Learning to love
17 Capítulo 17- Visits (Part one)
Notas iniciais
Austin entrou no quarto e encontrou Ally amamentando o pequeno que ainda estava enrolado em uma manda do hospital.
—Hey trouxe roupas para ele.- sussurrou o loiro.
—Tudo bem, vem cá.
Ele se aproximou com cuidado para não atrapalhar a amamentação. Sentou ao lado de Ally e observou o loirinho sugar a fonte do seu alimento com força.
—Ele é lindo. Que força ele põe, dói?
—Um pouco, mas vale muito a pena. Ele tem olhos verdes.
—Ele é meu filho.
—Você acha?
—Não, tenho certeza. Ele é meu.
O garotinho tirou a boca do peito de Ally, olhou para Austin e sorriu. Besta com aquilo, Austin segurou a pequena mão do seu filho e beijou. Ally chorou com a linda cena, mas logo seu pequeno loirinho desatou a chorar em seus braços. Ela o arrumou em seus braços, o pequeno parecia cansado, mas tinha que arrotar antes.
Em meio a tanto choro, Austin foi até o lado onde ele estava e tentou acalmar o pequeno o fazendo carinho, mas não adiantou.
—Anda, me dê ele aqui.
Austin pegou na bolsa uma manta e cobriu o peito, depois se aproximou e pegou o pequeno no braço.
—Shh não chore mais, o papai pegou você.
Ele o balança e como num passe de mágica o pequeno se calou. Austin olhou para Ally e sorriu.
—Com certeza ele é seu filho.
Alguém bate na porta quando Austin ainda ninava o pequeno e Ally assistia tudo calada.
—Oi Ally.- disse Lester entrando.- Ele é lindo. Eu posso pegar?
—Se Austin deixar.- falou Ally sorrindo.
—Tudo bem, só um pouco.
Lester pegou a criança no colo, mas o pequeno abriu o berreiro. O homem de cabelos grisalhos sorriu.
—Acho que o garotão quer o papai mesmo.- falou Lester o entregando a Austin.- Penny trocou o exame.
—Mas por quê ela faria isso?- perguntou Ally chateada.
—Você não é filha dela.
—O que?
—Eu peço que me perdoe filha. Deveria ter te contado antes. Quando eu estava casado com a sua mãe conheci uma mulher a...
—Susan?
—Você a conhece?
—Cathy e eu descobrimos seu caso com ela, mas não falamos nada porque mamãe já havia ficado com o Richard.
—Pois bem, Susan era nova demais quando eu a conheci. Ela era recepcionista da loja, era novinha, tinha apenas dezessete anos, enquanto eu tinha vinte e cinco. Sua mãe havia acabado de ter Clary quando me envolvi com Susan. Penny sempre foi uma mulher insuportável que engravidou para me segurar. Um ano depois Susan engravidou e eu não deixei que ela tirasse. Os pais dela exigiram que ela a colocasse na adoção assim que nascesse, mas então eu contei a Penny e peguei você para mim.
—Eu posso conhecer ela?
—A Susan?
—Sim, eu sempre quis ter amor de mãe, coisa que Penny nunca me deu.
—Mas é claro. -Lester abraçou a filha e chorou, sempre esperou esse momento ansioso.- Vamos falar do seu filho agora. Já deu um nome a ele?
—Não, queria ter a certeza que o filho era do Austin mesmo.
—É bom escolher agora que tem certeza.- Lester beijou a testa da filha e levantou- Eu vou embora. Posso trazer a Susan amanhã?
—Claro pai.
(...)
Austin sentou ao lado da Ally enquanto ela amamentava e alisou os finos cabelos do filho.
—Qual será nome dele? – perguntou Austin.
—Não sei, eu gostou de Daniel.
—Por mais lindo que seja eu gostaria que ele tivesse A no começo, assim como eu e você.
—Tudo bem, que tal Alan?
—Ele não tem cara de Alan.- falou Austin risonho.- Acho que Alex.
—Genial, pode ser... Alex Daniel Moon.
—Maravilhoso. Alex Daniel Moon, eu nem acredito que ele é meu.
—Ele é nosso. É um pedacinho seu que terei para sempre.- Austin corou.- Você fica lindo corado.
—E você fica bem com um bebê meu no colo.
—Eu me arrependo de ter perdido você.
—Você não me perdeu, mas eu segui em frente.
—Você e Clary...
—Nós estamos namorando. — falou escondendo o filho que eles esperavam.
—Oh parabéns.- A morena falou sentindo os olhos marejarem.
—Obrigado. Eu te vi com o Richard, vocês estavam sorrindo, pareciam uma família.
—Onde você nos viu?
—No Central Park.
—Alex mexeu aquele dia. Ele nunca mexeu para Richard, apenas aquele dia.
—Eu... Ally, não chora.
—Desculpa, eu fui tão burra.
—Ally...
Austin não chegou a completar a frase, pois seu celular vibrou em seu bolso. Ele levantou e pegou o celular, viu que era Clary.
—Oi?
—Oi, tudo bem?
—Sim.
—Você vem dormir em casa?
—Não, vou ficar com Alex e Ally hoje.
—O nome dele é Alex?- Ele ouviu a tristeza nítida na voz da ruiva.
—Sim, ei você está bem mesmo?
—Estou, só foi um enjoo.
—Tem certeza, baby?
—Tenho. Boa noite, eu te amo.
—Te amo, baby. Boa noite.
(...)
Não passava nem de cinco da manhã quando Alex deu o primeiro sinal de que estava acordando, Austin como um papai coruja, levantou e pegou o pequeno.
—Ei garotão. Quer ficar com o papai e deixar sua mamãe dormir?- Mas o pequeno olhou para Austin e abriu o berreiro.- É você não quer.
O loiro caminhou com o pequeno até Ally e a chamou, a morena acordou e sorriu fraco, ela não havia dormido quase nada desde a ultima mamada do Alex.
—Desculpe, mas ele quer muito dormir.
—Tudo bem.- ela levantou e estendeu os braços para pegar seu pequeno bebê.- Você pode dormir.
—Eu adoro te ver com ele nos braços, mas eu realmente preciso dormir.- Austin andou até a poltrona desconfortavel e sentou.
—Ei, você pode deitar aqui ao meu lado. Tem espaço.- ela se afastou e indicou onde ele deveria deitar.
Ele deitou, sabia bem que não dormiria com medo de empurrar Ally ou machuca seu bebê, mas queria deitar ao seu lado e sentir o seu calor.
Depois de três horas de cochilos e choros, finalmente era hora de receber visitas. O primeiro a chegar foi o ruivo, com balões azuis.
—Você é muito cagão.- falou Dez olhando para o pequeno em seus braços.- O filho que você tanto quis é seu.
—Sou mesmo.- ele olhou para Ally que dormia tranquila.- Eu queria ter ela também.
—Como está Clary?
—Estranha, acho que ela não gostou da ideia do filho da Ally ser meu.
—Não é para menos, Clary está gravida. Acho que nem eu iria gostar.
—Clary está gravida?- falou Ally assustando Austin.
O coração do loiro bateu descompensado, não queria magoa-la.
—Ela... Ela... Está.- falou abaixando a cabeça.
—Bom, meus parabéns.
—Nós não planejamos.
—Sua vida não me diz respeito.- ela olhou para Dez.- Ande me dê Alex aqui, ele precisa mamar.
Dez entrou o bebê a Ally, se despediu e foi embora.
—Nós não planejamos.- falou novamente.
—Austin, como eu disse, sua vida não me interessa mais. Alex também não foi planejado e aqui estamos nós. Te desejo parabéns de novo.
—Me desculpa.
—Tanto faz, você pode ir tomar café.
—Tudo bem, volto já.- ele virou e celular vibrou. Era Clary pedindo para ver o bebê.- Clary quer ver o Alex, posso trazer ela aqui?
—Claro, é com ela que você está e mais cedo ou mais tarde Alex será cuidado por ela.
Austin não falou mais nada e saiu do quando. Quando chegou a sala de espera encontrou sua ruiva sentada olhando para seu celular.
—Hey.- chamou Austin. Ele sentou ao seu lado e tomou os labios dela com o seu.
Mesmo que ele ainda amasse Ally, gostava muito de Clary.
—Como foi a noite?- perguntou a ruiva.
—Ele não parou de chorar.
—Deveria se acostumar, em nove meses teremos nossa menina.
—Menina?- falou o loiro sorrindo enquanto acomodava a loira sem eu ombro.
—Sim, será uma linda menina.
—Ah bom, ao menos tenho Alex para cuidar dela junto comigo.- sorriu fraco.- Baby, preciso te pedir uma coisa.
—Peça.
—Paciencia. Ally vai precisar muito de mim agora e eu não quero meu filho longe.
—E o que sugere?
—Que você não vá lá em casa, não quero te magoar. Quero que Ally vá ficar com Alex lá em casa por um tempo, preciso do meu filho perto...
—Austin, eu faço sua comida e juro que não vou ter ciumes da Ally, mas eu preciso de você perto de mim. Eu não ligo se a Ally vai está lá, quero ficar ao seu lado.
-Você vai se machucar, minha ruivinha.
—Não vou, eu prometo.
No quarto Ally enxugava uma lagrima que havia deixado cair bem na testa do seu bebê. Controlava o maximo para não chorar, ela havia escolhido aqui. Ela o tirou da vida dela quando resolveu não acreditar nele.
—Acho que perdemos o papai.- sussurrou.
Ela o aninhou em seu ombro e o pequeno logo arrotou. No mesmo instante alguém abre a porta e lá estava Austin e Clary. Ally sentiu um nó na garganta e jurou para si mesma que não choraria, não em frente a ele.
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