Diego abriu a porta e estava sem camisa, so de bermuda, com o cabelo todo molhado e com uma toalha pendurada no pescoço.

– Oi, Violetta, que surpresa.

Demorei um pouco pra responder por que fiquei paralizada olhando pro seu corpo.

– Que? Ah oi, pois é, na verdade eu só vim te entregar a sua jaqueta — falei enquanto estiquei o meu braço entregando-lhe sua jaqueta.

– Ah ta, valeu. Foi mal eu demorar, é que to sozinho e tava no banho.

– Eu percebi pelo... — apontei pra seu "estado" eficava olhando pro seu tanquinho e pro seu rosto repetidamente, meu olho ficava subindo e descendo.

Diego viu que eu tava olhando pra cima e pra baixo e deu uma risadinha fofa enquanto passava a toalha em seu cabelo.

– Então, entra ai — falou ele sorrindo pra mim

– Nao nao, eu vou pra casa

– Entra ai, a final você ta me devendo

– Ainda com a parada do taxi?!

– Nao tava falando disso mas isso também serve, então você ta me devendo em dobro.

– Eu?? Por que?

– Por que aquele dia eu fui na sua casa e nem deu pra gente conversar por que seus amigos estavam lá.

Fiquei pensando um tempo por que queria mas nao queria. Queria entrar mas as meninas iam ficar me enchendo o saco depois, mas pensei, foda-se.

– Vamos Violetta! Vem!

– Ta bom

Quando estava passando pela sua porta olhei pro lado e estavam todas sorrindo e fazendo sinal de "blz". Revirei os olhos e entrei.

A casa dele era bem grande e bem bonita.

Fizemos um "tur" por sua casa ele ia me mostrando tudo. Subimos as escadas me mostrou tudo, inclusive seu quarto. Ele entrou e eu fiquei na porta por que pra mim era muito estranho eu entrar no quarto dele com ele, principalmente por que nao tinha mais ninguém em casa.

– Só vou botar uma camisa. Entra aí.

Nao precisa botar nao — pensei

– Nao nao, to bem aqui

– Pode entrar, nao se fique com vergonha, vamos conversar.

Demorei um pouquinho pra entrar ate por que nao o conhecia direito, mas entrei. Enquanto ele procurava uma camisa mandei uma mensagem pras meninas dizendo que nao sabia a hora que iria voltar e que nao era pra me esperar. Ele pegou uma camisa e vestiu.

Nao! Por que você botou? — pensei — nossa como ele é maravilhoso

– Então, o que você quer tanto conversar comigo? — perguntei a ele que ainda estava indo guardar a toalha que estava em volta do seu pescoço.

– Já percebeu que a gente nunca conversou? Eu nao sei nada de você e você nao sabe nada de mim.

– É verdade. Então vai, você começa. Fala de você e depois eu falo de mim.

Conversamos muito, sobre filmes, família, amigos, etc. Ri muito com ele e ele comigo. Olhei pro relógio e vi que já estava tarde, tinha demorado demais lá.

– Eu tenho que ir.

– Já?

– "Já?"? eu to aqui a mó tempão.

– Poxa, então ta. Te levo lá em baixo, vou pegar meu chinelo.

Fui ate a porta de seu quarto e tentei abrir mas a maçaneta nao virava.

– Você trancou a porta??

– Claro que nao! Pera deixa eu abrir

Ele foi lá e abriu sem a menor dificuldade.

– Ah ta foi mal, eu que sou mongol mesmo

Ele deu uma gargalhada e saímos do quarto. Descemos as escadas e quando estava na porta de sua casa, o esperei pra abrir a porta pra mim. Ele abriu e me deu um beijo na bochecha (de despedida)

– Tchau, ate amanha — disse ele após me dar um beijinho na bochecha

– Até — falei enquanto saia de sua casa

Ele ficou sorrindo enquanto eu saia de seu campo de visão.

Cheguei e abri a porta de casa, entrei e fechei. Me encosteina porta e me arrastando sentei no chão lembrando do que tinha acontecido. Meu pai chegou e viu o meu estado:

– Violetta o que você ta fazendo no chão desse jeito??

– Nada nao pai, bobagem minha

– Eu em, parece doida

Meu pai foi embora rindo e em seguida desceu Federico

– Que que você ta fazendo?

– Nada nao

– Fala Violetta!

– Nao foi nada, to falando serio

Ele me olhou com jeito de "te conheço" e sabia que podia confiar nele

– Foi o...

– Diego? — completou Fede antes de eu nem falar nada

– Como você sabe?

– Eu te conheço, já falei. Mas o que tem ele?

– Eu tava na casa dele.

– Eu sei, as meninas me contaram. Mas o que aconteceu?

– Ah, nada demais a gente só ficou conversando e me diverti muito com ele, e quando a gente foi se despedir ele me deu um beijo

– NA BOCA?!?!?!

– Nao, na bochecha

– Ai meu deus que susto

– Eu nao ia deixar isso aconter.

– Ta bom, mas se ELE te desse um selinho de despedida, ou whatever, nao seria traição, e NAO seria uma prova de que você nao ama o Leon

– Eu sei

– Vamos subir que quero conversar com você.

Antes de subir, pegamos umas besteiras pra comer e depois fomos pro meu quarto.

– Fale, sobre o que você quer conversar?

– Sobre o que vocês falaram de mim quando as meninas estavam aqui.

– Quem disse que a gente falou de você?

– Fala logo!

– Taaa, nada demais. Olha, eu só falei pra Ludmila tentar alguma coisa com você porque tava na cara que você gostava dela.

– E o que ela falou?

– Nao posso contar

– PORRA VIOLETTA! CONTA LOGO

– Calma, vou dizer apenas algumas coisas. Ela falou que também gosta de você

– Serio?

– Serio

– Que mais?

– Nao posso dizer mais nada.

– Aff

Ficamos conversando muito tempo, ate a hora de dormir. No dia seguinte (domingo)ia sair com o Leon por que no outro dia (sexta) que tínhamos combinado nao rolou. Me despedi do Federico e fomos dormir. Antes de dormir mandei uma mensagem pro Leon mandando boa noite e dizendo que o amava.