Notas iniciais
Vamos deixar claro uma ÚNICA coisinha: Eu sou Adrinette.

Mas, depois de ver uma comic de Lukanette eu admito me vi obrigada a escrever uma fic alternativa. Não dá para negar que Luka é um personagem maravilhoso e apaixonante, entretanto eu, realmente, não o shippo de verdade com a Marinette.

Digamos que, eu quis sair da zona de conforto que estou acostumada: shipp's cannon's. Aproveitei para "fazer" um projeto de casais alternativos e, esse é o meu primeiro experimento.

Aproveitem o capítulo!

— FELIZ ANIVERSÁRIO, LUKA! — Anarka e Juleika comemoraram com o garoto de cabelo colorido.

Luka Couffaine estava completando seus dezesseis anos naquele dia. A festa íntima só contava com a presença da mãe e da irmã, e o barco estava todo decorado por dentro. Uma faixa grande com o nome do garoto e com confetes desenhados, os balões coloridos em azul e preto, e a mesa de doces e bolo faziam a decoração. Simples, mas muito importante para o garoto.

As duas mulheres abraçaram o roqueiro, recitando seus votos de aniversário tradicional. Os parabéns, as felicitações e bênçãos estavam sempre presentes em qualquer comemoração familiar.

— Obrigado pelos desejos de aniversário. — Luka agradeceu de maneira sincera. — Eu estou feliz que estejam aqui comigo. — Todos sorriram e se dirigiram a mesa do bolo.

— Então…? — Juleika sorriu tímida, mas curiosa.

— O que foi? — Estranhou.

— É hora de fazer o seu pedido! — Anarka comemorou batendo palmas.

— Certo. — Luka fechou seus olhos e sorriu, metalizando seu pedido. — Eu desejo que todos sejam felizes-… — Sua fala é interrompida pela irmã.

— Não. — Todos a olharam sem entender. — Eu quis dizer um pedido para você. — Parecia desanimada. — Vamos lá, Luka! — Incentivou. — Eu sei que tem algo que você realmente queira.

— Algo que — repetiu vagarosamente a fala da irmã — eu realmente quero?

Luka não pode fazer seu desejo naquela noite, pois ele não fazia ideia do que realmente ele queria. E, gradualmente, isso acabou se tornando seu tormento pessoal.

***

Luka estava parado em alguma rua da cidade parisiense, com o pensamento longe enquanto esperava Marinette. Já havia se passado alguns dias desde o seu aniversário e ele ainda não sabia dizer o que realmente ele queria.

Eu me pergunto o que seria… — Murmurou para si mesmo, olhando o céu. Ainda perdia horas só com isso na cabeça.

— LUKA! — O garoto despertou assim que ouviu uma voz bem familiar o chamando. Ao olhar para o lado ele deu de cara com Marinette. — Desculpa. — Disse ofegante quando o alcançou na calçada. — Estou atrasada. — Respirava de forma pesada, tentando recuperar o seu fôlego.

— Marinette, você está bem? — Perguntou preocupado, olhando a garota que ainda tentava se recuperar. — Calma, não tem problema. Você sabe que eu não ligo em esperar.

— Mas eu não gosto de fazer as pessoas esperarem. — A azulada finalmente falou quando se recuperou da corrida. O roqueiro não sabia, mas Ladybug havia acabado de enfrentar um supervilão, por isso estava atrasada.

— Não tem problema. — Sorriu de forma doce, sendo retribuído por Marinette.

O que você realmente quer?

Luka e Marinette seguiram seu caminho até os Jardins do Trocadéro, onde embarcariam em sua busca por André, o Sorveteiro dos Apaixonados. Era um programa muito bom para ser feito a dois. Uma vez lá, ativaram o aplicativo e começaram a seguir as “pistas” e rastros do homem.

Após pouco mais de uma hora, Luka e Marinette conseguiram alcançar o homem, logo próximo do Teatro da Torre Eiffel, atendendo um casal de moças muito bonitas. Ao ver os dois se aproximando, André sorriu para os amigos.

— Marinette, seja bem-vinda! — Cumprimentou-a de bom grado. — Quem é esse teu amigo?

— André, este é o Luka. Um amigo de escola. — O sorveteiro sorriu e acenou com a cabeça, pois entendia a situação presente ali.

— Vou fazer dois ótimos sorvetes para vocês. — Disse de modo animado e seguiu para o carrinho.

O sorveteiro se sentia um pouco confuso com o sorvete que faria para os dois, pois não parecia achar o sabor correto para aquela mistura de personalidade. Por via das dúvidas, seguiu seu instinto e continuou a insistir no sorvete de Marinette: rosa pêssego como a boca, e menta verde como o olhar. Para o garoto Luka, ele seguiu outro caminho: chocolate amargo com mirtilos para o cabelo, avelã com baunilha para o olhar, para os lábios, sorvete chiclete.

Após pagarem ao doce sorveteiro, o casal seguiu andando com o delicioso doce gelado, enquanto conversavam sobre as mais variadas coisas.

— (…) Então eu escorreguei no leite que derrubei e deixei toda a fornalha de croissants de chocolate cair no cabelo a Chlóe. Pensei que ela fosse me matar! — Ambos riam da situação que a garota havia passado na semana passada. Ainda tomavam seus sorvetes quando se sentaram em um dos bancos da Pont d'Iéna, em frente à Torre Eiffel, quando Marinette olhou o amigo. — Está tudo bem?

— Sim, e-eu estou bem. — Gaguejou. Havia percebido que ele estava aéreo? — Não se preocupe, eu só estou pensando em uma coisa.

— Ah! Eu entendo. — Respondeu sem querer se intrometer.

— Eu queria de fazer uma pergunta. — Olhou Marinette.

— Qual é?

— Se você pudesse desejar qualquer coisa agora, o que seria? — Marinette pensou uma pouco enquanto mordia um pedaço do copinho comestível do sorvete.

— Agora eu — parou para pensar um pouco até ter certeza — gostaria de comer todo o sorvete da França. — Brincou com o amigo, dando-lhe um doce sorriso. E Luka riu da resposta da menina.

— Mas isso deixaria todos os franceses sem sorvete. — Explicou paciente.

— Talvez, sim. — Marinette concordou e olhou nos olhos do amigo. — Mas, há momentos em que é bom ser egoísta. — Disse de forma doce. — Isso não te torna uma pessoa ruim. Pensar em si mesmo, de forma egoísta, às vezes, pode te fazer bem. — A visão de Luka sobre as coisas começaram a mudar. — E você, Luka? O que você iria desejar? — Perguntou inocente, se aproximando do rosto do garoto.

— Bem… Eu… — Luka não podia pensar em uma boa resposta, por estar muito nervoso e um pouco corado com o ato de Marinette e, por ainda não saber seu desejo. — Eu penso que também iria querer o sorvete. — Disse desviando seu olhar para frente, soltando as primeiras coisas que vieram em sua mente para escapar do momento.

Mal sabiam ambos que, Marinette era o sorvete que Luka queria tanto. Inconscientemente, já entendia o que desejava…

***

Vamos, Luka! — O garoto murmurava para si. — Você está pensando nisso há dois dias! — Virou para o lado em sua cama, estava deitado e de braços cruzados. Nem mesmo sua guitarra conseguia fazer ele se entender com a melodia de seu coração. — Talvez, meu desejo seja sobre a música. — Luka observou sua guitarra encostada do outro lado do quarto, mas a única coisa que surgiu em sua cabeça foi… Marinette.

Momentos dos dois surgiam em sua cabeça. O dia em que ela tomou sorvete com ele, junto aos amigos, o dia do Festival de Música, quando ela precisou chorar e foi em seu ombro. Seu sorriso, seu jeito espontâneo e verdadeiro, sua doçura, eram as únicas coisas que vinham em sua cabeça.

Seu coração começou a bater mais forte e a apertar a cada memória da azulada ao seu lado. O roqueiro parecia começar a entender o que estava acontecendo. O que estava desejando para si.

Eu suponho que já sei o meu desejo… — Murmurou vermelho.

Antes que pudesse pensar em fazer qualquer coisa, recebeu uma mensagem de Marinette, que pedia ajuda com uma coisa importante. Adrien Agreste estava em uma longa sessão de fotos no parque próximo à padaria dos Dupain-Cheng, e ela queria a ajuda dele para fazer companhia ao loiro.

***

— Ser modelo parece ser tão difícil. — Comentou enquanto admirava Adrien com seus olhos brilhantes. — Sabe… Toda essa pressão. As poses, roupas, maquiagem e iluminação. — Luka prestava atenção na menina e, olhava o loiro pelo canto do olho.

— Sim, realmente. Muita coisa para prestar atenção e entender.

— Obrigada por vir comigo, Luka. Adrien queria companhia depois de sua sessão de fotos e eu não queria ser a única pessoa a acompanha-lo até a padaria para comermos.

— Seus desejos são uma ordem. — Sorriu para a garota. — Falando em desejos — chamou a atenção da azulada com sua lembrança — eu acho que já sei o que eu desejaria.

— Sério? — Marinette focou sua atenção no garoto, enquanto este viu Adrien se aproximando dos dois. — Pensei que fosse o mesmo do meu, sabe? O sorvete. — Marinette voltou seu olhar para a sessão e viu Adrien se aproximando dos dois. — Ei, Adri-… — Sua fala foi interrompida por Luka, que puxou seu queixo, delicadamente, para si.

“Mas, há momentos em que é bom ser egoísta. Isso não te torna uma pessoa ruim. Pensar em si mesmo, de forma egoísta, às vezes, pode te fazer bem.” — Lembrou-se da fala de Marinette, daquele dia o sorvete, e sentiu-se motivado.

Por favor, deixe-me ser egoísta apenas por um momento… — Murmurou para a garota, que não entendia nada.

Luka encostou sua boca nos lábios cobertos de gloss de morango de Marinette, com um beijo suave e amoroso, deixando-a extremamente vermelha. O selinho não durou mais do que poucos segundos, terminando com um beijo delicado na testa da garota que estava atônita.

Luka olhou para o lado, pelo canto do olho e, nada mais do que dois metros a sua esquerda, estava o loiro. Adrien Agreste estava chocado e perturbado com a cena, além de quebrado por dentro. Seu coração parecia ter levado uma facada, e o dono da faca era Luka. Seus olhos estavam com o dobro do tamanho e estava pálido, ao contrário da azulada.

Ambos os garotos sabiam o que tal ato e olhar significavam. Luka também estava disposto a brigar com Adrien um lugar no coração de Marinette, e seu amor. Os dois amavam aquela garota por tudo o que ela era e queriam que seus sentimentos fossem correspondidos.

Adrien sabia que teria que agir o mais rápido possível, ou perderia sua paixão recém-descoberta pela adorável Marinette. Enquanto Luka, sabia que teria muito que fazer para que Marinette o visse da mesma forma que via o Agreste.

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Notas finais
Se você leu até aqui, não se esqueça de dar o seu feedback. Comenta aí o que você gostou, o que você não gostou.

Eu vou amar ler! ♥

Beijos de luz! ♥♥♥♥♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!