Notas iniciais
Heeeeeeeey amores!!!! Como vocês estão??? Fizeram o Enem?? Eu fiz não recomendo kkkkk Maaaas vamos ao que interessam ♥ CAROOOOOOOOOOL SUA DIVA, MUITO OBRIGADA PELO FAVORITO ♥!!!!!!!!!! E a SABIDINHA ♥ SUA FOFAAAAA MUITO OBRIGADAAAAA TAMBEM PELO FAVORITO ♥!!!! Pessoinhaaaas muito obrigada pelos comentários!!!!!!!! Vocês são DEMAIS!!! Último recado: não me matem please!! ♥

– Marlee, princesa, tá na hora de acordar. — o atestado dela havia acabado, e ela teria que ir pra escola.

– Anem papai, eu não quero ir.

Agora ela só me chamava de papai e eu tinha um mini surto interno quando isso acontecia.

– Pensa pelo lado bom, princesa, hoje você vai poder voltar pra aula de balé.

Foi só eu falar Balé que ela levantou rapidamente e foi correndo para o banheiro, tomar banho.

Dei uma risada e fui ver se os gêmeos já tinham ido para a escola, eles não deixavam eu leva-los, preferiam ir de ônibus. Infelizmente eles tinham ido, sem se despedir como sempre.

–Marlee, você já ta pronta?

Como resposta ela desceu as escadas correndo, vestida com um uniforme que fazia ela parecer menor do que ela realmente era.

– Eu to bonita papai? — ela perguntou dando uma voltinha.

– Você ta uma princesa.

Peguei ela no colo e fomos para a escolinha dela. Quando chegamos na sala dela, Marlee desceu do meu colo, me deu um beijo na bochecha e entrou.

Pela primeira vez em anos, fiquei orgulhoso de mim mesmo que aos poucos estava conseguindo ser, mesmo que de uma forma estranha, um pai para minha filha.

Sai da escola dela e fui para a escola de Mare conversar com o diretor.

– Bom dia, capitão Jackson. A que devo a honra da sua presença. — Quiron, o diretor da escola, disse simpático.

– A minha filha, Mare Chase Jackson, está sofrendo bullying e eu quero que a escola tome uma providência sobre isso.

– Eu preciso dos nomes para fazer algo a respeito. — ele disse adquirindo uma postura mais séria.

Passei os nomes da lista de Tommy, haviam 2 meninos e 3 meninas, ao todo. Ficamos aproximadamente uma hora em reunião, e ficou decidido que a tal da Mellody e o namorado dela, Jacob, seriam expulsos e os outros levariam uma suspensão de uma semana.

Sai da escola, e estava indo para a delegacia quando recebi uma ligação de Leo Valdez.

– Capitão, Cronos fugiu. — ele foi extremamente direto e pelo seu tom de voz, estava extremamente irritado e preocupado.

– COMO ASSIM FUGIU? TINHA 7 POLICIAIS SÓ VIGIANDO A BOSTA DA CELA DELE. — eu fiquei irritadissimo com aquela informação.

Cronos era um psicopata que tinha matado aproximadamente 7 pessoas da forma mais brutal possível, um tiro na cabeça e após a vítima estar morta ele ainda a decapitava. Eu e a minha equipe demoramos, aproximadamente, 8 meses e um tiro no ombro para conseguirmos pega-lo.

– Ele matou 6 dos policiais, e parece que o Octavian foi cúmplice dele. Vem pro presídio rápido.

Fui o mais rápido possível, e quando cheguei lá me deparei com uma cena de horror. Todos os corpos estavam decapitados e com marcas de tiros.

– Capitão, achamos isso na cela dele. Parece ser uma lista ou algo do tipo, e o senhor está envolvido nela. — Edmunds, o mais novo e genial perito, me entregou um papel que estava escrito com sangue.

Todos os itens daquela lista eram extremamentes preocupantes, porém o ultimo me deu vontade de ir correndo pra casa e ver se os meus filhos estavam bem.

– Continue procurando mais pistas, garoto. Qualquer novidade me avise ou o Jason.

Ele assentiu e voltou ao trabalho.

Marquei uma reunião urgente com Nico, Leo e Jason para ver como que a gente agiria naquela situação catastrófica. Durante mais de 3 horas ficamos lendo os antigos relatórios sobre Cronos e conseguimos montar uma mega operação para proteger as pessoas daquela lista e evitar o máximo de mortes.

– Perseu, mas e a sua família? Você precisa de alguns políciais com eles? — Nico perguntou um pouco preocupado.

– Por enquanto não, não quero chamar atenção desnecessária para eles. Até porque eu suspeito que ele não saiba que as crianças estão comigo, mas qualquer suspeita eu peço ajuda policial extra.

Saindo de lá, fui pegar um café para acalmar um pouco, até porque em pouco tempo teria que falar com a Silena.

– Mãe, tem como a senhora pegar a Marlee na aula de dança e cuidar dos gêmeos um pouco? Eu vou atrasar um pouco aqui na delegacia. — liguei para minha mãe enquanto esperava minha amiga.

– Tem sim. Aconteceu alguma coisa, meu filho? — ela perguntou preocupada.

– Aconteceu sim, mas não precisa se preocupar. Te amo.

– Também te amo, se cuida.

A pior parte de ser Capitão era dar as notícias ruins para a familia.

Uma das vítimas do atentado era o detetive Backenford, nós entramos na academia de polícia juntos e viramos muito amigos, assim como Annie e a sua mulher, Silena.

Eu tinha um carinho muito grande pela Silena e pela sua família, e ver Charles morto foi, definitivamente, uma das piores coisas que eu já havia passado. Quando Annabeth morreu, ela foi a única que conseguiu me consolar, mesmo que minimamente, e esperava conseguir fazer o mesmo com ela.

Flashback on:

O médico havia acabado de dizer que a minha esposa, meu porto seguro, não havia resistido.

Todos a minha volta choravam compulsivamente, ou se perguntavam o porquê de tudo aquilo, porém eu não conseguia chorar. Estava em um transe, não parecia real.

Não sei da onde a Lena surgiu, mas quando vi estava envolvido no seus braços, num abraço um pouco desajeitado por causa da sua barriga de 7 meses.

– Ei, ei pode chorar, isso não vai fazer de você fraco. — ela passava a mão no meu cabelo.

Bastou ela dizer isso que eu comecei a chorar feito uma criança.

– Como que eu vou conseguir viver sem ela? — perguntei com a voz falhando.

– Ei, calma. Eu sei que é difícil, e eu nunca vou entender a sua dor, mas nunca se esqueça que você nunca vai estar sozinho.

Pode parecer estranho, mas aquela simples frase conseguiu me consolar um pouquinho.”

Eu havia acabado de dar a notícia para ela, e me senti quebrado ao vê-la daquela maneira.

– Eu não vou conseguir. Eu não vou conseguir criar o Uriah, e nem a Lucy. — ela disse chorando e passando a mão na sua barriga de 5 meses.

– Ei Lena, calma. Você é a pessoa mais guerreira e determinada que eu conheço, você vai conseguir cuidar deles. Você não é como eu. — eu disse a abraçando.

Ficamos algum tempo abraçados, ate que ela pediu para eu leva-la para casa. Ela não tinha nenhuma condição de voltar dirigindo.

Quando eu estacionei em frente a casa dela, Lena voltou a chorar compulsivamente e sem pensar duas vezes a abracei e fiquei passando a mão no cabelo dela.

– Ei calma, eu sei que é muito difícil e que ninguém vai entender a sua dor. Mas nunca se esqueça que você nunca vai estar sozinha.

Ela deu um sorriso triste e entrou para dentro de casa, onde o pequeno Uriah a esperava com um sorriso inocente no rosto.

– Papai. — Marlee gritou quando cheguei na casa da minha mãe. — eu tava com saudades.

– Oi princesa, eu também tava com saudades.

– Papai sabia que a tia Piper veio aqui, ela fez trancinhas em mim e o tio Jason me ajudou na tarefinha. Aí depois a vovó Sally fez cookies azuis e deixou eu brincar com o BlackJack. — ela me contava toda animada, mas logo depois foi brincar com o Labrador preto da minha mãe.

Piper infelizmente havia ido embora, mas deixou um convite do casamento dela pra mim. Fiquei feliz por ela, Pipes e Jason namoravam desde o ensino médio e estavam noivos a mais ou menos 1 ano.

Os gêmeos como sempre estavam no quarto e não foram falar comigo, mas já estava acostumado.

– Percy, como estão as coisas lá na sua casa? — minha mãe perguntou enquanto me oferecia cookies.

– Eu não sei, os gêmeos continuam do mesmo jeito, me ignorando completamente. A única coisa que está fluindo um pouco é com a Marlee, mas se os irmãos dela não quiserem ficar lá provavelmente ela também não vai querer. É muito complicado. — falei com sinceridade

– Na verdade meu filho, as coisas estão sim começando a mudar. Hoje a Piper falou com os gêmeos, de certa forma eles gostam quando você se importam com ele, mas não admitem por medo. — ela falou com uma voz calma. — Tenha paciência com eles.

Assenti ainda meio hesitante e pensativo e fui chama — los para irem embora.

Marlee veio correndo pro meu colo e eles entraram no carro sem falar nada, mas por incrível que pareça estavam com um sorriso, mesmo que pequeno no rosto.

– ”Been wishin' for you” — os gêmeos cantavam uma música baixinho reconheci como sendo a nova música da Maroon 5.

– “Try to do what lovers do” — não resisti e cantei junto.

Incrivelmente, Mare sorriu e Tommy tentou esconder um sorriso minúsculo. Eles, assim como a mãe, amavam Maroon 5.

– Eu amo essa música, na verdade eu amo essa banda. Eu lembro que você e a mamãe colocavam a gente pra escutar o dia todo. — pela primeira vez naquele mês Mare me incluiu na conversa, porem com a mera menção da mãe, Tommy fechou a cara e parou de cantar.

– Ela amava mais essa banda do que eu, na verdade foi graças a ela que a gente se conheceu. — falei rindo, lembrando do tanto que ela tinha ficado brava quando eu derramei a minha coca na blusa dela, enquanto Adam Levine cantava Sugar. — na verdade ela dizia que vocês tinham que aprender o que é música de verdade.

– Sinto falta dela. — Mare falou tristemente.

– Todo mundo sente, Mare. — Tommy falou pela primeira vez.

Depois disso ficamos em silêncio ate chegar em casa.

Marlee havia dormido no carro, por isso tive que carrega-la ate seu quarto e troquei a roupa dela.

Eu estava cansado e precisava dormir, só ia beber uma água e iria dormir. Mas para minha supresa Mare estava lá sentada num tamborete.

– Perseu, muito obrigada pelo o que você fez hoje. — ela falou baixinho.

– Não fiz mais do que minha obrigação, coelhinha.

– Obrigada mesmo, mas isso não significa que eu te perdoei ou que eu te considero como pai. Mas o que você fez foi incrível. — dito isso ela me deu um beijo rápido na bochecha e saiu me deixando completamente sem reação.

Notas finais
Bom gente, não me matem kkkkk Provavelmente o próximo capitulo é o ultimo... Comentem, favoritem e recomendem (se eu merecer kkkkk) Amo vcs ♥