Legacies Season 2
18 Assuntos de família
Notas iniciais
P.O.V. Kendra.
Estou preocupada com ela. Acho que ela identificou o pai dela.
—Para de olhar.
—É ela. Ela é a Doppelgganger.
—O que?
—Um tipo de recorrência sobrenatural.
—E o cara com ela?
—Meu tio.
Então um outro homem loiro veio descendo as escadas. E eu vi as lágrimas nos olhos dela.
—E o outro? O loiro?
—Meu pai. É o aniversário dele. Eu vou dar uma volta.
P.O.V. Elijah.
Eu vi esta jovem Lady encarando. Mas, ela desapareceu.
Porém não me levou muito tempo para encontrá-la. Ela teve a audácia de invadir o escritório do meu irmão.
—Seus pais não lhe ensinaram a não bisbilhotar, minha jovem?
Ela riu.
—Você não imagina a ironia desta pergunta vindo de você.
—Você? Eu sou...
—Você é o Elijah Mikaelson, filho da Esther e do Mikael. Sua mãe é uma bruxa, seu pai é um vampiro Original como você e seus irmãos, exceto um. Ele tem algo que o torna especial. E é por isso que estão aqui. Vocês vieram atrás da moça. Porque ela é a Doppelgganger.
Ela soltou o pergaminho e olhou pra mim.
—Estou certa ou estou certa?
—E o que mais pensa que sabe?
—Sei que meu pa... que seu irmão desenhou esse pergaminho. Reconheço, ele sempre foi talentoso. Também sei que isso é falso. Não foi sua culpa tio Elijah, ele te punha medo também. Ele era um idiota.
—Tio Elijah?
—Você é meu tio. Goste ou não.
—Irmão. Bem, temos uma intrusa.
A garota respirou fundo e eu vi lágrimas nos seus olhos.
—Vai chorar?
—Vou, mas não pelos motivos que pensa. Não foi sua culpa. Nem sua, nem do tio Elijah. Foi do Mikael. Porque ele é um louco, doente. Foi da vovó também. Felizmente nunca a conheci, mas ela era uma vaca. Não tinham o direito de fazer isso com você.
Niklaus avançou encima da garota, agarrou seu pescoço. Mas, algo o fez recuar.
—Como?
—Você viu não é? Eu herdei de você. E da mamãe.
—Eu perguntei como?!
—Porque você vai conseguir. Vai quebrar a maldição e ser um híbrido.
—Bem, eu não quebrei ainda. Se importa em dizer como eu te gerei.
—Não gerou. Você não é meu criador, é o meu pai. E você vai se casar.
—Vampiros não podem procriar.
—Tem razão. Mas, lobisomens podem. A magia da vó Esther fez você ser vampiro, mas você nasceu lobisomem. Não é?
P.O.V. Klaus.
Uma híbrida. Como eu.
—Então, vou conseguir o que eu quero. Viu irmão?
—Você não acredita. Eu entendo. E realmente não importa. Quando encontrar com ele de novo, com o Mikael... e ele disser todas as coisas horríveis sobre você. Quando ele te chamar de abominação, é a inveja falando.
Voltamos para o baile, mas tivemos um convidado indesejado.
—Mikael.
—Seu verme. Garoto...
—Cala a boca!
—Ora, mas que audácia.
—Você é surdo? Cala a boca!
Ela pegou uma espada.
—Acha que pode me matar com isso?
Ela sorriu para Mikael, mas com a espada ela cortou o próprio vestido. Então, colocou a de lado.
—Manda ver seu desgraçado!
Mikael avançou e a garota berrou. Liberando uma rajada de magia que jogou Mikael longe.
—Impressionante.
Ele avançou novamente e ela foi para cima dele. E o surrou.
—Você é um homem pequeno! Invejoso! Verme!
—Abominação.
—Não. Você é que é abominação. Não vale nada. Fico feliz que o meu pai vai vencer. Ele vai te matar, vai enfiar a estaca do carvalho branco no seu peito. Tem raiva porque ele tem algo que o torna especial e você não! Você é bruto, ele é refinado. Você é escroto, um fracasso enquanto homem, enquanto pai, um fracasso ambulante é o que você é Mikael. Klaus vai ser um pai melhor do que você, ele é um homem melhor que você. É um artista, você não tem talento pra nada.
Mikael foi surrado brutalmente, mas quando ele se levantou enfiou a mão na casaca... mas não encontrou o que procurava.
—Procurando alguma coisa?
Uma estaca do carvalho branco.
—Sua puta...
Ela incapacitou Mikael. Agarrou-o. Olhou-o nos olhos.
—Pelo o que fez com o meu pai, seu merda.
E meteu a estaca no coração dele. A estaca atravessou seu peito.
P.O.V. Hope.
Eu matei ele. Olhei nos olhos dele e o matei.
—Hope. O que você fez?
—Matei ele.
—Hope. É um nome interessante.
—Eu sei.
—Porque você fez isso? Como fez isso?
—Eu fiz porque você é meu pai. E eu te amo. Se ele fez com você metade das coisas que disseram que ele fez... então eu peguei leve. Devia ter surrado ele mais.
P.O.V. Klaus.
Ela respondeu olhando nos meus olhos. E podia dizer que não estava mentindo.
—Eu sou a Hope Mikaelson. Filha do Klaus Mikaelson. E me orgulho disso. Te amo pai e lembre que ser lobisomem, não te torna uma besta ou uma abominação... te torna especial. A Diretora Forbes vai te ensinar outra lição importante, mas o amor é infinito. Sempre tem espaço para mais um.
Senti braços á minha volta. Ela me abraçou em público.
—Aposto que o capitão vai ficar bravo comigo por isso, mas eu não ligo.
—O capitão?
—É complicado. O tio Elijah nunca vai te abandonar, nem na morte. Então, está tudo bem deixar ele ter uma namorada de vez em quando.
Ela me soltou.
—Mas, que... filho da mãe! Bem, tchau pai. Te vejo no futuro.
E saiu correndo. Havia um conflito no pátio central.
—Ele achou a gente. Onde estão a Kendra e o Carter?
—Lá encima.
O exército tinha armas... nunca vistas antes.
—Doutor, Jeff... precisamos do Nuclear!
Vi os dois homens se darem as mãos e tornarem-se um. Um homem flamejante.
Um homem e uma mulher alados, mascarados. E a garota Hope eles estavam lutando com o exército.
—Kendra. O Savage vai pegar a Kendra!
Um homem, o líder atacou a mulher alada, mas Hope se meteu ente eles e tomou uma punhalada no coração.
—Meu Deus! Hope! Ei, Hope...
—Mata ele Kendra. Acaba com a raça dele.
Disse a garota arrancando o punhal do próprio peito.
—Hope!
—Ei, Cap. Você prometeu que ia... me levar, de volta para ver o meu pai... casar. Bem no alto da campina, sob o salgueiro... uma cama de grama.
Reconheci a música. Esther costumava cantar para nós quando éramos pequenos.
—Snart! Salva a Hope!
—Como?
—Alimenta ela.
Um dos membros daquela equipe peculiar esfaqueou um nobre e deu seu sangue para Hope beber. O ferimento cicatrizou rapidamente.
—Valeu.
—Disponha.
A mulher alada que ela chamou de Kendra veio voando.
—Consegui.
—É claro que conseguiu. Levou quatro mil anos, mas conseguiu. Cadê as cinzas?
Ela estendeu a urna.
—Vamos tacar no mar. Eu sabia que você podia, sacerdotisa.
—Estava disposta a morrer pra me salvar.
—Você tinha que matar ele.
—Vamos embora! Agora!
—Certo, Capitão. Feliz aniversário pai.

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