League of Legends: As Crônicas de Valoran
53 Capítulo 51: Swain & Garen
Capítulo 51:
Jericho Swain – Kalamandra
Swain mostrou sua verdadeira forma pela primeira vez em público. Ninguém nunca imaginou que por trás daquilo havia um corvo, na verdade, uma transformação, pois nada dura para sempre, nem mesmo a forma aviária.
Conseguiu aparar o golpe de Jarvan com as mãos, digo, garras. Deixou o príncipe demaciano completamente surpreso, abismado com aquela forma. Não queria ter medo, mas teve. Nunca havia visto aquela forma horrorosa do general noxiano. Era uma completa surpresa. Os grasnados inimigos fizeram com que ele tremesse.
Demacianos não tremem rente ao perigo, disse a si mesmo.
Utilizou toda a fúria que tinha para puxar sua lança, a qual Swain segurava. O general puxou com mais força, surpreendendo-se ao ver que Jarvan aguentava tudo aquilo, deveria ter treinado muito mais desde a última batalha em que participou, pensou.
Swain utilizou a garra direita para atacar o príncipe, cortando o seu rosto, deixando uma marca de garras. Ele gritou de dor, mas aguentou. Aproveitou a abertura do inimigo e puxou sua lança, arrancando-a das garras do corvo. Brandiu-a contra o líder noxiano, cortando o seu bico. Depois tentou uma estocada, sem sucesso. Lutar dentro daquele cubículo que era a arena criada pelo próprio era ruim, não tinha muita liberdade, já que Swain transformado era o dobro do tamanho normal.
[...]
Katarina caiu no chão com um impacto. Abriu os olhos para ver Garen, pronto para brandir sua lâmina. Rolou para o lado para se esquivar. A imensa espada bateu no chão com um impacto, deixando-a apavorada com a não hesitação dele.
Se levantou e ficou de frente para ele, que a observava com raiva. Percebeu que todos seus aliados lutavam furiosamente contra a ameaça demaciana, e surpreendeu-se ao ver a forma corvina de Swain. Ficou parada olhando para ele.
– Por que? – perguntou.
– É o meu dever – ele respondeu.
Foi então que ela percebeu que jamais obteria nada de bom de Garen. Ele era um demaciano convicto, nunca largaria mão de sua antiga vida para se relacionar com ela. Irou-se ao perceber o quanto foi idiota pensando na possibilidade de ter se apaixonado tanto, que tivesse perdido toda a sua raiva contra os demacianos. Tinha ficado nas nuvens após a noite com ele, se culpava com isso, sua cabeça latejava, vozes gritavam para que ela o matasse, mas seu coração dizia outra coisa. Foda-se meu coração.
Colocou-se em posição de combate, deixando evidente seu preparo.
Ele avançou com a espada. Quando a brandiu, ela defendeu com suas principais adagas, trincando com um som de aço com aço, fazendo-a recuar. Ele bateu novamente com a lâmina de forma giratória, fazendo com que ela recuasse mais, se vendo presa à uma parede de tijolos de uma construção abandonada. Quando ele atacou novamente, Katarina se viu com as suas adagas cortadas ao meio. Ele não hesita, percebeu.
Com toda a força, ele brandiu a espada num corte frontal, que seria certeiro se Katarina não fosse uma Du Couteau. Saltou rapidamente, não, não saltou, se teleportou para o topo da construção, tomou impulso e saiu girando pelo ar, como um rolo compressor. Antes de cair, atirou duas adagas em Garen, que atingiram sua armadura e penetraram, sem causar danos reais ao próprio. Apenas o irando mais.
– Pequenas adagas noxianas não penetram minha armadura – ele comentou.
Ela caiu no chão em pé, agachada. Levantou-se lentamente, um sorriso sarcástico no rosto. Sacou duas outras adagas grandes, como as quebradas e soprou a sua franja para longe do rosto de forma desafiadora.
Garen, irritado, removeu uma adaga da armadura e preparou-se para um novo ataque.
Katarina correu na direção do demaciano, no mesmo momento em que ele se preparava para atacar. Esquivou-se do ataque adentrando em um portal de vento, o qual sempre utiliza para se teleportar para locais curtos, geralmente para sua vítima. Reapareceu atrás de Garen, dando uma cambalhota, e rolando no chão; colocou-se em pé e, com as adagas em posição de ataque, adentrou em outro portal de vento. Reapareceu, agora, num ângulo de ataque, mais ou menos a dois metros de Garen, raspando a adaga em sua armadura, fazendo-o cambalear com a surpresa. Katarina caiu em pé, se preparou, virou, chutou-o em cheio e entrou em outro portal, dessa vez um portal que vinha do chão, fazendo-a parecer cair.
Garen ficou aparentemente atordoado, confuso com os movimentos rápidos da mulher. Não teve muito tempo para pensar pois ela reapareceu em cima dele, caindo do alto. Ficou trepada em suas costas. Girou sua adaga e preparou para finca-la em seu rosto, mas ele foi mais rápido e interveio, segurando o braço dela antes que o pior acontecesse. Tendo o braço dela em mãos, puxou-a, atirando-a no chão com toda a força que tinha, fazendo-a bater as costas no chão. Ergueu a espada e preparou-se para finca-la, quando ela rolou para longe, pulou e se colocou em posição de combate, isso a cinco metros dele.
Katarina ficou confusa pois a lâmina de Garen começou a brilhar, com mágica.
– Eu também tenho meus truques – ele disse, ainda com a espada no chão.
O céu brilhou num estrondo e uma espada celestial desceu do céu, caindo em cheio no centro que dividia os dois, quebrando o chão, fazendo-o se tornar ruínas. Katarina caiu no buraco, atordoada.
Muita fumaça e poeira saiu de lá, tampando a visão de muitos. Por um segundo Garen sentiu-se preocupado com Katarina. Ela estaria, possivelmente soterrada, se não morta, claro. Mesmo assim deveria completar seu dever: eliminar Du Couteau. Eram óbvias as intenções mortíferas que ela tinha com Jarvan IV, e se ele não fosse bem rápido, o príncipe já estaria morto.
Deixem-me confrontar Swain sozinho, o príncipe havia pedido.
Será fácil matá-lo, já que ele não sabe lutar e nem utiliza armadura, comentou Daniel Crownguard.
Pelo visto, pensou Garen, ele tinha, sim, uma armadura. Uma armadura melhor do que qualquer outra. Uma armadura de penas.
Garen desceu para o fosso criado por si mesmo com um salto. Sentiu, por um segundo, todo o peso da sua própria armadura contra si. Ignorou. Tinha um trabalho a fazer e ao vê-la caída, inconsciente no chão, cerrou os punhos. Não por raiva dela, mas raiva de si mesmo. Havia criado um elo com aquela mulher a partir do momento que dormiu com ela. Pensou que poderia viver em comunhão ao seu lado, mas o serviço vinha em primeiro lugar. Nunca poderia se casar com ela. Isso era certo. Possivelmente teria que unir duas famílias, casando-se com alguma das filhas do Lorde Laurent – possivelmente qualquer uma que não fosse Fiora –, ou com a filha dos Vayne. Não, ele disse a si mesmo. Shauna Vayne, não.
Ignorou pensamentos amorosos. Deveria assassinar Katarina a sangue frio, pois assim seu rei estaria seguro. Seus votos vinham em primeiro lugar, sua honra, também. Honra, dever, mulheres à parte. Odiou-se por isso. Tentava utilizar o dever como desculpa para se livrar dela. Sabia que seria mal visto por causa dela, em Demacia. Seria desonrado e possivelmente humilhado por ter se envolvido com uma noxiana. E o pior: uma de suas piores inimigas.
No final das contas Katarina não parecia tão ruim. Caída ali, tão bela, não demonstrava perigo. Lembrou-se de quando a viu dormindo na cama, isso há alguns dias. Sorriu. Repreendeu-se. Odiaria assassinar alguém com um sorriso no rosto. Não era um assassino, era um guerreiro. Ela era uma assassina, uma mercenária.
Finalmente tomou coragem para executá-la. Ergueu a espada, pronto para brandi-la contra ela. Desceu a espada de olhos fechados, não queria nem ver o estrago que faria. Quando sentiu sua espada bater em outra, abriu os olhos rapidamente. Era uma espada verde com várias runas brilhantes, tirando o fato de ser o dobro do tamanho da sua. Protegia Katarina, sem comprometê-la.
Ergueu o olhar para ver quem era. Uma guerreira com uma armadura pequena, feminina. Cabelos brancos amarrados num coque. Riven.
– Seu covarde! – ela gritou.
Ela ergueu a espada com uma só mão, Garen recuou. Cortou para o lado, cortou para o outro. Ela parecia fraca, mas brandia a espada com a força de um guerreiro de dois metros. Era forte demais para uma mulher.
Quando brandiu a espada pela terceira vez, ela riscou a armadura de Garen, que estava a um metro e meio dela. O risco fez a armadura queimar, como se a espada queimasse seus oponentes, ou simplesmente fosse ácida. Magia noxiana, pensou Garen.
– Primeiro toma o seu corpo – ela dizia enquanto brandia a espada, girava e cortava o vento, enquanto Garen só recuava e se esquivava –, depois tenta matá-la – brandiu a espada para o alto, Garen esquivou-se mas sentiu um vento quase levantá-lo, só com o movimento da lâmina. – Isso é um demaciano?! Isso é um Crownguard?!
Garen sentiu raiva pela primeira vez.
– Não balbucie balelas horrendas sobre minha família – segurou a espada com as duas mãos e forçou uma estocada que foi facilmente defendida pela mulher.
– Você se sente só por ser um demaciano estúpido!! – Riven brandiu a espada com força, Garen esquivou-se a lâmina bateu numa pedra, quebrando-a ao meio. Ele bateu as costas numa parede. – Vai se surpreender em ver como um verdadeiro noxiano age! – girou a espada no ar com uma força e velocidade descomunal, fazendo com que Garen tenha que rolar para o lado para não ser atingido.
– Você é boa – ele admitiu.
Ela girou rapidamente, saltou e brandiu a lâmina rúnica encima dele, que rapidamente defendeu, segurando o cabo da espada com uma mão, e a lâmina com a outra, devido à força do ataque. Riven deu outro ataque, forçando mais a espada de Garen para baixo. A sua mão começou a sangrar, por ter que segurar na parte afiada para defender-se.
– Você poderia trabalhar na defesa de Jarvan III – ele tentou dizer.
– Jamais! – ela utilizou toda a força num ataque, mas Garen, inteligente, esquivou-se e deu uma cabeçada nela, fazendo com que recuasse.
Garen pegou o cabo da espada com uma só mão e, com uma estocada, perfurou a barriga de Riven, fazendo com que ela cuspisse sangue.
– É uma pena – ele disse, ofegante –, pois tem potencial.
Ele removeu a lâmina de dentro dela, fazendo com que ela caísse para trás. De alguma forma, a sua espada rúnica pareceu brilhar ainda mais do que antes. Ele não entendeu o que aquilo significava, mas não podia ficar e esperar para ver. Tornou o olhar para Katarina... Mas ela já não estava mais lá.
Garen ouviu uma risada ao fundo de tudo, uma risada maligna, como a de um monstro com penas. Swain. Teria ele vencido a batalha? Não ficou para ver. Recuou até chegar a uma porta. Surpreendeu-se ao perceber que aquele lugar onde lutara fora, na verdade, uma caverna subterrânea, se não um túnel secreto. Pela extensão do pátio onde derrotou Riven, parecia um centro de adoração. Lá haviam dezenas de círculos e símbolos de lua, símbolos Lunari.
– É isso aí – ouviu a voz de Darius –, agora vamos foder legal esse viado do Garen.
– Não o xingue – Katarina o repreendeu –, só eu tenho este direito.
Os dois pareciam descer para dentro da caverna, junto de outros homens. Uma voz deixou claro o que queriam: matá-lo. Teria Garen ficado tanto tempo lá dentro que não percebera o tempo passar? Jarvan havia sido derrotado, isso era certo.
Se escondeu atrás de uma pedra, apenas observando.
Swain desceu com a ajuda de Darius, impôs sua bengala ao chão e observou todo o lugar.
– Procurem-no e me tragam sua carcaça viva ou morta.
Garen percebeu que se permanecesse ali, certamente morreria. Abriu a porta quebrada que vira com cautela, sem fazer qualquer barulho. Adentrou em um túnel, uma escada. De alguma forma, haviam tochas ainda acesas ali. Estava escurecendo, ele deveria encontrar a saída logo.
Seguiu por aquele túnel, seguindo o vento que levaria à saída.
Haviam muitos mais símbolos de lua por aquele lugar, incríveis símbolos. Eles desenhavam cultos à lua e pessoas vestidas de prata, uma prata lunar.
Prosseguiu o caminho, finalmente chegando ao fim do túnel... Que o deixou numa sala, uma sala onde havia uma mesa ao centro. Tudo naquela sala estava destruído, era difícil saber o que, ali, estava inteiro. Haviam estantes destruídas, livros jogados no chão, monumentos de adoração quebrados... Só havia uma coisa inteira. Aquela mesinha, aonde havia um livrinho encima, um livro velho, mais parecia um compilado de jornais e folhas. Era pesado e havia um símbolo de lua, uma cheia em cima e, embaixo, uma minguante.
Garen percebeu que deveria pegá-lo, sem hesitar. Levantou-o, era pesado, mas nem tanto. Limpou a poeira que tinha nele, vendo que nele havia um nome, um nome embaixo de tudo, do símbolo, da poeira... O nome era bem claro: Diana. Escrito encima, à caneta, estava escrito Emília LeBlanc. E pelo que percebeu, a tinta não estava tão desgastada quanto o livro em si. Talvez tendo sido colocado ali anos após o abandono do livro.
– LeBlanc te encontrou antes de mim? – por incrível que pareça, Garen conversou com o livro.
Guardou-o embaixo do braço e seguiu reto, por uma saída. Logo encontraria a saída de lá, logo, logo, logo.
[...]
– Quais suas últimas palavras, principezinho de merda? – perguntou Darius a Jarvan IV.
Ao redor, todos os soldados demacianos estavam no chão, caídos e mortos, a maioria com os olhos perfurados, sangrando, gargantas degoladas e membros decepados. O banho de sangue havia sido fatal, terrível.
Jarvan IV estava num estado deplorável: sua armadura havia sido retirada à força, deixando-o apenas de roupas de baixo, demonstrando constrangimento. Tinha cortes por todo o corpo, tinha um olho inchado e vários hematomas. Estava ajoelhado no chão, completamente indisposto. Seu cabelo estava bagunçado e com manchas de sangue, partes cortadas, deixando terríveis caminhos de rato. Ele chorava e tinha o rosto vermelho.
– Vejo arrependimento em seus olhos – ironizou Swain –, bem... olho – sorriu maliciosamente.
– Você... você... corvo... – o príncipe gaguejou. – C-Como... como...?
Swain chutou a boca do estômago de Jarvan IV, fazendo com que ele cuspisse sangue e caísse de lado no chão. Não esboçou reação alguma àquilo.
– Tenho minhas cartas na manga, assim como você.
– Já posso decepá-lo agora, Lorde Swain? – perguntou-lhe Darius.
Swain gesticulou que não.
– Ele ainda tem utilidade. Prefiro que ele viva – virou-se para os soldados. – Homens, prendam-no!
Draythe foi até Swain juntamente com dois soldados que pegaram Jarvan e o prenderam.
– Onde está Riven? – perguntou ao mestre tático.
Swain deu de ombros.
– Não a vi faz tempo – virou-se para o imenso buraco feito por Garen. Ainda havia muita poeira saindo de lá. Franziu a testa. – Onde está Katarina e Garen?
A pergunta lhe foi respondida quando viu uma silhueta ascender do imenso buraco. Cambaleava e parecia sentir dores, andou alguns passos à frente mas caiu.
– Ajude-a!
Draythe Darkwill foi em direção à Katarina, que parecia exausta, tonta e atordoada. Segurou-a pela mão e levantou-a, colocando seu braço por cima do próprio ombro. Carregou-a até a presença de Swain.
– Onde está Riven e o demaciano? – perguntou à ela.
Katarina retirou o braço do ombro de Draythe e se estabilizou no chão. Tinha alguns cortes pequenos devido à escalada.
– Lutei com Garen arduamente até ele fazer aquele imenso buraco.
Darius fez uma expressão de desespero.
– Ele fez aquele estrago?!
– Sim, com um tipo de feitiço – Katarina respondeu. – Sempre achei estranho a garota Lux ser maga e ele não. Agora eu entendo um pouco mais disso.
Draythe arregalou os olhos.
– Riven está lá, lutando com Garen?
– Sim.
Swain deu um sinal para que avançassem na fenda.
– Vamos aproveitar. Ninguém pode sobreviver, só o príncipe.
Desceram pela fenda, Darius na frente, Katarina atrás, e o resto vinha depois.
– É isso aí – exclamou Darius –, vamos foder com esse viado do Garen.
– Não o xingue – repreendeu Katarina –, só eu tenho esse direito.
Já no chão, Katarina olhou para os lados procurando Garen e Riven. Darius ajudou Swain a descer, pois ainda parecia se dor a perna, machucada há meses pelo monstro dos olhos. Desceu e impôs sua bengala ao chão.
– Procurem-no e me tragam sua carcaça viva ou morta – ele disse.
Draythe desceu, preocupado com Riven.
Katarina a viu caída no chão, com a lâmina brilhando. Se perguntou como não a havia visto antes, tendo em mente o tamanho da espada rúnica. Correu até ela, preocupada. Draythe foi atrás.
– Riven! – ele gritou. – Riven, Riven!! – os dois se ajoelharam ao redor da garota, que parecia inconsciente.
Enquanto Draythe tentava acordá-la com palavras, lágrimas e alguns tapinhas no rosto, Katarina percebeu uma ferida profunda na barriga. A lâmina brilhava, uma das três runas principais brilhava com mais intensidade, o ferimento parecia se fechar.
– Draythe – Kat o cutucou. – Draythe!
Ele se virou para ela.
– O que foi?!
– Olhe! – ela apontou para a ferida que brilhava num tom esverdeado.
Ela se fechou e Riven acordou, respirando ofegantemente. Draythe sorriu ao vê-la viva, abraçou-a e depois a beijou. Katarina sorriu ao ver que, finalmente, os dois oficializaram o relacionamento. Levantou-se, olhando para os dois lados. O futuro incerto era. De certa forma estava feliz por Garen ter fugido. Swain praguejava, Darius xingava tudo e todos por deixarem ele fugir, mas não se atrevia a culpar Riven, recém acordada da morte. Talvez os magos noxianos tivesse abençoado a lâmina com tal poder. Agora entendiam as três runas.
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