Podia se dizer que era uma mulher bonita. Não era gorda nem magra, seu corpo era na medida certa e ainda possuía curvas que deixavam os homens encantados. Além disso, havia algo em sua face que ninguém conseguia explicar, que chamava atenção e que encantava a todos os que a viam: ela emanava um carisma por todos os seus poros e ainda tinha uma aparência quase que pueril, um ar de menina que precisa de proteção, que tanto estimulavam os homens.

Gil sentiu um silêncio quase que palpável, por isso apressou-se em fazer as apresentações:

— Mamãe, essa é minha esposa, Sara – Grissom apresentou Sara à mãe em língua de sinais – Sara, esta é minha mãe, Elizabeth Grissom. Espero que vocês se deem bem – ele disse para ambas.

As duas senhoras Grissom apertaram as mãos e trocaram beijos na bochecha sem muita efusividade, apenas o suficiente para agradar o homem que estava ali.

— Sejam muito bem vindas! – disse Sara estendendo o cumprimento à amiga de Beth. Grissom por sua vez traduziu as boas vindas de Sara para sua mãe. A anfitriã não sabia explicar bem o porquê, mas não se sentia bem à vontade com aquela jovem. Longe de ser antissocial – talvez só um pouquinho – seu instinto dizia para não confiar naquela mulher.

— Obrigada! – agradeceu dona Beth em língua de sinais, enquanto analisava Sara de cima a baixo. A amiga da senhora Grissom também agradeceu – Eu ia esquecendo, essa é minha amiga Beatrice Williams – ela disse apontando para a mulher que viera junto com ela.

— Muito prazer – disseram Sara e Grissom em uníssono.

— Espero que se divirta aqui em Vegas – desejou Sara tentando ser simpática.

— Me desculpem, mas não vim aqui somente para diversão – constatou Beatrice.

— Não!? — estranharam os anfitriões.

— Gil, meu filho, Bia é CSI na cidade onde moramos e eu disse a ela que você poderia ajudá-la a trabalhar no laboratório, como você é supervisor... Além disso, pensei que também poderia auxiliá-la a instalar-se aqui em Vegas.

— Sinto muito mamãe, isso não é comigo. Mas prometo falar a respeito disso com Ecklie. Por coincidência, ele está procurando um novo integrante para a equipe.

Se Beth ficou satisfeita com a resposta, não deixou transparecer. Fingiu descaradamente um bocejo e perguntou:

— Onde dormiremos meu filho? – ela perguntou diretamente para o filho, evitando falar com Sara e a perita percebeu isso – Preciso urgentemente de um bom banho e de descanso. Creio que a Bia também. A viagem foi muito cansativa.

— Venham mamãe e senhorita Williams! Eu lhes mostrarei onde vocês ficarão alojadas.

Grissom pegou novamente as malas e pôs-se a percorrer os cômodos da casa até chegar à porta do dormitório onde elas dormiriam. Abriu a porta, entrou, colocou a bagagem no chão e saiu rapidamente dali, deixando-as à vontade.

Dona Beth tomou um banho rápido, em seguida Beatrice fez o mesmo. Sentaram-se na cama e puseram-se a conversar animadamente:

— Beth, minha querida amiga, você tinha razão. Seu filho é lindo! É um homem encantador. Seu único defeito é estar casado com aquela mulherzinha. Que mau gosto ele tem!

— Não se preocupe minha querida. Esse casamento não durará muito tempo. Eu garanto! Basta você seguir minhas indicações.

Notas finais
O que estão achando? O que acharam das visitantes? Por favor, sua opinião é muito importante... Bjinhos da Bia e até o próximo capítulo :*