Notas iniciais
Heeyy pessoal, aqui está mais um capitulo, Finalmente, e depois de muitas tentativas, acho que enfim estou feliz com o resultado. E espero que gostem! Fãs de Zervis onde se encontram? A um pequeno presente nesse capitulo. Eu espero verdadeiramente que gostem e boa leitura. Queria agradecer a Lady Rawn pela recomendação, fiquei muito emocionado e fico feliz que esteja gostando dessa historia, esse capitulo é dedicado a você e a cada um que ainda não desistiu da historia. Qualquer erro me perdoem!

Capítulo XXIII

Magnólia 1658

"Passei toda minha vida acreditando estar no lugar certo. Até ser necessário que eu me perdesse para me encontrar. Me encontrei nos braços daquele que me roubou, daquele onde achei encontrar a morte, encontrei a vida. Sinto que fui roubada, não de minha casa ou algo superficial.

Mas sim meu coração.

Sinto que é errado, contudo, não consigo fugir das amarras não viseis que me prende as suas orbes negros onde posso ver o mais profundo de minha alma e a escura dele. Entretanto, eu gosto do que vejo e me instiga a mergulhar na imensidão. Onde sinto minha vida se esvair de seus lábios que me carecem de beijos cálidos pelo corpo frio em contato com as chamas de seu desejo.

Perdoei me pai! Pois, eu pequei! "

—O que tanto escreve em seu caderno?- a jovem parou de escrever para virar o rosto e enxergar ele a sua frente. Ele possuía um sorriso ladino como se tivesse desvendado os seus maiores segredos. E talvez tenha. Ele parecia a enxergar como ninguém nunca pareceu a ver. — gostaria de ler para que pudesse descobrir o que passa em sua mente.-ele continuou com seu olhar profundo e tão intenso. Que a fazia se sentir nua em sua frente, mesmo com meu vestido grosso e rodado.

— Por que ler se você pode ver em meus olhos. — ela se virou de frente para ele que mantinha seu contato visual inquebrável. — costumam dizer que os olhos dizem mais que palavras. —Inegável. — ficamos naquela conexão inquebrável até que ele decidiu quebrar falando as palavras de maneira calma com sua voz grossa.

— eu consigo ver muitas coisas em seus olhos Mavis, contudo, palavras sempre me foram mais agradáveis. — ele olhou para baixo sorrindo e levantou o rosto. — quem muito se escreve, muito se tem guardado. Creio que esteja cheia de sentimentos confusos e está despejando em sua escrita como uma forma de libertação.

—Você não sabe nada sobre mim Senhor Zeref. — a garota se virou pronta para ir embora e fugir daquele que tanto lhe confundia a mente e o… Coração. Contudo, ele a segurou pelo cotovelo a trazendo de volta para perto de si e adorando o contato da pele dela com a sua e seu cheiro próximo e forte.

— Sei mais do que imagina senhorita Vermellion. — ela levantou o olhar surpreso para ele, tão próximo de si e ainda assim tão distante. — sei que é melhor admitir do que esquivar do que realmente sente. — ela o olhou irritada com sua petulância. O que ele queria dizer? — pare de se esgueirar entre a garota no qual você acha que é, para tentar esconder o que você verdadeiramente é.

—É o que eu sou? — ela perguntou baixo o olhando firme com os olhos curiosos. A mão do homem foi depositada delicadamente em sua bochecha e ela se controlou para não deitar a cabeça ali.

—Você é uma garota sonhadora, é uma garota boa que acredita na bondade das pessoas e mesmo sabendo quem sou, não temeu a mim, pois, você acredita fielmente que eu sou algo. — ele aproximou tocando sua testa na da dela que fechou os olhos com contato. — você viu algo em mim que ninguém mais viu. Você é a garota pelo qual estou apaixonado. — ela arquejou em surpresa quando os lábios frios e cálido do moreno tocaram os seus e ela quase gemeu com a sensação que passou pelo seu corpo. Como uma corrente para lhe dizer que ela estava viva.

E quando ele pediu passagem com a língua ela permitiu lhe dando abertura. E ela sentiu que ela poderia morrer naquele momento se ela pudesse eternizar aquele sentimento. Era tão intenso o que sentiam que tinham a necessidade de sentirem cada vez mais aquilo que lhes parecia tão certo e errado ao mesmo tempo. Amar pode doer. Mas não amar pode doer mais ainda.

Em algum lugar do oceano Pacífico

Atualmente

Sob sua pele a água tocava delicadamente como um carinho frio e repentino, fazendo lhe sentir se arrepiar. Contudo, aquilo parecia lhe agradar e sentir um gosto doce de casa. Na ponta da proa e com as mãos fechadas e com as esquemas daquelas que ainda fazem parte de sua família que se encontram em um plano livre e protegido da maldade. Ela recitava baixo uma pequena canção em forma de oração pelas aquelas que se foram. Tudo sob os olhos atentos e avaliadores dele atrás de sim.

A chuva não parecia ser um problema para nenhum deles, parecia uma boa distração em meia a tanta turbulência de sentimentos. Ele podia se dedicar a cada segundo em relatar cada detalhe que ele já reparou na garota a sua frente que parecia brilhar sob a luz da lua. Ele poderia dizer e ainda assim não saberia explicar o que lhe tanto lhe prendia nela. Por que ele estava ali parado avaliando o que ele estava fazendo? Dizendo a si mesmo que era uma precaução quando, na verdade ele estava preocupado em como ela estava se sentindo. E sua desculpa era que ele faria o mesmo para cada uma ali naquele barco. E faria mesmo, mas algo nela era diferente.

Quando Lucy jogou as escamas que voaram em um silencioso adeus até o mar e se unindo aquilo que lhe fazia parte, aquilo que era ela. E era isso que Lucy era, uma sereia. É no fim ela sempre deveria se lembrar do que era e de quem era.

Se virou olhando para ele atrás de si, estavam só os dois ali em cima. O capitão havia pedido privacidade a garota em seu momento tão sagrado. Eles ficaram se encarando por um tempo como se pudessem dizer tudo com apenas um olhar. E eles pareciam ver tudo através desse olhar. E não pareciam interessados em quebrar tal conexão.

—Você precisa voltar para o tanque. — a voz grossa e decidida do rosado só fez a loira assentir em concordância enquanto se guiava até o tanque com ele atrás de si. Ela olhou por sobre o ombro enquanto andava. — tome.- ele entregou sua blusa branca que estava vestindo para ela. Era mais fácil quando ela usava uma camisa para entrar e se transformar. Ela olhou para o pano estendido para si e depois para o braço, sua barriga sarada e então o rosto com os cabelos caídos sobre os olhos o deixando com ar misterioso e intrigante. Acontece que Lucy sempre se interessou por mistérios.

—Obrigada! Pode… Se virar? — ele piscou os olhos e depois se virou de costas para que ela tirasse sua roupa e vestisse a camisa do rosado. — pronto!- ele se virou e se segurou para não encarar muito a garota, sabia que Lucy não gostava de ser o centro da atenção. Contudo, ela não possuía muita noção dos efeitos que causava nas pessoas. Seus olhos avaliavam cada detalhe do seu corpo curvilíneo em sua camisa molhada pela chuva. Era incrível em como ela parecia mais maravilhosa em sua blusa do que em qualquer outra coisa.

—Vou te ajudar. — a loira não havia compreendido bem o que ele havia falado até ele se aproximar dela e segurar delicadamente a cintura dela como se ela fosse feita de vidro e ela olha-lo de olhos arregalados com a surpresa. Depois ele apertou mais o contato e a levantou fazendo a segurar em seus ombros, Lucy não havia reparado em como a pele de Natsu era quente e acolhedora e em como ela transmitia uma sensação boa.

Seus corpos estavam próximos e ele a segurava como se ela fosse uma pena, seus rostos estavam próximos e ela poucos centímetros mais alta e ainda assim seus narizes se tocavam, seus olhos olhavam um para outro e aquilo pareciam tão certo. Natsu se sentia bem e calmo, ele sentia como nunca havia sentido antes. E ela se sentia segura e protegida. Sem que ela se desse conta sua mão delicadamente tocou o rosto dele que sentiu a pele macia e seu cheiro que ele tanto conhecia. Ela passou os dedos delicadamente pelas bochechas e depois nariz, sobrancelhas como se estivesse desenhando e captando cada detalhe do rosto do rosado, desde a cicatriz na sobrancelha direita até os lábios grossos e vermelhos. E ela estava mesmo, o desenhando em sua mente enquanto os olhos dele estava atento a suas ações e permanecia quieto sentindo o toque quente que o acalentava onde passava. E então os braços dela passou em volta de seus pescoços em um abraço carinhoso e firme que lhe transmitia muitas coisas. Natsu arregalou os olhos quando ela o apertou contra si e ele apenas retribuiu passando seu braço pela cintura e o outro até os cabelos loiros onde ele sentiu a maciez. E eles fecharam os olhos se permitindo sentir e viver aquilo. Era algo grande demais para se explicar ou para se entender. E por um segundo e somente isso eles se permitiram não pensar ou fugir.

O cheiro dela próximo a si, fazia seu coração bater rápido e sua pele em contato com a sua lhe causava ondas de choque pelo corpo em uma boa sensação de calmaria e paz. E a pele quente dele parecia aquecer e a proteger, ela se sentia segura e se permitindo sentir as pernas bambas enquanto a respiração dele próxima de seu pescoço lhe causava um arrepio por todo seu corpo. Ele tinha um cheiro amadeirado com menta e maresia, uma combinação perfeita de todos seus cheiros favoritos e tudo aquilo que lhe poderia lhe dar paz.

—Obrigada! — ela lhe disse tão perto de seu ouvido lhe causando um arrepio na espinha. Ela não disse mais nada e nem era necessário que dissesse. Ele havia entendido o que ela havia dito, ela estava lhe agradecendo por salvar sua vida, por cuidar dela. Por ser a única pessoa que se importou em lhe salvar, invés de ser sempre ela a que salva.

—Eu vou lhe dar um chute! — a voz dos marujos se aproximando fez os dois se afastarem e ele delicadamente a colocar sentada no tanque e depois ela entrar e se transformar novamente na sua verdadeira forma. E lá estava a cauda brilhante incrustada de diamantes e o sutiã de pedras preciosas e pérolas junto da delicada coroa na cabeça como um arco. Eles se olharam por um segundo e Natsu assentiu depois se retirou indo em direção a sua cabine deixando a blusa com a sereia.

—Você é um inútil mesmo! — ela voltou a atenção aos marujos que iam surgindo conforme a chuva diminuía. Ela olhou para Cana que xingava Macau enquanto Makarov sentava no barril e bebia uma bebida e sorria ao mesmo tempo. Ao lado deles também estava Laxus e Mira abraçados e rindo do restante. Rapidamente o convés estava cheio de novo com excessão de um. Lucy concentrou a atenção na albina e no loiro o modo como sorriam e se tocavam, lhe parecia tão terno e amável. Lhe parecia tão bonito e distante.

—Está se sentindo bem? — se virou olhando para Gray que a olhava preocupado e ela sorriu para quebrar a tensão que ele parecia sentir.

—Sim, estou! — ele a olhou meio desconfiado. — não se preocupe. — ele apertou os olhos a fazendo rir e ele a acompanhar. Ela olhou para trás vendo Juvia tentando fugir das artimanhas de Ever para fazê-la beber. — sabe, vocês humanos têm chances de viverem tantas coisas, contudo, deixam de viver por medo. — ele a olhou sem entender e ela sorriu sem mostrar os dentes. — não fuja do que você sente, a vida vai passar e você irá ver que não terá valido a pena. — ele ainda a olhava sem entender, mas automaticamente seu olhar se virou para Juvia que ria de Ever e na hora olhou para ele e por dois segundos seus olhos se encontraram e ela voltou a atenção a garota de cabelos verdes. — o mal de vocês é pensarem demais.

—É que humanos são idiotas e tem tendência a fazerem burrices com frequência por isso a gente tenta se esforçar pesando. — ela gargalhou com ele a acompanhando. Ele gostava de fazê-la rir. — e o mal de vocês sereias e sempre se posarem como um ser perfeito que nunca erra e nem sente nada. — ela ficou séria o olhando de olhos apertados e ele sorriu.- você tem que se soltar mais Lucy, ser você mesma ao invés de ser o que impõe para você ser. — ela desviou os olhos incomodada com as palavras do moreno. Contudo, pouco tempo depois eles já estavam falando de outras coisas, mesmo que sua cabeça esteja ainda presa a suas palavras.

**

Ele apertou sua cintura enquanto beijava seu pescoço e mordiscando a pele clara, o cheiro não era o qual sua mente estava querendo que ele sentisse. Mas estava bom, ele estava satisfeito. Suas mãos desceram até o quadril o apertando delicadamente enquanto ele levantava o rosto e beijava seus lábios com fervor e necessidade. As mãos tocaram os cabelos róseos o puxando devagar os fazendo gemer. Ele voltou o beijo ao pescoço e algo ainda o incomodava. Até que a albina se afastou ainda sentada em seu colo e o olhou com uma sobrancelha em pé.

—Natsu! — ele continuou com os beijos no pescoço enquanto ela o empurrou encostando na poltrona. — o que está acontecendo? — ele a olhou com as sobrancelhas juntas em questionamento.

—Não está acontecendo nada, por que perguntas isso? — ela o olhou de olhos apertados.

— Já paramos a tempos com isso, e hoje você parece com pressa como se tivesse fugindo de algo.

—Definitivamente não Lissana. — ele falou meio exasperado. Ela soltou o ar e o olhou com carinho.

—Natsu, sei que está tentando se provar com alguma coisa. Acontece que não pode ficar comigo enquanto não quer fazer isso. — ela tocou a bochecha dele. — você pode fugir de muitas coisas, mas não do que sente. — ele a olhou sem entender.

—O que está querendo dizer? — ela deu uma risadinha enquanto saia de cima dele.

—Sempre que algo está o afligindo você procura resposta em meio a luxúria. Acontece que. — ela se abaixou para pegar a blusa do chão enquanto ele a olhava sem entender. — certas resposta você não vai encontrar com isso. — ela vestiu a blusa. — e eu não irei dormir com você para substituir outra.

—Que? Está maluca Lissana? — ele falou nervoso enquanto ela deu um sorriso, estava se divertindo com a reação do rosado. — por que está falando essas coisas agora?

—Por que eu percebi a maneira que estava me tocando, como se estivesse procurando algo e não encontrando. — ela se aproximou dele e tocou sua bochecha. — e eu sei que não vai encontrar. — os dois às vezes mantinham essa relação coberta de luxúria, e já fazia tempos que Lissana havia notado que os dois não eram para ser. Eram bons amigos. — seja lá o que está lhe afligindo, tente resolver isso. — ela deu um beijo na bochecha dele. — pela amor de Deus, para de fugir das coisas. — ela deu uma risada da careta dele e depois saiu da cabine do capitão o deixando ali olhando para o nada.

— Ei, pode voltar aqui! — ele saiu atrás dela, mas ela já havia sumido e em meio a madrugada só estava a sereia acordada olhando as estrelas em seu tanque enquanto resmungava uma canção. E como uma chama em combustão foi acessa em si. O fazendo voltar para a cabine fechando a porta com certa brutalidade.

Lucy olhou para a porta que acabara de ser fechada e soltou o ar de seus pulmões como se para retirar a sensação do seu peito. Tinha medo que sua relação com Natsu voltasse ao que era antes e ela não queria aquilo, gostava de como as coisas estavam. Era desgastante brigar com ele sempre, mesmo que ainda brigassem, não se obtinha a frieza de antes.

Ela sabia muitas coisas, mas definitivamente não sabia nada de Natsu Dragneel.

**

A fim um descanso merecido a todos do Fairy Tail foi decidido que por dois dias ou até que Lucy se sentisse recuperada eles iriam entrar no portal de Gemini. Houve protesto da sereia que dizia já está recuperada e pronta para a próxima jornada. Contudo, fora ignorada e pararam o navio em uma pequena cidade, locais de muitos piratas.

Todos ali precisavam de um descanso para deixar sua mente vagar e se concentrar em outra coisa que não fosse aquela sensação de adrenalina e perigo. O capitão acima de todos precisava dessa pausa, ele não sabia o que estava acontecendo ou motivo de sua frustração e através disso o fez desejar ficar fora de seu navio um tempo. Coisa que ele nunca costumava sentir vontade de fazer, contudo, sentia que poderia enlouquecer e queria seu espaço em meio a superfície e um rum de alguma taberna. Ele necessitava pensar em outra coisa, ele tinha que fazer isso. Pois, tinha medo do que tudo isso poderia significar e temia mais-que-tudo não conseguir recusar.

Ao sair de sua cabine colocando seu chapéu na cabeça e seu sobretudo preto pelo corpo, seus olhos traiçoeiros e como um imã a atraiam até ela. Que sorria com Erza enquanto colocava uma camisa por cima do corpo. Sua camisa. Soltou ar de seus pulmões como se a tempos estivessem preso e guiou seus pés até às duas.

—Lucy é melhor você ficar aqui! — ela o olhou de sobrancelhas apertadas em um aviso que não havia compreendido a fala do rosado. — é melhor você ficar aqui e não correr nenhum perigo.

—Eu não irei correr perigo. — ela tentou não soar fria ou grossa, já que o rosado também mantinha a voz calma, mesmo que seus olhos não a encarassem. — eu sei me cuidar. — ele a olhou meio irritado enquanto a ruiva observava os dois calada.

—Eu sei muito bem que sabe Lucy, sei o quão forte você é, toda vida isso não importa muito quando não pode usar seus poderes. — ela engoliu em seco, pois sabia que ele estava certo, por mais que odiasse admitir. — eu prefiro que fique aqui e descanse, amanhã vamos ao portal de Gemini e mesmo que você não admita. — ele a olhou nos olhos finalmente, mas seus olhos transmitiam uma sinceridade e frieza que a fez engolir em seco. Não queria que Natsu voltasse a antes e retrocedesse tudo. — lhe causa exaustão, precisamos de você bem. — ela virou o rosto evitando encara-lo e ter que admitir obedecer a ele.

—Você não é meu capitão. — ela não queria agir com imaturidade, contudo, ainda não cederia tão fácil. Sabia que, no fundo havia outro motivo para ele não permitir e também porque ela queria deixar claro que ele não mandava em nada nela. Ele a olhou por alguns segundos antes de soltar o ar com as mãos na cintura e olhar para cima.

—Você gostando ou não, está no meu navio e deve obedecer às minhas ordens. — ela o olhou irritada, e se irritou mais ainda ao notar a calma em seu rosto. Ela preferia quando ele estava nervoso e era idiota, pois, aí ela tinha motivo para revidar. — eu não coloco ordens em meus marujos para me sentir superior Lucy. Eu coloco ordens para proteger todos. — e com isso ele se virou e saiu indo em direção a deuses sabem aonde. Ele só não queria ficar mais naquele lugar em meio ao cheiro dela que ele sentia em cada lugar.

—Eu fico para lhe fazer companhia. — Lucy desviou os olhos do rosado e olhou para a garota ao seu lado e Lucy negou com um sorriso sem mostrar os dentes. — alguém precisa ficar para vigiar o navio. Eu não me importo. — ela pegou um barril e foi o arrastando para perto do tanque e se sentou em seguida. Ela olhou a sereia avaliando as expressões da mesma, os lábios apertados e as bochechas coradas. Ela estava incomodada. — sabe Lucy, Natsu é um idiota quando quer e quando não quer. — a loira a olhou com as sobrancelhas loiras em pé.- contudo, ele sempre faz as coisas pensando no bem de seus amigos. Ele está certo. — Lucy não evitou o bico de indignação que surgiu em seus lábios arrancando uma risada da ruiva.

—Eu sei… Só que… Ele estava estranho!- Erza apertou os olhos endireitando o corpo e colocando os braços sobre o tanque.

—Estranho? Eu achei que ele estava normal. — Lucy balançou a cabeça balançando os longos cabelos loiros em meio a água cristalina.

— Eu senti que alguma coisa estava errado. — ela só não sabia ao certo, mas sabia que alguma coisa estava incomodando o rosado que estava parecendo a evitar.

—Reparou no capitão em? — a ruiva a olhava com um sorriso carregado de segundas intenções fazendo com que a loira arregalasse ligeiramente os olhos.

—O que? Não! — a ruiva deu uma risadinha adorando a reação da loira. — não é isso, só que o Natsu me parece muito instável.- Erza foi desfazendo o sorriso e prestou atenção agora seriamente em sua amiga.- ao mesmo tempo, que ele está bem ele já não está mais, ele tem um humor muito maleável e eu nunca sei como ele vai reagir. — ela deu de ombros. — não sei o que esperar, confesso que não quero que voltemos a estaca zero.- Erza assentiu compreendendo o que a sereia queria dizer. Não era muito difícil de notar que agora a conversa estava mais séria.

—Sabe Lucy, o capitão tem essa mania de agir de maneira imprudente ainda mais quando algo o está incomodando. — ela deu um sorriso ladino para a amiga. — mas ele não vai voltar a como era antes com você, ele conhece você o suficiente para lhe considerar parte da nossa família. — Lucy sentiu um pequeno calor confortável no coração com aquelas palavras.- Natsu é realmente instável, contudo, ele é a pessoa mais confiável e protetora que você possa conhecer, ele nunca vai te abandonar depois de te conhecer. — Lucy piscou os olhos olhando atenta a mulher em sua frente.

Ela sabia que não possuía motivos para tamanha preocupação, mas por que então ela não conseguia tirar essa sensação de si? E por que se importava tanto em como Natsu poderia tratá-la. A tempos ela agradeceria se ele se afastasse. Mas agora, ela parecia querer continuar a passar tempo com o rosado, ela sentia que dentre todas as pessoas e criaturas do mundo, Natsu era a única que a compreendia.

Decidiu por dispersar esses pensamentos fúteis de sua cabeça e se concentrar em um assunto aleatório com sua amiga sobre lendas de piratas. Por segundos ela achou que estava se enganando pensando em outra coisa, mas, no fundo sua mente ainda estava travada a isso.

**

Seus pés estavam pesados e seu corpo parecia uma geleia que não conseguia se manter em pé o fazendo esbarrar em qualquer coisa que aparecia em seu caminho enquanto dava passos tontos e inseguros até seu navio. Havia bebido um pouco mais da conta, mas não estava se importando muito com isso no momento e agora ele só desejava sua cama e os sonhos deliciosos que ela o iria ofertar. Quando entrou no navio estava tropeçando nos próprios pés e esbarrar no mastro do navio batendo com tudo.

—Quem foi que colocou isso aqui? Isso aqui não estava aqui antes! — ele falou embolado enquanto ia até sua cabine e atraia a atenção da loira que estava em seu tanque, Erza havia ido dormir depois de muito tempo de conversa, ela também necessitava de descanso para amanhã.

A Loira foi até a borda para reparar mais no estado do rosado que cambaleando foi até sua cabine, e ela tentou resistir a vontade de segui-lo e não resistiu usando sua magia para voltar a forma humana e pular fora do tanque quase caindo com suas perna meia bambas. Ela sempre ficava assim quando se transformava, mesmo que tivesse passando bastante tempo na forma humana. Estava com a blusa do capitão ainda e nem quando estava na sua forma sereia ela havia tirado e nem sabia bem o porquê. Gostava do calor e cheiro que só ela possuía.

Foi até a cabine abrindo ela sem se importar muito com a famigerada educação e etiqueta. Notou o grande capitão da Fairy Tail apenas de calças enquanto jogava sua blusa em algum canto do quarto e ao notar a presença da sereia ele se virou para frente dela exibindo seu físico muito bem afeiçoados e malhados. Ela tirou os olhos rapidamente do local enquanto suas bochechas estavam coradas.

—Está tudo bem? — ela perguntou olhando a face corada pela bebida e os olhos avoados do garoto a sua frente. Natsu tinha apenas dezenove anos, dois anos mais velho que Lucy e sua face era de homem, mas com marcas de um garoto. Ele tinha sua beleza única.

—O que está fazendo aqui? — ele falou mais firme agora, mas soluçou no fim da frase. Ele foi indo para perto dela para abrir a porta para ela, mas tropeçou e quase caiu a fazendo o segurar pela cintura e passando seu braço esquerdo pelo pescoço dela. Seus rostos estavam próximos e quando Lucy levantou os olhos sentiu as orbes verde musgo a encararem tão profundo e de uma maneira que ninguém antes já havia olhado. Tão profundo e único. — o que está fazendo comigo Luce? — a mão direita do rosado pousou no rosto da garota e ela não soube interpretar as sensações que aquela frase ou seu toque causou nela. Por alguns segundos ela perdeu a fala e a respiração e tudo gelou e só o toque quente e terno em sua bochecha a fazia se aquecer. Ela piscou os olhos o olhando e ele acariciou sua bochecha de modo tão singelo e cuidadoso como se ela fosse a coisa mais importante do mundo. E era assim como ele a olhava, como a coisa mais importante e incrível do mundo. O rosto de Natsu se aproximou aos poucos do dela até tocar suas testas uma, na outra e ele fechar o olho com o contato. Delicadamente ele passou o nariz no dela em um beijo de esquimó sentindo a sensação de sua pele em contato com a dela. Era como cargas negativas e positivas em força de adesão se atraindo uma para outra e passando ondas elétricas pelos seus corpos. Eles nem ousaram se mexer, era uma conexão que nenhum deles ousariam quebrar. E quando ele abriu os olhos e olhou o dela tão perto e próximo de si, ele desejou ficar ali para sempre no olhar que ela lhe dava, de uma maneira que só ela conseguia. Seu dedão desceu até os lábios carnudos e rosados dela e entrou em contato com ele causando uma sensação estranhamente boa no local. Ele sentiu a textura e desejou que fosse seus lábios a sentir tal ato. E foi isso que ele fez, se aproximou da garota onde os lábios se tocaram levemente antes de Lucy se afastar e o olhar de olhos arregalados e o coração batendo descompassadamente. — Não podemos! — e com isso ela saiu correndo dali voltando para seu tanque da onde nunca deveria ter saído antes. E ela estava certa, era melhor que se mantenham distantes mesmo.

Natsu ficou um tempo parado olhando para o local onde segundos atrás Lucy estava. Ele ainda olhava tudo meio absorto de tudo, ele sentia que até sóbrio ele havia ficado. Soltou o ar que estava preso em seus pulmões e passou a mão no rosto e nos cabelos. Não sabia o que havia acabado de acontecer ali, toda via não conseguia sentir arrependimento. Ele se virou olhando para a porta e por alguns minutos cogitou sair para fora e ir atrás de algo que nem ele sabia o que era. Contudo, apenas balançou a cabeça dispersando tais pensamentos inconvenientes e se jogou em sua cama com o braço sobre seus olhos tentando afastar aquela sensação que ainda percorria seu corpo.

Fim!

“E eu não quero perder nada Porque mesmo quando eu sonho com você

O sonho mais doce nunca vai ser suficiente

E eu ainda sentiria a sua falta, baby.”

—Aerosmith-

Notas finais
FIIIIMM! E ai , o que acharam? confesso que gostei muito de escrever esse capitulo e a inspiração baixou em um nível. gosto de fazer o romance acontecendo aos poucos de forma mais realista e sincera, vocês estão gostando do desenvolvimento do relacionamento? Quem gosta da ação,se prepare que próximo capitulo e o portal de Gemini. Obrigado por não desistirem da historia e até o próximo. Beijocas e Arigatou! I.C.S