Saímos do carro e saímos da garagem e fomos, devagar, de mãos dadas, procurar um lugar bom pra ficar.
– Sabe esse meu carro?
– Sei.
– Ele era do meu pai e, ele deixou guardado pra mim desde que eu era pequeno, pra quando eu aprendesse a dirigir ficar pra mim. Ele é o meu xodó. Eu amo esse carro. Dei ate um nome pra ele, sabia?
– Um nome? — falei rindo
– Sim. Quer saber qual é?
– Quero.
– Jake.
– Jake? Hahaha
– Que foi, não gostou?
– Amei amor, amei. Você gosta tanto assim esse carro, é?
– Eu amo o Jake! Eu ficava um tempão olhando pra ele, quando eu era pequeno, me imaginando dirigindo-o.
– Ah meu deus... — brinquei.
Fomos andando ate uma parte com grama, agradável e deserta. Esticamos um pano no chão para sentarmos/deitarmos e ficamos ali. Só tínhamos nós dois (naquela área) e muitas árvores bonitas e altas. Ficamos deitados no pano, esparramados. Eu estava deitada de lado, com minha perna e braço sobre em cima dele, que esticava o braço por cima do meu, acareciando-o.

Pov Fran
Leon resolveu sair comigo, para desabafar, tentar esquecer um pouco a Violetta. Marcamos para hoje a tarde, na lanchonete perto do Studio, a tarde, quando ele quisesse. Me ligou e nos encontramos já na lanchonete. Sentamos na mesa e pedimos apenas bebidas, para poder conversar.
– Então... — puxando assunto — o que...
– Fran! — me interrompeu — A gente já é amigo a muito tempo né? — fiz que sim com a cabeça — A gente pode conversar normalmente, como amigos, certo?
– Claro, Leon. A gente é amigo desde antes da Violetta entr... — parei, diminuindo a voz ao perceber que estava falando dela.
– Tudo bem, pode falar. Eu não me encomodo ao ouvir o nome dela. — riu, sem graça.
– Bom, eu vim aqui pra voce me contar as coisas, desabafar, sobre o que você quiser. Até mau da Violetta, se você quiser. Eu não conto pra ela. — ri
– Não, Fran. Eu prefiro não falar dela. — balacei minha cabeça, concordando.
– Ok.

Pov. Violetta
– A gente vai ter que continuar "escondendo" ne? Principalmente agora que você ficou com uma reputação ruim, pelo jeito que foram as coisas. Não gosto do jeito que as pessoas te olham. — falou, preocupado comigo.
– Fica tranquilo.
– Eu to tranquilo, só fico assim porque as pessoas não tinham que te julgar, não tem que se meter na sua vida!
– Eu sei amor eu não meu preocupo. Eu vou ficar sempre com você, eu não ligo.
– Você devia ligar. Em qualquer lugar podem estar olhando.
Sentei e olhei para os lados, olhei pra cima, apreciando.
Ri e virei rapidamente, "pulando", e sentei em cima dele, apoiando-me em seu peitoral, deixando-o entre minas pernas:
– Você me ama?
– Sim
– Só a mim?
– Não
Fiquei seria, tirando minhas mãos de seu peito. Lembrei, apoiando-me novamente em seu peito.
– Tirando o Jake?
– Sim
– Me ama mais que o seu carro?
– Sim
– Você está feliz?
– Sim — falou ofegante, sorridente
– E você me ama?
– Sim
– Quanto? — sorri, brincando
– Muito
– Muito mesmo? — fui me aproximando
– Muito mesmo
– Muito mesmo? — me aproximava mais de seu rosto
– Muito mesmo
– Muito mesmo?
– Sim — ofegante, excitado
– Muito mesmo? — sussurrava já em seu ouvido e acareciava seu rosto com meu nariz e meus lábios, que ainda perguntavam "muito mesmo?". Sentia seu olhar profundo e, boquiaberto, seguia meu olhar e meus lábios. Sensualmente e levemente, lambi, com a pontinha da minha lingua, seu lábio superior e, em seguida, seu inferior, sendo seguido por seu olhar, ate que, impaciente, infiou sua língua em minha boca, beijando-me intensamente.

Pov. Leon

Só precisava conversar. Conversar sobre qualquer coisa que não fosse a Violetta. Queria me sentir a vontade com alguém, precisava me sentir a vontade com alguém.
Fran e eu temos muito em comun, mesmo que não pareça. Somos amigos a tanto tempo mas não sei porque teve um tempo que nos distanciamos. Ela é muito engraçada e simpática e muito inteligente. Começamos a falar de series e descobri ainda mais coisa que temos em comum. Fiquei feliz por depois de tanto tempo conversar com ela dessa maneira tão... normal, podemos dizer. Me fez muito bem.

Pov. Violetta

Depois de um tempo voltamos pra casa e ficou comigo ate eu abrir a porta da minha casa. Abri a porta e, meio de lado, com as mãos na maçaneta, dei-lhe um selinho de despedida e quando virei pra frente pra fechar a porta e entrar, estava o meu pai e a Angie sentados no sofá olhando para nós.
– E o Leon? — Angie deu um leve empurrão, chamando sua atenção.
– Pai!!!
Diego coçou a cabeça, nervoso. Todos nós trocamos olhares constrangedores.
– É... bom, eu vou deixar vocês conversarem. — falou Diego, indo embora.
Fechei a porta e claro que eu ia brigar com o papai.
– Pai!!! Não acredito que você falou aquilo!
– Ué mas eu queria saber porque pra mim você ainda tava com o Leon.
– Eu e Leon terminamos a muito tempo.
– Você não me conta as coisas mais, como eu vou saber?
– Pai não começa.
– Violetta posso conversar com você? — pediu Angie
Subimos pro meu quarto e sabia que vinha esporro.
– Vilu...
– Angie eu sei. Eu sei o que você vai dizer. Olha, eu sei que eu pedi ajuda quando eu tava com medo de contar pro Leon e ele descobriu e eu não te contei mais nada e...
– Violetta!!! — me interrompeu, nervosa — Você gosta dele?
Respirei, ofegante — Sim. Muito. Eu não sei como nem porque mas eu o amo. Eu me sinto tão diferente com ele, me sinto tão bem. Ele é carinhoso, lindo, inteligente e me faz feliz, de verdade.
– Era só isso que eu precisava saber.