Legolas e Aragorn / Elrond e Gandalf - PARTE II
18 Contos, crônicas e mensagens subliminares. – Aragorn.
Ambos ficaram abraçados mais algum tempo, sentindo a quentura não só da lareira, mas de seus corpos aquecendo-se, trocando energias entre si. Legolas soltou um longo suspiro, fato que fez com que Aragorn o abraçasse mais apertado. O elfo permitiu que seus olhos se fechassem, sua face virasse de encontro ao corpo do outro, tocando seu nariz ali e respirou profundamente, sentindo-lhe o cheiro.
O moreno sorriu, mantendo uma das mãos na nuca do loiro, afagando-lhe os fios, já este começou a sorrir levando uma das mãos ali, de encontro ao peito do outro, empurrando-o na direção do chão.
Legolas permanecera sentado sobre uma das pernas, lateralmente ao seu cavaleiro, ainda permitindo que sua mão tocasse o meio de seu tórax musculoso, mas sutilmente ofegante. Aragorn olhava-o atentamente, tentando prever as intenções daquele elfo, mas estas eram confirmadas pelas orbes azuis maliciosas, então sua intuição lhe dizia que não se podia esperar alguma coisa muito casta ou inocente.
Fato que o fez engolir em seco e olhar na direção do teto deixando um sorriso gentil revelar em sua boca, ficando a encarar um ponto acima de si, tentando imaginar como que Legolas conseguiria um afago mais quente ou mais íntimo deles, já que o cavaleiro sentia seu corpo profundamente debilitado, ainda latejava lá dentro, um latejar incômodo, dolorido, isso tirando a ardência em seu ânus, que realmente incomodava quando a seda que vestia se postava entre as nádegas e se roçava ali sem querer.
– “Realmente, ele me enganou, mas...”
Pensou voltando a olhar o outro, este apenas mantinha seus olhos élficos encarando o peito de seu cavaleiro, desabotoando botão por botão, lentamente, expondo-lhe a carne. Legolas parecia anestesiado, concentrado naquele ato, parecia não perceber que ali havia outro alguém, suas orbes claras fitavam aquela pele bronzeada e ele foi sutilmente descendo, até tocar a face ali, soltando um longo suspiro.
Aragorn baixou a face vendo-lhe a nuca coberta pelos fios loiros, tocou uma das mãos em seu ombro, apertando bem levemente os dedos ali, por uns instantes, lembrou-se de Lindir, de sua afobação e excitamento com Gimli, ao encarar por uns instantes, a bunda do anão.
– “Imagino o quanto deva ser dolorido não poder tocar ou expressar o que se sente quando está perto da pessoa amada.” – Pensou, mas logo resolveu comentar algo que visasse diminuir aquela agonia notável do elfo. — Legolas...
Não obteve resposta, então resolveu insistir na atração de sua atenção.
– Bem, imagino que...
Comentou baixo o moreno, tentando pensar e atingir uma forma delicada de dizer que poderiam realizar o ato sexual de uma forma diferente, mais adequada ao contexto, talvez um oral, sim, ele lembrara-se do oral das damas da noite, muitas eram tão boas quanto a um sexo casual, rotineiro, suas bocas sedentas... “ah, as bocas sedentas...” E Aragorn se inebriou só de lembrar. O elfo levantou a cabeça o encarando, ao sentir que o coração do outro acelerara em algumas batidas.
O loiro ficou encarando-o com a face desconfiada, arisca, pensara se Aragorn desejava o mesmo que si, por uns instantes se odiou por dentro em pensar tal coisa, pois o mesmo estava um tanto debilitado e provavelmente, apenas no dia seguinte, talvez... isso mesmo, talvez, ele se encontrasse melhor.
– Diga.
Finalmente mencionou o loiro desanimado, olhando-o atentamente, mas ao ver que Aragorn apenas o olhava em silêncio, voltou a deitar a cabeça ali, afagando-lhe bem levemente o meio da barriga, com a ponta dos dedos.
– Bem... pensei se exista outra forma de... – O moreno engoliu em seco, mas tomado um pico de coragem, continuou. — Fazer com que tenhamos... nosso alívio.
O moreno engoliu em seco novamente, pensou se aquelas palavras haviam saído muito rudes e se comprimiu ainda mais dentro do peito quando imaginou que Legolas poderia interpretar como que se ele que deveria ser a fêmea, o passivo. O moreno tocou-lhe os cabelos, sentindo-os macios, lisos, escorrendo por seus dedos, sorriu e sem mais se conter, aproximou a pontinha deles de seu nariz para cheirar-lhe o aroma, mas logo arregalou os olhos e resolveu corrigir talvez, uma péssima interpretação de suas palavras, por isso, resolveu retirar qualquer ambiguidade, inclusive por perceber que o loiro nem se movera.
– Quero dizer...
– Não quer dizer nada, meu rei.
O elfo voltou a olhá-lo, mantendo um sorriso singelo nos lábios finos e delicados.
– Sente-se cansado? Ou será que tens disposição para que lhe conte a história do livro?
Aragorn sorriu espontaneamente.
– “É mesmo! A história!” – pensou, olhando na direção do teto e soltando um enorme suspiro de alívio. – É uma boa ideia. – Manteve o sorriso, voltando a encarar o loiro, este se deitou ao seu lado, olhando-o animado.
O moreno não deixara de notar a beleza que aquela imagem lhe proporcionava, Legolas ali, ao seu lado, com os fios espalhados pelo chão, sua pele alva, os lábios rosados, seus olhos claros, os quais emitiam um brilho tênue e profundo.
Aragorn permitiu-se deitar-se de lado, apoiando-se sobre um dos braços dobrados, portando-se mais perto do elfo, tocando-lhe a face, encarando-a com todo amor que possuía no coração, em seu peito.
– Você nem imagina o quanto esperei para termos um tempo como esse... sempre sonhei com este momento. – Ele engoliu em seco, sua face adoecera maculando-se em uma dor profunda.
Legolas permitiu-se ser afagado, cerrou os olhos por alguns segundos para quando abri-los, aproximar sua face da do outro, tocando-lhe a mão com a sua própria, o elfo mantinha um sorriso singelo nos lábios, sutilmente apático e seguiu aproximando as faces, até que ocorreu o encontro.
Um selinho demorado, os lábios se grudaram superficialmente, aquecendo-se, criando um elo com as salivas mornas de ambos, mas logo desgrudou-se, afastando-se, embora os rostos ainda continuassem próximos.
– Não quer ouvir a história?
– Me preocupo... de...
Aragorn olhou para o elfo, sua face, tronco, quadril, pernas e pés, para logo voltar a encará-lo diretamente.
– Sei que precisas de um alívio...
Voltou a tocar a face do outro, que logo se deitou ali, colocando os braços para cima, dobrando-os acima da própria cabeça, apertando a pele do urso com as palmas das mãos, parecendo verificar-lhe a maciez.
– Sim. – Sussurrou baixinho.
O elfo voltou a tocar a face do moreno, seu olhar era pedinte, carente.
– Gostaria de um agrado, meu rei... o rei da minha vida...
Aragorn sorriu, permitindo que uma de suas mãos tocasse o meio das pernas do outro e arregalou os olhos sutilmente quando se deu conta da excitação notável do elfo.
– “Nossa, ele se anima rapidamente!” – Pensou começando a masturbá-lo.
Legolas permitiu que o outro o tocasse como desejasse, apenas ficando a olhar sua face, seus lábios carnudos, seus olhos verdes, estes que se perdiam nos seus próprios.
– Continu... ah...
Legolas franziu as sobrancelhas ao sentir um pico de excitação, mordia agora o lábio inferior, olhando para o outro com desejo, suas orbes azuis foram descendo, acompanhando o movimento do moreno quando este postou-se mais abaixo, começando a sugá-lo com vontade.
– Ahhh....
Legolas tocou o próprio peito com as mãos, sentindo seus mamilos enrijecidos quase furarem-lhe as palmas, ele dobrou uma das pernas, empinando o quadril, virando-o mais para o lado, na direção do outro.
– Ah... ah...
O elfo gemia, mantendo uma respiração já ofegante, nitidamente alterada.
– Isso... ah... ah... – E lambia os lábios, os sentindo secos, foi quando viu a cintura do moreno, seu quadril, foi então que levantou parcialmente seu tronco e tocou-lhe o meio das pernas enquanto focalizava as costas do moreno, por este encontrar-se direcionado para o seu abdômen, o elfo sorriu ao ver que Aragorn dera uma pausa ao sentir-se tocado, emitindo um gemido baixo.
– Não sou só eu quem queria um agrado, não é? – Disse irônico, com uma voz inebriada de prazer.
E seguiu movendo o membro do rei, massageando-o, sentindo-o crescer e tomar forma entre seus dedos, mas fato que foi logo resolvido por Aragorn não aguentar a agilidade de seus toques assertivos e rápidos, para logo gozar, melando seus delicados dedos, os quais foram logo direcionados para seus lábios, sim, Legolas se deliciava com o gosto do moreno.
– Ah...ah... que delícia...
E quase no mesmo instante, numa sugada mais profunda, sim, Aragorn engolira completamente aquele membro, deixando nada dele de fora, avançando-o por toda sua garganta, afundando-se completamente nela e foi numa dessas metidas mais fundas, que o gozo do elfo se fez presente ali, preenchendo-lhe a boca, enchendo-a de uma gosma branca e sutilmente adocicada. Aragorn logo o engoliu, para finalmente voltar a erguer o tronco, sorrindo para o outro, embora sua respiração ainda fosse nitidamente descompassada.
– Obrigado. – Agradeceu o elfo, sorrindo.
– Disponha, meu príncipe.
– Haha...
E Legolas permitiu-se deitar-se novamente ali, no entanto elevou uma das mãos para o outro, convidando a deitar-se também.
– Vem, fica comigo... aqui... – O elfo mordeu o lábio inferior, roçando a nuca ali, no pêlo branco do tapete, voltou a abrir os lábios, num discreto beicinho, este parecendo pétalas de um broto de rosa. – Aqueça minha pele, meu rei... somente vós, consegues isso... vem... — Um sorriso sacana se fez presente e Aragorn logo o acudiu, deitando-se ali, sobre ele, começando a embalar num beijo lento, entre os dois.
Algumas horas antes, Elrond consentiu com Gandalf, logo pegando a elfa nos braços e a carregando para o seu cavalo, a colocando cuidadosamente ali.
– Assim que avisar a Aragorn, vá para Valfenda. – Elrond pensara numa desculpa para que o mago não recusasse o fato de ir para a sua cidade. — Radagast o espera lá. – E logo se postou sobre o cavalo.
Elrond mantinha uma face séria, astuta, mas em seu íntimo ficara feliz e realizado ao observar que Gandalf nunca recusaria o retorno a Valfenda, sabendo que Radagast o estaria aguardando e pôde confirmar isso, ao ver que o mago arregalou os olhos e consentiu com a cabeça variadas vezes.
– Certo. – O meio-elfo deu uma pausa, retrucou mais preocupado. — Tem certeza que não quer que lhe arranje um cavalo?
O mago sorriu, debruçando ambas as mãos em seu cajado.
– Absoluta, meu amigo.
Elrond sorriu-lhe e logo se postou a seguir para Valfenda. O mago o aguardou se afastar e ter uma distância considerável para sentar-se ali, aonde Tauriel estava, na mesma frondosa árvore, para ofegar, levando uma das mãos ao peito.
– Que droga...
Olhava o mago piscando os olhos algumas vezes, sentindo a visão embaçada, mas ele nunca admitira seu estado decadente para aquele Senhor, tamanho era seu orgulho e arrogância.
– Ele morreria de preocupação se soubesse do meu estado.
Ao tentar se levantar, apoiando em seu cajado, sentiu seu corpo tombar para um dos lados e bater de encontro ao frondoso tronco, ele então se permitiu ficar um pouco encostado ali retirando um lenço de sua bolsa e secando sua própria testa.
– O céu esta escurecendo.
Comentou sentindo as nuvens se tornarem cada vez mais escuras e agora tomavam a forma de um breu profundo, como se fosse uma espécie de furacão se formando no céu.
– Minha nossa...
Uma ventania se fez presente, mas logo, o mago escutou cavalgadas, se surpreendeu ao ver que se tratava de cavaleiros de Gondor.
– Será que Aragorn está entre eles?
E quando foi andar na direção daqueles guerreiros, ele tropeçou e caiu forçando as palmas das mãos ali, no chão, tentando levantar o tronco, mas com tamanha dificuldade.
– Minha... nossa... ahh... aff...
Começou a ofegar e foi neste instante que ouviu um homem chamar outros dois para ajudá-lo a se levantar, o colocaram sentado próximo à árvore. Éomer se agachara ali, diante do mago.
– Deem-lhe água. Anda!
E o mago tomou alguns goles.
– Gandalf, o Branco ou Cinzento? – Retrucou Éomer deixando um sorriso brotar-lhe a face. O cavaleiro levantou-se olhando para os lados e pôde ver a Florestas das Trevas, não conseguiu evitar, lembrara-se de Thranduil, um sutil arrepio correu-lhe pela espinha, seu quadril pareceu pesar e arder em brasas, um sorriso mais sacana se fez presente em sua face.
– Meu caro. – Gandalf levantou-se cambaleante, fato que pediu o apoio do cavaleiro. – Tenho uma mensagem... estou bem. – E o mago se afastou de Éomer voltando a recostar-se à árvore. – Rohan está tomada por orcs, peça para que Aragorn... – O mago tomou um profundo gole de ar, para logo continuar- Preparar seus homens e avisar a Gimli que precisaremos da ajuda dos anões... além claro, dos hobbits, se estes quiserem participar.
– Desde quando orcs nos metem medo? – Disse levemente esnobe o cavaleiro, postando-se de costas para o mago, dando uma cuspida para o lado.
– Acredite, meu amigo, são milhares.
– Milhares? – Éomer se voltou para o mago, passando a encará-lo frente a frente.
– Sim. Gondor não teria exército suficiente para dar conta deles.
– Mas Aragorn não se encontra na cidade.
– Mesmo assim, preparem os homens, cavaleiros, arqueiros, o que vocês tiverem, até mesmo os aprendizes, se assim puder. – O mago desencostou-se da árvore, andou até o cavaleiro, encarando-o. – Preciso que alguém me leve a Valfenda. Programem-se para atacar em dois dias... Aragorn recatará meu alerta, se acaso não me ouvirem preparem-se para as consequências.
Éomer ficou um tempo encarando aquele velho, a seu ver, decrépito.
– Tem certeza? – Retrucou o cavaleiro.
– Sim, absoluta, toda Rohan está dominada, a floresta de Lorien está cercada. Precisamos atacar o quanto antes, mas imagino que até unir todos os exércitos, hobbits, anões, elfos, demandará algum tempo, então, se preparem com o intervalo de dois dias... e não esqueça, deverão avisar ao Gimli, ele levará a notícia à terra dos anões e peçam a Lindir, o elfo que vive com ele, para avisar a Frodo e os demais. Acredite, meu caro, esta guerra será tão grande como a última que tivemos.
– Mas vocês não destruíram o tal anel do poder?
– Sim, mas os orcs não são um mentira, eles estão se duplicando, crescendo, se reproduzindo sei lá como... algo obscuro está por trás disso e não demorará muito a dominar todo o solo da terra-media. – O mago olhou para o céu e apontou para ele com o cajado. — Está vendo? Olha como a natureza está anos avisando... este cheiro é de vulcão, Mordor deve ter entrado em erupção novamente, olha a grande massa de fumaça negra que vem daquela direção.
Éomer engoliu em seco e consentiu com a cabeça.
– Faça isso logo, os avise, mas antes, me arranje um cavalo, por favor.
– Psiu!
Éomer assobiou e um cavaleiro trouxe um puro-sangue.
– Aqui está.
Gandalf subiu no cavalo com certa dificuldade, mas conseguiu.
– Aproveite cavaleiro, para beijar sua esposa e filhos se tiver. Essa guerra não será pouca coisa. Em dois dias irei para Gondor, é provável que siga com Elrond. Aguardem-me.
– Certo, boa viagem.
E o mago logo se colocou a seguir para Valfenda. Éomer não deixou de notar a tamanha proximidade da Floresta das Trevas, olhava em sua direção, engolindo em seco.
– Beijar minha esposa, é? – Comentou sacana e seguiu até um cavaleiro de confiança. — Por favor, avise a Faramir preparar todo o exército, tentarei conseguir mais um aliado. Diga a ele que haverá uma guerra... que Aragorn, voltará em breve. – Ele deu uma pausa olhando para a Floresta, sentia a testa suar, mas a vontade de rever aquele rei era enorme. — E eu também. Agora vá!
E logo todos seguiram de volta a Gondor, enquanto que Éomer seguia para aquela Floresta, ao encontrar-se próximo, amarrou o cavalo num tronco deixando-o perto de um riacho cercado por grama, para logo entrar entre duas árvores.
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