Legado Lestrange
49 Falando Com o Coração
Notas iniciais

1998
Hogwarts
Alhena entrou no Salão Comunal da Sonserina, parecendo simplesmente satisfeita com a vida. Ela cumprimentou todo mundo, bagunçou os cabelos de Draco, que deu um sorrisinho cheio de cumplicidade, e saiu para o dormitório.
—O que um orgasmo não faz, heim, Malfoy? – perguntou Vince. Rasalas o olhou feio, mas depois olhou inquisitoriamente para Draco, que apenas riu com desdém, brincando novamente com o pomo que ele tinha resolvido não devolver.
—Morra de inveja da minha pica mágica, Vince. Além de grande e grossa, ela tem poderes curativos. – riu Draco.
—Então você e a Lena transaram? – perguntou Damian, baixando seu caderno de História da Magia.
—E se tivermos? Isso não é da conta de nenhum de vocês. – respondeu Draco com aquele sorriso convencido dele, que há muito tinha desaparecido.
—Eu não quero você se aproveitando da fragilidade da minha irmã. – ralhou Rasalas. Draco se sentou e sorriu de maneira desdenhosa.
—O importante não é a Lena estar feliz? – riu ele – Mas relaxa, Rasalas. Eu e a Lena não tivemos uma trepada louca, sem sentimento, de maneira selvagem. A gente ficou de papo e conversando... e então pulamos da torre de Astronomia.
—Ok! Como assim, pularam da Torre de Astronomia? – perguntou Daphne, franzindo a testa.
—Oras. Nós demos as mãos e pulamos lá de cima e eu usei um feitiço para interromper nossa queda. – explicou Draco – Foi como se nossa vida tivesse voltado a funcionar pelo susto. – riu ele.
—Eu ainda acho que ele comeu a Lena. – riu Vince, de braços cruzados, escorado na parede, próximo à parede.
—Pense o que quiser. Nem eu e nem ela ligamos pra sua opinião. – riu Draco se dirigindo para os dormitórios, com os dois dedos médios levantados.
Emília deu um sorrisinho e arrumou uma mexa de cabelo atrás da orelha.
—Draco parece que finalmente voltou a ser ele mesmo, não é? – perguntou ela – E o mesmo vale pra Alhena.
—Sim, ela conseguiu acertar todos os meus pensamentos com as cartas na aula de adivinhação hoje. – disse Daphne com um sorriso feliz.
—Já não era sem tempo. Já vai fazer ano que eles estão desse jeito. – riu Rasalas. Daphne deu um tapa no namorado, de brincadeira. Ele se defendeu e sorriu, se levantando. Caminhou lentamente até o dormitório. Escutou as vozes de Draco e Alhena conversando.
—... bem. – disse Alhena.
—Que bom. – respondeu Draco – Eu também estou bem... deveríamos ter feito aquilo antes.
—Eu acho que fizemos no tempo perfeito. – riu Alhena. Draco riu também e Rasalas se escorou na parede. Damian apareceu e ele pediu silêncio. O amigo se esgueirou de fininho e ficou ao seu lado, tentando escutar.
—Acho que você tem razão... mas falando sobre algo que EU tenho razão... quando vai falar com o Damian? – perguntou Draco. Rasalas olhou o amigo, que estreitou os olhos, prestando mais atenção.
—Não estou evitando ele. – riu Alhena.
—Ele já correu bastante atrás de você. Por que não corre atrás dele dessa vez? Você é caidinha por ele.
—Só se correr atrás da Astoria também. – respondeu Alhena – Eu corro atrás do garoto que eu gosto e você atrás da garota que gosta.
—Eu acho justo. – riu Draco.
—Ok! Eu vou falar com ele.
—Agora? – perguntou Draco. Rasalas sentiu o estômago dar uma cambalhota e pegou Damian pelo cotovelo, os dois foram o mais rápido que conseguiram fazer silenciosamente. Entraram no dormitório masculino e fingiram que estavam lá desde sempre.
—Hum... pode me emprestar suas anotações de História da Magia, Damian?
—Claro, Rasalas. Só da última aula ou da semana inteira? – perguntou Damian, se jogando em cima da cama, para abrir o próprio malão.
Alhena entrou em seguida e olhou para os dois, escorando-se na porta e cruzando os braços, com as bochechas muito coradas.
—Oi, Damian. Posso falar com você um segundinho? – perguntou Alhena. Damian se sentou de uma vez, parecendo nervoso e concordou com um aceno de cabeça.
—Bem... claro. Aqui está, Ras... o resto tá lá no salão... – respondeu Damian. Rasalas pegou as anotações e saiu sorrindo sugestivamente para Alhena.
Seguiu para o salão, pegou as outras anotações de Damian, para então se sentar ao lado da namorada.
—Acho que Damian e Lena vão dar uns beijinhos hoje à noite. – riu Rasalas.
—Graças. – riu Daphne, olhando para as anotações de Damian – Como Damian consegue anotar tanta coisa que o Binns fala?
—Eu não sei... realmente... deve ser o dom dele... além de fazer minha irmã corar, com qualquer sorrisinho. – riu Rasalas.
Daphne sorriu ao seu lado e os dois começaram a estudar. Meia hora depois Astoria apareceu com Draco ao seu lado.
—Astoria, me deixe ao menos explicar. – insistiu ele, indo atrás dela. Mas ela não o olhou e saiu do salão comunal – Eu não vou te deixar em paz enquanto não... – mas não deu pra ouvir mais do que isso, pois Draco a seguiu para fora.
—Oh! Tomara que eles se acertem também! – disse Daphne – Astoria tem que parar de ser tão difícil. – Ela soltou um suspiro e sorriu – Oh... terei os sobrinhos mais lindos do mundo. – riu ela, voltando a encarar as anotações de Damian. Rasalas deu um sorrisinho.
—Eu não sei... os sobrinhos da Lena vão ser bem bonitos também... todos os três.
Daphne piscou e o olhou, em choque.
—Como é que é? – perguntou ela.
—Eu não te contei sobre Lupin? – perguntou se fazendo de surpreso.
—Que Lupin?
—O ex namorado da minha mãe. Ele é um lobisomem. Eu passo as luas cheias com ele. – explicou Rasalas, baixinho, só no ouvido dela – Ele é casado e teve um filho... que não é lobisomem... – a beijou com carinho na testa – Acho que é seguro tentarmos...
Daphne sorriu animada para ele e concordou com a cabeça.
—É sério, isso? – perguntou ela, completamente feliz.
—É completamente sério. – riu Rasalas.
—Ah, Ras! – riu ela o abraçando, parecendo imensamente feliz – Que notícia maravilhosa!
Gargalhou a abraçando e a beijou nos lábios. Namoraram um pouquinho e então a soltou.
—Eu já volto. Me espere aqui, pra terminar de revisar essas anotações... depois vamos praticar como dar sobrinhos pra Alhena, ok? – perguntou baixinho, com um sorrisinho safado. Daphne piscou para ele e concordou com aquele sorrisinho maroto dela.
Rasalas se levantou e caminhou calmamente até o dormitório. Aliviou a bexiga e estava para voltar para o Salão Comunal quando viu Parkinson. Sorriu calmamente para ela e ela sorriu de volta, se aproximando.
—Posso falar com você só um minutinho? – perguntou ela.
—Claro, Pansy. – disse dando a mão para ela, para sair do dormitório masculino (Alhena e Damian estavam na cama do amigo, com as cortinas fechadas) e ir para o feminino. Se sentou na cama da irmã e olhou curioso para a amiga – Diga, Pansy.
—Eu... eu preciso confessar uma coisa, Ras. – disse Pansy – Eu... eu não vou bolar planinhos, estratégias ou qualquer coisa do gênero... eu vou ser honesta e simplesmente falar o que eu sinto, ok?
Piscou um pouco surpreso, mas concordou com a cabeça.
—Ok. Sou todo ouvidos. – respondeu.
—Ras... eu... eu gosto de você. – respondeu Pansy. Piscou completamente surpreso novamente – Não apenas como amigo. Eu... eu amo você. De verdade... acho que você foi a primeira e única pessoa que eu amei de verdade... então... – ela suspirou se abraçando, corando furiosamente – Me dê uma chance?
Rasalas sorriu ternamente para ela.
—Não.
Pansy piscou, parecendo surpresa para ele.
—Não?
—Não. – respondeu ele ficando de pé – Você não me ama, Pansy. – adicionou ele – Você só está deslumbrada comigo, porque está passando por um momento difícil e eu fui um dos poucos que sempre esteve aqui pra você. Mas você não me ama... ou talvez até ame... mas é mais ou menos como Draco ama a minha irmã e vice-versa. Você me ama como amigo, mas tudo bem. Não é raro confundir essas coisas.
—Não, Ras! Eu te amo de verdade... desde... desde que a gente passou a se entender, sabe? Eu sempre quis você... só fui cega. Só fui estúpida.
—Não, Pansy. – riu Rasalas, calmamente, tentando ser simplesmente gentil – Você não me ama. Você não gosta de ninguém, dessa maneira. Você tem muitos amigos, que precisam recuperar a confiança em você. Apenas isso. – adicionou – Você não precisa arrumar um namorado, precisa resolver a própria confusão que está passando aqui. – disse colocando o dedo na testa dela – E só quando você resolver isso, resolver as questões não resolvidas com seus amigos... só então você vai poder parar e descobrir quem você realmente ama. – Ela estava para abrir a boca para falar qualquer coisa, mas ele a cortou – Eu amo a Daphne, Pansy. Eu vou me casar com ela. – disse carinhosamente – Você vai ser sempre uma amiga por quem eu vou ter muito carinho, mas nunca será mais do que isso. E eu sei que você entende isso...
Pansy o olhou parecendo perdida em dor e respirou fundo, com os olhos se enchendo de lágrimas.
—Eu acho que... que nunca mais vou ser capaz de amar outra pessoa além de você.
—Não seja boba, Pansy. É claro que...
—Eu não presto, Rasalas. – disse ela – Eu não consigo ver os outros felizes e não sentir inveja... e eu tenho tanta inveja de Daphne... eu só não tento sabotar o seu namoro, porque sei o quanto você ficaria triste. Mas eu sou tão egoísta. Tudo o que eu consigo pensar é em ter você pra mim...
Rasalas soltou um suspiro.
—Então não é tão egoísta. – explicou – Você me considera seu amigo e não vai colocar sua confusão e dúvidas acima da certeza que eu sinto sobre a Daph. Você não é uma má pessoa, Pansy. Eu te conheço. – riu Rasalas a abraçando – Você é a garota mais forte que eu já conheci... sempre querendo proteger todo mundo... mas agora você está confusa. Apenas isso.
Ela o abraçou de volta e começou a chorar, com o rosto em seu peito.
—Eu nunca deveria ter feito aquilo... com o bebê... eu deveria ter tido ele... eu deveria ter arcado com as consequências... – chorou ela.
—Você fez o que achou... – começou, mas ela o soltou.
—Eu me lembro, Rasalas! – disse ela de uma vez, o olhando nos olhos – De você me pegando pelo pulso, me levando para aquele armário. Eu tirei suas calças e te paguei um boquete, depois a gente começou a se beijar, você sentou no armário, eu subi em cima de você, você colocou minha calcinha de lado e a gente transou. Foi isso o que aconteceu. Eu me lembro perfeitamente. Nunca esqueci. Só não tive coragem de admitir que eu quis aquilo e que tinha gostado, simplesmente porque não era recíproco. Você não se lembrava e não desejava ter feito aquilo comigo. – disse ela aos prantos – Mas eu não me esqueci. E eu me lembro bem do dia em que a gente transou na minha cama. Eu passei muito tempo tentando ter de novo o que você me fez sentir naquele dia, Rasalas, mas eu nunca achei, por mais que eu ficasse pulando de um garoto para o outro. E não falo só do sexo. Eu falo do que você me fez sentir aqui. – disse ela segurando sua mão e a colocando sobre o peito.
Rasalas piscou, completamente chocado.
—Você e Parkinson transaram? – perguntou Daphne, da porta. Pansy o soltou, parecendo surpresa e Rasalas se virou, sentindo um frio lhe subir a espinha – Era esse o segredo entre vocês, que eu nunca poderia ficar sabendo? Que vocês transaram? – perguntou ela fechando a cara. Rasalas olhou dela para Pansy – E não foi uma transa bêbada, como sempre achei que tinha sido, no dia do Veneno de Fada. Foi mais de uma vez... – murmurou ela, parecendo magoada – Eu não acredito que não quis me contar isso. Que escondeu isso de mim.
—Daphne... – começou, assustado com o tom gelado dela.
—Com licença. – murmurou ela, se virando e dando as costas para ele. Rasalas estava para sair e ir atrás dela, quando olhou para trás, para Pansy.
—Vai atrás dela... – murmurou a garota. Ela se abraçou e fungou – Você gosta dela. Não de mim... eu não vou me meter... eu sei quando não tenho chances...
—Pansy...
—Vai, Ras... vai atrás dela...
—Eu... eu realmente... sinto muito, Pansy.
—Está tudo bem... – murmurou ela.
Rasalas se virou e subiu as escadas, Daphne estava quase na entrada do Salão Comunal, quando Draco apareceu com a cara completamente pálida. Astoria estava com ele e parecia assustada.
—Atenção, todo mundo! – disse Draco, mas nem todos prestaram atenção nele. Rasalas e Daphne se olharam, assustados – EI! ATENÇÃO EM MIM! – gritou Draco. Mas algumas pessoas simplesmente o ignoraram. Rasalas se virou e rosnou o mais alto que conseguiu e todos o olharam assustados – Obrigado, Rasalas. – disse Draco, sem rir – Atenção todo mundo. Recebi ordens para que todos fossem para o Salão Principal. Peguem roupas quentes, cachecóis e não esqueçam suas varinhas. AGORA! – gritou Draco.
—O que está acontecendo? – perguntou um aluno do terceiro ano.
—Eu não tenho certeza, mas vai lá se preparar. O mais rápido possível, galera. Monitores, avisem a galera que estiver nos dormitórios. – adicionou Draco. Ele entrelaçou os dedos com os de Astoria e a olhou – Tome cuidado, monitora... avise todo mundo, ok?
Astoria o olhou preocupada e concordou. Draco a observou se afastar e depois foi até Rasalas.
—O que está acontecendo? – perguntou confuso. Draco baixou o tom de voz.
—Parece que o castelo foi cercado. Potter foi visto em Hogsmeade... Acreditam que ele está escondido aqui em Hogwarts... – explicou Draco – Precisamos tirar os alunos daqui.
—Entendi. – murmurou Rasalas – Vou avisar Damian e Alhena.
—Ok. – disse Draco indo para os dormitórios do primeiro ano, para avisar os mais novos. Rasalas e Daphne foram para o dormitório masculino, do sétimo ano, mas Daphne o parou na porta.
—Por que nunca me contou? – perguntou ela. Rasalas franziu a testa.
—Sério? Agora? – perguntou ele.
—Agora, Rasalas. – respondeu ela – Pra você pode parecer bobagem, mas pra mim não é.
Rasalas soltou um suspiro e a puxou pela cintura.
—Me ama?
—É claro que sim. – respondeu ela.
—Então não fale mais sobre isso. – disse de uma vez.
—Não posso te prometer isso. – resmungou ela – Não é você quem tem que me perguntar sobre amor. Sou eu. Você não confia em mim!
—Não é isso.
—É exatamente isso... depois de tudo o que eu fiz por você, você simplesmente não confia em mim. Acorde sua irmã. Eu estou indo para o Salão Principal. A gente conversa depois.
Rasalas soltou um muxoxo.
—Ótimo. A gente conversa depois... – resmungou zangado.
Mas e...
E se não existisse depois?
***
—Oi, Damian. Posso falar com você um segundinho? – perguntou Alhena. Damian se sentou de uma vez, parecendo nervoso e concordou com um aceno de cabeça.
—Bem... claro. Aqui está, Ras... o resto tá lá no salão... – respondeu Damian. Rasalas pegou as anotações e saiu sorrindo sugestivamente para ela.
Alhena encarou Damian e ele a encarou de volta.
—Rasalas simplesmente não consegue ficar acordado na aula do Binns. – riu ela. Damian a olhou e suspirou.
—Pois é. – riu ele – Binns não é pra qualquer um... – murmurou nervoso. Alhena concordou. Ficaram em silêncio por um tempo, até que não aguentou – O que quer falar comigo?
—Posso me sentar ai com você? – perguntou ela. Damian concordou e chegou mais para o lado. Alhena se aproximou e se sentou na cama. Depois brandiu a varinha, fechando as cortinas e deixando-os isolados acusticamente. Engoliu em seco, a encarando, com aquele uniforme da escola, exibindo suas coxas grossas, o decote voltando a ficar com um botão aberto, para exibir o bonito busto. Ela estava tão linda, tão sexy... parecia que Pierre nunca tinha destruído a mente dela – Como você está?
—Bem e você? – perguntou ele, sem saber como agir.
—Estou bem. – respondeu ela. Alhena soltou um suspiro e o encarou nos olhos. Engoliu em seco, a olhando de volta. Olhando para aqueles lindos e vibrantes olhos verdes... olhos que nunca mais tinham sustentado seu olhar – Acho que finalmente estou bem o suficiente... para tocar minha vida, sabe?
—Fico feliz por você. – respondeu, se perguntando se teria chances de tocar a vida com ela...
—Mas... para isso... eu preciso conversar com você. Eu preciso falar tudo o que está preso no meu coração. – murmurou ela se ajoelhando ao seu lado – Você está disposto a me ouvir?
—É claro, Lena. Sempre. – respondeu carinhosamente, se sentando na cama de maneira mais esparramada. Tentando fingir descontração, apesar de estar bastante convencido de estar falhando miseravelmente.
—Obrigada. – respondeu ela. Alhena soltou um suspiro – Eu e Draco transamos. – disse ela de uma vez – Foi o primeiro contato íntimo que eu me permiti ter desde Pierre... – murmurou ela. Damian desviou o olhar, sentindo-se magoado – E eu sei que eu magoei você com isso. Principalmente depois do que aconteceu no meu aniversário. Eu queria que fosse você, o primeiro a me fazer esquecer tudo o que aconteceu, mas infelizmente não foi e eu sei que não foi por falta de tentativas suas... não foi por falta de atitude sua... eu simplesmente não consegui ficar confortável o suficiente com você e eu pensei muito a respeito do porquê disso... o motivo de não suportar o seu toque, mas permitir o de Draco. O motivo de não conseguir segurar sua mão, mas conseguir dormir abraçada com Draco. O motivo por não conseguir nem mesmo te olhar nos olhos, mas conseguir conversar, olhar e beijar Draco...
—Foi porque eu não estive lá pra você, quando mais precisou. – murmurou Damian – Ele sim. – sabia daquilo. Sempre soube daquilo. Draco nunca a julgara. Ele nunca sequer cogitara que ela tivesse tido alguma culpa em qualquer coisa que fosse... já ele... ele a julgara. Ele a acusara de traição... de fazê-lo de idiota...
—Eu imagino que sim. – disse Alhena. Damian se sentou, mais para frente, mais perto dela.
—Eu fui um babaca.
—Foi mesmo. – riu Alhena – Mas tudo bem. – disse ela segurando seu rosto com as duas mãos – Porque eu amo você... sempre amei, Damian.
Ele piscou e sorriu, segurando as mãos dela.
—Por que?
—Ninguém nunca me notou antes de eu perder peso. Antes que eu ficasse bonita... você sim. Você sempre foi gentil, muito antes de Draco. Você me considerava sua amiga, quando todo mundo me considerava uma piada. Você me viu... quando eu era invisível... é por isso... que eu nunca deixei de amar você, apesar de tudo. De Deshayes, de Pansy, de Pierre...
—Então... – ele engoliu em seco – Por que com Draco? Por que deixou que ele te curasse no meu lugar?
—Porque eu e Draco temos um en. — explicou ela. Damian piscou, surpreso por ela saber sobre aquilo. Era magia japonesa... mas ele entendeu e não pode negar – Ele me ajudou e eu o ajudei. Tem sido assim há meses... – explicou ela. Os dois suspiraram e Alhena o soltou – Me perdoe.
—Pelo que, exatamente? – perguntou se questionando se ela se referia ao fato de ter transado com Draco.
—Por ter dito todas aquelas coisas, no dia em que eu fui confrontar Pierre nas estufas. – disse ela. Damian desviou o olhar novamente. Odiava se lembrar daquilo. Odiava lembrar da violência que ela passou e que ele foi obrigado a olhar – Me desculpe por ter sido idiota. Por ter petrificado você... eu devia ter te deixado solto, livre... mas... mas eu não estava funcionando direito. Eu não estava pensando direito. Eu achei que poderia me defender de tudo o que ele fizesse... mas eu fui ingênua. Eu fui estúpida... e eu acabei fazendo você passar por aquilo...
—Está tudo bem, Lena. Eu nunca tive raiva de você por aquilo. Minha raiva sempre foi dele. – explicou Damian. Alhena soltou um sorriso um tanto triste e segurou sua mão.
—Me desculpe por tudo o que eu te disse naquele dia... me desculpe mesmo.
—Está tudo bem. Não precisa se desculpar...
—Preciso sim. E eu preciso que você me desculpe. – ela suspirou – Me desculpe por ter te afastado aquele dia na sua casa... e me desculpe por ter feito o mesmo no dia do meu aniversário... e me desculpe por ter... bem... transado com o Draco, apesar de que eu não me arrependo disso... – murmurou ela o olhando sem jeito – Eu não estaria aqui conversando com você se eu não tivesse feito aquilo com Draco.
—Não? – perguntou Damian. – Precisou que ele transasse com você? Pra que?
—Pra me fazer recuperar coisas que eu havia perdido. – murmurou ela abraçando os joelhos – Minha auto estima, minha segurança em mim mesma... e a capacidade de confiar completamente em alguém que não fosse o meu irmão... e ao mesmo tempo... – ela suspirou – Me fazer recuperar a certeza de que eu posso fazer o melhor por alguém... não falo apenas de transar... falo de... de ajudar alguém. De confortar alguém... de ser aquilo que a pessoa precisa, independentemente do que seja. O que eu e Draco fizemos não foi simplesmente transar... foi muito, muito mais importante que isso... tanto pra mim, quanto pra ele... mas eu vou entender se você não entender. – ela sorriu dando de ombros – Eu garanto, no entanto, que eu não tenho a menor vontade de fazer isso com ele de novo. Foi a única e última vez. Foi muito bom, mas... mas eu não preciso fazer de novo e o mesmo vale pra ele, eu acho. Eu quero que ele se entenda com a Astoria, que eles fiquem juntos... e ele quer que eu me entenda com você e que a gente... bem... – ela suspirou – Que a gente volte a ser simplesmente feliz, sabe? – perguntou ela.
—Sei. – murmurou Damian. Ele deu um sorriso, sem saber como se sentir exatamente, depois de ouvir tudo aquilo – Você acha que... – ele parou e a olhou – Você tem alguma dúvida do quanto eu gosto de você?
—Algumas vezes sim. – respondeu ela – Você ficou com Parkinson e Deshayes, afinal... eu fiquei com Draco, é verdade... mas você transou com as duas e namorou Parkinson, que era minha amiga... isso foi bem escroto da sua parte.
—Eu sei... me desculpe... eu fui um tanto impulsivo. – riu Damian. Soltou um suspiro e abriu as cortinas, indo até o malão. O abriu e tirou sua câmera lá de dentro, junto com um par de headphones. Plugou o headphone na câmera e colocou o dia do Veneno de Fada para passar. Entregou o headphone para ela e lhe entregou a câmera – Aqui... você não estava presente... eu acho que iria gostar de ver como foi.
—O que é isso? – perguntou ela colocando os headphones.
—O dia do veneno de fada.
—Oh... eu não acho que agora...
—Por favor. Veja. – riu ele. Alhena suspirou e deu de ombros. Ficou admirando o rosto dela, achando graça das feições dela. De como ela parecia achar graça ou como ficava chocada com alguma coisa ou outra. E quando ela terminou de ver o vídeo, ela lhe devolveu a câmera – Viu só? Desde aquela época... eu ficava pensando em você...
—Mas deu uns malhos na Pansy. – riu Alhena, sem parecer se importar. Damian bagunçou os próprios cabelos e sorriu.
—É... eu penso com o pau mais vezes do que gostaria... – disse sorrindo. Alhena sorriu também, se deitando na cama.
—Entendi. Isso explica muita coisa.
—É verdade. – riu se deitando ao lado dela. Ficaram ambos de lado, se encarando – Você é tão linda...
—Você também é bem bonitão. Green está caidinha por você. – riu Alhena, girando para ficar com as costas para cima, balançando as pernas no ar e apoiando o queixo nas mãos. O cabelo preso no rabo de cavalo, que balançava vez ou outra.
—É... a gente teve um lance meio físico. – riu Damian – Ela gostou da minha habilidade com os quadris.
Alhena sorriu achando graça e deitou a cabeça nos braços. Damian sorriu para ela e piscou.
—Eu super recomendo essa sua habilidade. – riu ela. Sentiu as calças apertarem no mesmo instante, mas repetiu pra si mesmo que não deveria ir com sede ao pote. Mas... ela já transou com Draco, certo? Será que eu posso? Deixar a cautela de lado?
—Vou te mostrar minha outra habilidade. – riu ele ficando de joelhos sobre ela, a deixando entre suas pernas – Minha habilidade maravilhosa com as mãos, na hora de massagear.
—Eu gostaria de testar esse talento. – riu Alhena.
A tocou nas costas, pressionando-a com os polegares, numa massagem cheia de segundas intenções. Mas se comportou, querendo apenas relaxá-la. Querendo apreciar aquele momento. Querendo prolongá-lo, para poder apreciar mais da pele macia dela. Alhena sorriu, gostando de seu toque e ele ficou imensamente feliz.
—Está bom?
—Está. – riu ela pegando novamente a câmera. Ela apertou o botão de gravar e olhou curiosa para a luz vermelha – Está gravando?
—Uhum. Por que não deixa um recadinho pra mim? – perguntou Damian. Alhena sorriu e concordou.
[n.a — https://www.youtube.com/watch?v=XPBwXKgDTdE ]
I say "Can you believe it? "
As we're lying on the couch
The moment I could see it
Yes, yes, I can see it now
—Olá, Damian. – riu Alhena sorrindo – Aqui sou eu, sua amiga mais problemática...
—E querida. – cortou Damian se abaixando para aparecer no vídeo, mesmo estando ainda em cima dela. Alhena sorriu.
—Bem... e querida. – adicionou ela – Gostaria de te dizer que você é o garoto mais lindo desse colégio.
—Eu sei. Eu sei. – riu Damian, deitando-se em cima dela e a beijando no rosto.
—O mais romântico...
—O mais charmoso...
—O mais exibido... – riu ela o olhando – Ok... o segundo mais exibido. – riu ela. Damian riu também, sabendo que ela falava de Draco.
Do you remember we were sitting there by the water
You put your arm around me for the first time
—Eu sou maravilhoso. – riu ele. Alhena riu de novo e voltou a olhar para a câmera.
—Você se lembra daquele dia, no lago, quando eu disse que amava você? – perguntou ela – Você passou o braço pelos meus ombros e disse que só me via como amiga, mas então... na sua casa, semanas depois... você disse que namoraria comigo.
—Eu lembro disso... – riu olhando para ela, com um sorriso no rosto.
You made a rebel of a careless man's careful daughter
You are the best thing that's ever been mine
—Eu tive que ir para a Beauxbatons… foi um pesadelo. – murmurou ela – Mas eu decidi que eu precisava mudar... mudar para que você me visse como uma pessoa interessante. Eu precisava ser mais segura de mim mesma. Gostar mais de mim mesma. Então... então eu tentei melhorar.
—Você já era perfeita. – cortou ele. Alhena revirou os olhos, sem parar de sorrir.
—Eu acabei virando uma desordeira, causando todo tipo de confusão naquela escola maluca. A filha rebelde do Comensal de Morte. Parte disso foi culpa sua, ouviu?
—Eu sou uma má influência pra você... – riu Damian. Ele se aproximou mais da câmera – Eu lembro quando te vi novamente, nas férias de verão, entre o quarto e o quinto ano... nunca tinha visto algo tão lindo quanto você naquele dia... eu só queria te beijar e te pedir em namoro... mas eu fiz merda. Desculpe... – riu sem jeito – E quando você voltou pra Beauxbatons, eu só ficava me perguntando quando eu te veria de novo. – a olhou mais uma vez e ela o olhou de volta – Você foi a melhor coisa que já me aconteceu, Lena...
Flash forward and we're taking on the world together
And there is a drawer of my things at your place
You learned my secrets and you figure out why I'm guarded
—Essa guerra deixou tudo complicado… eu não pude voltar pra casa... fiquei cativa dos Comensais de Morte, mas tudo o que eu conseguia pensar era em como eu queria voltar pra Hogwarts e ver o rostinho lindo de Damian Burke. – riu Alhena para a câmera.
—Então por que ficou se fazendo de difícil, heim? – perguntou a mordiscando na bochecha. Alhena gargalhou enquanto ele a girava na cama, a deixando embaixo de si. A câmera rolou no travesseiro e os dois se encararam – Eu não conseguia pensar em outra coisa que não fosse você, Estrelinha.
—Eu estava chateada. Você estava com a minha amiga... mas... mas eu acabei cedendo... como resistir a Damian Burke?
Do you believe it?
—Como resistir a Damian Burke? Como resistir a Alhena Lestrange? Dona dos lábios mais macios e carnudos desse planeta? – perguntou a olhando cheio de desejo. Alhena sorriu.
We're gonna make it now
—Como resistir ao garoto com quem eu sempre sonhei ficar? Desde o segundo ano? – perguntou ela, sorridente.
And I can see it
And I can see it now
—Eu sonho com você há muito tempo. Nunca mais vou deixar te tirarem de mim... – murmurou a olhando com intensidade – Namora comigo de novo.
Ela sorriu parecendo simplesmente feliz e isso acendeu uma chama dentro de si.
—Só se me beijar agora.
Sorriu extasiado e a beijou completamente apaixonado. Ela o beijou de volta, o envolvendo com os braços ao redor do pescoço. Tateou pelo travesseiro e pegou a câmera.
—Damian Burke, se você perder essa garota novamente, faça um favor a si mesmo e se dê de jantar para a lula gigante. – disse para a câmera.
Jogou o objeto no travesseiro novamente e voltou a beijar Alhena completamente entregue ao momento. A amava tanto, tanto... ela se sentou e ele se sentou também, sentindo os dedos dela em sua blusa. Ela o ajudou a tirar a camisa e o acariciou no peito. Suspirou com o toque dela e a apertou na cintura, pois não queria ir rápido demais.
—Você é... perfeito. – riu Alhena voltando a beijá-lo. Damian se deitou, com ela logo em cima de si, completamente deitada sobre seu corpo. Amou o contato com a pele dela e precisou se conter muito para não deixar se levar pela loucura.
Fechou os olhos, jogando a cabeça para trás sentindo os beijos dela em seu pescoço. Piscou surpreso ao sentir as mãos dela em seu cinto.
—Certeza? – perguntou ele – Não... não acha melhor ir devagar? – perguntou ele.
—Acho que já perdemos muito tempo. – respondeu ela o olhando marota. Nem se lembrava de quando ela o encarara daquele jeito pela última vez. Concordou com um aceno de cabeça e respirou fundo. Alhena o ajudou a sair das calças e se curvou sobre ele, colocando a mão por dentro de sua cueca. Fechou os olhos alucinado e gemeu baixinho quando ela o beijou daquele jeito indecente.
Não parecia ter nenhum pudor entre os dois. Parecia nunca ter terminado com ela. Parecia que a intimidade de ambos estava intacta. Gemeu alto com o toque dela, adorando, mas não queria preliminares. Queria o corpo dela imediatamente.
Se sentou e abriu o uniforme dela com tanta força que os botões saltaram para o chão. Alhena tirou o sutiã, enquanto ele tirava sua calcinha. Se livrou de vez da cueca e se deitou sobre ela beijando nos lábios. Entrelaçaram os dedos e se encaixaram, matando a vontade.
Alhena sorriu em seus lábios e gemeu gostosamente. Ele fez o mesmo, movendo-se lentamente, se lembrando de quando transaram pela primeira vez. Alhena o abraçou e afundou o rosto em seu pescoço, gemendo vez ou outra. A segurou na perna, a ajudando a se encaixar melhor em seus quadris e suspirou, amando-a mais e mais.
Mas quando se afastou dela, para beijá-la, notou que, apesar dela sorrir e parecer serena, uma lágrima escorria por seu rosto.
—Te machuquei? Por que está chorando? – perguntou ele. Ela abriu os olhos e sorriu.
—Porque eu estou simplesmente feliz... feliz de um jeito que não me lembrava de ficar... – murmurou ela – Me ame, Damian... me ame...
Concordou com a cabeça, movendo-se devagar, querendo apenas transbordar carinho. A beijou como se nunca mais fosse poder beijá-la de novo e a amou com intensidade e paixão. Falou diversas vezes o quanto a amava, se perguntando se ela enjoaria de ouvir aquilo, mas ela sempre repetia que o amava também, então se sentiu retribuído, seguro e amado...
A mordiscou no queixo e a beijou no pescoço, movendo-se em cima dela. Nunca mais queria se separar dela. Nunca mais. Nunca mais. Entrelaçaram as mãos novamente, deixando-as sobre o travesseiro, movendo os corpos em perfeita harmonia. Sentindo-se conectados como nunca antes. Queria que aquilo nunca terminasse. Queria ficar naquela cama, longe de tudo e de todos, pra sempre. Queria tê-la em seus braços para sempre.
Mas seu corpo logo começou a esquentar. A exigir mais movimento. E quando acelerou, Alhena correspondeu, movendo-se junto, gemendo e sorrindo, parecendo completamente satisfeita. Sentiu-se maravilhosamente bem com isso e quando o amor se transformou em algo mais, quando os sussurros de “eu te amo” se tornaram gemidos de prazer, soube que sua Alhena tinha de fato voltado a ser ela mesma.
Quando parou de se mover, exausto, aliviado, ofegante, a olhou nos olhos. Amou o sorriso dela. Amou tudo nela. A beijou apaixonado e se deitou ao seu lado, a puxando para perto. A abraçou apertado, realizado e sorriu ao sentir os braços dela ao redor de si mesmo.
O sono veio de mansinho, como se quisesse chegar despercebido. O sonho o pegou pela mão, o guiando para sua casa. Andou pelos corredores, sentindo-se estranhamente cansado. Sentindo-se estranho e velho. Viu seu reflexo no espelho de um corredor e notou que estava realmente velho, mas por algum motivo, não se assustou. Apenas caminhou tristonho para o Escritório das Placas.
Parou de frente para a sua, onde seu nome estava marcado. Ao lado dele estava o nome de Alhena, escrito a caneta, com sua caligrafia. Um parafuso prendia o vira-tempo dela.
Um sentimento ruim, de mau agouro o tomou e ele abriu os olhos. Ainda estava abraçado com ela. A olhou confuso e a puxou mais para perto, sem entender aquela sensação ruim... aquele pressentimento de que algo horrível estava para acontecer.
Alhena abriu os olhos e se espreguiçou manhosamente. Isso o fez sorrir e esquecer aquela sensação estranha por um momento. A beijou no topo da cabeça e ela se sentou.
—Melhor nos vestirmos. – murmurou ela pegando o sutiã.
—É verdade. – riu ele. Beijou Alhena nos lábios antes disso, apenas porque os lábios dela eram doces demais. Mas em seguida se vestiram e ficaram abraçados na cama. Soltou um suspiro, contente – Quando terminarmos a escola... o que quer fazer?
—Não sei. – respondeu ela – Acho... acho que quero abrir minha própria boutique. – respondeu ela – Eu amo desenhar roupas...
—Ok. Vou te dar o dinheiro para abrir sua loja. Eu faço propaganda dela na minha loja e você, da minha, na sua. Ok?
—Ok. – riu Alhena – Mas eu meio que não preciso do seu dinheiro.
—Eu sei que não. Mas eu quero pagar, ok? – perguntou ele. Alhena riu e deu de ombros.
—Ok, como quiser... mas vai ter que me deixar fazer todos os seus trajes a rigor.
—Vou ser o bruxo mais bem vestido da Grã Bretanha. – garantiu. Alhena concordou o abraçando de maneira gostosa e carinhosa. – Vou te apresentar para meu avô. Ele vai gostar de você... tenho certeza. – riu Damian.
—E eu quero que você conheça meu pai. Ele não vai gostar de você... mas acho que ele não vai te matar. – riu ela. Damian deu uma risadinha.
—Seu irmão já fez o desserviço de me apresentar pro seu pai.
—É mesmo?
—É. “Ei, pai. Esse é o ex da Alhena, que tirou a virgindade dela. Mas ele é legal”. – riu Damian, imitando Rasalas. Alhena riu achando graça.
—Ele perde o amigo, mas não perde a piada.
—Não... não perde a piada... – riu Damian. A olhou arqueando a sobrancelha – Te amo, Estrelinha.
—Também te amo. – riu Alhena.
Foi quando a cortina se abriu. Era Rasalas e ele parecia chocado.
—Aconteceu alguma coisa... precisamos ir. Precisamos ir. Mandaram a gente se reunir no Salão Comunal.
Olhou para Lena e sentiu uma sensação de mau agouro novamente... não gostou nada daquilo... concordou, se levantando, sem soltar a mão dela, com uma terrível sensação...
A sensação de que nunca mais a veria novamente...
Se a soltasse...
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