League of Legends: As Crônicas de Valoran
21 Capítulo 20: Swain
Capítulo 20:
Jericho Swain – Acampamento Noxiano – Perto de Kalamandra
Após o concerto de Sona Buvelle, Jericho Swain parecia estar quase apaixonado. Darius, percebendo isso, brincou:
– Namorada, é?
Swain bufou.
– Não estrague o meu dia. Ainda estou com as melodias em minha mente – e sorriu.
– Já tivemos Lestara, que quase nos expulsou de lá. Acho que se não fosse a bondade da filha, ela teria chamado os guardas.
Swain fez uma cara feia.
– Culpa sua.
– Culpa minha? – Darius franziu a testa. – Eu fiz isso pensando em você e na sua inocência quando se trata de mulheres.
Jericho semicerrou os olhos para o amigo.
– Eu te avisei que Lestara estaria lá, mas você nem mesmo me ouviu.
– Você falou com a sua diva, não é isso que importa?
Ele balançou a cabeça, pensando no que o amigo tinha dito.
– É verdade.
Ficaram em silêncio por mais algum tempo, galopando em direção ao acampamento de seus soldados.
– Pensei que demoraria mais – comentou Darius. – Você disse que chegaríamos ao amanhecer à Riven.
Swain grunhiu.
– Riven. Ela pode ser muito legal, mas faz muitas perguntas. Ela deve estar dormindo à essa hora, não perguntará absolutamente nada...
Enquanto cavalgavam, os dois ouviram barulho pessoas rindo e viram uma luz vindo das árvores. Uma fogueira, pensou Swain. Ótimo, eles deram para se divertirem hoje.
– Me diz que eles não trouxeram bebida – perguntou.
– Não posso te dizer isso – respondeu Darius.
Galoparam por mais alguns metros, até entrarem na área do acampamento. Avistou seus soldados, com roupas mais desleixadas, brincando, bebendo e rindo ao redor de uma fogueira que brilhava numa luz forte, deixando tudo ao redor iluminado.
Riven ria junto de alguns homens – ela era a única mulher, e isso preocupava Swain, mesmo que não gostasse muito dela. Percebeu que um dos soldados dava em cima dela, e até tentava roubar beijos dela, mas nada conseguia.
Swain desceu do cavalo e o amarrou em uma árvore, assim como Darius. Riven se levantou ao vê-lo, sorrindo de forma débil – ela estava bêbada.
– Olha só quem chegou – ela disse, completamente grogue –, nosso campeão, Jericho Swain – ela deu uma cuspida. – Meu Deus, que pessoa dá o nome do filho de Jericho?
Swain foi andando até ela em passos lentos, só observando sua crise de bebedeira. Ao redor, os soldados riam feito doidos, ainda bebendo de canecas Noxianas e sentados em troncos reunidos ao redor da fogueira. Ele olhou para mais além, e viu que alguns soldados já dormiam – em sacos de dormir –, e seus cavalos também.
– Eu permiti que vocês bebessem? – perguntou à Riven.
Ela fez uma cara de desdém.
– Ninguém me obriga a nada – respondeu, cuspindo no chão, perto dele.
Ele foi até ela, arrancando a caneca de sua mão.
– Pare de beber, Riven. Não vê que já está bêbada o suficiente.
Ela parecia que iria vomitar, mas não o fez; estava cambaleando feito doida.
Darius cruzou os braços.
– Me é estranho que esses aí não tenham se aproveitado dela.
Mesmo que fora de si, ela respondeu:
– Ninguém se aproveita de mim, não, meu irmão – e desmaiou. Por sorte, Swain a segurou pelos braços antes que ela caísse no chão. A segurou, a pôs no colo, e se virou para os homens ali presentes.
Disse:
– Espero que vocês se aprontem para dormir logo. Partiremos para Kalamandra ao amanhecer, não se esqueçam! – se virou para Darius. – Faça com que eles vão dormir. Por bem, ou por mal.
Darius sorriu malignamente, mas Swain preferiu levar a garota até o seu saco de dormir, onde a deixaria.
À noite, aquela floresta parecia mais sombria que de costume, mas enquanto tivesse seu exército por perto, Jericho teria segurança, ou não. O melhor momento para serem atacados era enquanto dormiam, mas ele tinha um bom pressentimento sobre isso tudo. No fundo ele sabia que nada de ruim aconteceria.
Ouviu Darius gritando ordens aos outros soldados, mas não deu muita atenção. Normalmente, a única pessoa mais marrenta que Katarina era Darius, que por ser homem e ser forte, sempre teve um certo, digamos, poder em mãos.
Passou por alguns soldados dorminhocos, procurando onde deixar a garota.
Não foi difícil achar o local onde deixa-la, pois sua imensa espada rúnica estava cravada no chão perto de um tronco-travesseiro e de um saco pronto para ser usado. Colocá-la ali dentro não foi fácil, mas valeu a pena. Vê-la dormir em paz foi algo que agradou Swain. Não gostava dela, mas durante a manhã, ela a ajudara contra Keiran, e isso valera muito para ele.
Keiran era o típico filho mimado. Não se podia falar nada contra ele, que logo ia até o papai. Mesmo sendo protegido de Boram, Swain tinha medo de levar uma bronca do grande comandante. Mas depois do que ele dissera – eu quero que você reine –, ele ficou pensativo. Talvez não devesse mais se submeter à ridícula autoridade do filho mais novo de Boram. Ele sempre se deu bem com Draythe, por que evitar falar algumas verdades ao garoto? Prometeu a si mesmo que, quando voltasse, iria enfrenta-lo.
Percebeu que observava Riven dormir, inclinado em cima dela. Se levantou, e percebeu que um corvo vinha em sua direção.
– Beatrice – disse, e estendeu a mão em sua direção. – Onde estava, garota? – ela pousou em sua mão, e tinha um tipo de carta em seu bico. Franziu a testa. A carta tinha o selo de Boram, de Noxus. Algo ruim deveria ter acontecido.
Foi quando ouviu um grito vindo da floresta, e ele reconhecia esse grito. Era de um dos soldados bêbados que estavam na rodinha de Riven. Virou-se para Darius, que já não estava mais ali.
Guardou a carta de Beatrice no bolso, e correu até a fogueira. Ela se apagou no mesmo instante em que ele estava ali; todos haviam desaparecido.
Correu floresta a dentro, quando avistou Darius, que parecia assustado com alguma coisa.
– Darius! – chegou até onde ele se encontrava, e descobriu o que o deixava assustado. À sua frente havia um corpo morto. Ele parecia estar queimado, mas não queimado por fogo. Era algo estranho: ele se debatia, os olhos pareceram ter fritado, assim como seus cabelos, mas não com fogo, digo novamente, mas pareceu ter sido queimado de uma vez só. – Mas o que diabos...?
– Eu os mandei dormir, como minha autoridade manda. Foi aí que eles não me ouviram, fizeram um motim e foram dar uma voltinha na floresta. – Teria eu ficado perdido em pensamentos por tanto tempo?, pensou Swain. – Aí eu os segui, ouvi um grito e vi uma forte luz rosa vindo de algum lugar. Foi então que eu o encontrei.
Outro grito pôde ser ouvido. Os dois correram em direção a ele, e foi quando uma luz rosa brilhou muito forte de onde vinha o grito. Removeram alguns dos arbustos que ficavam na frente, e ficaram boquiabertos com que viram. Um ser gigantesco pairava por cima de um dos soldados, que, caído no chão, parecia amedrontado. O monstro tinha um grande olho e três olhinhos em cima dele, tinha três tentáculos grandes em diferentes partes do corpo. Ele emitia uma luz forte, e parecia que iria fritar aquele soldado também. Ele ria numa voz bizarramente eletrônica, e quando viu os dois noxianos à sua frente, mexeu os tentáculos em suas direções, lançando lasers rosas em suas direções. Darius se esquivou, mas Swain não. Ele foi atingido em sua perna direita, onde há anos atrás fora quebrada e reconstruída por LeBlanc, e em seu peito. Ele caiu no chão, e Beatrice pareceu cacarejar para ele e para o grande monstro.
O soldado que estava prestes a ser fritado, se levantou e correu, e o monstro grunhiu. Ele mergulhou no chão e simplesmente desapareceu. Darius foi até ele, e descobriu que ele simplesmente tinha sumido, como se tivesse entrado num portal dimensional.
Swain urrava de dor. Seu peito e sua perna sangravam. Ele respirou fundo, e tentou se levantar. Darius foi até ele.
– Jericho! Você está bem? – perguntou, preocupado.
Enquanto isso, o Soldado Que Não Foi Fritado abraçou as pernas enquanto sentado no chão, e, com os olhos arregalados, começou a se balançar, como se estivesse amedrontado.
– O-O que você acha? – perguntou Swain ironicamente. – Me ajude a levantar.
Swain colocou o braço no ombro do amigo, e foi carregado até o acampamento, com o peito sangrando e a perna também.
A pergunta seguinte seria: que ser era aquele?
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