Le Rosey
34 Geçmişi gömmek! (Enterrando o Passado!)
Notas iniciais
Amelie
Porque é sempre a Sosso que recebe as mensagens da Cathy? Por que ela não nos manda também? São tantas perguntas, porém muitas ainda sem respostas e para ajudar ou piorar a mãe da Sophia não está bem também, ou seja, estamos no olho do furacão, com um caos sendo deixado por onde ele passa.
—Amy? Amor, está bem?
—Vou ficar bem quando a Cathy voltar, no máximo estou me sentindo melhor, já consigo me levantar, sem que sinta qualquer tontura
—Eu estava preocupado com você, eu achei que nunca mais iria te ver
—Eu tive medo também, mais comigo lá eu sabia que a minha irmã estava a salvo e agora, só Deus sabe onde ela está e para ajudar eu fui dopada ida e volta, então não tem nem como eu falar que posso ter uma noção da onde eu estava.
—Amy, não é sua culpa, nunca mais ache que é sua culpa e se a Cathy estivesse aqui também estaria brigando com você por estar se sentindo culpada.
—Eu sei, mais se eu tivesse ouvido você e não ter insistido em sair aquele dia
—Não tinha como prever
—Tinha sim, era só vocês terem nos contado a verdade e não deixado a gente ir
— Amelie, a gente falando ou não falando, ele teria dado um jeito de te pegar se ele tinha a intenção de atingir a Catherine
—Mais poderiam ter nos protegidos melhores. AGORA MINHA IRMÃ ESTÁ, SABE-SE DEUS ONDE E NINGUÉM PODE FAZER NADA – Eu sabia que estava sendo injusta, sabia que todos estavam dando o seu melhor para nos manter a salvo e ao mesmo tempo em achar a Cathy, mais no momento eu estava com muita raiva, por isso sai do quarto batendo a porta, enquanto caminhava sem rumo, rezando para ninguém me fazer perguntas.
Por Deus, como de uma infância conturbada eu passei para uma fase adulta problemática?! Ou Deus não me ama mesmo, ou ele está tentando provar alguma coisa para mim ou até mesmo para ele mesmo, pois não é possível. Primeiro tive uma infância que precisava me casar com um cara muito rico, para sustentar minha progenitora, depois como se fosse para brincar de destino eu viro melhor amiga de uma princesa e de quebra me apaixono por um príncipe. Ah e como se não bastasse tudo isso, a minha adorável mãe me chantageia, o que a fazer ser presa e a rainha resolver me adotar, me fazendo oficialmente uma princesa rica e futura rainha de um pais que vim a conhecer só por que fui obrigada.
—Amelie?
—Oi Erick, não vi que aqui estava ocupado, me desculpa
—Não precisa se desculpar, eu vim aqui fora para espairecer e pelo visto não fui o único – E como se eu tivesse vendo ele pela primeira vez, vi o quanto ele estava abatido e cheio de olheiras, que nem me dei conta que de todos, ele era o que mais sofria por tudo isso.
—Posso?
—Claro
—Eu briguei com o Christopher, não quero voltar lá para dentro
—Eu entendo, eu briguei com o meu pai também (risos)
—Então estamos fugindo?
—Quase isso
—O que estava lendo?
—O Diário da Cathy, para ver se conseguia encontrar alguma brecha do local onde ela pudesse estar
—Posso ver?
—Não sei Amy, eu não quis ler, ela é muito detalhista e o que fizeram com ela nessa época fora horrível, não sei se ela iria gostar de saber que só dois sabemos de tudo que ela passou – Por um momento eu hesitei, mais se isso fosse ajudar de alguma forma a encontrar a minha irmã, eu estava disposta a arriscar.
—Vamos Erick, nós dois somos o que restou para tentar achar ela — Ele hesitou um pouco, mais me entregou, logo encarando o nada, como se para tentar esquecer tudo que ele leu, por isso quando eu comecei a ler, tive vontade de fechar o diário na hora, pois a Catherine, realmente detalhou todos os abusos que ela sofrera nos 16 dias que ela ficou sequestrada, o que me fez ter pena dela, mais ao mesmo tempo a vi o quanto ela era forte e mesmo após tudo que ela passou, ela ainda colocava a vida de todos acima da dela. _ E ela ainda está inteira e sempre forte...
—Sim, e eu só brigava com ela por se colocar a vida de todos acima da dela, em nenhum momento eu pensei no que ela sofreu nessa época. Ela nunca me contou
—As vezes ela não queria que você a olhasse diferente se soubesse o que ela passou.
—Mais isso não mudou agora e não mudaria lá trás
—Nós não sabemos Erick, nós passamos por muita coisa, naquela época você poderia ter tido um pensamento diferente
—Talvez, mais ainda sim, sinto por não ter ajudado psicologicamente falando
—Mas podemos ajuda-la agora
—Como? Ela não fala nada ai que possa ajudar – Eu levantei e fechei o diário, logo ele me acompanhando, confuso pela minha mudança
—A Cathy é a escritora e eu a pintora esqueceu?
—Não estou compreendendo Amy
—Nós nos apegamos a detalhes Erick, detalhes que para muitos passam despercebidos, e a Cathy é rica em detalhes, porém para desenhar eu preciso de papel, quem sabe eu desenhando o local que ela descreveu com metáforas em alguns trechos, eu não ache o local para onde ela possa ter sido levada. – E foi ai que o Erick entendeu, logo me puxando para correr para o palácio em direção a biblioteca. Ignorei os guardas que nos olhavam com um misto e emoções e sentei na mesa logo sendo seguida pelo olhar por todos.
—Temos uma pista, mais a Amy não sabe descrever, porém sabe pintar e isso pode nos ajudar – E nas próximas horas eu passei a desenhar com detalhes todo o lugar que me mantiveram presa e depois alguns locais que a Cathy descreve no seu diário, o que levou eles a um casarão abandonado fora da cidade, que tinha como dono Edgard Alforrie. Ou seja¸ tínhamos uma esperança e uma pista.
Vitoria
Eu estava exausta fisicamente e psicologicamente, quando acho que a minha vida irá começar a melhorar, alguém vem e me derruba. Eu não tinha mais forças para lutar, eu não tinha mais forças para perder minha filha várias e várias vezes.
—Vih? Ai minha amiga, não fica assim por favor
—Eu não consigo Mia, eu não tenho mais forças para ficar perdendo toda hora a minha filha, isso esta me deixando exausta e não consigo mais nem levantar dessa capela – E era verdade, estava ajoelhada desde ontem aqui no altar de Tanrı, e não havia comido nada, mais isso não me animava em nada, já que eu não sentia fome, eu não sentia mais nada.
—Você precisa, nós agora não temos só a Catherine, nós temos a pequena Larissa e a jovem Amelie, as duas precisam de você e precisam de nós inteiras, para ajuda-las.
—Como posso olhar para elas, se não consigo proteger nem minha própria filha
—Se quer proteger a Cathy, você precisa reagir, como você acha que ela irá ficar se você estiver numa cama doente minha amiga, somos rainhas agora e não mais adolescentes ou mães de primeira viagem, temos que ser fortes e temos obrigações, não podemos cair.
—As vezes queria ser igual você, mais não consigo
—Consegui sim Vitória, agora eu não estou mais sendo boazinha, estou mandando você levantar, tomar um banho, se alimentar e ser a rainha que o povo e sua filha sabem que você consegue ser. – E com isso ela me jogou um copo de água o que na hora me irritou e me fez levantar, logo parando e rindo como uma tonta.
—Eu mereci essa (risos), mais nunca mais faça isso
—Por favor, parecia um homem e não a mulher que aprendemos a ser
—Você tem razão, vamos, me ajude, por que eu falei sério que não tinha forças, estou desde ontem ajoelhada aqui – Ela me chamou de velha, mais me ajudou e rapidinho, chegamos no meu dormitório, que graças a Deus ninguém nos parou o que deu tempo de tomar um banho decente e vestir uma roupa adequada de rainha. Quando estava pronta para sair a pequena Larissa entrou no meu aposento.
—Vovó, vamos na cidade, a tia Reese, disse que as pessoas querem me conhecer – Eu via o brilho que ela tinha no olhar e por isso sorri e assenti, logo ela estava me abraçando e Amélia na porta concordando que era o melhor que podemos fazer no momento.
—Vamos princesa, precisamos pedir para alguém separar uma roupa bem bonita para você e a vovó vitória precisa se alimentar também, antes de ir. – E com isso as duas saíram, para se arrumar, enquanto eu descia para a cozinha, comer algo, antes de sair, porém eu ouvi meu marido na sala conversando com Reese.
—Eles tem certeza do local Henrique?
—Não sabemos Reese, só iremos na sorte, pois é a única pista que temos
—Acharam ela?
—Querida?
—Desculpa, eu estava indo para cozinha comer, acharam minha filha?
—Não sabemos ainda, a Amelie fez uns desenhos, de acordo com o diário e eles acharam uma propriedade que se enquadra e irão fazer o reconhecimento
—Que Tanri possa proteger nossa filha – E com isso, como se para me lembrar que eu não posso passar tanto tempo sem comer, eu desmaiei, só não chegando no chão, por que meu marido me pegou em seus braços. Porem acho que fora rápido, pois logo fui recobrando a consciência, enquanto eles falavam
— Ela comeu?
—Como?
—Eu a mandei comer, pois ela estava em jejum – A sim que a Amélia falou, resolvi demonstrar que “ela” estava acordada já.
—Ela está bem, só desmaiou porque esqueceu de comer
—Vitória, que susto você nos deu
—Desculpa, eu estava indo comer, só me distrai – E com isso olhei para Henrique, que já se aproximava com uma cesta de frutas e pães
—Coma minha rainha, não pode ficar muito tempo sem comer, você nos deu um baita susto. – E mesmo com todo caos ao nosso redor, Henrique sempre vai ser meu porto, o amor da minha vida e por ele que eu vivo todos os dias e não vejo a hora de tudo isso passar para contar para ele que mesmo no caos, ainda fomos abençoados com mais um herdeiro. Mas por ora prefiro manter sigilo, somente Mia sabe, pois ela já passou por isso duas vezes, o que me admira a Reese não ter percebido ainda.
“Eu demorei para dar os detalhes que vocês estão curiosos para saber, eu sei, mais é que relatar o sequestro de 15 anos é uma lembrança muito ruim que não queria trazer a tona assim, para que a minha querida rainha Catherine, não desmoronasse, porém está na hora de vocês entenderem o que de fato ocorreu, por isso vou fazer um jogo de passado e presente e espero que compreendam.”
Catherine/Narradora
Passado
Eu estava passeando pelos jardins do castelo, já conhecia esse lugar como a palma da minha mão, assim como todos os funcionários, que eram extremamente respeitosos com a sobrinha da rainha. Mais tinha dois que eles me olhavam de forma estranha e as vezes me davam medo, mais resolvi não informar a ninguém, pois achava que era impressão.
—Olá Duquesa, como está hoje?
—Muito bem senhor Edgard, estou aproveitando que as aulas deram uma pausa para me distrair e descansar a mente
—Isso é bom, minha jovem, mais por que sozinha?
—Erick, teve que sair com o John e não pode me acompanhar, mais estou bem, já conheço cada parte desse castelo, não preciso sempre de babás
—Me permite em acompanha-la?
—Sem problemas, eu só irei até o lago, e já voltarei para as aulas, mais me conte, como é cuidar dos jardins, você escolheu essa profissão ou escolheram ela por você – Ela sentia ainda receio de estar ao lado dele, mais não podia negar que se fosse mal educada, poderia passar uma impressão errada, por isso que deixou que o mesmo a acompanhasse.
—Ah minha jovem, eu sempre fui apaixonado por cheiros e as plantas exalam um perfume magnifico, venha irei te mostrar no lago as minhas preferidas – E com isso eu acompanhei até um lado do lago, onde tinha algumas Mescal (são espécies de plantas que são originárias da América Latina e o seu cheiro pode ser alucinógenos)
—Mas eu não lembro muito das minhas aulas de botânicas, mais esses cactos, não são perigosos?
—Deveria voltar a estudar minha cara, pois esses cactos são inofensivos se não forem ingeridos – Porém antes que ela pudesse gritar ou agir, alguém a segurou por trás fazendo com que ela inalasse o cheiro do cacto, e infelizmente perdendo a consciência.
Presente
Era como se eu estivesse voltando no tempo, onde tudo começou e eu não devia ter deixado tudo isso para trás, eu devia, ter ido atrás da fonte desde o início, talvez, só talvez, metade dos problemas que eu enfrento hoje, poderiam ter sido evitados e hoje eu estaria segura.
—Dormiu bem Duquesa, ou melhor rainha? – Eu tinha nojo dele, era só ouvir sua voz que eu sentia meu corpo inteiro repulsa-lo.
—Diga o que pretende com tudo isso? Sério, com tanto jeito de chamar atenção, escolheu justo a pior forma, que fora aonde me deixou com ainda mais raiva de você
—(risos) Eu gosto quando fica com raiva, me da ainda mais prazer, se é que me entende
—Você me dá nojo – E como se nem se importasse com as palavras que eu preferia, ele se aproximou tentando colocar suas mãos imundas em meu rosto, o que claro lhe dei um soco, como nos velhos tempos.
—Pode me socar a vontade, a gente sabe o que acontece no final, só que dessa vez eu não terei tanto zelo por você – E com isso saiu batendo a porta, o que me fez desabar em um canto, esperando que a minha raiva controlasse, porém eu sabia que não podia demonstrar fraqueza, eu vim para terminar o que começou lá trás e eu irei terminar, de um jeito ou de outro, nem que isso custe a minha vida.
Passado
Eu estava em uma cabana abandonada, isso era fato, o cheiro de mofo e velho eram presentes por todo o local, porém eu não conseguia gritar e muito menos me mover, pois haviam colocado uma mordaça e me amarrado em uma cama. Eu sabia que estava apavorada, mais ainda sim, não sabia o que esperar e como agir, tinha medo de que a qualquer ação minha pudesse piorar minha situação.
—Vejo que acordou Duquesa, não tenha medo, eu não irei te fazer nenhum mal, pelo menos não se você colaborar conosco – Eu estava confusa, eu achava que era só o Edgard, que outro ele estava falando? Foi quando eu o vi, eu sabia que deveria ter relatado para os guardas a presença daquele rapaz, mais achei que era um novo funcionário. _ Quero que conheça meu sobrinho neto Edgard II, vejo que pelo seu semblante ele te é familiar né? – Eu assenti com a cabeça, tentando me encolher onde eu estava, pois ele tinha um olhar psicótico para o meu corpo e isso me dava calafrios. _ Irei deixar vocês conversando, volto mais tarde
—Obrigada tio, desejo privacidade com a jovem duquesa – O mesmo assentiu e fechou a porta atrás de si, me deixando ainda mais com pânico por não poder me mover, foi quando ele se aproximou sentando na cama e passando as mãos pela minha perna, subindo até meu ventre, ficando com a mão ali por um tempo, enquanto se aproximava do meu rosto e tirava a mordaça.
—Tire essas mãos imundas de cima de mim, seu verme
—Ela fala? Isso será interessante – E como se para provar o que falava, apertou o meu ventre que me fez urrar de dor e nojo, pois nunca pensei em passar por isso, porém eu fui criada para ser uma rainha, e nisso tia Mia, me ensinou muito bem, a controlar minhas emoções, por isso usei o que podia e cuspi na cara dele, fazendo ele ir para trás para limpar
—Eu já mandei tirar as mãos de cima de mim
—Sua vadia, iremos nos divertir e muito você pode ter certeza disso, porém eu sou um pouco masoquista, por isso antes de ter meu prazer, iremos te machucar um pouco – E com isso com um estilete que não havia visto perto da cama ele começou fazer pequenos cortes no meu braço, o que eu me segurei ao máximo para não gritar, pois queimava a minha pele. Foi ai que percebi tinha algo no canivete e logo percebi que estava caindo na consciência novamente.
Presente
As cenas de como eu fui abusada e mutilada voltaram com força total o que por pouco tempo me desestabilizou, porém como sempre fiz, tentei ao máximo me manter fria como o gelo e me foquei em como acabar com isso. Fazia dois dias que o infeliz, não aparecia por aqui, porém eu sabia que não ia demorar muito para ele aparecer, por isso eu teria que agir o quanto antes, porém eu estava sozinha, pois na primeira noite, ele descobriu que o senhor que estava comigo, estava me auxiliando em segredo
Isso aumentou a fúria dele, depois do soco que eu dei em seu rosto, que ele deu um sumiço nele, porém eu rezo que não tenha feito nada de mal, pois minha consciência iria pesar o dobro.
—Rainha?
—Sim?
—Edgard volta hoje, você precisa se preparar se quiser sair daqui e terminar tudo isso o quanto antes, eu não poderei te ajudar, mais vou deixar o estilete com você em um lugar que os guardas não irão fazer a revista – Eu assenti, pois desde que ele descobriu que estavam me ajudando, ele me deixou amarrada na cama, porém conheci uma cozinheira que sempre me alimentava em segredo e me ajudava com a minha higiene.
—Não sei, nem como te agradecer
—Se livre dele por todas nós – E com isso eu só assenti, preparando meu psicológico para mais tarde, pois sabia que eu deveria colocar um fim nisso, porém eu nunca matei ninguém, nem mesmo em vídeo game, no máximo, eram as lutas que eu treinava com os meus guardiões. Foi nesse pensamento que não vi que o tempo passou e logo o infeliz estava entrando no quarto, com um sorriso sombrio.
—Devo dizer que você treinou seu cachorrinho, muito bem
—Do que está falando?
—Que o seu guarda descobriu o meu tio e sabe que ele não fez tudo no passado sozinho
—Onde está querendo chegar?
—Bom, é ai que a história fica interessante. Eles foram atrás do meu tio e o encontraram morto e sabe o fato curioso? Ele recebeu uma ligação sua antes de falecer.
—E?
—Como convenceu ele a se matar?
—(risos) Que graça teria se eu revelasse todos os meus segredos não?
—Uma hora irei descobrir, mais vamos ao que interessa, sentiu minha falta?
—Ah lógico, super senti, ainda mais que com você aqui eu emagreço de tanto vomitar de nojo
—(risos) Seu humor está ótimo, será interessante relembrar o passado né?
—Você que ouse relar em mim, se eu não te faço ir para o inferno junto com o seu tio
—Arisca! Ótimo, eu gosto assim – E com isso ele se aproximou de mim, me prendendo na cama, para que eu sentisse sua ereção próximo, o que no primeiro impulso que tive, fora de vomitar, porém me controlei e tentei soltar as minhas mãos, o que por Deus estava fácil, o empurrando para longe
—Vadia
—Você vai conhecer a vadia agora, não sabe o quanto eu esperei por isso, o quanto eu ansiei para acabar com a sua vida e honrar todas as vitimas que você deixou ao longo dos anos – E com isso parti para cima dele, o prendendo no chão, dando vários socos, enquanto ele tentava me tirar de cima dele, sem muito sucesso, pois por mais que ele fosse mais forte que eu, eu tinha técnica e se tem uma aula que sempre fui excelente, eram em defesa pessoal.
—Sua desgraçada, como pensa em me matar? Vai sujar sua linhagem com um assassinato?
—Eu não me importo nem um pouco, com o que eu vou e sujeitar, só me importo em fazer você sofrer, por tudo aquilo que me fez sofrer por anos – E com isso soquei sua cabeça no chão, o fazendo perder brevemente a consciência, por isso agi rápido, peguei as cordas e o amarrei, logo colocando a mordaça. Fui até a porta e empurrei devagar a cômoda contra a porta, para que ninguém tentasse me impedir. _Eu te falei que iria fazer você sofrer Edgard, eu jurei para mim mesma que esse dia chegaria e eu me vingaria.
Com isso peguei o estilete que estava escondido no fundo falso da gaveta e dei um tapa na cara dele, para ele acordar o que fez um efeito maravilhoso, de ver a cara dele de pavor, quando viu o que eu pretendia, por isso que eu peguei o estilete e fiz todo o processo que ele me fez com 15 anos, eu cortei o braço dele em varias riscas profundas e segurando toda a minha vontade de parar e de vomitar eu fui ate a calça dele, abaixando e pegando seu membro, nunca perdendo o contato visual, pois eu sabia que a sua cara de pavor iria me motivar.
—Vai ser divertido né? Você lembra quando cortou meu ventre ? Eu senti uma dor insuportável e até hoje eu tenho a cicatriz, mais sabe de uma coisa? Você me deixou mais forte a tudo, por isso espero que acredite em Deus, para que ele me perdoe, pois se ele não me perdoar pelo que irei fazer agora com você, quando eu vier a falecer, nós iremos nos encontrar no inferno e você pode ter certeza que nem o Diabo vai me impedir de te torturar por toda a eternidade. – E em um movimento eu comecei a cortar o membro dele fora vendo o sangue jorrar, como estilete não era muito afiado, fora um pouco difícil e deu muito trabalho, assim que acabei, vi que ele já havia perdido a consciência e não demoraria muito para morrer. Me levantei e fui para o banheiro, ligando o chuveiro e desabando no chão, vendo o sangue escorrer pela água, tentando de alguma forma pedir perdão pelo meu ato e ao mesmo tempo não havia nenhum arrependimento.
Escutei um barulho na porta como se tivessem tentando arrombar, por isso segurei o estilete mais forte em mim mão, esperando qualquer um que tentasse me pegar pelo que eu havia feito, porém o que aconteceu me deixou completamente desarmada, pois era Ruan na porta do banheiro.
—Rainha? Você está consciente?
—Estou Ruan, só me tire daqui por favor – E como se só estivesse esperando esse comando, ele entrou por completo no banheiro, fechando o chuveiro e me carregando no colo, sem se importar que eu estava encharcada e molhando todo o quarto. _ Será que Deus vai me perdoar um dia? Eu sei que falei para ele rezar para eu não ir para o inferno, mais não quero nem depois de morta ver ele
—(risos) Com certeza Deus vai te perdoar
—Obrigada
—É meu dever te proteger, e fico feliz que esteja bem fisicamente
—Psicologicamente eu estou bem, cansada, melhor, acho que agora estou em paz
—Fico feliz em ouvir isso, agora vamos para casa – Foi quando eu senti que agora estava a salvo e deixei que o mundo da inconsciência me tomasse.
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