League of Loucos
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Eu estava olhando o salão quando mãos, delicadamente macias, tampam meu olho.
Coloco minha mão nelas e tento adivinhar.
Então a pessoa surge do lado do meu ombro e me da um beijinho... Ai, Lunna...
– Oi – ela disse.
Lunna ficou na minha frente, me olhando.
– O... Oi – senti minhas bochechas corarem, depois de tudo que eu disse para ela, era assim que eu ia reagir a um selinho?
– Não parece aquele rapaz das mensagens – ela deu risada – Ele era mais... Sem vergonha.
– A e você não esta com vergonha? – perguntei.
– Hmmm – ela olhou para cima. – Não.
Dei risada, depois olhei aqueles olhos negros como se eu fosse entrar neles, então me levantei e agarrei ela pela sintura, e dei um beijo que deve ter durado uns 3 a 5 minutos.
Ela sorriu e a gente se abraçou.
– Você tem que conhecer o Andrew e o Maxwell – falei
– Partiu! – ela falou.
Nós corremos para o elevador e chamamos.
Quando ele abriu, nos deixou no mesmo salão que havíamos passado com Phillippe Andrew.
Corremos aquele corredor, descemos escadas, nada do Andrew ou do Maxwell.
– Não conhecemos esta universidade tão bem quando o Andrew, talvez ele esteja em outro lugar que ainda não foi apresentado a nós. – ela supôs
– Talvez seja isso, esta universidade é grandíssima – eu falei. – Vamos continuar, vai que a gente ache algum amigo virtual nosso ou alguém que nos ajude.
Andamos e andamos até que chegamos a um corredor com uma parede de troféus, então fomos dar uma olhada.
La na parede havia uma foto de um rapaz segurando uma bandeira e a legenda dizia “Parabéns a Percy Jackson, por conseguir capturar a bandeira mais rápido que todos os outros campistas.” Logo do lado tinha outra foto com uma moça e um moço e dizia “Parabéns a Katniss Everdeen e a Peeta Mellark.”. Troféus e mais troféus.
– Lunna – alguém falou.
– Phinn! – ela disse e o abraçou.
– Nossa não esperava ver você aqui – ele falou
– É... – ela disse – Esta aqui há quanto tempo?
– Deve ser uns cinco ou seis anos. – ele disse.
– Conhece o Andrew? – perguntou Lunna.
– Cara, tem vários Andrews aqui – ele falou – Não tem uma foto ou o sobrenome não?
– Viz – ela disse
– Sei quem é – ele falou, o que me deixou aliviado – Ele deve estar no campo de Tênis de Bruxo, vá reto e vire à esquerda, tem o campo de Quadribol o campo de Volei e ai vem o Tênis de Bruxo.
– Muito obrigada mesmo, Phinn – ela disse.
– A gente se esbarra prima meio – sangue.
Ela me deu a mão e saímos correndo para o campo de Tênis de Bruxo.
Chegamos lá, era uma quadra grande, com o piso azul e linhas brancas e a rede era amarela e roxa.
Andrew estava sentado em um banco da arquibancada e nos viu chegando, quando ele olhou para Lunna começou a rir.
– Era de você que eu tinha medo? – disse ele chegando mais perto.
– Bem... – eles deram um aperto de mão e Lunna girou o pulso dele, fazendo – o coloca-lo entre as pernas.
– É... Toma cuidado Will – ele disse.
– Tomo sim – beijei a cabeça dela. – É minha pequena.
– Então rapaz – ela começou – Qual casa você esta?
– Estou na Circen – ele falou um pouco desanimado. – É uma casa com ótimos seres, falando de poderes, mas com péssimos seres, em relação à bondade.
– São... Idiotas? – perguntei.
– Nem todos, a maioria riquinhos mimados – falou Andrew.
– Espero que Juzo não fique assim – disse Lunna.
É okay, sem querer ser o ciumento, mas saber do fato que ela se importava com ele me deixou um pouco bravo.
– Maxwell deve chegar daqui a pouco – disse Andrew – Ele joga Quadribol.
– O que é exatamente o Tênis de Bruxo? – perguntei.
– Basicamente, usamos nossos poderes para defender a bola, a Yandere. – ele falou – Sou Mago então tenho minhas técnicas para isso, uso feitiços de vento para movimentar a Yandere.
– Yandere... Por quê? – perguntei.
– Você vai ver no campeonato. – disse Maxwell chegando por trás.
Nos cumprimentamos, ele elogiou a Lunna e depois me elogiou por ter pegado a Lunna e nos contou como é ser Shinigami (sim Maxwell é um) depois ele explicou como ele consegue andar de vassoura no Quadribol e... ai nos despedimos e eu e Lunna voltamos para nossa casa.
– Então... Seus pais deixaram você vir de boa? – perguntou Lunna no caminho.
– Sim, falaram que seria uma ótima oportunidade.
– Os meus ficaram um pouco preocupados, mas eles conversaram com os pais da Melissa e tudo bem.
– Não sabia que ela estava aqui – falei.
– Esta na nossa casa.
Ficamos em silencio por alguns minutos e depois eu dei um soquinho no braço dela e ela riu.
– Pode ser loucura, mas... Eu te imaginava desse jeito – ela disse.
– Qual?
– Assim, brincalhão, alegre, dengoso – no dengoso ela fez uma expressão de tipo “Meu Deus, você também é ai ai...” ou algo assim.
– Te imaginava mais maligna – falei.
Ela me socou a costela e eu dei um gemidinho.
– É disso que eu falava. – dei risada.
– Will, você quer ser o que? – ela perguntou.
– Ia ser foda ser um Shinigami – falei – Mas curti mais o Mago.
– Queria ser normal – ela falou.
– Ué...
– Sabe... Este mundo é mais perigoso que o dos humanos, e sei lá... Me sentia mais segura lá.
– Eu sempre vou estar com você, isso não tenha duvidas – falei.
– Não tenho.
Entramos na nossa casa.
– Da um beijinho de despedida? — perguntei.
Ela riu.
Puxou meu rosto pra perto do dela e nos beijamos, lentamente, como se não houvesse mais nada pra fazer.
Depois ela mexeu no meu cabelo.
– Você é real, não é? – ela perguntou.
Eu ri e apertei as bochechas dela.
– Mais real impossível.
Ela sorriu e foi para o seu chalé e eu fiz o mesmo.
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