P.O.V. Klaus.

Nunca me imaginaria casado, mesmo quando sabia que me casaria algum dia... nunca vi como uma possibilidade real.

E agora estou casado com uma bela mulher e estou de lua de mel. Em Paris. Até fomos ao Louvre e Caroline ficou decepcionada com a Mona-Lisa.

—Eu esperava uma coisa majestosa, mas o quadro dá quase pra caber na palma da mão.

Eu ri.

—Eu sei, eu não sei nada de arte, mas todo mundo fala tanto deste quadro. Ai, a Mona Lisa, ai a Mona Lisa... o negócio é minúsculo. E vale sei lá quantos milhões de dólares. Realmente, sou uma leiga. E não pode nem bater uma fotografia.

E para fazer piada, ela ainda comprou uma cópia do quadro com triplo do tamanho do original. Eu já havia estado no Louvre antes, na verdade fui na inauguração. Mas, ir ao Louvre com a minha mulher foi uma coisa.

—Então, não gostou da Mona Lisa?

—Nem dava pra ver o quadro direito Klaus! A pintura era minúscula e tinha uma galera em volta. Se eu vi a sobrancelha dela foi demais.

Eu ri.

—Só você, love.

—Não é minha culpa não. Você é que entende dessas coisas de arte. Chegou num ponto que a mulher estava falando lá na frente e eu não tava processando mais nada. Eram tantos quadros, de tantos artistas, pintados em tantos anos diferentes que... eu me perdi na confusão. Juro que tentei entender e gravar o máximo de coisa que deu, mas... a mulher lá na frente fritou meus neurônios.

Eu não conseguia parar de rir.

—É, estou fazendo jus ao esteriótipo de loira burra. Mas, você gostou do passeio? Entendeu tudo o que a guia explicou?

—Sim. E ela errou em um quadro. Ele foi pintado em 1460. E não em 1462, este foi o ano em que ele foi colocado em exposição.

—Então, isso já me deixa feliz.

Disse abrindo um sorriso lindo.

P.O.V. Matty.

Quanto mais nós cavocávamos mais coisas nós encontrávamos. E então encontramos aquele M. O M era um brasão e estava estampado em vários lugares. Mas, a cidade nos Estados Unidos onde mais tinha aquele símbolo era Nova Orleans. E tinha uma mansão onde havia o brasão inteiro. O M e uma serpente embaixo.

—Quem é que mora nessa mansão ai?

—Minhas vizinhas são muito reservadas. Mas, os nomes delas são Freya e Keeling. Elas são um casal.

—E sabe o sobrenome delas?

—Ahm, Keeling Malroux e Freya Mikaelson.

Bom, os dois sobrenomes começam com M. Mas, então me deu aquele estalo. Um dos nomes na parede da caverna era Mikael. Mikaelson, filho de Mikael.

—Porque a mansão está trancada?

—Porque elas não estão aqui. Keeling está grávida e pode dar a luz a qualquer momento então, elas foram pra outro lugar.

—Sabe pra onde?

—Não. Mas, porque tanto interesse? Elas foram foragidas da justiça?

—Não. Obrigado pela ajuda.

O MacGyver conseguiu arrombar a porta sem explodi-la e dentro da mansão haviam livros muito, muito antigos, dignos de serem peça de museu. Um milhão de facas estranhas também antigas e quadros.

Fotografei os quadros. Eram uma mulher loira com um gato no colo e um homem de cartola. Pinturas á óleo.

Fotografei tudo. Os livros, as velas, as facas.

E já na sede da Fênix passamos a foto do quadro no reconhecimento facial e... achamos várias combinações. Para o homem e a mulher.

Mandei o MacGyver e o Jack ficarem em Nova Orleans e prestarem atenção em qualquer atividade suspeita.

P.O.V. MacGyver.

Estávamos num bar quando uns caras com roupas estanhas aparecem e eles tinham armas.

—Onde estão indo?

Perguntou a bartender.

—Cuidar de um problema de praga.

—Sugiro que não façam isso. Não vão voltar de lá vivos. As coisas estão diferentes agora.

—Diferentes como?

—Eles estão mais fortes. Mais velozes e mais letais. A comunidade já não se esconde mais, eles vivem aqui. Só vão pra lá quando tem algum nascimento.

—Então, vamos ter um nascimento?

—Não apenas um nascimento. A criança que está vindo é Malroux.

—Pensei que os Malroux tivessem sido erradicados.

—Esqueceram uma. E eu não quero ter nada a ver com isso.

—Porque não? Com medo de sujar as mãos?

—Está um dia lindo lá fora. As ruas estão lotadas de turistas, eles estão bebendo cerveja, fazendo o tour de vampiros de Nova Orleans.

Vampiros?

—Eles acham que é só um mito. Só uma parte do charme da nossa cidade. Mas, nós sabemos que não é bem assim. Os vampiros são muito reais, na verdade... a Família Original fundou esta cidade.

Família Original? Jack e eu estávamos escondidos na parte de trás do bar e o bartender não estava nos vendo.

—Esta semana fazem dezessete anos desde a queda dos Mikaelson. Dezessete anos de paz, mas pagamos um preço alto por esta paz. As bruxas, ganharam essa paz.

Bruxas?

—Com sangue e sacrifício. Ou a falta dele. A ligação com os ancestrais foi cortada, já era. Perdemos muitos. Amigos, família. E para tomar nossa cidade de volta... eles apoiaram o Marcel Gerard. E desde então... lutamos com afinco para reconstruir a comunidade. Conseguiram finalmente destruir aquela monstruosidade que chamavam de The Hollow, ironicamente com a ajuda dos Mikaelson. Os Roux Garoux são novamente bem vindos no Quartel e a última coisa que eu preciso, que nós precisamos é de um bando de malucos caçadores de Roux Garoux. Então, sugiro que saiam.

Roux Garoux.

Os homens no bar eram caçadores. Mas, o que são Roux Garoux?

Tirei uma foto deles com meu celular. De todos eles incluindo o bartender.

—Essa guerra levou meu tio e meus dois primos. Sou o último O'Connell vivo. Então, vão embora.

Os caçadores foram embora, mas o bartender não ficou quieto não. Ele pegou o celular e ligou para alguém.

—Vincent, nós temos um problema.

—Que problema?

—Caçadores. De Roux Garoux, devia ligar pra Freya. Pra ela ficar de sobre-aviso assim se os malucos chegarem no acampamento, no pântano ela vai estar preparada.

P.O.V. Freya.

Estávamos no acampamento fazendo outra aula de preparação para o parto. Quando recebo um telefonema, do Vincent.

—Oi Vincent. O que foi?

—Declan ligou. Tem caçadores na cidade, não sabemos o quanto eles sabem, mas estão atrás dos lobos. Então, tenha cuidado.

—Tudo bem. Vamos ficar de olho. Obrigado Vincent.

—Esse filho é meu também, Mikaelson.

Eu ri. O Vincent tinha doado o esperma para engravidar a Keeling. Falando nisso... Só ouvi o grito.

—Keeling?

—Oh, Meu Deus! Minha bolsa rompeu! O bebê tá vindo de verdade!

—Tudo bem. Tudo bem, vamos conseguir.

Enquanto a Keeling estava em trabalho de parto, os caçadores chegaram atirando.

—Meu Deus!

—Calma, vai ficar tudo bem. Os híbridos vão impedir a passagem dos caçadores.

P.O.V. MacGyver.

Quando chegamos no pântano ficamos de vigia e houve este ataque em massa. Os caçadores foram massacrados por... vampiros.

—Tá todo mundo bem?

—Sim. Espera, tem mais deles. Eu ouvi.

Então eles chegaram na gente.

—Espera, espera. Não somos caçadores. Não somos caçadores. Não queremos encrenca.

—Aquele tem uma arma, mas é um soldado, não um caçador. Apaga eles e manda embora.

P.O.V. Riley.

Estamos olhando para a filmagem que o MacGyver fez.

—Não me lembro de nada disso. Não me lembro de filmar.

—E nem eu.

—Apaga eles. Acho que de alguma forma sua memória foi apagada.