Leah e Bella

28 Capítulo XXVII


Notas iniciais
Oi! Então, mais um capítulo Leah e Bella! Porém, claro que antes, gostaria de falar algumas coisinhas com vocês leitores: como foi o Ano Novo de vocês? Espero que tenha sido bom e proveitoso! Ah, e um grandíssimo e espetacular obrigada pelos comentários; todos extremamente apaixonantes! Obrigada! Agora, boa leitura!

CAPÍTULO XXVII

― Oi. ― uma vozinha doce e amigável cantarolou próxima ao ouvido de Isabella Swan. Foi tão inesperada a presença de garota que Isabella só conseguiu por a mão encima do coração e cambalear com o susto. Sianoah Noël gargalhou e Bella balançou a cabeça, ainda recuperando-se do susto.

― O que você está fazendo aqui? ― questionou Bella. ― Você… ― Bella respirou profundamente. ― Está estudando aqui agora?

― Não. ― Sia moveu a mão para o lado, indicando que Bella estava falando uma grande bobagem. ― Vovó ainda está tentando uma vaga para mim no colégio da Reserva. Porém, isso não importa. ― Sianoah engatou o braço no de Bella e puxou-a para fora da escola. ― Vim te pegar na escola hoje.

― E a... ― e antes que Bella pudesse perguntar “e a Leah?” outra baixinha apareceu ao lado de Bella. Pela rapidez que chegara ali, Sianoah chegou a conclusão de que a garota havia se escondido dentro da mochila de Bella e saltado para fora no momento certo. Não era possível aparecer de um jeito tão rápido e sorrateiro. Ah, sim, era possível. Ela era uma vampira.

― Eu sou Alice. ― apresentou-se a vampira. ― Alice Cullen. ― e então estendeu a mão para Sianoah. Sia olhou para Bella (que era uma cabeça maior que ela); a garota soltou um sorrisinho constrangido.

― Dispenso. ― Sia negou.

― Ah, entendo. ― Alice recolheu a mão e sorriu da melhor forma possível. Na verdade, estava observando o braço da loira no de Bella. A Cullen pigarreou e prosseguiu: ― Então, você é a Leah? A namorada da Bella?

Sianoah ergueu uma das sobrancelhas, que era tão oxigenada quanto os cabelos. De repente, ela relaxou a postura e estendeu a mão para Alice.

― Sianoah Noël ― Alice apertou levemente a mão de Sia, assentindo. ― Concunhada da Bella.

― Ah, sinto muito pelo engano. ― Sianoah riu.

― Sem problemas. ― garantiu Sia.

Não queria comentar nada do momento, mas já havia tido suas experiências com garotas. Memorava-se de que, quando tinha quinze anos perdera uma aposta para um amigo escolar. A consequência: beijar uma garota. Não havia sido nada demais para Sianoah, na verdade, ela lembrava-se muito da garota escolhida (uma punk dois anos mais velha que parecia uma fugitiva da policia e que usava um piercing no septo). Não havia tido nenhum tipo de aviso prévio. Sianoah apenas andou até a garota, ficou nas pontas dos pés e beijou-a. Elas nem se conheciam e tinham se visto duas vezes no colégio. No fim das contas, a punk retribuiu o beijo e acabou virando uma amiga para Sianoah.

― Acho que precisamos ir agora. ― Sia desenganchou o braço de Bella e roubou a chave das mãos da garota.

― Nos falamos amanhã? ― questionou Alice a Bella, que concordou. ― Ótimo! ― Alice deu um pulinho no chão, comemorando discretamente. ― Então, até amanhã Bella.

***

― Então, vocês os viu. ― comentou Riley enquanto se aproximava de Victoria. Victoria que estava sentada numa velha mesa de jogos, balançou os pés e concordou. ― Muito diferente do que eu disse?

― Eles foram muito condescendentes com a garota. ― Riley arqueou uma sobrancelha. Lembrava-se perfeitamente de que, todas as vezes que vira a matança de perto, fora sem pena ou consideração. ― Mas em parte, talvez, tenham sido muito masoquistas. Sabe, fingindo-se de bons para atacarem pelas costas.

― Isso é ruim? ― questionou ele, aproximando-se de Victoria e deslizando as mãos pelas coxas da vampira. Victoria sorriu e enlaçou a cintura de Riley com as pernas, trazendo-a para mais perto de si.

― Não. ― Riley agarrou os quadris de Victoria. ― Mas você sabe… ― Victoria tocou com a ponta dos dedos na bochecha de Riley. ― Precisamos de mais.

Riley suspirou.

― Eu consigo. ― disse ele, continuando a correr as mãos pelo corpo de Victoria. Preferia mil vezes se distrair no belo corpo da ruiva do que pensar nas vidas dos humanos que transformaria. O peso em seus ombros parecia crescer a cada segundo.

― Eu quero outros. ― Victoria segurou as mãos de Riley com força, impedindo que ele continuasse os movimentos. ― Preciso de recém-criados fortes.

― E as crianças? ― ele franziu o cenho. ― Nós temos muitas delas Victoria… Talvez trinta. ― Riley negou, descrente. Não, não podia ser. Havia transformado tantas crianças para serem atiradas a rua? De um segundo para o outro, elas haviam perdido a utilidade? ― Victoria, nós não podemos…

― Qual o problema Riley? ― Victoria o empurrou e pulou da mesa. ― Desde quando se importa com essas crianças?

― Eu não me importo com elas. ― falou ele na defensiva.

― Você não quer mais me ajudar? ― Victoria cruzou os braços.

― Claro que quero!

― Não quer não! ― Victoria franziu os lábios da mesma forma que uma criancinha mimada faria. ― Está desistindo?...

Antes que Victoria conseguisse ou pensasse em terminar suas palavras, Riley a puxou para um grande abraço apertado. Não suportava a ideia de estar magoando Victoria e queria afastar toda a dor que o mundo poderia proporcionar a ruiva. Apesar de todo o arrependimento que brotava em seu coração, os sentimentos por Victoria eram mais fortes. Ela viria em primeiro lugar. Sempre e eternamente.

― Me perdoe. ― murmurou ele roucamente. Com os lábios curvados no amargor, Victoria retribuiu o abraço. ― Eu… ― Riley tentou encontrar as palavras certas. ― Você está certa. ― ele se afastou dela. ― Precisamos de mais. E eu vou conseguir.

Em silêncio, Victoria observou Riley por cerca de dois minutos.

Ele estava começando a hesitar. Podia ter desmentido e pronunciado pedidos de perdão, mas Victoria percebera que ele estava começando a pesar tudo. Havia notado o quão errado parecia o que fizeram com as crianças e por causa disso, ela sabia que era, literalmente, obrigada a concordar com ele.

― Talvez você tenha razão. ― finalmente, disse ela.

Riley ergueu uma sobrancelha, surpreso e levemente descrente.

― Eles foram criados para algo. ― ela concordou com suas próprias palavras, mexendo a cabeça numa concordância. ― Vamos… ― Victoria olhou de soslaio para os lados, espiando o velho ginásio. ― Vamos decidir um dia melhor para enviá-las. ― ela sorriu satisfeita. ― E será o nosso ultimo teste.

***

― Nada aconteceu com a Leah. ― afirmou Sianoah. ― Ela apenas quis ir para casa mais cedo hoje. ― Sia freou a picape, esperando um cervo passar pela estrada. Lentamente, o animal começou a passar. ― Como vocês sobrevivem nessa selva?!

― Ainda não acredito em você. ― falou Bella com os olhos semicerrados.

― Problema seu. ― respondeu Sianoah.

Isso era uma mentira. Na verdade, o problema era da matilha. Depois de Roza, tudo o que Leah Clearwater conseguiu fazer foi sair correndo enlouquecidamente pela floresta. Algo muito alarmante dentro dela berrou o quão errado fora matar Roza. Um arrependimento imenso tomou conta dela e um imenso sentimento de tristeza pela condição de Roza. Pelo fato de que a garotinha nunca se desenvolveria. Pelo fato de ter sido usada num plano masoquista de uma maldita ruiva psicopata.

― Me leve na casa de Leah. ― exigiu Bella.

Sia fora atrás de Leah na floresta. Depois uma exaustiva corrida de meia hora, Sianoah finalmente alcançou Leah. A alfa havia dado uma única ordem: cuide de Bella até a hora da ronda noturna. Leah não queria aparecer para Bella daquela forma; não queria parecer fraca ou tristonha. Queria fazê-la sorrir e não entristecê-la.

― Não.

E essa foi a confirmação que Bella precisava para saber que algo havia acontecido com a sua Leah.

― Sabe que eu vou saltar desse carro e ir a pé se você não quiser me levar?

― Sabe que eu vou impedir antes que você consiga abrir a porta? ― retrucou a jovem loba, ficando totalmente impaciente com Bella e com o animal que terminava de passar na estrada.

― Eu juro que vou te tirar desse carro a chutes caso você não me leve. ― ameaçou Isabella.

Sianoah riu.

― Duvido.

Outra verdade. Mesmo que quisesse enfrentar a garota, Bella nunca teria força para tal ato. Mesmo com um metro e meio Sianoah tinha o sangue Quileute nas veias; ainda fazia parte da matilha e era muito mais forte que uma humana comum.

― O que eu preciso fazer para convencer você? ― perguntou Bella.

― Você não vai me convencer.

― Poxa, Sia… ― ela suspirou. ― Leah teve um imprinting por mim, ok? Você sabe a sensação disso tudo, não é? ― Sia olhou de relance para Bella. ― Como você ficaria caso fosse com Seth e alguém negasse a você? ― chegava a doer em Sia só de imaginar tudo.

― Não complique as coisas para mim, Bella. ― pediu Sia num tom seco.

Correndo o olhar pelo vidro do carro Bella lembrou-se de uma coisa. Algo que talvez conseguisse fazer Sianoah levá-la até Leah. Algo que seria mais forte que ela.

― Eu convenço Leah a deixar você e o Seth juntos nas rondas outra vez. ― propôs Bella. Sianoah desviou a atenção da estrada e encarou Bella. ― Apenas me leve lá.

***

― Bella? ― Leah Clearwater estava completamente descabelada e com os olhos levemente inchados, como se tivesse chorado muito. Isabella Swan não esperou por segundas reações e abraçou Leah, aconchegando o corpo quente de Leah contra o seu. De imediato, Leah sentiu as maravilhosas sensações que a presença de Bella causava: o coração acelerado, um relaxamento pelo corpo todo e principalmente, uma sensação de alegria.

O que acontecera com Leah já era o esperado: finalmente, ela sentiu em seus ombros o peso de tudo que estava acontecendo. Sentiu o peso da dura realidade, algo que ela tinha conhecimento, mas nunca parara para analisar a fundo. Eles estavam matando criancinhas há muito tempo. Victoria estava matando crianças. As crianças, aquelas que eles mataram, nunca teriam uma vida feliz. E lembrar-se daquela loirinha na floresta só piorava a situação; ela era inocente demais. Naquela tarde, as lágrimas foram inevitáveis para Leah.

― O que você… ― Leah sorriu quando sentiu Bella passando os dedos em seus cabelos, ajeitando-os. ― Como…

― Ameacei Sia. ― Leah riu baixinho e Bella moldou com as mãos o rosto de Leah, aproximando-se e dando um leve beijinho no canto dos lábios da loba.

― Não deu muito certo. ― Sianoah empurrou as duas, entrando na casa. Leah olhou para Sia, fulminando a garota com o olhar. Sia ignorou o olhar de Leah e ficou na ponta dos pés, procurando por alguém na casa. ― Seth, mon amour! ― berrou ela. ― Je suis arrivé! ― do topo da escada, Seth esticou a cabeça e sorriu lindamente. Levou cerca de um segundo para que Sianoah soltasse um sorriso semelhante e corresse na direção da Seth, berrando outras coisas em francês que para Leah não tinha o mínimo significado.

― O que aconteceu? ― indagou Bella, enchendo o rosto de Leah com milhares de beijinhos. Uma sensação calorosa de amor cercou Leah juntamente da maciez vinda da voz de Isabella, e lentamente, ela enroscou o cabeça no vão do pescoço de Bella e fechou os olhos.

― Senti sua falta. ― e mesmo que elas tivessem ficado distantes por algumas horas a sensação de vazio sempre predominava Leah. Ficar longe de Bella não era uma missão fácil. Se Leah fosse seguir todos os desejos de seu lobo ficaria 24h por dia ao lado de Bella, sem sair de perto da garota Swan nem por um milésimo de segundo.

― Eu sei. ― Bella apertou mais o corpo de Leah. ― Também senti. ― então, beijou-lhe o canto da face.

― Que argumentos você usou para convencer Sia?

― E o que você está… Se assim disser, escondendo de mim? ― com um suspiro rouco, Leah soltou-se de Bella.

― Não estou escondendo nada de você. ― assegurou Leah. ― São apenas partes… ― ela gesticulou nervosamente com as mãos. ― Partes que você não precisa ficar sabendo. ― Bella revirou os olhos e Leah andou em direção ao sofá, sentando-se. Bella foi até ela, sentando-a ao lado da mesma.

― Partes que eu não preciso saber? ― repetiu ela. ― Igual a quando Sam estava te ameaçando? Victoria no território Quileute? ― Leah bufou. ― Achei que já estivéssemos certas quanto a isso.

― Você realmente não precisa saber. ― falou Leah. ― Eu estou bem. A matilha está bem. Todos estão bem. ― ela deu de ombros. ― Fim de papo.

― E por estar tão bem você chorou? ― rebateu Bella, inconformada com as meias-respostas.

― Eu não chorei! ― contestou a garota Clearwater. Bella Swan permaneceu em silêncio, olhando Leah com um olhar desconfiado. ― Que droga! ― resmungou Leah. ― Era por causa disso que eu queria que você fosse para casa! ― Bella continuou em silêncio. ― Eu não quero sobrecarregar você com esses meus problemas.

― Achei que esses problemas fossem nossos. ― Leah bufou.

― Achei que eu fosse a teimosa.

― O problema continua sendo nosso.

― Hoje nós matamos uma criança. ― anunciou Leah. ― Como sabe, Victoria está mandando criancinhas para nós atacar. ― Leah virou-se para Bella. ― Porém, foi diferente dessa vez.

― Diferente?

― Sim. ― Leah assentiu. ― A criança era… ― Leah puxou o máximo de ar que seus pulmões suportariam. ― Muito inocente. Muito e não merecia nada do que aconteceu com ela. ― Leah abaixou o olhar. ― É isso, ok? Eu estou arrependida e confusa com o que acabou de acontecer. ― concluiu ela.

― Hey, você fez o certo. ― Bella estava tão desesperada para tirar qualquer sinal de tristeza de Leah que acabou por puxar a loba para seu colo. Não sabia de onde tirara tal impulso (ou força), mas havia gostado dele. ― Essa criança ― Bella passou os braços na volta da cintura da garota Clearwater. ― Está bem agora. ― confortou-a.

― Toda a matilha já me disse isso. ― resmungou Leah, escorando a cabeça no ombro de Bella. ― Que eu fiz um favor a ela, que ela está no meio de anjinhos agora… ― falou ela amargamente.

― Porque ela está. ― afirmou Bella. ― Mas caso isso não ajude mais… ― Leah ergueu o rosto do ombro de Bella. ― Podemos fazer outra coisa. ― Bella sorriu amorosamente. ― Sou boa em te distrair.

Notas finais
Comentem, hein? Preciso saber… Ficou bom ou ruim? Obrigada! Beijinhos da Cássia.