Capítulo 34:

Ashe Frozenheart – Rakelstake – Vila dos Praeglacius

A princesa Lissandra parecia sentir dor. Estava se cama, sendo cuidada pelas servas. A cristalização da febre fez com que ela se sentisse indisposta. O gelo parecia ter afetado uma área importante dos olhos, cegando-a. Houve muito choro de seus homens quando isso aconteceu, foi terrível. Sua visão esbranquiçou e ela nada mais podia ver.

– Eu sinto muito – Ashe disse à ela.

Lissandra sorriu.

– Não sinta. Foi culpa minha, deixei que a febre se alastrasse, quase matando-a. Se você morresse, eu jamais me perdoaria.

Ashe se lembrou de quando foi pega pela febre. A dor repentina na nuca fez com que ela desabasse, e se Lissandra não tivesse a segurado, ela jamais estaria cega, agora. Precisava tentar ajuda-la, mas como? Como iria salvá-la de um destino tão cruel que era a perda da visão? Se sentia culpada, e nada podia fazer.

– Como os cidadãos estão? – Ashe perguntou a um dos homens de Lissandra.

– Nós os colocamos em quarentena, evitando que os infectados toquem os saudáveis.

Ashe respirou fundo.

– Ótimo – ela se levantou. – Já volto, Lissandra.

– Pode ir – ela respondeu, sorrindo.

Ashe foi até o seu tio, Thaynam, que comia em seu quarto, enquanto lia alguns livros. Ela bateu na porta.

– Entre – ele disse.

Ashe entrou, evitando tocar nas coisas dele.

– Não pretendo te tocar, tio. Não quero infectar mais ninguém.

Ele usava roupão e óculos de grau. Ele parecia ter acabado de sair de um banho quente e, com certeza devia gostar dos paparicos das servas de Lissandra. Comia frutas, pão e vinho, que ficavam numa espécie de mesa ao lado da cama. Um livro estava aberto em seu colo, e ele fechou no momento em que Ashe entrou.

– Não me importo com isso, minha sobrinha – ele disse. – Ter sido irmão da sua mãe é algo mais traumatizante do que se auto congelar.

Ashe deu uma risada.

– Sente-se – ele pediu.

Ela puxou uma cadeira e se sentou à sua frente.

– Precisa de algo? – ele perguntou.

– Na verdade, preciso de uma informação. Eu queria saber se existe algum lugar, quem sabe, onde posso encontrar a cura para a febre. Odeio ver a Lady Lissandra perdendo a visão por minha causa.

Thaynam fez uma cara de desconfiança.

– Cega, é?

– Sim, e tudo por causa da cristalização.

Ele franziu a testa.

– Eu estava lendo um livro sobre A Guerra das Três Irmãs, e pelo que sei, descendentes das princesas não podem se infectar com a febre. São imunes, como os Ursine, os vikings, e os Beijados pela Neve.

– Beijados pela Neve?

– Sim, pessoas que sofreram do mais puro frio do inverno de dez a vinte anos e sobreviveram – ele parecia estar pensando em algo, alguma teoria, talvez. – Não é possível que Lissandra esteja sendo pega pela febre, não acha?

Ashe engoliu em seco; sorriu e pareceu descartar a ideia.

– Ela nunca lutou numa batalha, talvez não esteja totalmente imune por isso. Eu já provei do mais puro frio naquela caverna, onde encontrei o arco de Avarosa, e Sejuani é a única sobrevivente da família, após o grande último inverno – ela riu. – Não está desconfiando da lealdade de Lissandra, está?

Ele deu de ombros.

– Tanto faz.

– E então...?

– E então oque?

– Você sabe onde posso encontrar a cura?

Ele abriu um largo sorriso e coçou seu cabelo grisalho.

– Porquê vem à mim para perguntar uma coisa dessas?

– Por que você... você... – ela não sabia responder.

Ele riu.

– É por que sou o único restante de família que tem, e talvez seja a pessoa mais sábia que conhece, não é?

– A pessoa mais sábia que conheço é Anivia – cruzou os braços e sorriu.

– Então você considera uma criofênix mais sábia que eu? Ela pode ter vivido mais de seiscentos anos, mas o que isso significa? – perguntou ironicamente. – Acho que nada. E imagina só, eu que já li mais de cem livros sobre história, acha mesmo que não sou sábio?

– Eu perguntaria à Anivia se pudesse.

– Ah, então eu sou a segunda opção?

E os dois caíram na gargalhada.

– Mas sério – Thaynam começou a falar –, eu conheço um lugar onde possa encontrar a cura.

Ashe pareceu se animar.

– Sério?!

– Sim. Existe um monastério no topo de uma montanha, onde existem monges que preparam antídotos para febres freljordianas. Além de treinar técnicas de sobrevivência, eles meditam e se preparam para o fim dos tempos.

Ashe franziu a testa.

– Como assim?

– Eles acreditam que, um dia, a Bruxa Gélida irá congelar o mundo em gelo negro, trazendo um inverno que duraria um milênio. Por isso o monastério é o no topo da montanha, e parece uma fortaleza. É para que o gelo negro não os corrompa. Mesmo assim não acho que é possível que eles se salvem, caso aconteça. É pura superstição.

Ashe pareceu incomodada ao ouvir o nome da bruxa. Sempre se sentia assim quando a citavam. Sentia-se mau, com medo. Era estranho, só isso. Sentia como se ela estivesse a observando o tempo todo; preferia não acreditar nisso. Não vá me dizer que vocês acreditam nessa história? Desculpe dizer assim, Vossa Graça, mas essa tal de bruxa não passa de uma história... boatos!, dissera Lissandra uma vez.

– Então eu irei para esse monastério encontrar a cura – ela se levantou, determinada.

Thaynam franziu a testa.

– Tem certeza, Ashe? Haverá muitos perigos, como trolls, golens de gelo, mais trolls...

– Irei chamar minha guarda pessoal. Tryndamere irá comigo, Nunu... Também gostaria que você fosse, pois deve saber o caminho.

Ele riu.

– Me superestima tanto assim?

– Por que não?

– Tudo bem. Me dê duas horas para que eu me arrume, e aí poderemos ir, certo?

Ashe sorriu.

– Certo.

Ela saiu do quarto, indo até o salão do castelo, que por mais incrível que pareça, estava vazio. Estranhou que não houvesse nenhum de seus homens por aí, embora tivesse trazido poucos, e um ou dois tenham morrido durante o ataque dos trolls.

Sentiu a falta de Tryndamere, e aí lembrou que ele saiu em uma espécie de treinamento com alguns bárbaros mais jovens. Queria-o por perto, já estava de tardezinha, queria sentir seu beijo, seu toque... Mas a noite já reservava tudo isso e mais um pouco.

O salão do castelo era grande e bonito, com um lustre, a mesa de banquete, sofás luxuosos e muitos vitrais belíssimos. Neles haviam um estranho desenho de um olho dentro de algo que parecia um triângulo de ponta-cabeça com alguns detalhes que lembravam como desenhos feitos na pedra, como a marca dos avarosianos e dos invernais. Aquele deveria ser a marca dos praeglacius.

Ashe olhou por através do vidro, para fora do castelo de Lissandra, e se deparou com uma terrível visão: viu vários cidadãos de Rakelstake se rebelando contra os soldados praeglacius e, de algum jeito, querendo entrar no castelo. Pegou seu arco, uma aljava, e desceu rapidamente para fora.

Saiu pelo portão de entrada do castelo, e se juntou a Nunu, que observava a tudo, com Willump o protegendo. O yeti não parecia ter muitas reações, apenas observava juntamente de seu dono.

– Nunu...! – Ashe chegou perto dele, mas sem tocá-lo. – O que está acontecendo?!

Ele se virou para ela, preocupado. Abraçou-a. Ashe teria se preocupado, mas viu que ele também tinha um pouco de cristalização no rosto, então deixou que ele a abraçasse.

Percebeu que todos os cidadãos que forçavam uma rebelião contra os soldados de Lissandra tinham grandes partes de si cristalizadas. Talvez fosse essa a situação.

– Ashe – Nunu parecia assustado –, as pessoas daqui tentaram matar Willump!

Ashe arregalou os olhos e se agachou para olhar nos olhos de Nunu.

– Mas o que? Como assim, querido?

– Eles acusaram meu yeti de ter comido toda a plantação deles, e depois que começaram a apresentar sintomas da doença e um garoto se congelou por completo, eles tentaram matá-lo, dizendo que a culpa era sua e dos avarosianos de terem trago essa praga para cá e terem cegado a princesa Lissandra.

Ashe sorriu para o garotinho como sempre fazia desde que o herdara.

– Não se importe com isso. A culpa não é nossa e nem sua. Fique aqui que eu darei um jeito.

Ela deixou-o protegido ao lado de Willump e foi até um dos guardas que tentava acalmar a população atrás de vários defensores, que mesmo com grandes escudos, tinham dificuldade em conter a fúria das pessoas. Havia um homem grande observando tudo aquilo. Ele era careca, de cabeça lisa, tinha um grande e belo bigode marrom. Ele era imenso, tinha um peitoral gigantesco de forte e braços poderosos. Ele tinha tatuagens feitas com uma tinta azul freljordiana que representava os guerreiros mais poderosos. Ele tinha um cinturão dourado com uma pedra circular com o desenho da cabeça de um touro na frente. Haviam outros detalhes em sua roupa, mas quando ele se virou para Ashe com um imenso sorriso no rosto, ela ficou sem graça. Esperava uma cara fechada de um homem tão grande, não um sorrisão.

Concentrou-se e fez o que tinha de fazer.

– O que está havendo? – ela perguntou ao guarda.

Ele se virou para ela, fez uma reverência, e disse:

– A população está fora de controle. Eles parecem que estão possuídos pela fúria da neve, uma síndrome que pode ocorrer após a infecção da febre.

Ashe franziu a testa.

– Fúria da neve? – ela olhou para um dos homens que lutava contra a parede de escudos, percebendo que ele estava insano demais. Estava diferente, com olhos arregalados, veias sobressalentes, pele levemente pálida e parecia estar com o dobro da força, já que batia nos escudos e tremia a base dos escudeiros. – Meu deus...

O homem olhou para Ashe por uma brecha nos escudos. Ele gritou, babando um líquido azul cintilante:

– VOCÊ! VOCÊ É A CULPADA, MALDITA FILHA DE AVAROSA!! – espumava pela boca e ria como um louco.

A baba dele, quando caía no chão, criava neve e congelava o que havia por perto, o que era estranho. Ashe nunca vira algo do tipo. Era terrível. Ele parecia fora de si, possuído por alguma coisa. Hesitou em falar, e sempre que tentava, a altura da voz não era o suficiente. Irritou-se, pegou uma flecha de sua aljava, armou-se, concentrou sua energia e atirou no céu. A flecha explodiu numa pequena nevasca que fez com que belos flocos de neve descessem até o chão, chamando a atenção de todos, que se calaram.

– Vou falar somente uma vez – seu tom de voz era forte e confiante, nada de inseguranças, eles iriam ouvi-la, por bem ou por mal. Tinha que manter o tom de voz, pois não eram mais simples cidadãos, e sim maníacos afetados por uma bizarra doença freljordiana. – Não tenho nenhuma responsabilidade com o surto da doença do gelo. Ela simplesmente ocorreu e se espalhou por todos os lados, não tenho culpa. Mas mesmo assim, irei numa missão para conseguir a cura para vocês, por isso me agradeçam, e não fiquem aí, forçando uma invasão ao castelo de Lissandra. Deixem que a coitada descanse. Pode ser que perca a visão por causa da febre...

– E A CULPA É SUA! – o homem louco quebrou o escudo de um dos escudeiros mais próximos de Ashe, fazendo com que ela recuasse e quebrando a formação dos guardiões. Os cidadãos pareciam estar completamente fora de si, gritando, soltando baba e agredindo os soldados.

Ashe ficou sem reação ao ver o homem louco vindo em sua direção com um rosto completamente insano. Ele pulou nela, mas o homem do bigode enfiou o punho em sua barriga, lançando-o a vários metros de Ashe.

– Braum está aqui! – ele anunciou à ela, sorrindo, como se aquilo realmente importasse.

– Venha para dentro, rainha Ashe! – um dos guardas gritou, puxando-a pelo braço.

Nunu subiu em cima de Willump para se proteger dos zumbis que tentavam atacá-lo. Um zumbi puxou a sua perna, fazendo com que ele caísse das costas do amigo yeti. Foi quando o homem do bigode, chamado Braum, atirou o zumbi para longe. Haviam vários outros zumbis cercando-os, uma maré de pessoas. Braum pegou o garoto e o levou para dentro do castelo.

Ele fechou a porta com força e fechou as trancas gigantescas, que impediriam a passagem de qualquer um.

Todos ofegavam, cansados e um pouco assustados, menos Braum, que sorria alegremente. Ele olhou para Nunu, que parecia um pouco amedrontado.

– Sorria, garoto. Estou aqui para ajudar!

Ashe se colocou em postura ereta após ofegar apoiada com as mãos no joelho.

– Afinal de contas quem é você? Sei que seu nome é Braum, e... – Ashe pareceu se lembrar de algo; começou a arregalar os olhos e abrir a boca. – Mas é claro... Você é o Braum das histórias. Aquele que salvou o garoto troll de uma armadilha da Bruxa Gélida e começou a utilizar uma porta da armadilha como escudo.

Ele sorriu orgulhosamente.

– Eu mesmo. Ao seu dispor, minha rainha.

Nunu o olhava com um brilho nos olhos.

– Você é incrível, Braum. Eu sou super seu fã. Sempre ouvi histórias sobre você, mas...

– Agora sabemos que você é real – Ashe completou.

Ele abriu um largo sorriso novamente.

Em pouco tempo o guarda voltou com Thaynam, que já se vestia com um casacão preto, arco e aljava, pronto para a batalha. Ele usava um cachecol azul e um capuz preto.

– Eu sempre te disse que ele era, sobrinha – ele disse à Ashe.

Ela o olhou de cima até embaixo.

– Por que está vestido assim, tio Thaynam?

– Eu previ que isso aconteceria cedo ou tarde, por isso chamei o Braum.

Ashe olhou de Thaynam a Braum, que sorria alegremente.

– Como assim?

– Outro dia eu encontrei uma fonte de um estranho tipo de água azul cintilante – Nunu engoliu em seco quando Thaynam olhou para ele. – Até mesmo mostrei ao garoto Nunu. Bem, a situação é pior quando você descobre que aquele líquido é o principal agente congelante e criador de Gelo Verdadeiro de Freljord. Seu uso na confecção de armas foi vetado há anos, séculos antes mesmo da batalha das três irmãs. Pesquisei em alguns livros sobre isso, e descobri que Lissandra vem utilizando-o ilegalmente na confecção de armas e armaduras de Gelo.

– Então é assim que ela faz? – Ashe arregalou os olhos. – Mas existem riscos, não? Para o líquido ser proibido...

Thaynam riu.

– Mas é claro. Tive a sorte de conversar com o Braum nos últimos dias, não é?

Braum fez que sim.

– Conversamos muito – ele tinha uma voz grossa mas fofa ao mesmo tempo, algo divertido de se ouvir, alegre –, e pude contar sobre minhas experiências na luta contra a Bruxa Gélida.

– Quer dizer que tudo isso sobre ela é... verdade? – perguntou Ashe.

– Tintim, por tintim. Já a vi pessoalmente e tentei confrontá-la, sem muito sucesso – Braum fez uma carinha triste que dava até pena. – Ela é poderosa. Mas voltando ao assunto, ela vem fazendo rituais por toda Freljord, invocando monstros de outras dimensões, criando criaturas de neve que atormentam e matam pessoas e trazendo trolls de volta à vida. Principalmente os mais perigosos, os que viveram há séculos atrás.

Ashe engoliu em seco. A má sensação em falar da bruxa voltara, e ela sentia um frio na espinha.

– Braum viu um rastro de líquido congelante descendo por um rio e deu de cara com Rakelstake – Ashe se surpreendeu ao ver que Braum falava de si mesmo em terceira pessoa. – Tanto tempo vaguei pela imensa Freljord procurando pela bruxa, e me esqueço de procurar em suas raízes, o lar dos Praeglacius.

– Então você acha que o líquido congelante pode...

Thaynam disse:

– Ele pode ter vazado e infectado a água dos cidadãos. Daí pode ter nascido o problema, quando os soldados podem ter bebido da água do rio e ter se infectado.

Quando Nunu falou, pareceu ter lembrado de algo importantíssimo para Ashe e Thaynam.

– E aí ele infectou Sejuani e a Garra.

– É mesmo – respondeu Ashe. – Os homens de Sejuani vandalizaram Daryl e amigos, logo tocaram em infectados.

– Faz sentido – disse Thaynam. – Mas ainda não entendo uma coisa – todos prestaram atenção no que ele dizia. – O lugar no qual encontrei a fonte de líquido congelante havia um quarto com uma cama, e nessa cama havia um esqueleto, um cadáver com um vestido de Lissandra. Na verdade, o corpo estava congelado e decapitado. A cabeça já não estava mais ali, então não pude saber quem era. Eu arranjei um tempo e fui até Howling Abyss para levar o corpo a alguns estudiosos de Piltover que trabalham escavando aquela região.

Nunu franziu a testa.

– Você foi? Mas não disse que precisava de minha ajuda para ir até lá?

– Eu tenho Braum – Thaynam respondeu.

Ashe parecia inconsciente.

– E de quem era o corpo, então?

– Ainda não sei, ora. Deixei o corpo com os homens de Piltover. Receberei um corvo com a identificação amanhã. Enviei um fio de cabelo de Lissandra para lá, para caso a garota for da família da princesa, ela seja reconhecida com mais facilidade.

Ashe suspirou.

– Foi bom saber disso, mas existem vários zumbis querendo nos comer lá fora. O que faremos?

– Devemos ir ao monastério o mais rápido possível, Ashe – Thaynam sugeriu. – Precisamos pegar um outro caminho, para evitar os zumbis. Devemos sair imediatamente: eu, você, Nunu, Willump e Braum.

– E eu? – perguntou o guarda não nomeado.

– Você fica de vigia. Lady Lissandra ainda descansa em seus aposentos.

– O.K – o guarda recuou.

Thaynam virou-se para Ashe.

– Sugiro que você chame reforços e coloque uma roupa mais quente.

Ashe arregalou os olhos.

– Tryndamere! – ela olhou para as vidraças e viu que já estava de noite. – Ele saiu em uma espécie de treinamento com bárbaros recrutas – ela parecia desesperada. – Disse que voltaria antes de anoitecer... Meu deus.

Ela correu até a vidraça mais próxima, desesperada. Olhou para fora e avistou um exército de cidadãos zumbis, e entre eles estavam alguns dos bárbaros recrutas. Uma lágrima desceu por seu rosto; a falta de Tryndamere bateu mais forte em seu coração, e ela percebeu que naquela noite não sentiria seu toque e nem mesmo o seu beijo, e que a noite só reservava mais dor e sofrimento.