Left Behind

5 Dead pool


Notas iniciais
Heeeey gente. Awin, eu não ia postar hoje, mas não aguento. Galerinha linda, relevem se vocês acharem algum erro de digitação, okay? Eu escrevo tudo pelo celular então já viu. Kkkkk Obrigado pelos comentários, amei todos. Boa leitura.

Garrett.
Garrett me olhava com a sua expressão preocupada. Eu respirei fundo, e franzi as sobrancelhas.

–Onde você se meteu? Porque não me respondeu? Porque pelo menos não avisou que estava vivo? -É claro que eu estava brava. Não tinha como não estar, pelo menos um pouquinho.

Garrett segurou meu pulso com mais força, e me puxou em sua direção. Meu corpo se chocou contra ele, e nossos lábios se colaram brevemente. Assim que o beijo terminou, ele murmurou um "desculpe".

–Eu preciso falar com você, Hope, é serio. Violet, a minha namorada. Ela está morta. E olha, eu preciso que você me ajude a terminar de fazer o que eu tava fazendo com ela.

–Namorada? Terminar o que? Garrett você não ta fazendo sentido, e ond-

Ele me cortou, entregando me um papel dobrado. Fitei-o, um tanto irritada. Ele havia acabado de me beijar, e aí dizia que tinha uma namorada, que aparentemente estava morta? Eu estava brava, mais no fundo estava apavorada. Peguei o papel que ele me estendera, e o desdobrei. Era uma lista. Uma lista com nomes de pessoas, e números na frente.

–Pessoas, e seus preços. Cada um gera uma recompensa diferente. Os riscados são os mortos. E eu preciso de você, Hope.

Eu arregalei os olhos, apavorada. Garrett estava mesmo propondo que eu matasse pessoas com ele, em troca de dinheiro? E desde quando ele tinha uma namorada? Isso é o tipo de coisa que se diz abertamente, não que se esconde.

Fitei melhor Garrett. Seu olhar estava perdido. Estava na minha direção, mas perdido. Não tinha vida alguma. Suspirei, e passei meus olhos pela primeira vez na lista, lendo os nomes. Não consegui terminar, e me detive em alguns, que li em voz alta.

–Liam Dunbar? Scott Mccall? Lydia Martin, Kira, Parrish, Malia? Que merda é Garrett? É alguma brincadeira?

–São seus amigos. -Ele agora se aproximara. O rosto estava quase colado ao meu, e as mãos segurando meu rosto.- Por isso preciso de você. Nunca iam desconfiar. Eu preciso mata-los, Hope. Eles não são bons. Ele são o tipo de coisa que se deve eliminar enquanto ainda dormem. Por favor, acredite em mim. Lembra do sangue do Scott? Era como sangue de animal, não era? Um sangue errado, um sangue sujo. Todos eles tem o mesmo sangue!

–Eles não são maus, Garry... -Sussurrei. Não conseguia falar mais alto que aquilo.

–São. E eles vão te comer viva assim que pud-

No começo eu não havia percebido o que acontecera. Garrett apenas parara de falar, e os olhos vidraram em um ponto atrás de mim. Depois ele soltou um gemido, como de dor. Devagar, seu corpo foi levantado do chão, e eu dei um passo para trás, podendo ter a visão completa do que acontecia.

Uma criatura nunca vista antes por mim, marrom, com cabeça de animal, e corpo de homem, coberta por uma armadura havia enfiado um tipo de garra única no peito de Garrett. Meu coração estava acelerado e eu simplesmente não sabia o que fazer.

–GARRETT! -Ele já não se mexia. Parara de respirar. O coração parara de bater. Ele estava morto.

Recobrei meus sentidos quando senti lágrimas descendo dos meus olhos. Tomei o maior fôlego que pude e desatei a correr o mais rápido que pude, gritando. Fui adentrando mais na floresta, correndo. Então, como se fosse cena de filme, tropecei, e olhei para trás. A criatura havia deixado o corpo de Garrett onde o havia matado. E ele não parecia tão cansado como eu, por ter me seguido.

O homem animal levantara sua arma afiada acima da cabeça. Era a minha morte.
Assim que ele começou a abaixa-la em minha direção, algo pulou sobre a coisa, fazendo-a cambalear e cair no chão. Eu me arrastei e fiquei encolhida sob uma árvore enquanto a luta acontecia. Acabou qur a criatura virou pó, e a coisa que a matara foi se aproximando de mim.

–Hope?

Meus olhos não acreditavam no que viam. Os olhos azuis agora estavam completamente amarelos. O cabelo bagunçado, agora estava maior e mais bagunçado. Tinha barba, e as orelhas estavam pontudas. Nas mãos tinham garras afiadas. E os dentes... Não eram dentes. Eram presas.

–Liam...? O que é você? -Eu usei toda a minha força para sussurrar, mesmo já sabendo a resposta.

–Desculpe.

E aquilo fora demais para a minha mente e o meu corpo. Tudo ficou escuro, e meu corpo amoleceu sobre o chão frio e úmido da floresta. A última coisa que vi, foi o rosto de Liam mudando. As orelhas voltando ao normal, e pêlo do rosto desaparecendo, as presas e garras sumindo, e os olhos amarelos voltando a ficar azuis.

(...)

–Eu não posso contar para ela, Scott. Olhe para ela. Ela não merece se meter nesse mundo.

–Só temos esse mundo, Liam. Ela merece saber. É o que você é. Você não é um monstro. É um lobisomem, como eu. Se você gosta dela mesmo, devia contar.

Me mexi, finalmente conseguindo sentir as minhas pernas e braços. As outras pessoas que estavam na sala comigo ficaram em silêncio por um minuto. Quando eu forcei meus olhos a abrirem, senti uma mão gelada na minha testa, que foi extremamente agradável.

Abri os olhos devagar, e meus olhos focaram nos olhos azuis de Liam. Depois vasculhei a sala. Scott parecia ter saído. E naquele mesmo momento todas as memórias da noite anterior pareciam estar me atingindo ao mesmo tempo. A criatura, Garrett... Garrett.

–Garrett. Lia, o que Garrett. Meu Deus, me diga que ele não morreu, e o que diabos era aquilo, o que ele fez com Garrett e... -Minha voz falhou quando Liam tocou minha bochecha, numa tentativa de me acalmar.- E o que é você, Liam?

Eu não havia percebido que eu chorava, até que Liam se pôs a limpar as minhas lágrimas com as mãos que estavam no meu rosto.

–Por favor, não chora. Não fique com medo. Eu não vou te machucar, eu prometo. -Eu assenti, respirando fundo.- Eu vou te contar tudo, juro.

–Agora. -Ele mostrou relutancia, e eu levei uma das minhas mãos até a dele.- Por favor, Liam. Me diz o que ta acontecendo.

Depois de certas duas horas de explicações, a minha cabeça rodava. Era muita coisa para acreditar em um dia só. Mas eu não podia duvidar. Eu havia visto aquela criatura imensa matar Garrett. E havia visto Liam na outra forma.

–Então. Você é um lobisomem. Assim como Scott, Malia, e Kira?

–Na verdade Kira é um Kitsune. -Eu assenti.

–E Lydia é uma banshee. E Stiles é...?

–O Stiles. -Ele deu de ombros, e eu ri baixo. Aquilo parecia assustador e incrivel ao mesmo tempo. Era como se sentir apavorada e protegoda ao mesmo tempo. Não fazia sentido.

–E aquilo que... Matou Garrett. Era um Berserker?

–Isso. Olha, em relação a lista... É uma lista de todos os seres sobrenaturais da cidade. Alguém quer... Se livrar deles. E Garrett era um dos assassinos profissionais que queriam isso. Eu sinto muito, Hope.

Eu assenti novamente, digerindo aquela informação. Garrett queria mata-los. E o pior é que ele havia dito aquilo.

–Você vai ficar bem, ok? Eu juro que vou cuidar de você. Não vou deixar isso acontecer de novo. Ninguém vai te machucar.

Liam me puxou para um abraço extremamente reconfortamente. Eu sentia cada parte da minha pele em contato com a dele. A minha gelada, a dele mais quente. Bem mais quente.

–Promete, Liam?

–Prometo. -Ele me deu um beijo na testa, me aninhando melhor no abraço dele.

Era engraçado como um incidente apavorante havia me ligado a Liam de slguma forma. Era para eu estar com medo. Ele era um lobisomem. Mas aquilo não me amedrontava agora. Pelo contrário. Me sentia segura com Liam.