Le Rosey

26 Geçmiş ve Bugün (Passado e Presente)


Notas iniciais
Oi kızlar Tudo bem? Vim hoje para postar esse bônus para vocês

Cathy

15 anos atrás

Eu estava assustada e talvez com um pouco de medo, sim eu estava com muito medo. Eu não sabia o que estavam falando, só escutava a palavra morte e depois eu fiquei um tempo sem poder fazer nada e nem me mexer e agora estou escutando vozes novamente, como se eu tivesse morrido. Espera? Eu morri, sério? Eu sobrevivi aquele acidente para morrer de sabe se Deus como, pois eu não lembro, eu queria lembrar, mas eu não lembro.

—Acho que ela está acordando – Acordando? Da onde, será que Deus vem recepcionar suas novas aquisições, pessoalmente? Espera! Essa voz não era de nenhum anjo, era... Droga, eu não consigo recordar, minha cabeça está uma bagunça.

—Querida, consegue me ouvir ? – Essa voz eu reconheço, até se eu perdesse a memória, é a mamãe, então eu não morri, mais por que, eu não consigo abrir os olhos? _ Abre os seus olhos no seu tempo, minha princesinha, agora se tiver me escutando aperta minha mão para sim. – Bom, isso eu consigo fazer e apertei, depois disso eles comemoraram, e continuaram com as perguntas, até que em um determinado momento, eu consegui abrir meus olhos, me deparando com um quarto em tons pasteis e reconheci alguns rostos no quarto, mamãe, papai, tia Amélia, mais o que estava acontecendo? Eu não lembro, eu tento, mais minha cabeça dói muito.

— O que... O que aconteceu?

—Minha princesinha, eu sei que você é nova para entender e quando for um pouco mais velha irá nos compreender, mas você se recorda do acidente que quase nos matou? – Eu estava ficando com receio e confusa, mais assenti. _Bom, pessoas muito ruins, tentaram te machucar, por isso nós fingimos que você morreu de verdade para te proteger e agora quero que preste muita atenção, no que a mamãe vai falar. – Por algum motivo eu estava chorando, talvez seja medo, ou pavor, acho que pavor poderia ser o certo, por mais que eu ainda não entendesse direito esses sentimentos, só o que o meu pai me ensinava quando eu lhe perguntava.

—Você irá ficar aqui na casa da Tia Amélia, até a gente descobrir quem está tentando te machucar, porém, ninguém vai poder saber que é uma princesa, nem os empregados da casa e de agora em diante você será só a Cathy de Russou, sobrinha da tia Amélia, está entendendo meu amor? – Entendendo eu estava, por mais que eu só tivesse 06 anos, eu sabia que se eles estavam fazendo isso, era para o meu bem, porém o que eu não compreendia, era porque alguém queria me matar. Só isso que eu não estava compreendo, mais assenti mesmo assim, fazendo uma pequena nota mental de quando eu aprender a ler certinho, pesquisar mais sobre a minha família e pensar no porquê alguém me queria morta.

—Vovó?

—Não meu amor, nem a sua vó poderá saber que está viva

—Tudo bem

—Como está se sentindo?

—Estou confusa, acho que com medo e um pouco cansada, como se não tivesse dormido, mais em algum lugar no meu subconsciente me diz que eu já dormi

—Oh meu amor, eu vou chamar o médico para te passar um calmante natural e você poderá descansar, quando acordar, vai se sentir melhor – E com isso ela me deu um beijo, enquanto um médico que eu não conhecia me dava alguma coisa e depois só lembro da escuridão.

Enquanto a Catherine ou Cathy dormia, os pais dela conversavam sobre sua segurança e de como eles estavam fazendo o certo e protegendo sua única primogênita, mais a dor que Vitória sentia por ter que se afastar de sua filha era imensa, por isso ela não deixou o quarto até ter que realmente sair. Enquanto isso em outro dormitório ali perto, a rainha Amélia explicava aos seus filhos a nova situação e sabia que eles iriam colaborar e proteger a princesa de todo mal.

—Mamãe, então Cathy vai ser como nossa irmã?

—Isso meu filho e assim como seu irmão cuida de você, eu quero que você cuide dela também, e juntos possam dar o apoio que ela irá precisar por ficar longe da mamãe e do papai dela. – Erick estava confuso ainda com toda a história, mais pelo tom de sua mãe, ele sabia que não era brincadeira e que teria que ajudar a cuidar da sua melhor amiga, por isso depois das explicações, ele fora para o quarto dela e sentou ao seu lado, fazendo carinho em sua cabeça que nem ela fazia quando eles estavam fazendo piquenique com seus pais.

—Eu poderia passar o dia inteiro assim, se eu não estivesse com muita fome – Cathy riu, pois sabia que tinha assustado o príncipe, mais logo ele se acalmou e pulou da cama lhe dando a mão para que ela o seguisse. Ela sabia que ainda estava um pouco zonza, mesmo assim se levantou quase caindo.

—Cathy, você está bem?

—Estou, só acho que me fizeram dormir demais (risos), vamos, estou com fome e você pode me ajudar a chegar na cozinha, aposto que Bete fez algo delicioso para nós – E assim com a ajuda do seu melhor amigo ela conseguiu chegar na cozinha, o que fez com que a senhora Bete, se assustasse por ela estar de pé e não em seus aposentos como fora a orientação médica.

—O que você está fazendo de pé menina? Era para estar de repouso

—Se eu ficar naquela cama, mais um segundo, eu vou virar a própria cama e eu estou morrendo de fome. – Com isso a cozinheira começou a rir, mais ajudou ela a se sentar na cadeira, separando algumas frutas para ela comer, enquanto ainda não tirava o bolo do forno, que por sinal o cheiro estava maravilhoso. Após ela comer a salada de frutas, ela estava se sentindo bem melhor, por isso começou a brincar com o seu melhor amigo, enquanto eles aguardavam ansiosos o bolo e ajudavam a Bete a fazer a cobertura, mais a alegria não durou muito pois estavam atrás da mesma preocupados.

—Pequena Cathy, como sai assim sem avisar ninguém? – Amélia falava com ela super preocupada, enquanto Vitória se escondia, com medo de acabar ela mesmo chamando atenção da pequena princesa.

—Desculpa tia, é que estava com muita fome e o príncipe Erick me acompanhou até a cozinha, estávamos ajudando a Bete com a cobertura do bolo.

—Tudo bem minha pequena, mais não se esforce está bem?! Obrigada Bete

—Imagina vossa alteza, esses dois anjinhos, não me atrapalham em nada, pelo contrário, dão vida para essa cozinha – E com isso voltaram a brincar, enquanto Vitória, rapidamente explicava a situação para a sua cozinheira de plantão, que seria sua aliada para cuidar da jovem, enquanto estivesse com eles no palácio.

Atualmente

—Cathy?

—Oi Emy, tudo bem?

—Comigo sim, mais você não parece estar se sentindo muito bem, está pálida – É eu deveria estar mesmo assim, minha pressão deve ter caído, tudo por que eu estava lendo um dos meus diários que contava como foi que eu fui parar no palácio de Russou e lembrar do passado, fez com que uma ferida que demorou anos para cicatrizar, se abrisse novamente, só esperava que não voltassem os pesadelos, pois eles eram horríveis.

—Eu estava lendo alguns diários, ontem eu vi na mesa da Sosso o meu diário dos desejos e resolvi cutucar uma ferida já fechada.

—Como assim? – E com isso ela entrou totalmente no meu quarto, se sentando ao meu lado na cama, enquanto eu dava espaço para ela se encaixar em meu colo, para eu pudesse fazer carinho nela.

—Eu sempre tive mania de escrever e quando eu fui para Russou, minha mente ficou uma bagunça e eu tive medo de que isso fosse alguma sequela do acidente, por isso eu escrevia por detalhes, tudo que eu fizesse no meu dia, para que se um dia eu esquecesse eu tivesse algo para me lembrar e foi na mesma época que começaram os pesadelos e eu acordava todo noite aos berros, até que depois da terceira noite o Erick simplesmente se mudou de quarto, pois segundo ele, assim eu não me sentiria sozinha e não teria mais pesadelos.

—Sério? Que romântico

—Naquela época não nos gostávamos assim, ele tinha ficado responsável para me proteger de todo mal, assim como o irmão mais velho dele nos protegia quando arrumávamos confusão e esse sentimento de proteção e amizade foi se moldando no decorrer dos anos, que foi da onde descobrimos o amor que sentíamos um pelo outro. – Ela estava tão concentrada que nem percebeu quando alguém deu uma leve batida na porta. _Pode entrar. – E com isso o jovem Richard entrou, ainda meio hesitante, era engraçado o quanto a Emily fazia o rapaz passar vergonha.

—Achei você Emily, por favor não me deixe mais sozinho com aquele homem – Eu estava confusa, mais pela risada de Emy, ela devia ter aprontado alguma.

—Bom, você queria saber a história de Narok e nada mais justo o secretário real de Narok te contar ué – Com isso eu ri, pois sabia que ele adorava contar histórias e deve ter alugado o rapaz por um bom tempo.

—Por Deus Emy, não seja cruel com o seu ficante ou ele irá desistir de você. – Com isso os dois ficaram vermelhos, por isso emendei _ Acho melhor vocês dois definirem logo o que tem, pois não podemos chegar em Anatólia e apresentar o Richard como seu ficante (risos), sua mãe enfarta e a vovó então vai desconjurar até a minha última geração – E com isso despachei os dois para fora, enquanto eu guardava meus diários e me arrumava para dar uma volta pela cidade, acho que hoje eu preciso espairecer.

— Onde vai rainha? – As vezes eu sinto falta da Cathy, pois ela podia sair sem que ninguém ficasse em cima dela, só os seguranças de longe.

—Preciso dar uma volta e gostaria muito de fazer isso sozinha, somente com os guardas de longe, por favor – Senti que o secretário ainda estava hesitante, mais poxa, cadê o crédito, já faz dois anos que sou rainha e nada até agora acontecer, poderiam me deixar um pouco livre de vez em quando, estou me sentindo muito sufocada.

—Tudo bem Majestade, mais os guardas de perto vão se manter a paisana

—Tudo bem – E com isso sai pelos portões reais, andando pelas ruas, cumprimentando a todos que vinham me ver, seja para falar Boa Tarde, ou para só me dar um beijo, claro que tinha os mimos, principalmente das lojas de comida que sempre me davam uma guloseima para experimentar. Nessas horas que agradecia a genética de não engordar, senão eu estaria definitivamente parecendo uma bolinha (risos)

—Majestade, Majestade – Uma jovem menina me chamou atenção, ela não deveria nem ter 06 anos e estava toda suja e descabelada, tal situação me chamou muito atenção e a olhando bem, ela me lembrava quando tinha a sua idade e havia sofrido aquele acidente.

—Oi pequena, onde estão seus pais?

—Eu não tenho majestade, moro aqui na praça e me alimento com as comidas que alguns comerciantes me dão, mais hoje não consegui comer, será que a senhora poderia comprar algo para mim comer. – Dito isso eu senti minha pressão cair e se não fosse os guardas que vendo minha mudança se aproximou de mim, eu teria caído.

—Está tudo bem majestade?

—Está sim Ruan, foi só minha pressão que caiu, me ajude a sentar naquele banco e traga aquela jovem comigo e peça para que alguém compre comida para ela, algo fácil e frutas, águas por favor – Vi que a menina me seguia de perto com um olhar assustado, por isso me livrei de Ruan e chamei ela para se sentar comigo. _Não tenha medo criança, venha sente-se aqui comigo, meus guardas irão trazer comida para você – Vi que os olhos dela brilharam com a palavra e logo ela se sentou e começou a contar de sua vida. Órfã de mãe, que morrera no parto e seu pai que era um zelador local, faleceu de câncer a uns 7 meses e desde então ele vem se escondendo do conselho tutelar, pois algumas crianças de rua, falaram que eles trancavam crianças sem pais e ela tinha muito medo, o que me partiu o coração, pois ela acreditava mesmo nisso, por isso após ela comer um pouco de tudo que Ruan trouxe, eu mandei que buscassem meu carro, para que eu pudesse levar ela comigo e pedi que uma costureira fosse para o palácio com vestidos e roupas de menina.

06 Anos atrás

—Erick, diz para sua mãe que eu não quero festa

—Mais Cathy, são 15 anos, precisa de festa, toda garota sonha com a festa de 15 anos – Isso, toda a garota que tem os pais, de que adianta eu fazer uma festa de quinze anos, se não poderei dançar com o meu pai, tendo em vista que eu não existo para o mundo, somente em segredo.

—Eu não quero Erick, não quero – E com isso descontei minha frustração nele, saindo do salão pisando duro, esbarrando em nossa cozinheira Bete, no processo e só parei de correr quando cheguei no lago e pela sexta vez naquela semana eu chorei, chorei por tudo aquilo que venho guardando desde que cheguei lá com 06 anos. Nem vi que a hora passou, quando senti Tia Amélia se sentando do meu lado, me abraçando.

—Desculpa querida, eu não deveria ficar insistindo nessa festa, é que sua mãe me fez prometer que iria convencer você a fazer a festa.

—Mais não posso tia, não posso, como vou ter uma festa se nem ao menos poderei dançar com o meu pai, eu amo muito o tio Vicent, mais essa valsa é importante para mim e não posso curtir uma festa, sendo que na teoria eu não existo, entende?

—Eu entendo meu amor, eu entendo e peço desculpas por abrir feridas fechadas – E com isso voltei a chorar, logo sentindo outra pessoa me abraçando e quando olhei para cima vi o Erick sentado do outro lado, me acalentando, que desabei novamente, nem vendo minha tia saindo do lago, só reparei quando ele conseguiu me acalmar.

—Me perdoa por brigar com você?

—Claro meu amor, agora vamos, que você esta horrível toda inchada

—Meu Deus príncipe herdeiro, não se fala isso para uma dama

—Sou sincero (risos), vem, vamos lá concertar esse seu rosto e comer chocolate que logo seu humor estará de volta. – E antes que ele pudesse prever eu o joguei no lago que por descuido meu, ele me puxou junto, e com isso todos os meus problemas por ora estavam esquecidos.

Atualmente

—Porque você está fazendo isso?

—Porque assim que eu te vi, eu me vi em você e meu coração sentiu que eu deveria fazer isso – Eu ainda não sei o que me levou a levar essa criança para casa, mais meu coração nunca falhou antes e não vai ser agora que irá falhar, por isso, enquanto eu ajudava ela no banho e falava com uma das amas para separar as coisas, eu senti que estava fazendo a coisa certa. _ Venha minha pequena, eu vou cuidar de você – Com isso voltei com ela pro quarto, enquanto tinha vários vestidos espalhados na minha cama de vários tamanhos, ela olhava tudo admirada e assim que assenti ela escolheu um azul.

—Boa escolha, agora vamos ver se serve?

—Sim, sim sim (risos) – Nos divertimos experimentando varias roupas, que por fim, ficaram perfeitas nela, sem precisar fazer muitos ajustes, após acertar tudo com a costureira, chamei o secretário real para conversar, enquanto deixava a jovem Larissa na sala de TV, com a Emily e o Richard que se encantaram de primeira com ela.

—Preciso que descubra tudo sobre o pai dela e como seria para que eu adotasse ela, também quero que reúna o conselho de Narok, quero conversar sobre a situação das crianças de ruas e agende no orfanato também, pois quero ver a qualidade que essas crianças estão morando, por favor – Dito as ordens, chamei a Emily num canto. _ Olhe ela por favor?

—Claro Prima, onde você vai?

—Marquei uma reunião sobre as crianças de rua e pedi para ir visitar o orfanato, quer ver como estão cuidando dessas crianças

—E o que vai acontecer com ela?

—Vai ser sua afilhada, pois eu pretendo adotar ela

—Ual, mais espera, você já falou com o Erick?

—Droga, eu me empolguei e não falei, será que ele não vai querer – Eu me deixei levar pelo momento, e esqueci de falar com o meu noivo, meu Deus.

—Respira, ele vai gostar da ideia, mais mesmo assim ligue para ele, acho que ele vai preferir escutar de você do que de alguma matéria de jornal – Eu assenti, logo indo dar um beijo na Larissa e dizendo que voltava logo, corri para o meu quarto para pegar meu celular e tentar falar com o Erick, que graças a Deus me atendeu.

(_Oi amor, tudo bem?)

—Está sim amor, mais eu preciso te falar uma coisa, não sei como você vai reagir, sei que agi por impulso e pode ser uma loucura o que eu fiz, mais eu segui meu coração e sei que é a escolha certa e...

(_Cathy, eu não estou entendendo nada)

—Hoje eu conheci uma menina de 06 anos, que mora na rua e bom ela não tem ninguém e fisicamente ela lembra muito eu quando cheguei em Russou e bom sabe...

(_Você a levou para casa e pretende adotar ela?)

—Como?

(_Amor faz exatamente 15 anos que eu te conheço e sei exatamente o que você pensa)

— O que você acha?

(_Seu coração nunca errou e eu vou adorar ter uma filha ou vários filhos com você, eu te amo Catherine)

—Eu também te amo, príncipe herdeiro, assim que possível te mando uma foto dela, agora preciso ir para minha reunião

(_Tudo bem amor, vai lá, eu preciso terminar meu trabalho, pode deixar que logo, logo estarei ai)— E com isso, me troquei rapidamente, colocando uma roupa confortável, encontrando os comerciantes que formam o conselho, já me aguardando na sala de reunião, pedi que só me tirassem de lá se fosse algo com urgência, fora isso eu queria que ninguém me importunasse, pois a reunião iria se estender pelo resto da tarde.

Notas finais
O que estão achando? Sinceridade, por favor Se quiserem algum bônus de alguma menina, me avisem que eu faço, acho que vou fazer um para cada, para vocês conhecerem mais as meninas e o passado de cada uma delas Bom me despeço por aqui e lüften , comentem se gostaram