League of Legends: A História Não Contada
9 Arco II - Tryndamere - A Vingança

Arco II — Tryndamere
Capítulo 4 — A Vingança
Já faz três meses desde que deixei Asmer e me tornei o monstro que sou... E até agora, nada... Aquele homem, simplesmente desapareceu... Ninguém o conhece. E a cada dia que passa... Sinto que estou me tornando menos... Humano.
Tryndamere que havia abandonado a região da Montanha Branca, após obter o poder que tanto desejava, se encontrava agora ao noroeste das terras de Freljord.
Afastado de tudo e todos, por onde acabou de deixar um vilarejo de esquimós, que nada sabiam sobre o Homem do Sangue, aquele que lhe causou a ruína de sua vida e de sua alma.
– Três meses... E nada... – Pensava Tryndamere, enquanto caminhava sobre o mar congelado, há anos petrificado pelo frio de Freljord, rumo à floresta que havia do outro lado.
– Aah... Que fome! – E foi então, que Tryn ouviu a voz de uma criança.
Enquanto o Bárbaro Demoníaco caminhava pelo gelo, viu uma criança esquimó pescando em uma poça d’água, sentada sobre o gelo e segurando sua vara.
– Você! Criança! – Gritou o Bárbaro.
– Anh?! – O menino olhou para trás, apavorado com a imagem do homem de olhos flamejantes. – Demônio!! Socorro! – Berrou.
– Cala a boca! – O garoto tentou correr, mas Tryndamere o pegou antes com a ponta de sua espada, que o segurava pela gola do blusão. – Você viu um homem encapuzado, que cheira a sangue?! VIU?! –
– A-a... E-eu... – Mas o menino gaguejava, apavoradamente, quase entrando em estado de choque.
– DIGA!! Ou corto sua garganta! – Ameaçou.
De repente, daquela poça d’água, surgiu um gigantesco gorila de pelagem índigo e reluzentes olhos da mesma tonalidade. E essa criatura agarrou o Bárbaro pelos ombros e o lançou a três metros no gelo, deslizando como um objeto sem vida.
– GRAW!!! – Berrou a fera.
– Cesar! – Gritou o menino com um sorriso no rosto. A criatura pega o menino pela gola da roupa e o põe em suas costas, enquanto grunhe para Tryndamere.
– Isso é... Um Yeti ? – Pensou Tryndamere, olhando a fera. – Mate-o! Mate-o! – Dizia a voz vinda da espada. – Vou matá-lo... Você não é útil para mim... –
O homem avançou na direção do poderoso Yeti, que foi capaz de agarrar a lâmina da espada com as mãos e jogar Tryndamere, para o outro lado do lago. Porem... As mãos do Yeti queimavam, enquanto sangravam, mas a criatura afundou as mãos sobre o gelo e arrancou uma enorme pedra, que atirou contra o Bárbaro.
Tryndamere correu na direção da pedra que voava em seu caminho e deslizou por debaixo dela, enquanto em seguida, rolou e saltou, cravando sua lâmina no gelo e partindo o lago em pedaços... Fazendo com que eles ficassem em blocos de gelo, flutuando sobre um mar extremamente gélido.
– Hm...! – Tryndamere sorria malignamente. – Você congelará até os ossos! – E ele salta para o próximo bloco e vai avançando na direção do Yeti.
– Calma, amigo... Vamos conseguir, não tenha medo! – Disse o garotinho nas costas do poderoso Yeti.
Quando Tryndamere se aproximou o bastante, o Yeti recebeu um corte no ombro, mas foi capaz de agarrar o Bárbaro pela cabeça e o bater contra o gelo, que trincou-se.
E usando as duas mãos em conjunto, desceu em uma poderosa marretada com os punhos fechados, que fez o gelo quebrar-se e Tryndamere ser enterrado no lago congelante.
O garotinho e seu companheiro, Cesar, saltaram a tempo para outra plataforma de gelo, enquanto os pedaços de gelo se dissipando pelo mar.
– Acho que conseguimos, amigão. – Disse o garotinho, alisando seus pelos, fazendo-o um carinho na cabeça.
Mas... De repente...
Uma explosão faz com que o mar se erga e as plataformas sejam arrastadas pelas ondas, enquanto Cesar segura-se nas bordas do gelo com força, seus olhos vêem um demônio no ar.
Tryndamere se ergueu das profundezas submersas do mar congelante, irradiando chamas vermelhas, enquanto a água que foi erguida caía como chuva sobre o garotinho e seu Yeti.
– MORRA!!! – Berrou o Bárbaro, quando desceu rodopiando sua lâmina como um tornado.
– GRAW!! – Cesar agarra o menino e o atira com toda a força, lançando-o para a borda da floresta congelada que cerca o lago.
– CESAR!!! – Berrou o menino ao ser lançado.
Assim que o garotinho caí na borda do lago, já tocando o solo da floresta, ele vê seu amigo ser afundado no mar pela giratória da lâmina.
– NÂO!!! CESAR!! – Berrou a criança, enquanto as lágrimas escorriam de seus olhos desesperados e o mar tornava a se apaziguar novamente.
E desse mar de gelo, saí um homem incapaz de ser detido... Tryndamere submerge caminhando, enquanto a água ferve ao seu redor, trazendo o Yeit em sua mão esquerda, sendo arrastado aos pelos de sua cabeça.
– É isso que acontecerá... – Tryndamere larga o bicho, próximo ao garotinho que em choque. – Com aquele que me causou essa cicatriz... –
Tryndamere saí caminhando floresta a dentro e deixa o garoto chorando, berrando desesperado sob o corpo de seu amigo... Que não mais respirava, que sangrou até morrer, antes de congelar.
O garotinho, olha por cima do ombro e vê aquele homem indo embora, enquanto tudo morre ao seu redor...
– Você! – Tryndamere para de caminhar, quando recebe uma bola de neve na cabeça e então olha por cima do ombro. – Um dia! Escuta bem! Um dia irei atrás de você...! E nesse dia... – Ele rangia os dentes de raiva, enquanto seu punho sangrava de tanto que era pressionado. – Nesse dia, vingarei a morte do meu amigo Cesar! –
O Bárbaro sorri de forma sarcástica e então continua sua caminhada, ignorando completamente o menininho que fica ao relento, chorando e odiando aquele homem com cada fibra de seu corpo.
Eu nunca quis matar aquele Yeti... Mas quando eu estou lutando, é como se... Como se eu só vivesse para isso. A espada... Ela estava me consumindo e logo, eu não seria mais capaz de pensar por mim mesmo.
Cidade após cidade, terras após terras, confronto após confrontos, Tryndamere já estava cansado de ficar viajando sem a menor pista de onde encontraria aquele homem.
E após mais algumas semanas caminhando sem rumo, Tryndamere ouviu relatos de um homem que cheirava a sangue... Não restava duvidas, era ele, tinha que ser.
E assim, o Bárbaro Demoníaco partiu rumo ao Sangue, seguindo ao sul dessa vez... E então, acabou que por retornar a floresta de Sherwood.
– Hm... – O lugar lhe trouxe lembranças... Lembranças que a espada não gostava que ele recordasse. – Continue! – Ordena a arma. E então, seu portador volta a caminhar rumo ao Homem do Sangue.
Só para não correr o risco, Tryndamere passou longe da casa de Asmer, pois não gostaria de assassinar aquele foi seu único companheiro, um dia...
E após mais algumas horas de caminhada, o homem encontrou um rastro de sangue na neve e então a seguiu. A trilha continuava por folhas, galhos, arbustos, cada vez mais iria se diluindo na neve, mas o rastro terminou em um local que só poderia ser o esconderijo do Homem do Sangue...
– Como ousa...! – Rosnou Tryndamere.
O rastro terminou cerca de cinco quilômetros do antigo palácio da rainha Avarosa: O gigantesco Reino de Gelo.
Assim, o Bárbaro disparou em frenesi direto para aquele local abandonado há séculos, onde nem mesmo fez questão de esconder sua presença, já que destruiu o portão de ferro da entrada leste do local.
– Apareça, covarde!! – Gritou ao adentrar o palácio e chegar até o jardim petrificado. – Está com medo?! SAIA COVARDE!! –
De repente, um homem trajado com um sobretudo encapuzado, preto, saiu da escuridão das sombras de um dos corredores que cerca o jardim.
– Já faz muito tempo... Rei Árabe. – O homem permanece a oito metros de distância de Tryndamere, que está trajado com um sobretudo que esconde sua lâmina demoníaca.
– Para mim são dias! – Rosnou Tryndamere. – Eu terei minha vingança!! – Berrou.
– Não seja tão insolente, Bárbaro. – Disse em um tom pacifico e ameaçador. – Eu o permiti viver, da ultima vez e saiu apenas com essa cicatriz... Se me enfrentar novamente, você morre. –
Tryndamere arranca o sobretudo e demonstra a lâmina do demônio em seu braço, enquanto seus olhos são tomados pelas chamas cerúleos.
– Dessa vez, você conhecerá o Inferno antes de morrer! – Gritou Tryndamere.
– Hm... Essa espada?! A Espada do Dragão Negro. Onde a conseguiu? Entregue-a para mim! – E por um instante, o homem parecia um pouco... Preocupado.
– Oh é claro! Você a terá... Encravada em seu coração!! –
– Que seja... Isso não me matará mesmo. –
Tryndamere avançou furiosamente em direção ao homem encapuzado, empenhando sua arma como um louco que golpeia para todos os lados. Mas o guerreiro é sagaz e desvia de cada golpe desferido, apenas caminhando para trás e curvando seu corpo.
– Não pode me machucar. – Disse o homem que era da mesma estatura que Tryndamere, enquanto a lâmina bate no chão e seu alvo salta em um mortal, para trás. –Porem... Eu quero sua espada. – E de dentro de seu manto, uma espada de lâmina e cabo vermelho rubro, como sangue, de lâmina grossa é empenhada com a mão direita... Uma mão de garras, uma mão não humana.
– Mas o que é você?! – Perguntou Tryndamere.
– Hm... – E a coisa sorri. Demonstrando apenas duas esferas vermelhas na escuridão de seu capuz.
O Homem do Sangue avança contra o Bárbaro, golpeando em uma velocidade que Tryndamere não era capaz de acompanhar e por isso, mesmo bloqueando, ele foi atirado ao chafariz que se destruiu em pedaços.
– Eu o avisei... Não pode me vencer. – Disse o ser encapuzado.
– GRA!! – Tryndamere rosna como uma besta, enquanto chamas rodeiam seu corpo e ele ergue-se, e se lança em cima de seu inimigo rodopiando como um pião.
Infelizmente... Bastou apenas um golpe da lâmina, para jogar Tryndamere pelos ares e outro para criar uma segunda cicatriz, em diagonal em seu peito.
– Aah... Por que...? Por que não consigo derrotá-lo?! – Ele pensava, enquanto se erguia novamente.
– Hm! – O homem pisoteia a cabeça de Tryndamere. – Eu disse... Que morreria ao me enfrentar novamente. – Ele rodopia a arma em seus dedos, então, a põe de lâmina para baixo e desce para fincá-la ás costas do Ex-Rei.
– Eu falhei... – Pensou Tryndamere.
Entretanto, a lâmina do encapuzado é desviada e acaba que por ser cravada no solo do jardim, enquanto isso, Tryndamere aproveita para dar um contra-ataca e se reerguer, obrigando Sangue a saltar em recuada.
– Mas... O que? – E então, ele vê, uma flecha ao lado de seu pé e quando olha para trás, um jovem arqueiro de cabelos loiros e olhos verdejantes estava em prontidão próximo a entrada do jardim. – Asmer! –
– Demorei muito... Mas te achei meu amigo. E já que não posso fazê-lo desistir desse poder amaldiçoado, pelo menos, posso fazer com que obtenha sua vingança! – Gritou Asmer, sorrindo.
– Hm... – Tryndamere sorri, enquanto retorna os olhos furiosos para Sangue.
– Então é assim? Precisa de ajuda para enfrentar? – Perguntou.
– Asmer... Eu... Não sou mais o homem que conheceu... – Ele responde por cima dos ombros, enquanto ouve os passos do Arqueiro se aproximando.
– Olha... Depois que isso acabar, devolverá a espada, ta? Não importa o que aconteceu... Temos que manter a espada segura. – Asmer fica ao lado de Tryndamere.
– Hm... Tudo bem. – E quando ele concorda, a espada pulsa e se entrelaça mais forte em seu corpo. – Arg! –
– Hehehe... A espada vai matá-lo, Rei. Ela é amaldiçoada, como seu amigo falou. E eu... Entendo de maldições! – De repente, sua lâmina se quebra em fatias, que vão da maior no cabo, até a menor na ponta da espada. – Já que carrego a Espada Darkin! -
De repente, seu manto foi rasgado pelas enormes asas que surgiram e demonstraram todo o seu corpo rústico, avermelhado como o sangue, e seus perturbadores olhos escarlate.
– Eu conheço você... É um dos lendários guerreiros, de uma antiga conhecida por suas lâminas, Darkin, você é Aatrox! – De repente, os olhos de Asmer ficam apavorados diante o inimigo.
– Hm... Você me reconhece... É raro encontrar alguém que saiba sobre mim. E ultima que encontrei, bem... Ela também não ficou muito feliz em me ver... E foi até aqui, neste palácio! Que eu a confrontei! E a fiz se ajoelhar perante mim! WAHAHAHAHA!! – Aatrox começa a gargalhar maniacamente, enquanto o medo de Asmer se transforma em ódio.
– Maldito!! Como ousar falar assim de nossa amada Avarosa?! –
Tryndamere avançou em direção a Aatrox, enquanto suas espadas se chocaram, as flechas de Asmer cortavam o jardim, atrapalhando o combate do lendário Darkin.
O ar foi tomado de vermelho e o céu trovejava, uma tempestade estaria prestes a cair, enquanto relâmpagos vermelhos cruzavam aquele dia sombrio.
Nenhuma das flechas penetrava o corpo de Aatrox, porem, ele sentia o impacto delas da mesma forma e isso era tudo que o Ex-Rei precisava para obter uma brecha, porem, mesmo assim Tryndamere ainda tinha dificuldade e parecia muito mais machucado e exausto que seu oponente.
–HÁ!! – Aatrox estende sua espada que corta as costelas de Tryndamere e destrói o arco de Asmer, cortando rasteiramente do meio do peito até o ombro.
– Aah...! – Asmer é derrubado. Mas Tryndamere continua atacando, por mais ferido que esteja.
– Chega! – O Darkin agarra o Bárbaro pelo pescoço e o leva para o alto das nuvens, de onde o atira e mergulha com sua lâmina, atravessada no estomago de Tryndamere, destruindo todo o solo em sua queda.
– Não... Tryn...! – Asmer, se força a ficar de pé, enquanto o sangue escorre por seu corpo.
Tryndamere estava estirado no chão, de braços abertos e com seu longo cabelo negro, espalho abaixo de seu corpo sob a poça de sangue que se formava. Aatrox remove sua espada e absorve o sangue de seu oponente, renovando suas feridas.
– Como eu havia dito... Você morre. – Mas Asmer não era capaz de acreditar na morte que ele considerava tanto e mesmo sem arco, pegou uma flecha de sua aljava e correu na direção de Aatrox, onde salta e a finca em seu ombro. – O que pensa estar fazendo? Essas coisas inúteis não podem me ferir. –
– AAAAAAH!!! – Asmer começa a puxar flecha por flecha, e cravá-las ao corpo imortal de Aatrox, que não sente nem a menor espetadas.
– Chega. – A lâmina de Darkin atravessa o estomago de Asmer, enquanto ele vomita sangue, e caí de joelhos após ter a lâmina retirada. – Poderia ter vivido mais... Se não fosse tão... Humano. –
Aatrox dá as costas para os dois inimigos e começa a caminhar para fora daquele local, porem... Quando deu cinco passos, exato, a lâmina do dragão atravessa o meio de seu peito e até ele se surpreende.
Ao olhar por cima do ombro, Tryndamere estava de pé novamente e dessa vez, as chamas em seus olhos eram vermelho vivo.
– Aah...! Aah...! Desgraçado!! Olha o que fez com Asmer!! – Tryndamere rangia os dentes de tanta fúria, enquanto a lâmina subia cada centímetro mais.
– Aaah...! – Aatrox solta um jato de sangue pela boca, enquanto isso, sua lâmina contorna seu corpo e atravessa de costela a costela, Tryndamere, mas ele não para de subir com sua arma. – Por que não para?! Por que não morre?! – Gritou Aatrox.
– Por que...? – Sussurrou Tryndamere. – EU JÁ ESTOU MORTO!! – E assim, ele arranca sua lâmina em um corte e Aatrox... Vira um corpo partido em dois pedaços, verticalmente.
A lâmina de Darkin desaparece como fumaça, o céu retorna ao céu sombrio e a chuva se inicia... As chamas em Tryndamere desaparecem e por algum motivo, a espada já não o domina mais e transforma-se em uma espada de lâmina longa e com curvas ao longo dela. E no lugar que havia o olho do dragão, uma jóia esmeralda surge.
– Asmer... – Ele sussurra, enquanto suas feridas começam a se cicatrizarem.
O Bárbaro corre até seu companheiro e o pega cuidadosamente em seu colo, enquanto os olhos de Asmer se abrem uma vez mais... Com muito esforço, ele consegue emitir algumas palavras.
– Meu... Amigo... Fico feliz que esteja... Vivo... Ma-mas eu acho que não vou poder... Ver minha linda... Ashe crescer... Hehe... Que irônico. –
Tryndamere pega sua lâmina e a põe em suas costas, enquanto carrega Asmer para fora daquele local, indo floresta a baixo.
– Não fale meu amigo... Você viverá para ver muita coisa ainda. – Diz Tryndamere.
O homem que um dia não se importava com ninguém, agora, corria ao longo da floresta para salvar a vida de alguém que lhe era preciosa... E foi quando avistou alguns guardas, que lhe empenharam sua lança, ele gritou: — Levem este homem ao médico agora!! Ele está muito ferido! – E assim, o corpo de Asmer, que foi reconhecido pelos guardas, foi entregue.
– O Rei está ferido! Levem-no imediatamente para o médico!! – E assim, uma equipe de para-médicos chegou correndo com uma maca, para levar o Rei abatido.
– Esse tempo todo... Você era um Rei... – E Tryndamere sorri. – Por que não me disse? –
– E por que deveria? Hehehe... – E Asmer sorri, enquanto é posto na maca.
O Rei Asmer foi levado imediatamente para a emergência de seu reino, onde seria tratado pelos melhores médicos que havia.
E o homem que desejou não ser reconhecido por ninguém, retornou a floresta e voltou ao palácio de Avarosa, onde para sua indignação...
– Não!! – Berrou, socando o chão.
O corpo de Aatrox havia desaparecido e não restava nenhuma gota de sangue no local, o que significa que ele ainda estava em algum lugar por ai, ferido, mas ainda sim, vivo.
Porem, não era hora de partir em uma jornada e sim, de cuidar de um amigo... Tryndamere havia retornado ao vilarejo do Rei Asmer, mas, foi ao chegar lá que recebeu a noticia... – O Rei está morto. – Ele repetiu a palavra do guarda do vilarejo.
– Infelizmente... Ele não agüentou. Sentimos muito. – E com essa noticia, o Bárbaro dá as costas ao guarda e saí caminhando sem rumo, enquanto lágrimas escorriam por seu rosto. – He-hey amigo! Foi você que trouxe o Rei... O que aconteceu? Para eu poder dizer a rainha, como o seu marido faleceu. – Nesse momento, Tryndamere para e olha por cima do ombro, com seus longos cabelos negros caindo sobre o rosto.
– Diga a rainha... Que eu o matei. –
E com isso, os dois guardas do portão, olham um para o outro e não compreendem muito bem o que ele queria dizer com aquelas palavras, já que ele tentou salvar a vida do Rei.
Passo a passo, Tryndamere se afastou o máximo que podia das terras de Freljord e chegou a floresta de Sherwood, onde abriu lentamente a porta da casa de madeira de Asmer. E observando aquele vazio obscuro, de uma casa abandonada que um dia já foi seu lar, Tryndamere fecha a porta, tranca, e põe a chave em um local que Asmer sempre escondia ela.
Assim, o Ex-Rei Árabe viajou até o alto de uma das montanhas que cercava Sherwood, de onde tinha uma visão perfeita do Palácio de Avarosa, do Vilarejo de Asmer e da Montanha Branca no horizonte.
Eu me tornei um monstro... E por isso, perdi a única pessoa que poderia chamá-la de amigo.
E em uma caverna no alto de uma montanha, eu me esconderia...
Irei me fortalecer e um dia, quando eu estiver pronto, irei atrás de Aatrox novamente e nesse dia... Eu lhe prometo. Nesse dia vingarei a morte de Asmer, meu nobre amigo.
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