Legacies-Segredo revelado

10 Discutindo a não relação


P.O.V. Elijah.

Eu não conseguia tirá-la do meu pensamento. Então, fiz algo que não deveria.

Eu invadi a casa dela. Ouvi o chuveiro.

Ela saiu do chuveiro e olhou para mim, a expressão no rosto dela era exatamente igual a uma que Katerina faria.

Ela colocou um vestido de baile e flores no cabelo.

—Você está perfeita.

—Eu sei que desperdicei muito tempo e que talvez tenha perdido a minha chance, mas estaria sendo hipócrita se não dissesse ao menos uma vez...

—Não. Não diga. Sabe, desde a primeira vez, desde o primeiro dia em que eu te conheci... eu senti tudo por você. E mesmo você sabendo que eu não era a Katherine e nem a Elena você nunca quis saber quem eu era, como eu era por dentro. Nunca conseguiu expressar os seus ditos sentimentos por mim. E eu entendo. Você tem essa compulsão doida e praticamente doentia de estar no controle de tudo o tempo todo, mas eu mereço alguém que seja. Mereço alguém em quem eu possa confiar, alguém que me faça feliz. Eu só quero ser feliz Elijah. Então, o que quer que vá me dizer, por favor não diga.

—Porque esse vestido de baile?

—Vai ter um baile lá no Instituto e eu vou. Os pais foram convidados.

—Porque eu não recebi um convite então?

—Porque legalmente, você não é o pai da Jean. Podia ter sabido que ela existia á muito tempo, podia ter visto ela nascer, podia ter visto ela andar, falar... mas não. Eu fiquei muito puta quando eu descobri que você soube o tempo todo que eu não era a Katherine e você nem se importou.

—Você me tirou a oportunidade de criar a nossa filha!

—Não! A sua família iria arruinar a vida dela! Você ficou lá, paparicando a vadia grávida porque quis. Você fez a sua escolha, podia ter me escolhido, nos escolhido, mas ao invés de ser feliz, você decidiu voltar para o lugar onde foi mais infeliz. Você é um idiota! Um traíra, mentiroso, manipulador! Você fala de paz e mata porque acha graça! Sempre fazendo promessas que nunca cumpre!

—Não. A minha palavra é sagrada.

—Sua palavra vale menos que merda! Seus pais viraram ás costas pra você, tentaram te matar! Você vive dando bronca no Klaus, mas tem se olhado no espelho?! Quando foi que virou mentiroso e bandido?!

—Não sou bandido.

—Não é? Homicídio ainda é crime. Espalhe corpos daqui até o horizonte e não vai dar o tanto de gente que você matou. Você iria contaminar ela! Iria nos destruir.

Ela olhou para mim e eu vi pena em seu olhar.

Renesmee se sentou em frente a penteadeira e começou a fazer sua maquiagem.

—Mãe! Mãe eu...

Jean e Hope apareceram na porta.

—Eu ajudo vocês a se arrumarem, vão tomar banho, lavem bem o cabelo. Uma de cada vez por favor.

—Claro. Oi Tio Elijah.

—Oi querida.

Aquele vestido vermelho, com aquelas mangas pequenas na altura do ombro e a fenda na perna a deixava extremamente desejável. O batom vermelho sangue e o cabelo que parecia aquela personagem do desenho do coelho Roger Rabbitt.

—Você trouxe o seu vestido Hope?

—Trouxe.

—Eu posso ver?

—Ah, claro.

—Tudo bem. Eu não mordo não.

O vestido de Hope era bem recatado. Azul, todo bordado, de mangas compridas e saia rodada.

—Lindo. Alguma ideia de maquiagem? Do que quer fazer no cabelo?

—Não. A minha mãe nunca foi muito de maquiagem e o meu pai menos ainda.

—Então posso improvisar? Eu vou te deixar linda. Prometo. Agora, vai pro chuveiro, lava bem o cabelo, mas não passa condicionador. Tá?

—Tá.

—Eu vou pegar um roupão pra você.

Depois de tomar banho, Hope saiu do banheiro de roupão.

—Pode sentar.

Hope sentou e Renesmee ligou o secador na tomada. Secou um pouco os cabelos de Hope até eles ficarem úmidos, passou um creme nas pontas e começou a dividir, prendendo as mechas com piranhas.

Então, ela começou a fazer escova. Depois de terminar, ela perguntou:

—Quer que deixe liso, faça cachos ou um penteado?

—Penteado?

A duplicata sorriu, um sorriso gentil e estendeu uma revista para Hope.

—Pode escolher. Sei fazer todos.

Hope escolheu pelo o que pude ler na revista, uma trança rabo de peixe, lateral um um pouco bagunçada. Haviam propositalmente fios saindo da trança.

Eu vi o vestido de Jean, era com a manga no ombro, mas tinha uma saia enorme, dourado e o corpete era encrustado com pedrinhas.

—Agora eu vou fazer o cabelo da Jean e enquanto isso, você escolhe a maquiagem. Pense que tem que combinar com o vestido.

—Tudo bem.

P.O.V. Hope.

Eu amava minha mãe, ainda amo mesmo depois dela ter partido, mas ela nunca fez nada disso comigo. Vestidos, bailes, maquiagem esse não era o lance dela.

Renesmee fez o cabelo da Jean um coque baixo, o coque ficou liso, certinho sem um fio de cabelo fora do lugar e para fechar com chave de ouro ela colocou uma coroa no coque, as flores da coroa eram feitas de pérolas.

—Pronto. Escolheu a maquiagem Hope?

—Escolhi. Aqui ó.

—Ótima escolha, só que eu vou trocar essa sombra preta por uma azul. Pode ser?

—Pode.

Ela abriu uma enorme maleta de maquiagem e começou a me maquiar. Me colocou até cílios postiços. Sombra azul da cor do vestido, delineador preto e um glosse nos lábios. Ela passou um monte de coisa na minha cara, mas eu fiquei linda.

—Eu só usei base, um pouco de corretivo, sombra, delineador, glosse e rímel.

Com a Jean ela fez o contrário. Os lábios foram o destaque da maquiagem, corretivo, base, sombra dourada, delineador, cílios postiços, rímel e então batom vermelho.

—Lindas. Vão ser as mais lindas do baile. Aquelas outras garotas não tem chance.

—Obrigado.

—De nada. E você, já que veio aqui de entrometido e é o único que não está usando vestido...

Ela pegou uma chave.

—Você dirige.

Ela deu a chave na mão do tio Elijah. E nós todas demos risada.

Vestido da Hope

Vestido da Renesmee.

Vestido da Jean