Legados

5 Capitulo 5 – A Voz da Destruição


Notas iniciais
Voltei :D Depois de muito tempo estou de volta com um novo capitulo. Nesse capitulo teremos uma nova Garde, espero que gostem :D

O som está no ultimo volume. A parede onde está conectado meu Dock Station treme e um quadro de meu Cepan se solta, mas não o deixo cair e o seguro com minha telecinese e o coloco outra vez no lugar.

Eu adoro música, adoro cantar.

Se eu não estivesse sendo caçada por um bando de idiotas alienígenas que destruíram meu planeta, eu acho que seria uma cantora.

Meu Cepan disse que vivemos aqui na Terra há onze anos e até hoje não tivemos nenhum sinal deles, mas ele nunca baixa a guarda. Todos os dias ele me acorda às cinco da manhã para treinarmos meus legados que ainda estão aparecendo. Eu estou destinada a música e até meus legados concordam comigo, pois posso controlar o som, posso aumenta-lo ou abaixa-lo, posso modula-lo e equaliza-lo da maneira que eu quiser.

Eu cheguei aqui na Terra muito nova e sei que tenho uma responsabilidade muito grande de restaurar meu planeta, mas às vezes eu queria esquecer tudo isso e somente cantar. Eu tenho dezesseis anos e na ordem do feitiço lórico eu sou a Número Dois. Dimitri meu Cepan tem trinta e oito anos e ele é um galã, todas as vizinhas gostam dele e ele adora isso. Nosso relacionamento é muito bom, ele me ensina muitas coisas, mas às vezes eu acho que há um oceano entre nós. Ele é homem e às vezes uma garota precisa conversar com uma mulher.

Eu queria me inscrever no Conservatório de Moscou, uma das melhores escolas de musica da Rússia, mas Dimitri não deixou, mas depois de muita conversa e brigas, ele concordou em me matricular. Ele só aceitou me matricular se eu enviasse a ele uma mensagem a cada hora escrita “Você é o melhor Cepan de Lorien”. Em minha classe há sete alunos e minha professora de canto se chama Sonia e gosto muito de conversar com ela, ela é o que falta em Dimitri, posso dizer que ela é minha Cepan humana.

Caminho pelo corredor lotado, alguns alunos carregam instrumentos grandíssimos em suas mãos, outros treinam atuação em uma forma muito engraçada de quem faz a cara mais dramática. O corredor é largo e minha sala é penúltima. Quando entro vejo que alguns alunos já chegaram e alguns me cumprimentam:

– Bom dia “pimentinha”. – diz Boris, um garoto que conheci no primeiro dia de aula e sim, ele já me colocou um apelido.

Ele me chama assim devido ao meu cabelo ruivo e das múltiplas sardas que tenho nas bochechas e de quebra no primeiro dia de aula eu estava com uma camiseta de uma das minhas bandas preferidas Red Hot Chili Peppers.

– Meu nome é Natasha. – digo pela trigésima quinta vez.

– Pimentinha combina mais. – ele responde com um sorriso debochado.

Boris foi o primeiro amigo que fiz na escola de canto, ele é alto e seus cabelos são castanhos. Ele tem um queixo bem quadradinho com um pequeno furinho no meio. Sua voz é bem grossa e uma das mais potentes da classe. Ele só perde para mim, é claro.

A professora entra na classe, a Sra. Sonia Popov, a segunda amizade que fiz na escola. Ela incrivelmente se apaixonou pela minha voz desde o primeiro dia que a escutou. Às vezes sinto que estou trapaceando os demais alunos, pois com ajuda do meu Legado de Fonocinese, eu posso modular e equalizar minha voz, fazendo-a ser quase angelical. Com os treinamentos de Dimitri, eu aperfeiçoei esse Legado e posso imitar qualquer som humano, animal e até de objetos. Ele também me ensinou a potencializar meu grito, tornando-o ensurdecedor. Já quebrei todas as janelas de casa e dos vizinhos quando comecei a dominar esse Legado, tenho que me controlar, pois se uma pessoa estiver muito próxima de mim quando eu gritar ela pode até morrer. Isso aconteceu uma vez quando vi uma barata e gritei, Dimitri ficou desmaiado por horas, foi o maior susto da minha vida.

Depois que aula termina, me despido de Boris e quando vou despedir-me da Sra. Popov ela pede que eu fique um pouco mais. Eu sempre gostei de conversar com ela, tudo que eu não podia contar para Dimitri eu contava para ela. O único segredo que mantinha era que eu era uma alienígena com super poderes e que estava sendo caçada. A mentira que eu contava para ela era que é que vim morar na Rússia com meu tio porque queria estudar no Conservatório de Moscou, minha mãe havia morrido há muito tempo e eu tinha poucas mulheres para conversar, bem essa ultima parte era verdade. Nós rapidamente se tornamos amigas e eu comecei a contar algumas coisas da minha vida para ela, mas quanto mais eu dizia mais ela queria saber, principalmente sobre coisas que eu não poderia contar.

– Você cantando parece um anjo. – ela diz com sorriso. – Nunca ouvi uma voz como a sua.

– Obrigada. – digo sem graça.

– Você fará sucesso mundial. – ela diz empolgada batendo as mãos – Olha o que eu fiz pra você.

Ele pega seu laptop e abre um vídeo no YouTube que faz meu coração parar de bater. Era um vídeo de quatro minutos que me mostrava cantando e mostrando claramente meu legado. Para um humano o som soaria como uma cantora extremamente habilidosa, mas para qualquer lorieno o som soaria claramente familiar. Se os lorienos podem distinguir minha voz posso deduzir que os mogadorianos também. O vídeo tem mais seiscentas mil visualizações em menos de cinco horas e nos comentários posso ver coisas como: “Essa voz é celestial”, “Essa menina é anjo que veio dos céus”, “Essa voz não é humana”, “Ela é uma alien ♥”. Obvio que eles estão comentando isso como um elogio, mas se os humanos puderam deduzir que a minha voz não é humana, os mogs com certeza devem estar a caminho.

– Nossa como você ficou pálida. – diz a Sra. Popov – Aposto que está tão emocionada que não tem palavras para expressar.

– Eu não te dei autorização para postar um vídeo meu! – digo brava.

– Eu... Eu... Eu não achei que fosse algo ruim.

– Apaga isso agora! – digo

– Mas todo mundo adorou – ela diz apontando para os comentários – Sua voz é a mais linda que escutei.

– Eu disse APAGA! – Grito um pouco alto demais e todas as janelas da classe se despedaçam, os óculos da Sra. Popov trincam juntamente com a tela do computador.

– Meu deus! – ela grita tirando os óculos e se abaixando.

Enquanto ela se abaixa corro até o computador e quando vou apagar o vídeo ele já havia sido deletado. Quem será que apagou? De repente uma janela abre na tela do computador e uma mensagem é escrita.

Os Mogs já te rastrearam! Corra!

Aquela mensagem faz meu coração bater muito mais rápido. Quem me mandou aquela mensagem? Como ele sabe dos Mogs? Caminho em direção a Sra. Popov e a ajudo a levantar.

– Eu não enxergo nada sem meus óculos. – Ela diz com dificuldade para levantar.

– Eu te ajudo, temos que sair daqui o mais rápido possível. – digo.

Caminhamos até a porta e quando coloco minha mão na maçaneta e todas as luzes se apagam. Meus olhos se arregalam e ativo meu Legado de Super Audição e escuto o engatilhar de muitas armas.

Os mogadorianos me encontraram.

Notas finais
Gostaram da Número Dois? Não esqueçam de deixar seus comentário :D