Legacies Season 2
10 Pena
Notas iniciais
P.O.V. Felicity.
Eu estou feliz de estar grávida, mas eu odeio isso. Tenho uma lesão na medula espinhal, devido a uma cirurgia de remoção que deu de certa forma errado.
Odeio ter que depender do Oliver para fazer tudo, odeio quando as pessoas me olham com sua cara de pena.
—Mal posso esperar para você me curar.
—E eu vou. Só aguenta mais um pouco. Não vai levar muito tempo agora, já está quase na hora.
E ela tinha razão, eu já estava explodindo de grávida.
—O que está fazendo ai?
—Uma armadilha.
—Com livros?
—Não subestime os meus livros, Oliver.
P.O.V. Oliver.
Eram livros antigos pra caramba. Estavam escritos numa língua que eu tenho quase certeza de que estava morta.
—Achei. Agora, você está frito Damien.
—O que é isso ai?
—Um feitiço.
—Isso eu já suspeitava, mas o que ele faz?
—Vai impedir o nosso caro amigo senhor Dark de se transferir para outro corpo. É um feitiço de tranca. Meu tio Finn usou no meu tio Kol pouco antes de condená-lo a morrer, ai a tia Davina usou no Finn. Agora, eu vou trabalhar. Até logo.
E ela saiu correndo carregando o grimório. Cara, eu queria poder correr.
P.O.V. Damien.
Eu não vi essa vindo. Os meus homens avisaram que haviam feito minha esposa de refém.
—Por favor, eu tenho uma filha.
—Eu sei. Tranquei ela em algum canto, mas eu tenho uma regra sobre ferir ou abusar de crianças. Mas, não tenho regra sobre mulheres. Olá, Damien. Você veio brincar com a gente?
Nora estava amarrada fortemente e amordaçada.
—Vou tirar essa mordaça, porque... qual é o ponto de torturar alguém... se esse alguém não consegue gritar?
A garota tinha lâminas, facas, flechas, armas de fogo. Até instrumentos de tortura medieval. Incluindo um balcão de estriamento onde Nora estava amarrada.
—Pare agora.
—Olha que lindo. Seu marido acha que pode mandar em mim. Vamos ver quem tem o controle?
Ela girou a roda e Nora berrou.
Tentei lançar magia contra ela, mas ela me bloqueou.
—E por isso, ela vai sofrer um pouco mais. Algo simbólico desta vez.
A menina pegou um alicate e abriu a boca de Nora.
—Nossa Nora, que olhos grandes você tem. Nossa, Nora que nariz grande você tem... Meu Deus, Nora... mas que dentes grandes... você... tem.
Disse arrancando um dente da minha mulher com o alicate.
—Pare. Pare pelo amor de Deus.
—Deus? Você vem me falar de Deus? Que hipocrisia, já que se considera o próprio todo Poderoso. Se sente poderoso agora, Dami?
Vi os ossos da mão dela quebrarem e suas unhas viraram garras.
—Imagine o que as minhas garras não vão fazer com esse lindo rostinho de boneca.
Disse segurando o rosto de Nora.
—Vou arranhar dum jeito que você vai ficar cega de um olho. Sua carne vai ficar estraçalhada. E você amor, será tão linda por fora quanto é por dentro. Quer destruir uma Colmeia? Mate a Rainha!
Ela arranhou o rosto de Nora. As garras cortaram fundo. Estraçalharam o rosto da minha mulher. Estava tão concentrado que não vi até as correntes se enrolarem em mim.
—Obrigado por ter sido minha distração Nora. Agora Damien, vamos ver como você gosta de um pouco do próprio remédio.
—Eu vou te matar!
—Vai matar uma imortal? E como planeja fazer isso?
Senti a magia, um feitiço absurdamente poderoso. Dum poder que eu nunca vi antes. Senti queimar a minha carne.
—O que você fez?
—Nós dois sabemos que é possível para alguém com magia tomar o corpo de outro. E sei que quando seus planos de destruição mundial forem pro Inferno você vai tentar se enfiar no corpo de algum pobre inocente. Mas, agora? Tenho certeza que vai fracassar. Pois eu acabo de te trancar neste corpo que você tanto despreza. Está preso como um híbrido filho do diabo pelo resto de sua vida, que de acordo com a tal profecia não vai durar muito. Considerem isso meu presente de boas vindas á Star City para vocês dois. Ops, desculpem para vocês três.
Disse pouco antes de sair correndo.
P.O.V. John Constantine.
Sinal de magia vindo de Star City. Estou procurando á muito tempo, decidi dar uma pausa e vim para um bar. E cara, eu achei a fonte da magia.
Haviam cadáveres espalhados pelo bar inteiro. Drenados, era um massacre, cheguei bem a tempo de ver um dos músicos que tocava uma música de Jazz perder a cabeça. Literalmente.
Ela estava de costas para mim, mas era uma mulher. Toda de preto, sapato de salto alto, meia calça e um vestido apertado com mangas longas. Então, a garota se virou na minha direção.
Os olhos dela eram... íris de lobo, mas veias horrendas brotavam das escleras. Rapidamente, suas presas retraíram e seus olhos ficaram azuis.
Ela limpou o sangue que escorria da boca com o dedo e lambeu.
—Quem diabos é você?
—Sou John Constantine. E você seria?
—Meu nome é Hope. E você tem que sair. Á menos que queira ser a sobremesa.
Tentei um ritual de exorcismo e falhei, depois um de banimento e falhei de novo.
—Que tipo de demônio é você?
—Demônio? É o que acha que eu sou? Sabe, você é o primeiro humano a ver os meus olhos de lobo, minhas presas e a não surtar.
—Se não é um demônio, então o que você é?
—Sou a Tribrida. Idiota. E você fede. Fede á bebida, cigarro e perfume barato, mas admito. O seu latim é muito bom. Você parece o Castiel, do Sobrenatural com esse sobretudo creme. Uma versão loira e fodida do Castiel. E o Misha Collins é muito mais bonito.
Disse servindo duas doses de uísque.
—Toma. Isso é Bourboun do Tenessi. É bebida da boa. Á sua saúde, John Constantine.
Disse virando o conteúdo do seu copo.
—Sangue e uísque?
—Aprendi com o meu pai. O Legendário Klaus Mikaelson. O Híbrido Original. Vai beber não? Então permita-me.
Ela tomou o copo da minha mão e virou.
—Ele é tão legendário que nunca ouvi falar dele.
—Nunca esteve na minha dimensão. Então, John... o que faz para viver?
—Eu caço coisas como você.
—Não sou uma coisa. E já enfrentei seres humanos ignorantes antes. Sei o que pensa de mim. Pensa que sou um monstro que deve ser exterminado porque é a vontade de Deus, porque vamos exterminar toda a vida na terra e blá, blá, blá. É sempre o mesmo discurso.
Então ela colocou uma música para tocar numa vitrola.
—I am in a little bit of trouble... and I'm in it too deep...
Ela começou a dançar enquanto os corpos estavam espalhados decorando o bar. Eram passos dos anos vinte.
—Você acaba de chacinar todos estes humanos e está dançando?
—Eles eram membros da organização chamada de Colmeia. A Rainha está mutilada, e em breve o seu líder também caíra. O Arqueiro vai meter uma flecha nele. Aquele mestiço traiçoeiro vai ter um fim glorioso. Vou ter certeza de queimar os restos dele e jogar no fundo do oceano. Sem cadáver, sem cinzas, sem pertences pessoais, assim elimino qualquer possibilidade dos acólitas dele trazerem-no de volta.
—Entende de magia então.
—Está brincando? Eu conheço a Bruxa Original. A bruxa que criou os primeiros vampiros do meu mundo. Mas, pra mim ela é só a... vovó. Bom, seria se eu fosse crescida o suficiente para me lembrar dela. Mas, como eu era bebê...
—Sua vó era uma bruxa?
—Ela era A Bruxa. Sou filha de uma lobisomem e um vampiro, neta da bruxa mais malvada da minha dimensão. Prazer, sou a Hope Mikaelson. A Tribrida. Todos os meus parentes de sangue, menos a tia Freya são vampiros.
—E o que é a tia Freya?
—Uma bruxa. Uma bruxa lésbica casada com uma lobisomem.
—Um ser sobrenatural desconhecido, duma outra dimensão? Agora eu já vi tudo.
—Você provavelmente está errado. Meu pai pessoalmente tem mil anos e mesmo depois de todo esse tempo, ele diz que o mundo, a vida, acabam dando um jeito de surpreender você. Ás vezes dum jeito bom, ás vezes dum jeito ruim. É melhor sairmos daqui, o gás está vazando. O bar pode explodir á qualquer momento.
Disse ela enquanto pegava as bebidas boas do bar e colocava numa caixa.
—Pode levar alguns deles pra você se quiser.
—Não quero cadáveres.
—Estava falando da bebida, idiota. Vamos.
Ela me arrastou pra fora do bar e então...
—Segura pra mim por favor? Obrigado.
Deu a caixa na minha mão e...
—Ignalussa!
O bar pegou fogo e explodiu.
—Lindo. Adoro colocar fogo nas coisas, como minha tia Rebekah.
Ela pegou a caixa de volta.
—Talvez eu dê algumas delas para a minha amiga.

Fale com o autor