Le Rosey
8 Rutin (Rotina)
Notas iniciais
Eu gostaria de narrar o dia a dia mais acho que seria chato narrar tudo tudo né? Por isso acredito que é bom ter algumas passagem do tempo e focar no que realmente é importante, não que o dia dia de quatro adolescentes cheia de matéria acumulada ou com as provas chegando seja algo entediante, mais é bom passar um pouco o tempo e acredito que uns 06 meses está bom né?
Vamos se dizer que Cathy e Erick estão tentando marcar encontros escondidos, ou melhor não tão escondidos, pois sempre que tentam sair, alguém acha eles e ambos tomam caminhos diferentes, o que acabou aumentando ainda mais a distância dos dois e o aproximação da sombra Anabeth, o que sempre deixava Cathy a ponto de grudar na princesa.
Mais depois voltamos para o casal 20, o que mais preocupava as meninas era que dali dois dias seria o encontro de famílias, que viriam para conversar com os professores, verem seus filhos e conhecer os alojamentos, isso acontecia de 06 em 06 meses, o internato abria as portas para as famílias passarem 3 dias com seus filhos e conhecerem melhor o internato.
— Eu estou apavorada – Amy sabia como sua mãe era e não iria deixar ela em paz, ainda mais se souber que estava fazendo artes e que estava quase entrando no programa de nutrição, ela sabia que esses três dias seriam os piores, pois tinha muita coisa acontecendo e não queria sua mãe perto de Cathy.
— Amy, relaxa, não tem como sua mãe saber que sou uma princesa, ela só vai saber que eu tenho dinheiro, pois afinal de contas sou sobrinha da Rainha de Russou e uma posição de duquesa, calma amiga, já te falaram que você parece que vai ter um ataque? – Cathy sabia do pavor de Amy, mais não podia deixar que sua amiga passe por 3 dias com sua mãe sem surtar ou de fato ter um ataque, por isso resolveu revelar meia verdade, isso será o bastante para a mãe de sua amiga dar um descanso para a mesma.
— Mas ela vai te encher de perguntas, querer saber da sua tia e ...
— Já avisei a rainha Amy, fica calma vai tudo dar certo, vem vamos dormir ou amanhã estará cheia de olheiras. – E com isso puxou Amy para deitar com ela como sempre fazia quando a mesma tinha pesadelos com a mãe, o que deixou ela ainda mais atenta e não deixar sua amiga sozinha nesses três dias.
Logo amanheceu e tudo parecia uma loucura, todos os professores estavam esperando nos portões para levar os pais em grupos, o internato era imenso, mais tinha uma ala só para familiares o que seria bom, pois se os pais das meninas tivessem que dormir com elas ia ser algo muito ruim...
Maggie
— Mamãe
— Olha se não é minha pequeno prodígio, venha cá me dar um beijo minha filha – Maggie não queria admitir mais sentia sua falta, sua mãe por mais doida que fosse, sempre fora sua confidente e sentia falta disso, mais assim que percebeu que sua mãe estava sozinha logo perguntou sobre seu pai e sua irmã.
— Cadê o papai e a desajuizada da minha irmã?
— Bom seu pai tinha que ficar na empresa e sua irmã, já faz um mês que não sei dela, já que a mesma entrou para uma faculdade de tecnologia e disse que está atolada em trabalhos o que faz eu pensar seriamente em sair daqui e ir lá verificar em qual confusão ela se meteu agora – Sua mãe sabia que sua filha mais velha tinha aprontado, mais não poderia resolver agora pois sabia que se não viesse ver sua caçula só teria essa oportunidade novamente, daqui 6 meses e quem viria era seu pai e assim ambos tinham um tempo só deles com sua adorada Maggie.
— Acho que ela está bem mamãe, mais venha, você deve estar cansada, temos muito que conversar e você precisa conhecer minhas amigas e todo o internato e...
— Maggie, Senhora Vandermult? – Não, Não, definitivamente isso não estava acontecendo, não agora, eu vou matar o Afonso, concordamos que ele iria esperar a minha mãe se instalar para que eu pudesse conversar com ela sobre nosso namoro, não que ela pudesse opinar já que eu era de maior, mais ela ia me encher a paciência como sempre fazia com a minha irmão com relação de camisinhas, coração partido e pior sexo, isso só pode ser um pesadelo...
— Madeline, querido, senhora me faz me sentir muito velha e o jovem rapaz seria quem?
— Um amigo mamãe, que já esta de saída né Afonso?
— Pare de ser indelicada Maggie Vandermult, não fora essa a educação que seu pai e eu te demos.
— Desculpa mamãe
— Senhora, quer dizer Madeline eu só vim dar um oi para a sua adorável filha e espero podermos almoçarmos mais tarde, minha mãe adoraria conhecer mais dos meus “amigos” é claro e a sua presença fará ela se sentir ainda mais encantada.
— Um belo cavalheiro, pode deixar querido que iremos almoçar com vocês sim, só preciso deixar minhas malas e conversar mais um pouco com a minha filha, foi um prazer te conhecer
— O prazer foi todo meu, com licença – E com isso me deu um beijo no rosto e saiu para procurar sua mãe, eu definitivamente vou matar Afonso e onde estava Sophia que disse que iria me ajudar a mantê-lo longe até que eu conseguisse conversar com a minha mãe...
— Querida, a um dia atrás eu estava quase acreditando no que sua irmã falava
— O que?? Como? O que aquela desmiolada falou??
— Que você não gostava de homens – Minha mãe falou isso com uma naturalidade, que me engasguei e ela precisou me acudir pois realmente estava chocada com tal informação
— Que horror mamãe, não é porque eu não saia com todos os homens que aquela doida sai ou que tentava me jogar que faz eu não gostar de homens, mais por que me disse isso...
— Minha querida você nasceu de mim, acha mesmo que eu não sei que esse jovem rapaz é o seu namorado? Faça me favor, as vezes você me subestima demais – E com isso saiu resmungando que eu sou péssima em mentir ou esconder as coisas e me deixou atordoada no lugar sem conseguir me mexer _ Vai ficar ai me olhando abobalhada ou vai me mostrar o alojamento, sei que se não fizer isso eu posso procurar seu namorado e fazer ele me contar o porquê vocês estão mantendo esse relacionamento em segredo e... – Antes que ela terminasse a frase eu já estava em movimento pegando sua mala e levando ela para o dormitório, pelo visto meus três dias vai ser um pouco agitados, que Deus me ajude.
Sophia
Maggie vai me matar, Maggie vai me matar, eu estava com esse mantra enquanto ia para o estacionamento encontrar meus pais ou quem sabe quem viria, quando não pude segurar o Afonso e o mesmo foi em direção dela para se apresentar para a sogra. Juro que tentei distrair ele, mais se eu ficasse mais um pouco, as pessoas iam achar que eu estava com ele e isso não seria bom. Mas acho que ela sobrevive, eu também estava preocupada com a Amelie, a Cathy se encarregou de ficar com ela, mais quem tomaria conta das duas...
— Sosinha!! – Ai meu coração pulou de alegria quando escutei meus pirralhos me chamando, eu sei que é maldade chamar eles assim, mais eu amo eles tanto, mesmo eles terem sempre me irritado.
— Meus amores, que saudades. – Nem percebi que estava chorando, até de fato sentir as lágrimas eu sentia falta deles e isso fez meu coração pular de alegria, quando olhei para cima vi que minha mãe me olhava com saudade, sei que havia ficado magoada com ela, mais sentia muito a sua falta, minha mãe sempre foi minha melhor amiga e sempre passava horas me escutando quando algum garoto partia meu coração ou vice versa.
— Mamãe – Ela nem esperou eu falar mais nada, foi logo me abraçando murmurando milhões de desculpas e dizendo que estava com muitas saudades. _ Eu te perdoou mamãe, sei que fui muito ruim com vocês, mais já passou, agora estou bem e também estava com saudades de você, mas cadê o papai?
— Bom tiramos no impar ou par para vir e como sempre eu tenho sorte ele vai vir daqui 06 meses na próxima reunião de encontro, mais vamos conversar no caminho, preciso deixar essas malas, nunca pensei que viajar com seus irmãos sozinha, fosse tão cansativo eu estou exausta e vou querer saber de tudo, desde as aulas e das suas amigas que a sua irmã não para de falar delas... – Como senti falta da minha mãe e só fui perceber mesmo agora com ela aqui o quanto eu sentia falta dela. Ela continuou falando sobre como estavam as coisas em casa e pediu para que eu falasse o que estava achando do curso, mal sabe ela que eu estava fazendo vários outros cursos juntos e até que não estava achando de tão ruim administração já que tinha Maggie e Cathy junto comigo para me dar total apoio.
— Mãe você vai adorar as meninas, não vejo a hora de apresentar elas para você
— Eu também não, seus irmãos falam muito delas em casa
— Sim Sim esses pestinhas já roubaram o coração delas
— Hey, não somos pestinhas
— É verdade, somos uns anjinhos
— Deixa os anjos saberem disso!! – Falei junto com a minha mãe e começamos a rir, enquanto encaminhávamos para a lanchonete comer alguma coisa.
Cathy
Amy vai me deixar doida com essa visita da mãe dela, nossa eu nunca vi ela assim, ou melhor só quando eu sumo, mais ainda sim, acho que a mãe dela não vai ser tão ruim e eu não vou deixar ela falar nada que possa machucar minha amiga.
—Amy, vamos, os pais já estão chegando acho que é melhor descermos, ainda temos que encontrar as meninas.
— Não vou conseguir, sei que ela é minha mãe, mas ela é horrível e eu não consigo
— Larga mão de besteira, eu já falei que não vou sair do seu lado, eu não vou receber nenhuma visita e não vou deixar você sozinha com ela, agora vamos. – Terminei de ajudar ela amarrar a fita no cabelo e sai puxando-a pra fora, quando percebi que ela não iria sair correndo, afrouxei o aperto e engatei meu braço no dela, seguindo para o estacionamento, pois a essas horas a mãe dela já deve ter chegado.
_ Meninas? -Parei quando escutei a voz do Erick, achei que ia demorar para ver ele, mais ao que parece Alá resolveu brincar com a minha vida agora e assim que nos viramos, lá estava ele com a Rainha e com quem eu achei que não veria tão cedo, por isso saiu só como um sussurro... _ Anne (Mãe)?
— Oh meu Deus, Cathy, não vai me dizer que é a sua mãe? – Amy parecia tão em choque como eu, mais continuou sussurrando para que ninguém escutasse essa informação e atraísse olhares curiosos. Só então percebi que estava chorando, pois a ultima vez que vi minha mãe ou falei com ela foi a 3 anos atrás no baile de aniversário de Erick que consegui ficar uns minutos com ela em uma sala, eu sentia tanta saudade dela, mais mesmo assim não conseguia me mexer e aposto que se não fosse Amy me segurando eu já teria desabado, vendo meu estado, Erick rapidamente se aproximou me abraçando e sussurrando no meu ouvido.
— Minha princesa, respira, logo você vai atrair olhares curiosos, vamos ali no banco você respira e depois eu levo a rainha para o seu dormitório para conversarem, mais acredito que queira dar um abraço nela antes disso não – Eu assenti deixando ele me conduzir até o banco, mais mesmo em choque não soltei a mão de Amy, pois sei que ela poderia se aproveitar da situação e fugir.
— Eu estou bem Erick, pode deixar, segura a Amy para ela não fugir, eu vou me comportar – E sem mais esperar eu abracei a mãe de Erick primeiro para não levantar suspeitas.
— Vossa Majestade, como senti saudades e vejo que trouxe a Rainha de Anatólia para conhecer o internato, devo dizer em nome de todos que sentimos lisonjeados pela sua visita rainha. – Eu fiz uma breve reverência para ambas e muito educadamente abracei minha mãe, já que para todos os efeitos não temos nenhum parentesco, o que é engraçado já que nos parecemos muito, só um idiota para não reconhecer meus traços no dela, o que acho que foi muito arriscado essa exposição, mais infelizmente já fizeram e por mais que eu tenha amado a ideia dela estar aqui, ainda acho super arriscado.
— Oh minha querida, como está linda, sinto sua falta – Tão antes ela disse isso, já nos separamos e quase voltei a chorar, quase se não fosse o Erick me mantendo firme, mais antes que eu pudesse falar qualquer coisa uma voz aguda chamou a atenção de todos e nem precisei olhar para a Amy para ver que ela estava mais vermelha que um pimentão.
— AMELIE GUTIERREZ, COMO ME FAZ ESPERAR HORRORES ENQUANTO FICA AQUI DE CONVERSA COM ESSAS PESSOAS E – Antes que Carmem, fizesse ainda mais escândalos e chamasse ainda mais atenção ou que Amy saísse correndo ou cavasse um buraco, me desvencilhei do braço de Erick e cheguei perto da mesma interrompendo tudo que ela pensava em gritar para ofender minha amiga.
— Senhora Gutierrez, mil perdões pela demora, é que precisava apresentar minha amiga para a Rainha de Russou e para a Rainha Anatólia, pois o príncipe Erick de Russou é nosso amigo e fez questão de apresentar a sua mãe e a majestade de Anatólia – Carmem ficou sem graça, mais ainda sim eu via o que Amy sempre me falava, aquele brilho psicótico de poder e antes que qualquer um pudesse fazer algo a mesma fez reverencia e se aproximou da filha dando um beijo nela e segurando a mesma pela cintura.
— Desculpa os meus maus modos, majestades, eu havia chegado faz tempo e achei que minha adorável filha havia se esquecido de mim e como estava morrendo de saudades da minha filha prodígio fiquei eufórica, mais como pude ver minha filha está bem assistida nesse internato e com excelentes amigos pelo que pude ver e um namorado?
— Mãe, pelo amor de Deus, não me faça pagar vergonha alheia, o príncipe Erick é comprometido com a minha amiga Cathy não é Erick? – Minha mãe e a mãe de Erick, entenderam exatamente o que temia que Amy sofria com uma mãe psicótica, mais acharam graça de como tudo se desenrolou e eu ia responder o que? Negar isso, só iria aumentar ainda mais a confusão e só agora me arrependi amargamente de não ter optado para seguir Maggie ou Sophia.
— Claro Amelie, meu coração tem dona desde o dia em que essa jovem camponesa sobrinha de minha mãe caiu de paraquedas em meu palácio e vi que minha vida não teria espaço para ninguém – Eu continuava em choque, pois o filho da mãe estava se aproveitando da situação e o pior é que eu estava gostando e pior ainda eu sabia que era verdade mais ainda sim queria matar ele por causa de Anabeth e por me fazer ciúmes constantes, como viu que eu continuava muda minha mãe tomou frente, ainda se divertindo com a situação.
— Querida Amélia, acho melhor nos despedimos das jovens e irmos para nosso dormitório, pois estou exausta da viagem e depois podemos marcar um almoço para conhecer melhor todos os seus amigos príncipe querido, mais acho que sua mãe e eu devemos descansar por ora...
— Claro, Claro, vocês precisam descansar e eu vou acompanhar Amy e a senhora Carmem para se acomodar e depois marcamos alguma coisa né Amy?
— Sim sim, vamos mamãe, temos muito que conversar, você vai adorar saber como está meu curso né? – A mãe de Amy, ainda não estava contente por não poder aproveitar o que sempre sonhou, mais resolveu assentir e fez uma reverencia para as rainhas logo olhando de mim para Erick, ainda em duvida se realmente éramos um casal e não contente expos isso em voz alta e por um segundo pensei que seu eu desse um fim na mãe de Amy estaria fazendo um bem a sociedade.
— E vocês dois? Não irão se despedir também, até onde eu sei um casal apaixonado e jovem não se desgrudam e vivem aos beijos. – Eu corei na hora me xingando Alá por me meter nessa, mais Erick estava adorando, esse cretino, e se aproximou nunca tirando os olhos do meu e me deu um beijo simples mais que fez meu coração encher de borboletas e querer mais e mais. Meu Deus, o que esta acontecendo comigo? Meu primeiro beijo com ele, foi na frente das nossas mães, agora sim quem queria cavar um buraco era eu, mais antes que eu fizesse alguma coisa, fiz uma reverencia para as rainhas e puxei Amy e sua mãe para a direção oposta, ignorando todos os olhares e me desligando da voz de Carmem, ou melhor fazendo um mantra de que não poderia matar a mãe da minha melhor amiga e rezando para que esses dias eu tivesse com a minha sanidade intacta...
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