Notas iniciais
Pessoinhaaaaaaaaaaas eu volteiiii!!!!! Tava morrendo de saudades ♥ Eu comecei a escrever essa história numa aula super entediante e empolguei muitooo com ela (meus amorzinhos são prova disso). Eu realmente espero que vocês gostem. Beijos

– Eu te amo, cuide bem dos anjinhos. — ela disse antes antes de fechar os olhos e o seu coração parar de bater para sempre. Acordei assustado, há quatro anos eu sonho com aquela lembrança. Levantei um pouco atordoado e quando peguei meu celular e vi diversas ligações da minha mãe e de Piper. Antes que eu pudesse fazer algo, Piper me ligou novamente.

– Percy, você precisa vir urgentemente para o hospital — ela disse com a voz embargada — A Marlee ta internada.

– Como assim internada? — perguntei desesperado.

– Ela está com pneumonia. Vem pra cá rápido.

Em menos de 10 minutos eu estava na recepção querendo alguma informação sobre Marlee Chase Jackson, já estava quase avançando na recepcionista quando Piper chegou com o rosto todo marcado de choro, me abraçou forte e me levou para a sala de espera. Em um canto dela Mare estava sentada chorando de cabeça baixa e Tommy mexia no seu cabelo enquanto encarava o nada

– Ela estava com muita febre e com falta de ar. — Piper disse baixinho. — Aí quando nós trouxemos ela pra cá descobrimos que o estado dela era grave. Se vc quiser ir ver ela o número do quarto é 504.

Hesitante eu entrei no quarto e meu coração falhou uma batida quando a vi naquela cama, ligada a tantos aparelhos . Sentei na cadeira que estava do lado da cama segurei a pequena mão dela, estava fria, comecei a chorar.

Annie havia morrido por causa de uma infecção generalizada quando a Marlee tinha apenas alguns meses de vida e Tommy e Mare tinham 11.

Depois disso eu nunca mais fui o mesmo, aos poucos fui abandonando a minha responsabilidade como pai. Depois de um mês da morte dela, meus filhos foram morar com a minha mãe. No início eu os visitava todos os dias, porém as visitas foram se tornando raras até se limitarem a apenas a alguns eventos.

Marlee não me chamava de pai ou algo do tipo, somente de Percy e em algumas situações de “moço”, enquanto Mare e Tommy nem olhavam na minha cara. Não os julgava, eu tinha abandonado eles na hora que eles mais precisavam.

Depois de meia hora, eu sai daquele quarto e encontrei Tommy na porta com uma cara não muito boa.

– O que você está fazendo aqui? Todo mundo já sabe que você não se importa.

– Eu me importo Tommas, de um jeito errado, eu me importo.

– Não é o que parece, desde que a mamãe morreu, você esqueceu que a gente precisava de você e que a gente também estava sofrendo. Mas não se preocupa, todos nós, inclusive a Marlee, aprendemos a nos virar sem você. Não precisa pagar de bom pai, até porque ninguém mais te considera como pai. — ele disse aquilo com lágrimas nos olhos e saiu me deixando sozinho com os meus pensamentos.

Eu precisava fazer algo a respeito, quando vi a Marlee naquela cama percebi que meus filhos eram a coisa mais importante que eu tinha e que eu estava jogando tudo fora.

– Mãe, você acha que eu consigo recuperar a confiança deles. — perguntei quando vi a minha mãe sentada de longe, observando a minha discussão com Tommy.

–bEu não sei Percy, o que você fez foi algo muito sério. Mas a gente pode tentar fazer alguma coisa.

Durante algum tempo ficamos tentando pensar em alguma coisa que pudesse me aproximar deles.

– E se eu levar eles para a minha casa novamente. Durante um mês, se depois desse tempo eles ainda me odiarem, eu deixo eles em paz com você ou com a Piper.

– Tudo bem, mas fique sabendo que não vai ser nada fácil. E tenha muita paciência com eles.

Já era hora do almoço quando o médico chegou para dar notícias de Marlee:

– A senhorita Marlee Chase Jackson já está estável, porém preferimos deixá- la em observação durante as próximas duas semanas, para os antibióticos fazerem efeito.

Dito isso todos respiraram aliviados por saber que a loirinha estava melhor e que logo poderia ir para casa.

Mare tinha o cabelo em um tom de loiro mais escuro e olhos verdes, ela era uma verdadeira mistura entre eu e a Annie, Tommy era a minha cópia (cabelos pretos como petróleo e olhos verdes) e a pequena Marlee era a cópia de Annabeth (olhos cinzas e cabelos loiros como se fossem fios de ouro)

Minha mãe me avisou para eu dar uma saída, porque ela ia conversar com os gêmeos sobre eles ficarem na minha casa. Eu até iria sair, porém a curiosidade foi maior e fiquei um pouco mais distante, porém de modo que desse para ouvir toda a conversa.

– Meus amores, o pai de vocês finalmente percebeu a burrada que ele está fazendo da vida. E ele me pediu para ficar com vocês durante um mês.

– A senhora não concordou com isso, né vovó. — Mare perguntou um pouco desesperada.

– Desculpa meus amores. Vamos dar uma chance a ele, pareceu que ele realmente ta arrependido.

– Até parece, se ele tivesse arrependido ele teria procurado a gente antes. Mas já que a senhora pediu, a gente fica com ele, porém isso não significa que a gente tenha que se dar bem com ele. — Tommy disse sendo um pouco mais compreensivo do que a irmã.

Eu confesso que quando Tommy disse aquilo fiquei com um pouco de medo, ele não era de perdoar fácil.

Durante 15 dias eu fiquei indo no hospital ver a loirinha, e aos poucos fui tentando conversar com os meus filhos, porem tudo que eu recebia eram patadas e reviradas de olhos.

Com Marlee era um pouco mais fácil, por ser muito pequena ela não lembrava que eu era o seu pai, mas achava que eu era o “tio Percy”. Por incrível que pareça ela gostava de mim e pedia para eu voltar no dia seguinte para jogar UNO com ela.

Um dia antes dela ter alta eu conversei com ela sobre ela ficar lá em casa.

– Bom dia princesa! Como você esta?

– Oi tio Percy! Eu quero ir embora. — ela disse com uma carinha emburrada.

– Sabe o que o doutor me disse ontem? Que se você se comportar como uma mocinha hoje amanhã você vai poder ir pra casa.

– Ebaaa.

– O que você acha de passar um tempo lá na minha casa, princesa? — perguntei hesitante.

– Mas e o Tommy e a Mare? Eles vão ficar tristes sem eu.

– Eles também vão, eles não aguentariam ficar longe da princesa mais linda de todos. — eu disse e depois dei um beijo na bochecha dela.

Ela tinha até gostado da ideia de ir pra minha casa, mas eu tinha medo de quando ela chegasse lá, quisesse ir embora.

Quando eu sai do “quarto dela”, Mare estava com uma cara de desprezo para mim.

– O que você pensa que está fazendo? Está querendo dar um de bom pra cima de nós, principalmente pra cima da Marlee? Fique sabendo que isso não vai funcionar. Sabe porquê, todo mundo te odeia tá. — dito isso ela entrou no quarto onde a sua irmãzinha está.

Durante o resto do dia foi a mesma coisa, os gêmeos me alfinetando e Marlee um pouco animada para ir para minha casa.

No dia seguinte Piper me passou todas as recomendações de como eu deveria cuidar das crianças. As crianças, inclusive a Marlee que tinha tido alta de manhã bem cedo, estavam na casa dela me esperando. Ao me verem os gêmeos fecharam a cara e Marlee veio correndo e me abraçou.

– Bom dia, tio Percy.

– Bom dia, minha princesa.

Peguei ela no colo e fomos para o meu carro, e pela cara dos gêmeos sabia que aquele mês seria bastante complicado.

Notas finais
Booooom pessoinhas, eu espero que vocês tenham gostado desse primeiro capítulo. Desculpa qualquer erro. Comentem por favor. Me digam se gostaram ou não. Eu pretendo postar o segundo capítulo até quarta feira. Beijos