Notas iniciais
Oiiii gentee! Mil perdões pela demora, mas acabei por escrever esse capítulo duas vezes para que ficasse do meu agrado. E preciso admitir que gostei do resultado. Espero que também gostem. Tentarei postar uma vez por semana, mas mesmo que demore um pouco não vai ser como das outras vezes. Gente, tive que postar pelo celular então qualquer erro me perdoem e avisem. Boa leitura e espero que gostem! Obrigada a cada um que favoritos e comentou. ❤️

Capítulo XX


Conte me uma história, a história de duas pessoas que se amaram.
A história de duas pessoas que descobriram que apenas amar não é o suficiente.
Conte me uma história, a história em que quando minha pele em contato com sua, causa queimaduras sem queimar. A chama abstrata que alastra pelo corpo e eu só sinto o desejo de permanecer nessa tortura luxuosa para sempre.
Conte uma história de dois jovens que se amaram e destinaram a separar.
Conte me uma história em como uma mesma história pode repetidamente acontecer. E ainda assim mudar.
Conte me uma história, onde sereias podem amar. Onde eu posso delicadamente ama-lo sem temer com que meu contato pode causa-lo.
Conte me uma história onde meu amor não pode lhe machucar, onde eu posso ser sua e você meu.
Conte me uma história em como os seus lábios são o meu fim.


♡♡


São diversas as coisas em que fazem o capitão Dragneel perder o controle. Não é surpresa que ele possui um temperamento equivalente a um vulcão. Preste a explodir a qualquer momento.
Quem for astuto vai evitar se envolver com ele, contudo não é como se fosse possível Natsu viver sem estar metido em confusão. Era como se fosse sua alma gêmea sempre colada a ti. Não havia muita coisa à se fazer... se o colocarem fogo, ele incendeia.


Seu punho carregado de força é uma pitada de raiva acertou o maxilar de Erigor e um barulho de algo se rachando foi possível se ouvir. Com certeza o platinado teria problemas mais tarde. Contudo, no momento ele só pensava em acertar o rosado junto da escória inteira.
Girou sua perna com a intenção de acertar um chute bem na cabeça com cabelos excêntricos. Mas o capitão do Fairy Tail honrando seu legado colocou os punhos em x impedindo que o chute pegasse em sua bela face. Ele definitivamente se preocupava com sua aparência.


Erigor rodou sua foice que com sua destreza e força ele partiria aquele infeliz ao meio. Entretanto o rosado impedira o ataque com sua espada. Erigor tentava não demostrar surpresa. Apenas aplicou mais força a sua arma para que assim pudesse até mesmo quebrar a espada de Natsu. Era estupidamente espantoso em como mesmo com uma arma maior o outro conseguia se defender do ataque e com uma força monstruosa. Era impossível aquilo, não é mesmo?


O prateado gritou girando com sua foice cansado desse embate. Natsu escorregou passando por baixo da lâmina afiada e usou a sua espada para causar um ferimento na panturrilha de Erigor. O prateado gritou com o profundo corte que sangrava formando uma pequena poça do líquido Scarlet. Seus olhos tornaram escuros de ódio. Era inadmissível que o rosado permanecia intacto enquanto ele possuía uma ferida que indiscutivelmente o atrasaria na luta.


Natsu mantinha na cara um sorriso convencido enquanto se deliciava com o ódio e frustação na face do outro. Era como beber o melhor rum ou dormir com a melhor garota. Era imprescindível que fosse apreciado de maneira delicada e cuidadosa.


Erigor fincou a foice no chão do navio já notando que ela não seria de muita ajuda naquela luta. Sacou suas duas espadas em seu cinto. Elas eram afiadas e possuíam um formato curvilíneo. Ele as rodou em suas mãos e foi para cima do rosado que defendia os ataques com maestria. O prateado fez um pequeno corte no braço de Natsu enquanto ele defendia o ataque da espada na não esquerda. Natsu olhara o machucado em um segundo após Erigor fincou a espada na cocha do rosado, depositando todo seu ódio e rancor na lâmina afiada. O rosado rugiu de dor se recusando a gritar e dar o gostinho ao pirata metido a deus da morte com a foice.


O capitão da embarcação intrusa rodou a espada fazendo com que a ferida se agravasse mais e mais sangue escorresse pelo chão. Natsu fazia uma careta enquanto segurava sua espada evitando um ataque fatal em seu pescoço com a espada esquerda, enquanto Erigor se deliciava com a outra espada.


—Quem é a garota?- Erigor apontou com o queixo para a sereia que lutava com uma garota morena. Natsu sabia que Lucy não estava usando seu poder para não levantar suspeita. Ali naquele momento a sereia era como qualquer outro ali daquele navio. Mas era inegável a maneira como ela lutava, era como uma dança com as espadas e ainda assim dava um surra na garota que no exato momento levou um chute bem tomado na barriga pela loira. Natsu não pode evitar sorri, não negava que o espírito de luta da garota o agradava. Ele olhou para Erigor com uma sobrancelha em pé.- não pude deixar de notar que ela não possui a marca do Fairy Tail.- para que não ocorresse intrusos ou traições todos piratas possuíam um tipo de tatuagem com a marca do navio para evitar infiltrados e traição. Mesmo que ocorresse da mesma maneira.


—Ela é uma novata, mas de qualquer forma não é da sua conta.- Natsu deu uma cabeçada em Erigor o fazendo se afastar e logo se tratou de atacar com sua espada, mas o prateado defendeu com suas espada formando um x. Natsu usou mais força fazendo o x se desfazer e assim ele fizesse com que Erigor se afastasse, mas ainda assim não conseguindo evitar o corte que Natsu fizera em seu peito e Natsu já correu com uma serie de chutes e socos que Erigor tentava evitar. Natsu o empurrou fazendo bater no mastil e usasse seu braço em cima do pescoço do outro e apontasse sua espada a uns centímetros do olho de Erigor que usou uma de suas espadas para retirar a de Natsu batendo nela e depois chutando Natsu na barriga e rodando suas espadas em uma sincronia para atacar o rosado que bateu com uma força estrema nas duas com sua espada, fazendo as de Erigor se quebrarem em caírem no chão como um insignificante metal. O prateado não pode deixar de se surpreender. Quanto a Natsu rodou a perna atingindo com força a cara de Erigor e após isso se abaixar atingindo um soco abaixo do queixo do inimigo o fazendo cair com tudo no chão. Natsu o olhava com os olhos opacos e frios, e Erigor via algo tenebroso e horrendo ali. Mais que do que qualquer coisa que ele já enfrentará. Natsu fechou os punhos com raiva fazendo suas veias saltarem expostas em seu braço. Ele se aproximou de Erigor que instintivamente se afastou ainda no chão. Contudo não o suficiente já que o rosado pisara em seu pescoço forçando novamente aquele local. —Pegue o seu lixo e caia fora do meu navio.- ele se abaixou retirando o pé.- estão enchendo de imundície o meu navio.- Natsu ficou sua espada na coxa esquerda de Erigor o fazendo gritar.- e eu não quero ter que suja-lo mais com o sangue impuro de vocês.- ele rodou a espada fazendo atingir o músculo e o tecido. Aquilo estava um estrago e talvez o prateado andasse mancando por um tempo. Natsu fincou com mais força ainda, descontando pelo estrago em sua perna, contudo não podia negar que se deliciava com o barulho do tecido rompendo o músculo rasgando e atingindo o osso e em como os gritos de Erigor eram músicas para seu ouvido. Alguns pararam de lutar para observar e os intrusos olhavam assustados para a áurea pesada de Natsu.

Incluído Lucy que olhava com certa curiosidade, deitou a cabeça de lado observando o ocorrido. Nem ao menos se preocupou com sua oponente que estava levemente irritada por ser ignorada.


—Como ousa me ignorar no meio do combate.- ela girou sua espada na direção da loira que segurou a espada com a mão. Os olhos da garota se esbugalharam diante da cena. Sangue escorria da mão de Lucy que rapidamente virou sua espada a mirando no pescoço da jovem, um filete de sangue escorreu da pele alva descendo até o meio dos seios. A loira ainda olhava para o rosado e virou a face levemente e olhou sua oponente que tinha os olhos arregalados. Seus olhos castanhos foram até o pescoço no corte superficial onde sua espada estava no momento.


—Um verdadeiro espadachim é aquele que reconhece quando perde.- o ar de superioridade era nítido sob os olhos castanhos. Lucy mantinha sua cara sem muita expressão enquanto retirava a espada e soltava a da garota que caiu de joelhos no chão. Estava incapacitada, algo na loira, ela possuía uma áurea extremamente poderosa que fazia temer até mesmo olha-la. Sim, ela havia perdido aquela luta.


Einsewald foi praticamente chutada para fora do navio do Fairy Tail. Foram em busca de um tesouro e voltaram com as mãos vazia e sem dignidade e profundos ferimentos. Natsu quase mandará Erigor a pontapés para seu navio escroto. E obviamente a saída foi comemorada com gritos de excitação e felicidade.


E sem muito esforço fora decidido uma comemoração diante de tais acontecimentos, eles haviam passado mais um portal e ainda chutaram uma tripulação que duvidavam de si. E agora possuíam a certeza de que não pensariam mais assim tão cedo.
Natsu seguiu para a sua cabine afim de descanso até que pudesse encher a cara com seus amigos. Sua perna doía, entretanto incomodava menos do que deveria. Lucy por algum motivo desconhecido o seguiu, estava passando mais tempo do que gostaria com o rosado. Contudo, algo a impedia de entrar em seu tanque e ignorar o que passava repetidamente em sua cabeça. Natsu e seu jeito frio e assustador e Natsu machucado.
Sem muito pensar seus passos a guiaram até a cabine que a dois minutos o rosada acabara de passar. Atrás de si uma festa se iniciava com a famosa e costumeira badernagem da Fairy Tail. Quando entrou no local, o rosado estava retirando sua camisa e virou a cabeça olhando de lado a loira entrando em seu recanto.


—Está me fazendo muitas visitas princesa.- Lucy apertou os olhos ao apelido.- se não te conhecesse até diria que está caidinha por mim.- a loira se limitou a revirar os olhos se não poderia chutar a cara com o sorriso convencido de canto. Ela cruzou os braços abaixo dos seios dando um maior destaque a eles e atraindo o olhar do rosado para aquele local especifico. Contundo a loira nem reparara no olhar. Ela não tinha muita noção do que causava as pessoas.


—Você não me conhece capitão.- como sempre o sarcasmo no capitão era evidente. E diferente do começo aquilo não o incomodou, na verdade o fez sorrir instigado. Admitia que era deveras divertido a implicância entre eles.


—Então estás a dizer que está interessada?- ele sorriu ladino com uma sobrancelha em pé. Se encostando em sua mesa e cruzando os braços exibindo seus braços e físico bem torneados e cuidados. Lucy novamente revirou os olhos e pensou de verdade em chuta-lo.- a conheço mais do que você imagina.- ela o olhou, agora quieto sem muita expressão. Ela soltou o ar e desviou os olhos do olhar queimante dele. Talvez ele a conhecesse mais do que ela gostaria.


—Está machucado!- não fora uma pergunta, contudo o rosado assentiu dando de ombros. Aquilo não o estava incomodando, ela o olhou e desceu os olhos a cocha onde havia um rasgo na calça e pingava sangue ela se aproximou, mas ele esticou os braços.


—Não preciso que use cura.- levantou uma sobrancelha em dúvida e sorriu ladino.- pode ir se divertir com os outros ou descansar no tanque. Estou bem.- ela o ignorou se aproximando e parou quando ficou bem próxima a ele, onde ele podia sentir seu cheiro e seus olhos onix ficassem próximos dos castanhos. Um tentando desvendar algo do outro.


—Não irei usar cura.- Natsu apertou os olhos confusos e antes que a questionasse a loira abaixou colocando a mão retirando o pano da calça em cima do ferimento e Natsu a olhou meio surpreso depois fez uma careta de dor.- está bem profundo, é melhor tratar, pode infeccionar.


—Já sobrevivi a coisas piores.- ele piscou para ela que se virou em busca de alguma coisa. Sairá pela porta e voltara alguns segundos depois e foi abrindo mais o buraco da calça.- se quer me ver pelado e só pedir.- ela o olhou com os olhos serrados e ele se limitou a rir.- o que está fazendo?- ela colocou a mão nos ombros dele e o guiou sentando na cadeira e após isso se abaixou. Até que seria uma visão pornográfica bonita. Ele não pode evitar pensar.


—Você deu sorte que não atingiu nenhum tecido ou tendão.- ele assentiu a olhando. Sabia que aquilo curaria, e não o incomodava, mas nada disse. A mantendo ali e a observando cada detalhe do seu rosto perfeito.- contudo o corte está profundo, por isso vou limpar e costurar, peguei algumas coisas com Wendy.- ela o olhou notando seu olhar, e engolindo em seco.- se não se importa.- ela mostrou a agulha.- ele negou com a cabeça, ainda olhando a face delicada e ele possuía uma vontade que ele não sabe da onde surgia, de toca-la. Sua pele alva e delicada. Ele sabia que era a mais cheirosa e macia que ele havia tocado. Entretanto ele queria sentir mais. Lucy fazia com maestria e cuidado, e o rosado nem demonstrava incômodo ou dor com o trabalho da agulha perfurando sua pele. A sereia colocou o cabelo por detrás da orelha, um movimento que não passara despercebido aos olhos verdes musgo atento a si.


Ele balançou a cabeça olhando para o teto. Que pensamento era esse? Por que diabos não conseguia desviar os olhos dela? Ele era imune a qualquer tipo de encantos das sereias. Afim de dispersar tais coisas, fez um questionamento a sereia.


—Conte-me sobre o tesouro dos Dragões.- Lucy o olhou com as sobrancelhas em pé.- ao menos o que você pode.- ela deu de ombros enquanto voltava a atenção ao seu trabalho.


— O tesouro não é especificamente dos dragões.- Natsu a olhou surpreso e bastante confuso. Fora o suficiente para distraí-lo.- eles são como se fossem os guardiões do tesouro.- era nítido o ar de dúvida de Natsu.- conhece sobre a história da lua e do sol?


— Não vá me dizer que essa lenda também é real?- ela olhou nos olhos do rosado. Natsu ainda era muito descrente em muitas coisas, e dificilmente mudaria sua maneira de pensar. Ele acredita naquilo que estava diante de seus olhos e nada além disso.


— É como eu disse Natsu, tem muitas coisas que vocês não sabem.- ela finalizou o curativo e começou a passar uma faixa ao redor do ferimento na perna.- lendas existem para avisar aqueles que sucedem após ela. Elas são histórias para alertar as pessoas do que outras já viveram. – ele apenas continuou a observa-la calado, interessado mais do que deveria nas palavras da sereia. – dizem que a lua e o sol se apaixonaram desde a primeira vez que se viram. Dizem que o sol amava tanta a lua, que ele morria todo dia para ela respirar. O amor dos dois é impossível pois eles nunca poderiam ficar juntos, o dia precisava do sol para iluminar e aquecer e a noite precisava da lua para iluminar a escuridão. Contudo havia uma época em que eles podiam se ver, era quando ocorria o eclipse. – Natsu olhava atentamente a Lucy e em sua mente era como se pudesse imaginar cada detalhe da história.- o sol ofertou a lua um presente do símbolo de seu amor. Algo infinito e puro, como seu amor. O tesouro.- Natsu levantou levemente uma sobrancelha, curioso aonde chegaria o fim desse conto.- dizem que a lua e a mãe dos dragões, ela é como uma deusa a eles e os concedeu o tesouro em forma de demonstração do amor maternal e para que guardassem seu tesouro. No entanto, anos depois Acnologia, a criança criada por dragões roubou o tesouro e desde então não se sabe mais nada dele.


—Qual a história de Acnologia?- Natsu perguntou não escondendo sua curiosidade pelo homem que traiu os dragões e ainda se mantinha vivo.


— Acnologia fora abandonado e espancado pela sua própria raça. Deixado para morrer ele foi salvo pelos dragões e criado como um filho.- Lucy resolveu andar pela cabine olhando os detalhes até então despercebidos por ela. Tudo sobre o olhar do rosado, como uma brasa sobre sua pele.- dragões são seres majestosos e grandiosos, contudo não costumam ser misericordiosos e mostrar afeto a uma criatura tão inferior a eles eram algo extremamente curioso, entretanto não era vantajoso a eles também. – ela passou a mão delicadamente a alguns utensílios de ouro, obviamente roubados e postos naquela prateleira como um triunfo.- não havia nada de vantajoso em salvar aquela criança humana, contudo eles salvaram e cuidaram de Acnologia. Mas é como dizem.- ela virou o rosto o suficiente para alcançar as orbes verdes escuras. Era tamanha intensidade em um olhar que era como se saíssem faíscas alí e aí de quem ousasse se intrometer.- uma maçã podre mesmo no meio das boas, nunca vai ser verdadeiramente boa. Por que no fundo é aquilo que ela é. Acnologia era egoísta e desejava mais do que lhe poderia ser ofertado e com desejo de vingança queria poder trucidar aqueles que o feriram. Contudo, os dragões não pensavam da mesma maneira, não eram baixos o suficiente para atacar os humanos sem um argumento plausível. Com raiva e rancor Acnologia roubou o maior tesouro deles.- Lucy se virou ficando agora completamente de frente a Natsu que ainda permanecia deitado despojadamente pela poltrona com os olhos sobre cada mísero detalhe da garota a sua frente. E naquela hora. Naquele momento ele compreendeu. O quão perturbador é desejar algo que nunca poderia ter.


**


A noite estava gélida como se para deixar cada um ali mais arrepiado que o próprio medo que aquele local emanava. A noite caia junto da neblina que compunha ao cenário de horror. Sim, de horror. Horror por sentir em seus ossos a energia que aquele local emanava, mesmo com três embarcações medianas que compunham cerca de quinze homens cada, não eram o suficiente para inspirarem coragem o suficiente para olharem ao redor sem estarem aterrorizados.


Lá estavam indo em direção a morte. Mesmo que seu comandante dissesse o contrário e os obrigaram a ir, sentia que estavam embarcando ao navio do Caronte.


A água abaixo de si era tão escura que era impossível de se ver ou imaginar o fim. As árvores que cresciam na grama perto eram de raízes grossas e negras com folhas secas e cipós caindo pela agua.

Os barcos pararam a espera delas. Sentaram-se e aguardaram ansiosos pelo que veria a seguir, sem conseguir disfarçar o medo. O homem de cabelos loiros até os ombros observou quando a água ao redor do barco se mexeu, como se algo passa-se abaixo deles. E ele sabia que tinha sim algo e temia verdadeiramente pelo que poderia ocorrer.


De repente mulheres se levantaram ficando com apenas a cabeça até os seios para fora. Sem que conseguissem desviar os olhos os homens olharam enviesados pelas as belas criaturas. Eram magníficamente lindas. Quando uma delas começou a ressoar uma canção o homem de cabelos loiros se arrepiou e como se uma corrente invisível os prendessem até às lindas mulheres que cantavam a cantiga.


— O Rei despertou a Rainha do mar, O barco á correntou, Por onde andares são teus os mares, Quem ouviu temor.- elas se aproximaram dos barcos ficando ao redor deles permitindo que eles pudessem apreciar de perto. Os homens ficavam inerte a qualquer coisa que acontecia ali, não havia um naquele local que não estivesse enfeitiçado e não conseguisse fugir do canto da sereia. — Yo Ho,Um dois, Nossas cores erguer, Ladrãos e Mendigos jamais iram morrer, Yo Ho,todos juntos, Nossas cores erguer, Ladrãos e mendigos jamais iram morrer. — as sereias se aproximaram dos homens pegando em seus rostos e eles de prontidão se aproximavam. E quando os lábios tocavam aos molhados das sereias os homens arregalaram os olhos e tentavam fugir, entretanto era impossível fugir do beijo da morte. E junto daqueles lábios se esvaía suas vidas e elas os puxavam para o fundo onde pudessem desfrutar da sua carne. Os homens que aos poucos caiam em sua consciência com os gritos de seus colegas e a cena de horror que compunha aquele cenário horrendo. Eles tentavam fugir, mas no fundo sabiam que era impossível.

O homem loiro quando tentou se virar afim de procurar uma saída se assustou ao ver que atrás de si uma sereia estava com metade do corpo sobe o barco. Ela possuía longos cabelos negros como a pena de um corvo, a pele extremamente branca com os olhos negros e lábios vermelhos. Por um momento ele se perdeu na beleza dela que não usava nada para tapar os seios além seus longos cabelos. Ela colocou a mão no queixo dele fazendo o se aproximar mais. Ela tocou o rosto com delicadeza antes de apertar com força o queixo dele.

— Um precisa sobreviver para contar a história.- com a outra mão ela tocava na cabeça do homem e olhava bem fundo de seus olhos azuis.- você vai dar um aviso ao seu estupido capitão da Oracion Seis que achava que podia vir aqui e pegar nossas escamas.- o homem virava olho até ficarem brancos com a boca entre aberta enquanto a sereia mexia em suas memórias como um mero passatempo.

Fim.
"Os miseráveis não têm outro remédio a não ser a esperança."
—William Shakespeare—

Notas finais
E aaiii gente, o que acharam? A parte da lua e do sol em que ele morria para ela respirar e uma frase que eu vi e gostei ai decidi colocar e adaptei a história. Espero que tenham gostado hehehe Me contem o que estão achando! A música que as sereias cantam e do filme piratas do Caribe. Beijoooos e até o próximo. Beijocas e arigatou! I.C.S