Legacies Season 2
2 Coisas impossíveis
Notas iniciais
P.O.V. John Diggle.
Realidades alternativas, vampiros, bruxas e lobisomens.
—Cara, que mundo é esse?
Quando ela voltou, nós ficamos chocados. Ela estava limpa.
—Me diz que não matou alguém.
—Eu não matei alguém. Eu matei uma gangue inteira. Mas, relaxa eu dei um fim nos corpos. Não vai ter corpo para acharem.
—Reconfortante.
Ela trocou de roupa de volta. E viu que Thea estava com seu colar na mão.
—Desculpe eu só...
—Está tudo bem. Peguei seu vestido emprestado. Sou uma predadora, não um monstro.
P.O.V. Thea.
Toquei o M em alto relevo. O cordão tinha arrebentado.
—M. É M de Mikaelson?
—É. O brasão da minha família. A Família Original. Um avô Viking maluco que graças á Deus eu nunca conheci. Uma vó bruxa que negociou todos os primogênitos de todas as gerações incluindo eu. Ela era uma mãe que amava tanto seus filhos que não podia suportar a ideia de perdê-los, ai transformou-os em vampiros.
—Como?
—Um feitiço. Ela pediu ao Sol pela vida e ao antigo carvalho branco pela imortalidade. Fez para protegê-los dos lobisomens. Depois que um deles matou o meu tio Henrik, meu vô Mikael á forçou a fazer o ritual. A bruxa Iyana Bennett avisou que haveriam consequências, que aquilo era um crime contra a natureza. Mas, a minha vó fez mesmo assim. Uma noite, Mikael ofereceu ao meu pai e meus tios vinho misturado com sangue, o sangue de Tatia Petrova, a Duplicata.
—Duplicata?
—Doppelgganger. Versões humanas e matáveis dos primeiros imortais do mundo. Ai, ele atravessou a espada nos peitos deles.
—Ele os matou.
Hope fez que sim.
—Tiveram que beber mais sangue para completar o ritual. Mas, a bruxa Iyana estava certa sobre as consequências. Para cada força, haveria uma fraqueza equivalente. O sol tornou-se seu inimigo, os manteve presos em casa por semanas, mas minha vó achou uma saída. Os vizinhos que haviam aberto as portas para eles quando se mudaram, agora podiam mantê-los longe. As flores que cresciam na base do carvalho branco os queimavam e protegiam os humanos do controle mental. E o feitiço decretou que só a madeira da árvore que lhes concedeu a vida... poderia tirá-la. Ai eles queimaram-na até o chão.
—Podiam mantê-los fora?
—Vampiros tem que ser convidados a entrar. Se a casa ou o lugar estiver no nome de alguém. O mesmo vale para cemitérios. Cemitérios são solo consagrado o que implica que vampiros tem de ser convidados a entrar.
—Não te convidei para entrar e você entrou mesmo assim.
—Eu sou mais bruxa do que qualquer outra coisa.
—Cara, isso é demais.
—Tenho que mandar o medalhão no concerto e arrumar um emprego e um jeito de me comunicar com o Doutor Saltzman. Não que ele se lembre de mim.
—Não pode concertar usando um feitiço?
—Sou uma bruxa, não joalheira.
—Quem é o Doutor Saltzman?
—O Diretor da minha escola. O Internato Salvatore para jovens ricos problemáticos. Traduzindo, Hogwarts versão real. Uma escola para seres sobrenaturais, o que cobre muito território. Vampiros, bruxas, lobisomens, eu, meu namorado Landon que é uma Fênix filho do Golem Malivore. Cara, eu matei o pai e o irmão do meu namorado!
—Golem? Um monstro de lama?
—É. Na época em que a Tríade criou o Malivore haviam coisas muito piores do que vampiros, bruxas e lobisomens. A pior ameaça de todas, uma ameaça tão grande que forçou uma aliança nada convencional. Uma bruxa, um lobisomem e um vampiro. Eles usaram seu sangue para criar o golem. Criaram-no para que tivesse uma fome insacável por seres sobrenaturais.
—E o golem não se voltou contra eles?
—Eles não eram burros senhorita Smoke. Fizeram a criatura duma forma que esta não fosse capaz de consumir os seus semelhantes. Bruxas, vampiros e lobisomens, o Malivore não conseguia absorver.
—E que ameaça era essa que era tão grande?
—Criaturas escamosas, aladas e metamorfas cuspidoras de fogo que devastavam cidades inteiras sem remorso e sem que nada pudesse pará-los.
—Espera ai, está falando de dragões?
—Sim Senhor Diggle. Depois que eles incendiavam os vilarejos, matavam uma galera e tocavam o terror, os dragões voltavam em sua forma humana para coletar os tesouros do que sobrou do vilarejo. E quando o faziam, o golem os estava esperando e eles eram consumidos e apagados da existência. Malivore continuou a consumir toda criatura sobrenatural que atravessava seu caminho até a primeira Tríade transformá-lo de volta em lama. Um poço. Um poço negro de perdição e solidão infinita.
—E como sabe disso?
—Porque eu estava no poço. Antes de vir parar aqui. O Malivore não pode consumir vampiros ou bruxas ou lobisomens e como eu sou os três... causei o colapso da coisa. E ele explodiu. Viram? Brecha.
Disse apontando para si mesma.
—Porque brecha?
—Porque todo feitiço, maldição ou o que seja... tem uma brecha. A natureza não aceita nada imortal ou indestrutível. Tudo tem uma fraqueza.
Então ela fez uma cara.
—O que?
—Puta merda.
—O que?
—Se o Malivore foi destruído... e eu fui meio que vomitada... talvez todos os seres sobrenaturais que estavam presos lá dentro também foram. Incluindo os dragões e o irmão psicopata do Landon.
—E como devemos lutar contra dragões?
—Vou fazer um feitiço de transporte.
—Um feitiço de transporte?
—Tem vela ai?
—Velas?
—Sim! Daquelas de cera e com pavio. Preciso do máximo de velas que conseguir e vou arrumar sal.
Ela encheu a sala de velas, tipo tinha vela pra todos os cantos. Nos móveis, no chão, sob as mesas, os armários e então desenhou um pentagrama no chão com sal.
—Vou buscar fósforos.
—Não.
Hope estalou os dedos e pronto. Todas as velas acenderam duma vez.
—Eu dou conta.
—Caramba!
—Tá, mas pra que o sal?
—Serve de catalizador.
Ela ficou no meio do pentagrama.
—Loes protin, loes protin....
As chamas das velas foram nas alturas e de repente, estávamos cercados de malas, baús e coisas.
—Bom, consigo trazer coisas de lá pra cá.
E quando ela abriu os baús haviam muitas armas lá.
—Achei!
—Uma adaga?
—Não a subestime. Só ela pode matar um dragão.
P.O.V. Felicity.
Isso é loucura. Mas, é tão legal.
—Isso foi... insano!
—Obrigado, eu acho.
—Você realmente perdeu seus pais?
—É. E para melhor ou pior, sou uma bruxa Mikaelson, primogênita com uma quantidade de poder... assustadora. E quando pessoas como eu piram... cidades inteiras podem queimar. Mesmo que sem querer. Vou tentar mandar uma mensagem para o Doutor Saltzman.
É incrível saber que uma garota de dezessete anos é capaz de fazer uma coisa dessas.
P.O.V. Alaric.
Ainda estamos tentando preencher o buraco. Uma ficha no conselho escolar que não tem dono, coisas que não se encaixam.
Estava na minha sala quando uma garota apareceu.
—Doutor Saltzman?
—Quem é você?
—Certo. Sou a Hope Mikaelson, filha do Klaus Mikaelson. Era estudante na sua escola até me atirar no Malivore e ser apagada.
—Filha do Klaus Mikaelson?
—É. E da Hayley Marshall.
P.O.V. Felicity.
Isso é muito assustador. Ela está deitada no chão no meio dum pentagrama de sal falando sozinha.
—Estou em Star City, a cidade do arqueiro. O M.G. ia pirar. Quero voltar pra casa, mas não sei como. Então, por favor liga pra tia Freya e fala que eu existo. Tchau Doutor Saltzman. E diga as gêmeas que eu lhes desejo sorte na fusão.
Então, ela respirou. E se levantou num súbito.
—Consegui! Consegui! Meu feitiço de projeção astral ainda funciona! Ai o meu pulmão.
Ela catou o sal do chão com uma vassoura, colocou numa pá e jogou no lixo. Ai apagou as velas. Com um estalar de dedos.
A Thea tinha hospedado ela.
—Você está bem?
—Estive clinicamente morta por tempo indeterminado, mas claro.
—Clinicamente morta?
—O coração tem que parar para eu me projetar. Posso mostrar uma coisa?
—O que?
Senti ela tocar a minha nuca e segurar a minha cabeça com as mãos. Vi uma imagem.
—Então, você pode invadir minhas memórias?
—Não é sua memória. É minha.
Era uma briga, na prisão Iron Hights. Oliver estava lá, Thea, John e Laurel. E Damien. Estavam lutando contra ele. E o irmão do John estava vivo.
Então, o vi matar a Laurel.
—Vocês precisam de mim. Posso sifar a magia desse cara e matá-lo. Vocês não podem. Pelo o que eu sei, o cara é literalmente a prole do diabo.
—Como pode ser sua memória?
—Foi um sonho. Uma premonição.
—Você tem premonições?
—Ás vezes. Sou uma bruxa do Quartel Francês.
—Estou tentando encontrar o Damien a meses e não obtive resultado.
—Talvez devêssemos procurar do meu jeito. Mas, eu quero que me levem para conhecer o esconderijo super-secreto do arqueiro. Fechado?
—Isso não é uma boa ideia.
—Ah, nem é uma condição tão terrível. Eu poderia simplesmente compelir vocês a me levarem lá, mas sou á favor da negociação e acredito em autonomia pessoal.
—Compelir?
—Controle mental de vampiro. O truque mais velho do livro. Então... por favor!
Disse piscando os olhinhos e dando um sorrisinho.
—Tá bem. Só, para de fazer isso!
—Oba! Mas, vou precisar de um globo terrestre.
—Arrumamos um.
—Então, temos um acordo.

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