Left Behind
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Notas iniciais
Hope estava sentada no sofá, e sua irmãzinha mais nova, Ruby, estava sentada ao seu lado, com a cabeça encostada em seu ombro. Elas assistiam a um filme romântico que passava na tv. Bem, "elas" não, porque na verdade Ruby já havia pegado no sono a um tempo, em meio aos carinhos que Hope fazia em sua cabeça. Fazia um tempo que as duas não passavam um tempo assim juntas. A campainha tocou, e a mãe de Hope -que por milagre estava em casa naquele final de semana- foi atender a porta.
–Oi. A Hope está? Preciso muito falar com ela.
A mãe de Hope fitou bem o rosto do menino parado ali na porta, a sua frente. Liam a lembrava terrivelmente de seu falecido marido. Não fisicamente, mas no jeito. O pai de Hope não tinha os cabelos tão negros quanto os de Liam, nem os olhos azuis. Mas ele mantinha o mesmo olhar todas as vezes que a fitava. O mesmo olhar que Liam tinha, a perguntar de Hope.
–Está sim, querido. Vou chamá-la.
Hope sentiu mãos macias cutucando-a no ombro, e ao ouvir o nome de Liam, ela levantou cuidadosamente, deixando a irmã apoiada em uma almofada, e correu para a porta da frente. Assim que seus olhos encontraram o de Liam ela abraçou-o. A mãe sorriu, e foi até a cozinha.
–Hope. Nós precisamos conversar. Vamos para a minha casa? Por favor. -Algo não estava certo com ele. Liam falava com um certo tom desesperado, quase implorando. Mas Hope acabou assentindo.
A casa de Liam não era longe da casa de Hope, então foram andando, com os dedos das mãos entrelaçados. Durante todo o caminho eles mantiveram silêncio. Era como se houvesse algo os impedindo de sorrir ou conversar fora de casa. E havia. Havia o fato de Hope ser alguma coisa sobrenatural que colocava a cidade inteira em perigo, e eles não sabiam o que era, nem quem a transformara. Era um tanto alarmante.
Liam abriu a porta, e Hope entrou, a fechando. A casa estava vazia, só eles faziam barulho. Hope havia ido poucas vezes para a casa dele. Ainda mal havia decorado os detalhes dali. Os poucos quadros da casa. A pintura muito bem feita. Alguns móveis que pareciam centenários, e outros bem modernos, mas tudo em perfeita sintonia.
–Eu já disse que não me lembro de nada, Liam. Nada que poderia ter resultado em uma mordida ou algo assim. -Hope já solta, quando ele cruza os braços e suspira.
–Hoje é lua cheia, Hope.
–Eu sei.
–É por isso que eu te trouxe aqui. Vou cuidar de você. -Ela revirou os olhos, incrédula.
–Vai me deixar trancada aqui? Colocar uma coleira talvez?
–Você não pode reclamar de nada. Scott já me amarrou em uma árvore durante uma lua cheia.
Hope tentou, mas não conseguiu segurar o riso. Isso fez o possível começo de uma briga acabar. Ele riu com ela, mais baixo, e puxou-a para si.
–Eu só quero te proteger. Tenho medo por você, Hope.
Ela revirou os olhos de novo, e pra não começar uma nova discussão, pegou a mão dela e começou a andar escada a cima, até o quarto dele. Entrou e fechou a porta.
–Sabe, Hope. Na verdade eu tenho uma proposta melhor do que te por uma coleira...
Ele levou as duas mãos para a cintura dela, e apertou ali, colando os lábios aos dela. Hope suspirou ao senti-lo ali. Era uma coisa surreal. Era bem melhor do que qualquer sensação que Brett poderia desencadear a ela. Era difícil negar alguma coisa a Liam.
Mas as coisas foram evoluindo.
Quando Hope se deu conta, ela estava com as costas no colchão, e Liam sobre dela, distribuindo beijos em seu queixo e pescoço, fazendo-a suspirar baixinho, o que apenas o estimulava mais.
Mas Liam estava se segurando. Ele lembrava muito bem o que havia acontecido da última vez, e ele não sabia se conseguiria se controlar desta vez. O cheiro dela lhe invadia os pulmões e a pele macia dela era quente por baixo de seus lábios. Começou a passar a ponta da língua aqui e ali. Ela gemeu baixo.
Droga.
Liam levantou-a por um momento, para poder tirar a sua blusa, e joga-la no chão do quarto. Aquela era uma péssima ideia, mas no fundo desta vez ele não estava ligando tanto. Ela era alguma coisa sobrenatural que se curava, não era? Ele estava mais preocupado pelo fato dela ainda ser... Opa.
–Hope? -Ele sussurrou, se afastando dela para fitar seus olhos.- Você está bem?
–Continua. -Ela estava com a respiração completamente descompassada.
–Tem certeza? -Ele se inclinou e mordiscou o lábio inferior dela.
–Só... Continua. -Aquela palavra saiu mais como um gemido, e ele apertou a cintura dela contra si.
Liam leva as mãos até a barra do shorts de Hope, e acaba o tirando devagar, sem desgrudar os lábios dos dela. Depois ela ajudou-o a tirar a blusa. Hope parou de beijá-lo por um momento, e começou a passar as mãos no peito de Liam. Ele era indiscutivelmente bonito. Não o trocaria por nada.
–Eu te amo. -Hope sussurrou, e avançou sobre ele, colando os lábios novamente. Mas Liam não retribuiu o beijo.
–O que disse? Você pode repetir, por favor? -Aquilo fizera ela rir.
–Eu te amo. Eu te amo. Eu te amo muito, Liam.
–Eu também te amo Hope.
Logo Liam já havia se livrado de sua calça, e do sutiã de Hope. Ele passava a língua sobre os seios dela, ouvindo pequenos gemidos saindo de sua garganta. Era o melhor som que ele já havia ouvido na vida.
–Liam. Seus olhos estão amarelos. -Ele pode ouvir. Liam levantou a cabeça e grudou o olhar no dela, o sorriso dele aumentando.
–Os seus também.
Liam foi descendo beijos do pescoço dela, até os seios novamente. Depois foi descendo cada vez mais beijando toda a extensão da barriga dela. Depois desceu para o meio dar pernas. Hope levou as mãos para o cabelo dele, empurrando a cabeça dele ali. Ele não exitou. Arrancou a última peça de roupa da garota e enquanto apertava de leve suas coxas, passava a língua ali no meio.
Os gemidos de Hope ficaram mais altos e frequentes, e Liam não se segurou mais. Tirou sua última peça de roupa e ficou sobre ela, quadril na altura de quadril. Ele foi se inclinando devagar, e colou os lábios nos dela, ao mesmo tempo que foi pressionando o quadril contra o dela. Hope soltou um gemido mais forte quando Liam entrou dentro dela.
Os movimentos foram aumentando devagar e gradativamente. Hope mantinha a testa dela colada na dele, as mãos em sua nuca, trazendo-o para mais perto. Hope soltou outro gemido alto quando chegou ao seu ápice. Liam foi diminuindo as estocadas, apesar de não estar completamente satisfeito. Hope pareceu ter percebido.
–Continua, Liam. -Ela sussurra tão baixo, que se ele não fosse um lobisomem não teria ouvido.
E desta vez Liam não hesita. Ele começa novamente com os movimentos rápidos. Não demora muito e Liam para, com a respiração acelerada, assim como Hope. Ele sai de dentro dela, e deita ao seu lado, com os olhos fechados.
–Você está bem?
Ele sente Hope se movendo devagar em direção dele, e deita sobre o seu peito. Liam joga um lençol sobre eles. Assim, adormeceram.
–
Liam ouve um rugido alto e forte, que machuca os seus ouvidos. Parecia perto. Ele é obrigado a abrir os olhos, e quando fita o quarto a sua volta, Hope está de pé, tentando abrir a porta trancada. Liam não podia acreditar no que via.
Hope ainda estava nua, mas seu corpo era repleto de pelos. Pelos com pintas. Seus olhos eram amarelos, e tinha aquela fenda que apenas felinos tinham. As garras eram enormes, assim como as presas. As orelhas mais pontudas. Estava em posição de defesa.
Hope era um tipo de onça pintada. Liam não sabia se ria ou gritava. Ela era linda.
–Hope! -Assim que gritou o nome dela a menina virou-se para ele.
Foi nesse momento que ela viu a lua pela janela do quarto. Deu um bote em direção a ela, mas Liam foi mais rápido. Ele se transformou, e agarrou-a para não sair do quarto.
–Hope! -A menina continuava se debatendo.
–HOPE! -Ele gritou, fixando o olhar ao dela. Ela se acalmou. Devagar, as presas foram desaparecendo, e as garras também. Seus olhos voltaram ao seu tom normal, e os pelos de seu corpo saíram. Suas feições voltaram todas ao normal, mas as pintas de onça continuavam ali, pelo seu corpo todo. Liam também voltou ao normal, e apertou o abraço em volta dela quando sentiu-a fraquejar.
–O que diabos aconteceu? -Ela disse baixinho, enquanto ele a trazia de volta para cama.
–Sua primeira transformação. Você é uma onça pintada! -Ele soltou um riso no final. Não deixava de ser engraçado. O bando de Scott era cada vez mais diversificado. Uma banshee, humanos, lobisomens, coiotes, e agora uma onça pintada.
–Não é engraçado.
–Eii, tudo bem. Você foi bem. Voltou ao normal mais rápido do que qualquer um que eu já tenha visto.
Liam começou a passar a mão na pele pintada de Hope. A garota fechou os olhos, e gradativamente as pintas foram também desaparecendo. Logo não havia evidência nenhuma ali do que ela era.
–Vem aqui. Não vou te deixar ir embora.
–
Hope acordou no dia seguinte com a vibração do celular de Liam. Era incrível como seus sentidos estavam tão apurados. Ela havia até escutado as formiguinhas passeando no chão do quarto. Era quase assustados e desagradável. Ela esticou a mão e pegou o celular do namorado. Era uma mensagem.
"Vamos encontra-los, Liam. Só mantenha Hope fora de vista. Vocês não podem vir, ou Kate com certeza vai querer ela também. Vamos dar conta sozinhos."
Era de Stiles. E o que diabos ele queria dizer com "Deixar Hope de vista"? Hope chacoalhou Liam e mostrou a tela do celular, sem falar nada. Ele arregalou os olhos.
–O que é isso, Liam?
–Nada. Nada, eles só... Tiveram um probleminha. Tiveram que viajar.
–Para onde? -Hope sentou-se na cama, e Liam a imitou.
–Olha, fica calma, tá? Você tem que ficar aqui. Eu fiquei aqui por você.
–O que aconteceu, Liam? -Ela levantou a voz, preocupada.
–Scott e Kira foram levados para o México por Kate.
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