Legacies Season 2
35 O baile de Inverno
P.O.V. Heaven.
Hoje é o dia do baile. E é uma lua cheia, mas como híbrida posso controlar quando mudo, posso me transformar numa loba sempre que eu quiser.
—Oi.
—Oi.
—Você não quer falar no assunto?
—Sinto por... tudo. Eu nunca quis ferir você. Mas, as coisas são... complicadas.
—Fomos depressa demais, eu posso ir devagar.
—Connor, eu sou uma predadora. Uma Predadora Alfa. Isso não é seguro para você. Além do mais, eu estou vendo outra pessoa. Um dia, você vai encontrar alguém, alguém que te trate bem, alguém que te mereça. Mas, este alguém... não sou eu.
—Heaven, hoje tem o baile de inverno pensei que a gente poderia...
—Eu vou com o Brandon. Sinto muito, mas espero que uma hora eu possa te fazer entender.
Dizer aquelas coisas me machucou muito, mais do que a ele e doeu pra caramba.
—Oi. Está tudo bem?
—Oi, Brandon. Está.
—Estava pensando á que horas quer que eu te pegue á noite?
—Sete?
—Então, ás sete.
Eu me arrumei, coloquei um belo vestido vermelho tubinho com decote coração, cintura marcada por um cinto fino, um coque alto no cabelo, meia calça fio 30 preta, sapato melissa preto de salto. Estava me sentindo feia, mas parecia uma beldade.
Passei batom, rímel, base.
—Então, o que acha?
—Uau! Que linda.
—Muito obrigado Mack.
—Eu quero que tome muito cuidado lá hoje.
—Bem, como eu sou um ser imortal com magia, força e velocidade sobrenatural, nós temos muitas chances.
—Falo sério Heaven.
—Eu sei. E obrigado pela preocupação.
A campainha tocou.
—É ele.
Mack abriu a porta.
—Oi. Deve ser a irmã gêmea da Heaven.
—Uau! E você deve ser o Brandon.
—Muito prazer.
—Igualmente.
Ele me trouxe um lindo buquê de rosas vermelhas. Então após um pouco de adulação nós partimos para o baile. Todos aqueles carros chiques, aquelas mercedes, porches, audi estacionados e motoristas, manobristas para ajudar.
Quando chegamos o ginásio estava todo enfeitado com um arco de bexigas, luzes pisca-pisca, o DJ na mesa animando a festa, as luzes do globo estroboscópico dando aquele multi-colorido ao ambiente. Os alunos dançando.
—Espere um pouco. Eu já venho.
Dei o disco na mão do DJ. Uma música romântica para me ajudar a me aproximar do garoto. Nós dançamos agarradinhos e ele era tão fútil e descabeçado, tão fácil de se manipular que eu quase fiquei com pena. Enquanto dançava com o Brandon, eu senti o cheiro do Connor, eu o vi pelo canto do olho. Sabia que estava magoado.
Dei um jeito de pegar o celular do Brandon. Estava no paletó. Só fingi que estava com frio e pronto. Quando as duas patricinhas me perguntaram onde eu ia, disse que ia retocar a maquiagem, não que eu lhes devesse alguma satisfação, mas não queria levantar suspeitas.
—Posso ser bem honesta? Eu não sei o que ele vê em você.
—Talvez ele goste de estar com uma garota que tem cérebro. Diferente de você. Porque sou capaz de pensar, entendeu?
Depois de deixar a Alexis com cara de cu eu sai.
Fui até a sala de informática, fiz login no servidor da polícia, enfiei o cabo USB no celular do Brandon, digitei a senha e mandei todos os dados sobre a reunião dele e dos amiguinhos com o traficante para o servidor da polícia. Eu tinha invadido a mente de Brandon enquanto dançávamos tive acesso aos seus pensamentos mais profundos, vi a ele, Alexis e sua amiga fabricando açúcar no laboratório de química. Também consegui a senha do celular dele.
—O que está fazendo?
—Connor! Meu Deus! Eu podia ter te atacado.
—Eu posso ver isso. Espera, polícia?
—Olha eu posso explicar...
—Então você é mesmo policial.
—Não exatamente.
—É casada? Tem filhos?
—Não!
—Porque está com o celular do Brandon?
—Porque ele está metido em coisa que não deveria.
—Eu sou parte da sua investigação?
—Não!
—Porque pensei que havia algo especial entre nós.
—Tinha. Tem. Por isso eu te afastei. Eu precisava me aproximar do Brandon e companhia limitada e depois do que aconteceu lá na catarata... Connor, eu podia ter te matado. Veja isso, vai haver um encontro no moinho amanhã.
—Então, Brandon mexe com açúcar?
—Sim. Ele e o Jared fabricam e Alexis e Trish ajudam a distribuir. Este cara bem aqui...
Disse mostrando a foto.
—Frank Di Leo é do crime organizado. Se eu conseguir ligar os quatro ao Frank e provar que estão trabalhando juntos, eles vão todos presos e não vão mais infectar outras pessoas com essa coisa.
—Você falou aquilo á sério?
—O que?
—Sobre nós?
—É claro.
Ouvi o Brandon se aproximando.
—Precisamos ir, eles estão vindo.
Tirei o celular do plug na pressa e nós saímos pela outra porta.
P.O.V. Jered.
Quando chegamos na sala de informática...
—Ela é tira? Mas que desgraçada.
—Inofensiva, sei. Mikaelsons são cobras criadas. Todos eles. Como pôde ser tão burro Brandon?
—Eu vou matar ela.
—Mas, você não pode! Ela é imortal! Vamos, vamos atrás dela, rápido.
P.O.V. Heaven.
Eles nos perseguiram pela floresta. Senti o Brandon me agarrar.
—Eu não vou permitir isso! Você vai se arrepender!
—Não. Você é quem vai.
Nós lutamos, e eu joguei ele longe. Tipo a uns três metros de distância.
—Vamos, Connor, anda.
Puxei ele e acabamos na catarata. E o Jared nos encurralou.
—Ora, ora.
—Vamos, Jared. Você sabe que não é paio pra mim.
Nós começamos a lutar.
—O que pensa que está fazendo?
—Impedindo você.
Ele investiu contra mim outra vez, mas eu desviei e ele caiu dentro da catarata.
—Isso vai calar a boca dele por um tempo.
—Caramba Heaven. Ele morreu.
—É temporário.
—Como assim?
—Jared é vampiro. A queda vai matá-lo, sim, mas ele vai se recuperar.
Então, voltamos para o apartamento da Mac.
—Você realmente nasceu assim?
—É. É meio que o ponto. Mas, a maioria é transformada. Se você morre com o sangue dum vampiro dentro do seu organismo, você retorna e tem vinte e quatro horas para se alimentar de sangue humano ou morrer de vez.
—Esse tempo todo você ficou... sozinha?
—Não. Eu tenho uma mãe e um pai, uma gêmea. Mas, ainda assim... até vampiros crescem. Duma forma. A casca não envelhece, nem muda, mas o mesmo não pode ser dito do que está lá dentro. Minha mãe é um figura importante, política, sempre lutando pelos direitos da raça vampira, lobisomem e bruxa. Meu pai é o dono do Mystic Grill. Bem, agora é Chamas da Fênix. Ele modernizou, trocou os balcões, o cardápio, mas ainda assim... tudo muito simples.
—Chamas da Fênix?
—É um bar e lanchonete em Mystic Falls, na Virgínia. Meu pai é uma Fênix.
—Uma Fênix?!
—É. Como...
—Você.
—Sim.
P.O.V. Connor.
Caramba! Saber é uma coisa, mas ver... ver com seus próprios olhos, é totalmente diferente.
—Obrigado.
—Pelo o que?
—Por me ouvir.
Depois de um beijo na bochecha de boa noite, eu fui pra casa feliz da vida.
P.O.V. Mack.
Eu não acredito!
—Sabe quantas regras do departamento de polícia você violou?! Trouxe alguém a minha casa, estragou seu disfarce e ainda contou a ele que é uma vampira?!
—Hello! Todos sabem que sou parte vampira!
—Você nunca deveria ter ido lá sem reforços, foi irresponsável!
—Então, o que queria que eu fizesse?! Matasse o Connor?
—Quero que pense como uma policial e aja como uma adulta!
—Mas, eu não sou policial! E nem sou adulta!
—Tem vidas em jogo aqui! Meu emprego depende disso!
—E acha que eu não sei?! Mas, foi você que me recrutou em primeiro lugar!
Respirei fundo antes que acabasse liberando minha raiva com magia.
—Vai haver uma venda amanhã á noite. Sei onde e quando. Queriam provas? Muito bem, sou tão irresponsável que fiz o upload dessas informações todas direto para o servidor da polícia.
—Eu devia te por de castigo.
—Você não é minha mãe. E não me estressa, estamos na lua cheia, lembra? Irritar uma quadri-híbrida parte lobisomem cheia de hormônios na lua cheia é uma ideia ruim.
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