Notas iniciais
Eu não acredito que escrevi isso. O tédio tá me fazendo mal.

“Beleza, então. Novato, você fica com os 7 mil da direita. Francis, 7 mil da esquerda. Jessy... Você fica ai sentada mesmo, acho que você não vai conseguir fazer muita coisa. E eu, esses 15 mil que tão vindo por trás.”

“Eu não sei você, mas eu não tenho munição pra tudo isso. Muito menos vidas o suficiente. E acho que meu machado quebra no meio antes da metade. Então, o que a gente faz?”

“Senta e chora. Ou levanta e detona esses desgraçados até sobrar pó. Eu tenho ainda umas 5 garrafas de Alcool, vai preparando o pavio.”

“Ei, ei, vou mostrar algo bem legal pra vocês. Você pega uma dessas latas de batata, coloca algo que exploda dentro, um pavio, e gruda algo que faça barulho. Acenda, jogue, sirva quente, até 5 porções.”

“Quando tudo isso acabar, você vai ser nosso cozinheiro, entendido? Jessy, como tá indo ai?”

“Mal. Muito mal. Eu to começando a pensar... E se eu não for imune também?”

“Dai eu estoro seus miolos. Eu juro, se você tentar me assustar, eu vou te matar.”

“Então vê se eu to morta mesmo antes de descarregar a arma em mim. Se você me matar antes de eu morrer, eu juro que volto pra puxar seu pé. E comer ele.”

“Velho, mais cinco minutos. Mais que isso, a parede quebra. Algum plano? Que não envolva a gente morrer?”

“Acho que sim. Louis, quantas dessas bombas você consegue fazer em cinco minutos?”

“Com pilulas o suficiente, acho que 15. Tem bastante dessas latinhas aqui. E coisa que explode não falta também. Mas que vai ser uma pena desperdiçar os iPods, vai.”

“Depois a gente arranja um pra você. Francis, você dá um jeito de abaixar aquela ponte. Você tem 10 minutos. Mais que isso, e você morre também. Jessy...”

“AaaaawwwwwwwwAAAAAHHHHHGRAWAAAAAAAARR”

“FILHA. DA. PUTA. Ela era o unico pedaço de carne não podre num raio de 50km. E agora, como eu me viro?”

“Se você abaixar a porra da ponte antes que eu conheça de perto os dentes de um desses malditos, eu arranjo uma garota pra você. AGORA VAI.”

“Hã... Bill? O que exatamente você vai fazer? Tem mais gente ai fora do que tinha nessa cidade ano passado.”

“Você já ouviu falar em barricadas? Normalmente, a gente usa sacos com pedras, arame farpado e um pelotão de fuzileiros armados até os dentes com 15 anos de treinamento. Mas acho que um velho veterando, um negro viciado e uma pilha suficiente grande de corpos pode dar certo. Qual é a coisa mais barulhenta que a gente tem aqui?”

“Tem um rádio e alguns CDs de algum cantor adolescente. Ou cantora, nunca tive certeza. Acha que vai ser o suficiente?”

“Tem que ser. Recarrega, você vai precisar de munição cheia.”

“ISSO NUNCA ACABA? EU JÁ MATEI MAIS GENTE DO QUE EU ACHAVA QUE TINHA NESSE PAIS, E AINDA TEM MAIS?”

“Acho que já tinha falado isso. NÃO ABRE A PORRA DA SUA BOCA ENQUANTO EU ESTIVER TRABALHANDO.”

“Já foram 15 minutos. Cade esse motoqueiro de merda?”

“Ou morto, ou vai morrer.”

“Chega. Não tem mais munição. Não vou ficar aqui pra...”

“No ultimo segundo. Corre, eu sei usar uma katana bem o suficiente pra você passar a ponte inteira antes de eu ganhar uma mancha vermelha. Assim que eu pisar naquela coisa, eu quero que você soque o botão, avalanca ou a porra que for até não ter mais geito deles nos seguirem.”

“Tem certeza? Você não...”

“VAI LOGO, CACETE. NÃO TÁ VENDO AQUELE TANK VINDO?“

“O velho ficou? Ele é demente ou o que?”

“CALA A BOCA. O que você fez pra ponte descer?”

“Não ouvi por favor.”

“Aqui seu por favor. Agora fala antes que eu de seu cérebro pra um deles comer.”

“Não sei pra que tanta raiva. Tem uma sala de controle subindo as escadas. Eu soquei os botões até fazer barulho.”

“Ah, Deus. Que esteja tudo inteiro. Ou o velho vai comer minha alma.”

“QUAL PARTE DO ASSIM QUE EU PISAR NA PORRA DA PONTE VOCÊ NÃO ENTENDEU?”

“Foi ele que quebrou...”

“EU MANDEI VOCÊ SUBIR A PONTE, NÃO ELE.”

“Mas como você queria que eu...”

“DÁ PRÓXIMA VEZ QUE EU MANDAR VOCÊ FAZER UMA COISA, VAI LÁ E FAZ. SE EU MANDAR VOCÊ ARRACAR UMA PERNA E BATER NA CARA DO FRANCIS COM ELA, VOCÊ FAZ ISSO. SE EU MANDAR VOCÊ SUBIR UMA PONTE EM 15 SEGUNDOS, VOCÊ FAZ ISSO. SE EU MANDAR VOCÊ METRALHAR ATÉ SUA ARMA QUEBRAR EM DUAS, VOCÊ FAZ ISSO. FUI CLARO?”

“Haha. Velho, você tem que...”

“E VOCÊ TAMBÉM. QUE PORRA É ESSA DE DEMORAR 20 MINUTOS PRA DESCER UMA PONTE? EU DISSE 10. VOCÊ SABE A DIFERENÇA?”

“Quer saber? Foda-se essa merda. A gente tá vivo. Ou pelo menos a maior parte. Precisamos de uma outra garota. Tinha uma, chamada Zoey, que também era uma sobrevivente. Me separei dela depois de um desses comboios do exército. 10 minutos depois de nos resgatar, eles tentaram nos comer. No sentido ruim. Foi uma carnificina, mas eu lembro de ter visto ela correndo. Queria ver ela de novo.”

“Quem sabe. Agora, a gente sair desse inferno vem primeiro. Alguém ai tem um mapa?”

“Ou comida? Bacon, por Deus. Preciso de carne ou gordura, vou acabar morrendo desse jeito.”

“Tenho comida enlatada. É o máximo. Precisamos de um supermercado, rápido.”

Notas finais
Até o dia de são nunca.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.