Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf - PARTE II

29 Uma coisa meio estranha. - Thranduil, Éomer.


Thranduil ficou um bom tempo segurando o queixo do outro, que nem sequer piscava. Suas orbes claras o encaravam fixadamente, ficando apenas o encarar num silêncio profundo, inaudível, o que gerou a face preocupada de Éomer que o encarou desconfiado, encarando os olhos claros do outro, sua quase imortalidade fluída em duas orbes azuis claras, uma profundidade e cor que entregava sua raça, pois não havia na Terra-media outra igual.

Sua respiração era compasada, tranquila, então, o que gerava aquele olhar fixado? Envidraçado na face do guerreiro, que já se sentia um tanto intimidado pelo "encarar" do outro, logo resmungando:

– Tem algo que queira me dizer? — Éomer engoliu em seco. — Decidiu não mais me ajudar?

– Não seja tão medíocre e cínico. — Disse o elfo roucamente, dando uma pausa considerável. — Quem é Éowyn?

Éomer permitiu-se soltar uma risada, fato que gerou o apertar da mão do outro em seu queixo, machucando-o.

– Ei!

– Me responda. — Disse calmamente, de mareina lenta.

– Uma mulher.

O elfo permitiu que suas sobrancelhas arqueassem, Éomer continuava sorrindo discretamente, uma risada jocosa, deliciosa para si, pois sentia o fedor do ciúme do outro, sim, sua irmã tinha razão, aquele rei gostava de si, sim, daquele "reles" humano, que conseguira capturá-lo, se tornar algo importante, embora sua existência fosse um tanto breve se comparada com a do outro.

– Me responda! — Disse Thranduil já sem paciência, arregalando os olhos.

– Desde quando te devo satisfações? Quando, hein? Por que parece que eu fui o único que não foi informado!

E quando falou mais alto, sentiu sua bunda colar no chão, sim, o sangue escorria criando um elo de sua pele com o piso.

– Ai... puta que...

Thranduil se levantou dali, olhando-o de cima, apertando os pés no chão, contraindo os dedos de raiva e suas mãos se fecharam também, tremendo ao lado de seu corpo. O elfo então engoliu em seco mais uma vez, levantando as sobrancelhas, olhando com ódio para aquele humano diante de si, decadente, o qual era presenteado com pontadas doloridas dentro de si.

– Se não responder, deixarei que fique com dor. Simples assim.

– Heh... — Éomer olhou para cima, deixando sua face voltar na direção do outro, elevar-se. — Estou acostumado com a dor, afinal é assim que sempre acabo quando temos um momento mais íntimo. — E o cavaleiro baixou a face, dobrando uma das pernas e tocando uma das mãos ali, em sua nuca, sua cabeça sutilmente jogada para a frente. — Seria novidade se eu acabasse bem, saudável, sem manchas ou marcas, isso sim! — E novamente sentiu a dor, uma pontada. — Ai... droga.

Então o rei Sindarin agachou-se ali o encarando.

– Gosta de brincar comigo.

– E você gosta de me machucar.

O elfo sorriu deleitosamente.

– Tem razão.

Disse rouco, tocando-lhe a face, mas Éomer deu um tapa na mão do outro, olhando-o sério.

– Chega de diplomacia élfica por hoje, estou realmente cansado. Poderia deixar este rei quase falido descansar?

E o cavaleiro se levantou, inclinando-se para a frente, colocando as mãos sobre os joelhos, fazendo uma face de dor.

– Droga, vou ter que tomar banho denovo! Que raiva...

E olhou para o elfo que o encarava com os braços cruzados, em silêncio, mas com uma fisionomia sutilmente apática.

– Me desculpe. — Disse Thranduil baixando seu olhar, fazendo uma fisionomia dolorida.

– Está se desculpando?

O elfo apenas o encarou, sério, permitindo-se ficar em silêncio até que retrucou irônico.

– Não gosto de me repetir.

– Haha... — Éomer deu um passo parando ao lado do elfo, ficando frente a frente e começou a desabotoar-lhe a vestimenta, botão por botão. — Vamos tomar um banho e descansar... está bem? Me permite despí-lo?

Thranduil não disse nada e apenas descruzou os braços ficando a olhar a ação do humano.

– Éowyn é minha irmã. — Disse Éomer sorrindo-lhe gentil, finalmente terminando de desabotoar a túnica, a abrindo, expondo o peito magro, mas sutilmente musculoso do elfo, sua pele alva, delicada, sem pelos ou hematomas, os contornos discretos de seu tórax masculino, seus mamilos pequenos, quase imperceptíveis e quietos, sem encontrarem-se duros, apenas relaxados e sutilmente rosados.

O elfo engolira em seco quando sentiu-se completamente despido de sua roupa, logo tocando a cintura do outro, o puxando para si para logo colocá-lo nos braços. Éomer arregalou os olhos e se surpreendeu com esta ação, mas se contentou a segurar-lhe pelo pescoço.

– Me trata como uma dama, quanta delicadeza.

Thranduil parou de andar ficando a encará-lo por um tempo, até que comentou ríspido:

– Diz que o machuco, agora reclama de minha delizadeza? Será que dá para se decidir?

– Haha... desculpe, assim está bom. — Éomer sorriu-lhe sem jeito, tocando a bochecha em seu peito. — Imagino a força que está fazendo para me carregar.

– Realmente, és muito pesado, ainda bem que já chegamos. — Disse sutilmente esnobe o outro.

E o desceu ali, diante de uma espécie de chuveiro, uma ducha rústica e o elfo rapidamente a abriu, jogando água sobre o cavaleiro que reclamou da mesma estar gelada.

– É para acalmar seus ânimos. — Disse o elfo voltando a cruzar os braços, deixando uma risada entoar em seus lábios.

– Engraçadinho. — E Éomer começou a jogar um pouco de água no outro, que nem se mecheu devido aos respingos.

– Quanta criancisse, imagino que para você tomar banho seja uma punição. — Deu uma pausa e continuou. — Mas para nem todos, é assim.

Éomer deu de ombros passando algo parecido com óleo, o elfo continou apenas observando-o, seus contornos, deliciando-se de ver a musculatura protuberante e bem definida do outro, chegou a lamber os lábios e sem se aguentar, abraçou-o por trás, segurando-lhe a frente do pescoço com a palma de uma das mãos, esfregando seus dedos delicados até o queixo do outro elevando sua face.

– Perguntei da fèmea porque quero dar continuidade a isso... quero você somente para mim, seja como escravo, seja como rei... quero você.

Comentou ao pé do ouvido com uma voz rouca, viril, máscula, o que fez Éomer ir com as mãos para trás e tocar a cintura do outro, afagando de leve ali.

– Eu sei. — Disse olhando para o lado, vendo a face do elfo olhando-o também. — Eu disse para minha irmã, que ela que terá um filho... para Rohan... eu continuarei com meu elfo rei esnobe e arrogante, na medida certa.

– Continuará com o seu macho.

– Affe, elfo metido, só dá uma vacilada que eu sei que não será tão macho assim, hahaha... — Sorriu Éomer deixando a nuca tocar no ombro do elfo, mas logo tocou em sua mão que se encontrava sobre seu queixo a afagando, direcionando-a para seus lábios, lambendo-lhe a ponta dos dedos. — Quero mais...

Thranduil franziu os celhos até ver Éomer ajoelhar-se diante de si, pegar-lhe o falo e começar a lambê-lo.

– Quero que me olhe, mostre que me quer...

– Está me dando ordens? — Comentou o elfo tocando a própria cintura com as mãos, mas logo sua face se controceu num deleite sem tamanho, pois seu corpor reagia, seu membro já dançava duro nas mãos daquele cavaleiro, inclusive quase gozou apenas de sentir-se todo engolido, permitindo que sua cabeça tombasse para trás e seus lábios soltassem um gemido agoniado.

Éomer olhava para cima, inebriando-se com aquela cena, pois tinha agora Thranduil na palma da mão, sim, finalmente atingira seu objetivo.

E para si, não havia coisa melhor em toda Terra-media.