Lei da Paixão
29 Amor com Cheiro de Shampoo
Notas iniciais
Ela obedeceu-o sem questionar. Ainda que Grissom fosse carinhoso ao extremo com ela, sentia em suas palavras o mesmo imperativo que usava no trabalho. Ficou descansando durante o decorrer do dia, ele, entretanto, não a deixou sozinha um minuto sequer. Era conveniente não afastar-se dela, pois o mal estar poderia voltar, embora torcesse para que não mais ocorresse. Era melhor, portanto, precaver. Aproveitaram assim, para comemorar a reconciliação, ou melhor, o novo recomeço sem exageros. Permaneceram no quarto conversando, conhecendo um pouco mais um ao outro, debatendo sobre suas preferências e gostos a cerca de filmes, de pratos, de entretenimentos e vez ou outra – muitas vezes para falar a verdade – beijando-se.
Sara enfim olhou para o relógio percebendo somente então, assustada, que já era hora de se arrumarem para o trabalho. O tempo passava tão depressa para aqueles que se amavam. Ela levantou-se e deu-lhe um rápido beijo na boca.
— Precisamos nos arrumar para ir ao laboratório – ela comentou.
— Você está bem? Sente-se melhor? – ele perguntou ainda preocupado.
Ela assentiu.
— Vou tomar um banho. Espere-me aqui – ela pediu com voz extremamente carinhosa.
Dirigiu-se para o banheiro e de propósito ou não, — não se sabe – deixou a porta aberta.
Sentado na cama como estava, Grissom ficou observando admirado e paralisado, ela tirar calmamente cada peça de roupa com muita sensualidade e jogá-las ao chão com displicência. Do lugar onde estava, tinha a visão de parte de seu corpo divino. A cena era quase erótica, uma espécie de strep tease em que via somente as peças de roupa vir ao chão. Imaginá-la toda nua e linda, o corpo alvo perfeito e esguio sob a água morna, fê-lo arder de desejo, salivar e desejar unir-se a ela.
Ouviu o barulho incontestável do chuveiro sendo aberto, o som da água límpida batendo no assoalho branco do amplo banheiro, acariciando, envolvendo sua pele sedosa. Ouviu também o som melodioso de sua linda voz cantando uma canção alegre. Ela estava feliz.
Já haviam se passado alguns minutos e para ele parecia bem mais que uma hora e nada daquele banho terminar. Teria acontecido alguma coisa com ela? Não. Se tivesse acontecido algo ele certamente teria ouvido. Ela estava demorando por vontade própria. Levantou-se e aproximou-se ainda mais da porta do local em que sua bela e sensual esposa estava. Sim, para ele, ela era extremamente sensual. Tinha de saber por que ela estava demorando tanto.
Sara estava de costas para ele. Ele tinha a visão do paraíso. Via seu cabelo liso molhado na altura dos ombros cobrindo seu pescoço, um corpo curvilíneo maravilhoso, as nádegas firmes e as pernas longas e torneadas. Com o sabonete que estava em suas mãos, ela alisava seu corpo inteiro como se fossem suaves carícias. Não se esqueceu de uma só parte: cabeça, pescoço, ombros, braços, seios — ah, os seios! – barriga, pernas, bumbum e até a região aveludada entre suas coxas eram alvos de sua atenção. Desejou ardentemente que fossem suas mãos as que deslizavam e percorriam o corpo dela, aquele pecado em forma de mulher. Ele já não se continha. Uma parte muito sensível de seu corpo dava sinais da influência que ela tinha sobre ele.
Retirou sua roupa, ficando totalmente pelado. Seu corpo de homem maduro era de dar inveja a muitos rapazes. Juntou-se a ela antecipando seu prazer. Dois podiam jogar aquele jogo.
Ele entrou no banheiro devagar e a abraçou por trás, assustando-a. Beijou-lhe carinhosamente a curva do pescoço molhado, sentindo a água abraçar e percorrer seu corpo totalmente em chamas. Virou-a para sim e reclamou com os lábios o que era seu por direito: aquela boca doce e sensual. O beijo foi selvagem como se estivessem sedentos. As línguas percorriam afoitas cada canto da boca, provocando, brincando, dando e recebendo prazer.
Abandonou a boca de sua esposa para proferir:
— Confesse que você fez de propósito! – ele a acusou sensualmente enquanto beijava-lhe o ombro.
— Não sei do que você está falando – ela defendeu-se com ar de inocente, trêmula de desejo. Não confessaria a ele que havia planejado cada ato.
— Ah, você sabe sim – ele insistiu deixando uma trilha de beijos em seu corpo esguio, detendo- se no vale dos seios. Sua mão dirigiu-se para ali, acariciando o monte perfeito. Abocanhou com avidez um mamilo, sugando-o, mordiscando-o, fazendo-a gemer de prazer.
— Juro que não sei do que você está falando – ela respondeu entre gemidos.
— Vamos, confesse minha querida! Confesse que você deixou a porta do banheiro aberta de propósito! Que descaradamente alisou seu corpo inteiro para que eu pudesse vê-la e que ficasse ainda mais louco de desejo e me unisse a você aqui.
— Não... – ela hesitou – Sim... – ela não sabia mais o que pensar.
— Olhe o que você faz comigo, minha querida – ele lhe tomou a mão sob a sua e guiou-a para seu membro totalmente ereto, grosso, pulsante e duro como pedra. Antecipando seu prazer, o tocou sentindo sua textura, seu volume, seu tamanho. Ele era grande. Ousada, ela o massageou com suaves movimentos de vai e vem, fazendo-o soltar um sonoro suspiro de prazer. Mais ousada ainda, ajoelhou-se diante dele e sem esperar comando algum abocanhou-lhe o sexo. Provou –o com a boca, com a língua, com os dentes, suavemente, para em seguida, satisfazê-lo em movimentos sensuais.
Grissom não suportando mais e temendo desfazer-se em gozo ali mesmo, tomou a mão de Sara e fê-la levantar-se. Agarrou-a pelo traseiro para encaixá-la em sua cintura.
Instintivamente, ela envolveu a cintura dele com as pernas longas e torneadas e o pescoço com os braços. Gil caminhou até encostá-la e apoiá-la na parede do banheiro. A água do chuveiro ainda molhava seus corpos. Ela podia sentir a ereção de Grissom pulsando contra o seu sexo úmido. Ele ergueu-a um pouco mais e se introduziu em sua esposa em uma estocada precisa. Preenchendo-a. Maravilhoso amor com cheiro de sabonete e shampoo.
Ela soltou um gemido rouco de prazer ao sentir-se totalmente preenchida por ele. A união foi perfeita. Agarrou-se a ele com força e cravou-lhe as unhas na pele. Grissom agarrou os quadris de Sara com força para penetrá-la com mais profundidade ainda. Eram como dois felinos no cio, ávidos por dar e proporcionar prazer.
Ela inclinou a cabeça para trás, contra a parede e soltou um grito alto afobado, enquanto os seus músculos internos se contraíam ao redor da ereção. Grissom aumentou o ritmo e a força das investidas, até um prazer quase doloroso explodir em seu interior, propagando-se pelas suas veias e músculos enquanto se libertava dentro dela.
Levou-a para a cama, deitou-a cuidadosamente e ficaram ali parados, com a respiração acelerada e o coração em disparada, perdidos na sensação do depois. Estavam totalmente saciados e satisfeitos.
— O laboratório! – comentou Sara, levantando-se rapidamente e escolhendo uma roupa qualquer no guarda roupas.
— O que tem o laboratório? – perguntou Grissom ainda lânguido.
— Estamos atrasados, Gil – ela o alertou – Se vista depressa e vamos.
Arrumaram-se rapidamente e seguiram para o laboratório.
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