Le Rosey

29 Gerçek hayat berbat (A vida real é uma droga)


Notas iniciais
Mais um fresquinho para vocês

Eu iria esperar mais um pouco para poder contar isso para vocês, mas como preciso despachar o príncipe para o internato para as provas finais, não irei poder esperar muito para fazer o esclarecimento dos diários, por isso aqui vai.

Erick

—Amor, estamos agora sozinhos, a Larissa está dormindo, podemos conversar? – Sabia que ela iria tentar mudar de assunto, por isso que tentei ser firme, mais ter ela sentada no meu colo, acaba tirando minha concentração.

—Que tal você esquecer pra que veio aqui e só aproveitar que estamos sozinhos no quarto – E com isso voltou a beijar meu pescoço, dando leves mordidas no lóbulo da minha orelha o que era extremamente excitante e se ela continuasse com isso, eu não iria poder mais responder por mim.

—Amor, não quero que nossa primeira vez, seja uma rapidinha de uma noite, já falei que você me fez esperar até agora, então vamos fazer valer a pena. Agora, vamos, me conte o que está acontecendo

—Tudo bem, você venceu, mais não custava tentar, vem comigo vou te mostrar o que eu achei – E com isso ela me levou para a biblioteca, mais antes disso ela chamou o John também, pois já que ele estava vigiando ela também iria querer saber.

—Vocês dois não era para estar dormindo não? Já passo das 23hrs

—Eu queria estar fazendo outras coisas, mais meu noivo não quer, só quer saber o que estou escondendo – John, começou a rir da minha cara, pois aposto que fiquei vermelho, a Cathy, literalmente não tem filtro mesmo. _Bom, teve um motivo sim para que eu pudesse voltar a ler meus diários, pois eu li toda a confissão do Duque e quando nós o sequestramos ele nos disse que não era só ele que me queria morta, por isso não ia adiantar matarmos ele e eu fui atrás disso. Liguei para o Pavel para saber se ele lembrava da época dos atentados e ele disse que sim e que como era padrão, eram feitos relatórios diários sobre isso, por isso aquele livro dourado que você quase pegou hoje Erick. – Com isso olhei para ela, enquanto ela ia na prateleira para pegá-lo e me entregar, o que fez o John, se aproximar também, folheamos rapidamente, vendo que eram todos sobre os atentados a rainha e os atentados após o nascimento da Cathy.

—Por que você não nos contou sobre isso?

—Eu queria ter certeza de tudo antes de alarmar vocês, por isso que esse ano vou para Anatólia, pois preciso ir atrás de alguns seguranças da época, pois tem alguns relatórios que não batem e como eu tive vários atentados, era normal que ninguém lessem eles e foi por esse motivo que ano passado eu não passei as festas com vocês.

—Como assim? Você não tinha as obrigações aqui?

— Isso eu sempre vou ter, mais eu poderia ter ido, porém eu tive medo de voltar e não conseguir me manter neutra diante da situação, faz um ano e meio que descobri que além do Duque e dos atentados da vovó Cecilia com a mamãe, havia mais uma pessoa que me queria morta e eu não sei quem é, então resolvi me manter afastada, pois tive medo que alguém tentasse machucar vocês novamente, por isso me dediquei em peso em Narok, para poder descobrir aquilo que ninguém sabe.

—Rainha, isso foi perigoso, não podemos te proteger se você ficar ocultando as coisas de todos e a sua segurança?

—Não se preocupe John, o Ruan, sabe de tudo, ele veio a mando de Pavel, para ser meu guardião pessoal, ele queria vir, mais ficamos com medo, dele vir e levantar suspeitas, por isso ele mandou o Ruan e desde então ele vem me ajudando em tudo – Não pude impedir de sentir um pouco de ciúmes nessa parte. _ Relaxa amor, eu só tenho olhos para você, não precisa de ciúmes

— Eu não estou com ciúmes

— imagina, dava para ver a placa em neon escrito não gostei desse Ruan (risos)

—Mais como andam as investigações?

—Eu parei, por um tempo, pois mexer nos diários está muito difícil

—O que me leva a considerar, que você deveria me entregar eles

—Não posso Erick, eu até queria não ler, mas eu preciso, eu preciso enfrentar esses medos, pois só lendo eles que eu vou entender, o que eu estou deixando passar.

—Então não leia o de 15 anos, espere para lermos juntos, tudo bem?

—Eu sei, eu não queria ler ele também, ele vai abrir a ferida ainda maior

—Cathy, estamos todos com você, quer que eu o procure, para saber se ele sabe de algo?

—Por enquanto não, eu espero que não precise saber dele, que só no diário eu consiga achar o que estou deixando passar, mas obrigada John. – Eu sabia como iria ser doloroso para ela reler esse ultimo diário, mais eu vou respeitar a decisão dela, mas o que me deixa ainda mais frustrado é por que? Porque isso não acabou ainda, achamos que íamos ter paz, mais se ela está remexendo nisso é por que. . .

—Catherine, você está sendo ameaçada? – Ela se afastou de mim, indo para a Janela, foi quando troquei um olhar preocupado com o John, pois ele pensava a mesma coisa que eu.

—Por que não nos contou Cathy?

— Eu não queria que vocês ficassem, igual estão agora, eu queria resolver isso sozinha, não queria que tudo voltasse a ser como antes a ponto de terem que forjar novamente minha morte, eu não aguento mais isso – E com isso ela desabou a chorar e corri ao seu encontro, amparando ela, mais dessa vez nem cantando a cantiga resolveu, por isso deixei ela chorar, enquanto o John, analisava os cadernos novamente.

—Cathy, onde estão as ameaças? – Ela só apontou para uma pasta vermelha na mesa, no qual o John fora analisar

—Não da para rastrear, já tentei

—Irei leva-las comigo tudo bem?

—Pode levar, não quero isso aqui onde alguém possa ver – E com isso voltou a chorar no meu ombro

—Meu amor, vai ficar tudo bem, iremos resolver isso, agora se acalme, já te disse que você não fica com uma cara boa quando chora – E com isso ela deu uma risada e tentou me bater, mais escutamos um barulho, por isso fomos atrás para descobrir o que era, com o John na frente em forma protetora.

—Mamãe, mamãe

—Oi minha princesa, o que aconteceu? Está tarde para estar ainda acordada

—Eu tive um sonho ruim, não quero dormir sozinha – Cathy a pegou no colo, indo em direção a cozinha, enquanto me deixava com John

—Iremos investigar isso, quando voltarmos para o internato, e reveja toda a segurança dela, não quero nenhum guarda que não seja de confiança perto dela John

— Eu vou procurar o Ruan e pedir para ele me atualizar de tudo, quem quer que esteja ameaçando ela, vai pagar muito caro, pois ninguém mexe com a minha menina – Olhei para ele agradecido e fui em direção da cozinha, encontrando as duas comendo sorvetes, mais olhando para mesa vi quatro potes, mas somos em três

—Hey, vai ficar na porta mesmo?

—Emily? O que faz acordada?

—Bom, é uma rotina, vir comer sorvete 1h da manhã, sempre faço isso com a Cathy e pelo visto hoje cheguei tarde

—Começamos agora, a Larissa teve sonho ruim, então estou animando-a com a nossa rotina

—Essa é das nossas – E com isso, elas me chamaram para comer também, e por mais que ela tentasse disfarçar eu via a preocupação em seu olhar, mais nada se comparava pelo brilho de agora ter uma filha, o que me fez esquecer um pouco os problemas e imaginar daqui alguns anos quando ela quiser adotar outra criança ou até mesmo ter uma, ela será linda grávida.

Cathy

Após despachar o John e o Erick para o internato eu sabia que nada seria a mesma coisa, como por exemplo meus seguranças estarem ainda mais rigorosos com a minha segurança, o que me irritou profundamente e como eu não estava em um bom dia, pois discuti com o Erick, pois ele queria que eu contasse para os meus pais da ameaça e eu achava melhor manter em segredo até eu saber com quem eu estaria lidando.

—Ruan, eu te peço se vocês querem que eu confie em vocês, precisam me dar espaços

—Mais rainha

—Não tem mais e nem menos rainha, eu não quero ser vigiada 24h por dia, eu estou bem e quero continuar bem, então parem de agir como aqueles dois que despachei agora, eu preciso da minha liberdade

—Mais e quanto as ameaças

—Deixe-as, eu não quero chamar atenção, se vocês continuem agindo assim, quem quer que esteja fazendo isso, vai desconfiar e ficar ainda mais cauteloso, por isso por favor, me deem espaço

— Tudo bem majestade, porém você vai ter que me aguentar então 24h por dia e não tem negociação, ou será eu, ou você terá um batalhão te protegendo

—Tudo bem, tudo bem, você realmente foi treinado pelo Pavel – E com isso ele riu, o que me fez fazer uma nota mental de xingar o mesmo quando eu voltar para casa, pois ele conseguiu me mandar uma cópia dela, até no jeito irritante _ Agora vamos, ou a Larissa, vai achar que eu fugi e ainda prometi ir fazer compras com ela. – Com isso voltamos para o palácio, o que como previsto ela já me aguardava ansiosa, para podermos ir as compras de fim de ano, além de claro comprar alguns brinquedos para ela, pois no palácio não tinha muitas opções, além das bonecas que encontramos perdidas em um baú.

—Vamos mamãe, vamos

—Vamos minha princesinha, porém espere um pouco que irei assinar uns documentos com secretário, ai teremos o dia livre para as compras – Com isso deixei ela com a Gloria que disse que tinha sobremesa na cozinha e fui para o escritório para assinar alguns documentos, porém fui parada por um rapaz da entregas.

—A rainha essa carta chegou para você – Eu estava com receio, mais peguei, logo mudando o percurso e indo para a biblioteca, fechando a porta logo após o Ruan entrar

—Você acha que é outra ameaça rainha?

—Não sei, mais prefiro não as abrir em público – E com isso ele pegou a carta para abrir e depois de ler, vi que ele não queria me dar por isso peguei a carta para ler.

“A Adoção lhe caiu muito bem rainha, mais estou decepcionado pelo seu noivo ter aparecido e você não ter contado para ele ainda de mim, logo irei mandar um presente para a nova princesa”— Eu estava irritada, por isso peguei o primeiro vaso que vi na minha frente e taquei na parede

— Como ele pode estar tão perto e eu não saber quem é?

—Rainha, mais ele não sabe que o príncipe sabe, então talvez ele não tenha tanto acesso como nós imaginávamos – Isso teve minha atenção, sim ele acha que o Erick não sabe, o que me da uma vantagem sobre ele e além de ter me feito bem, por não querer vários seguranças na minha cola.

—Você acha que ele pode fazer mal a Larissa?

—Acho que ele não se sujeitaria a isso, sabendo que isso te atingiria diretamente, além de chamar muita atenção, mas eu aconselho que a princesa tenha um segurança ou uma ama, para ficar com ela em tempo integral

—Escolha por favor uma mulher, nada contra homens, mais acho que a Larissa, vai se sentir mais a vontade com uma mulher

—Entendo perfeitamente rainha, irei ligar para o Pavel relatar e pedir que ele mande minha irmã para ficar como responsável da princesa

—Sua irmã?

—Sim, ela é formada em defesa pessoal, além de ter aulas de tiros com o Pavel e ela é nova, vai se dar bem com a princesa e acredito até mesmo com você, pois tem a mesma idade, se isso não for um problema é claro

—Logico que não, assim eu posso descobrir como te tirar da minha cola (risos), brincadeira, agora vamos, eu tenho que assinar uns documentos e fazer compras

—Tem certeza de que quer sair?

—Ruan, acha mesmo que umas cartas, vai me fazer ficar em casa?

— Temia que dissesse isso, vamos – E com isso sai em direção do escritório para assinar os documentos, sobre as festas que teriam essa semana e logo subi para o meu quarto me trocar, porém antes de sair eu coloquei minha faca no meu suporte por debaixo do vestido, pois eu iria me sentir mais segura se eu tivesse essa segurança comigo.

—Vamos meu amor, vamos gastar e comprar vários presentes

— Vamos – E com isso seguimos para o centro, onde ela se divertiu encantando a todos e escolhendo os presentes de acordo com o que eu falava para ela de todos e olha que foram todos escolhidos a dedo, quando chegou no meu ela disse que já havia combinado com o Erick que ele iria levar ela para escolher, o que me deixou curiosa, mas deixei passar, passei também em um estúdio e fizemos algumas fotos além é claro comprar um relicário com a nossa foto e prometendo que assim que chegássemos no palácio eu colocaria a foto do Erick do ouro lado.

Depois quando ela adormeceu, pedi para os seguranças levarem ela para o palácio, pois eu tinha que visitar os dois orfanatos que tínhamos aqui, para verificar como estava a administração e ajudar eles nas melhorias.

—Majestade, me acompanhe, irei te mostrar o orfanato – Uma senhora muito simpática, me atendeu e me mostrou, tudo além de claro uma lista de coisas que ela já havia solicitado no reinado anterior e não fora atendido.

—Sandra, poderia me levar para o escritório? Acho que deixei o celular no carro e eu preciso entrar em contato com o secretário de Narok – Com isso vi que o Ruan, mandava alguém buscar meu celular no carro, enquanto íamos para o escritório, com a lista que ela havia feito e mais uma que eu anotei, enquanto ela falava.

— Majestade o seu celular?

—Obrigada Ruan, pode se sentar Sandra, irei fazer só uma ligação rapidinho, você teria alguém que pudesse ficar aqui na sua ausência por algumas horas?

—Tenho sim Majestade, irei avisar ela, enquanto você fica a vontade

—Obrigada! Pietro tudo bem aí?

(_Sim rainha, a jovem Larissa, ainda está dormindo, então pedi que Glória ficasse com ela para ela não acordar assustada)

—Obrigada, Pietro preciso que contrate um mestre de obras para o orfanato Hopes (Esperanças), pois ele precisa de algumas reformas, quero também que entre em contato com a empresa que faz as entregas de alimentos e que aumente a entrega e a variedade de mercadorias, irei sair com responsável por eles e comprar roupas, brinquedos, calçados e uma árvore de natal, me mantenha atualizada — Com isso desliguei e voltei minha atenção para Sandra que entrava com uma moça de meia idade.

—Cassia, essa é a rainha

—Majestade

—Olá Cassia, você poderia por favor anotar num papel a idade de todas as crianças, nomes e tamanhos, por favor, irei com a Sandra fazer algumas compras – E com isso a mulher rapidamente, estava anotando, ainda sem acreditar e se pudesse até choraria, o que de fato ela fez, o que me deixou desconcertada.

— Desculpa majestade, mais eu sou uma dessas crianças eu passei o que elas passam e ver que existem pessoas como a senhora que ainda se importam conosco, e que vão melhorar o mundo delas, por mais que toda essa situação seja difícil, já faz com que esse coração calejado ainda tenha esperanças

—Não precisa se desculpar, eu não posso nem imaginar a dor que vocês sentem, pois por mais que eu tenha sido criada longe dos meus pais eu ainda tive muito amor do reino em Russou e pode ter certeza que todos os projetos que eu começar o rei Christopher, irá manter juntamente com a minha irmã e mesmo quando eu for para Anatólia, ainda irei manter a assistência em Narok

—Obrigada Majestade, agora iremos para de te alugar (risos) – Com isso saímos com a Sandra, para fazer todas as compras, o que para alguns pode ser chato, mais para mim era um prazer poder ajudar, ainda mais que recuperamos o dinheiro em Narok e estamos muito bem financeiramente falando, irei aproveitar e fazer os orfanatos não serem mais uma casinha escura.

—Não tenho nem palavras para agradecer, tudo que está fazendo majestade

—Não precisa agradecer, eu que te agradeço por cuidar daquelas crianças – E com isso tive uma ideia e liguei para a Emily

—Fala prima

—Está ocupada?

—Estou tentando convencer a sua filha que ervilha é gostoso (risos), por quê?

—Eu quero enfeitar o orfanato para o natal, mais não quero contratar alguém para fazer isso e queria mostrar para a Larissa que não é nenhuma casinha escura

—Nós topamos, Richard, vamos sair se arrume – Meu Deus, minha prima vai acabar assustando o namorado dela, como ele ainda está com ela eu ainda não sei, mas acertei com ela o horário e voltei minha atenção para a Sandra.

Notas finais
E aí O que estão achando ? Espero que gostem