Notas iniciais
Oiiii gente, tudo bem? Nem acredito que consegui postar hoje, pq senão seria apenas na sexta. Enfim, espero verdadeiramente que gostem assim como, e assim como disse no capitulo anterior esse de hoje é muito especial! Aviso: Contém cena de hot nesse capitulo, caso se sinta desconfortável ou não se agrade, pode pular. Mas eu bem sei que vocês gostam de uma potaria! hahaha Enfim, sem prolongar mais, boa leitura e me perdoem os erros!

Capítulo LXII

Era audível até para aqueles que não possuíam uma audição apurada, de tamanha era a velocidade que seus corações batiam. Os olhos encaravam um ao outro, incapazes de olhar em outra direção que não fossem em si mesmos.

Os olhos verdes escuros a encaravam de maneira que proporcionava um arrepio em sua pele como se estivesse exposta ao frio do rigoroso inverno. A observava como se fosse algo único, e especial o suficiente para que suas pupilas dilatassem o suficiente para se ver nelas.

Sempre ouviu histórias de que os olhos fossem portadores das almas, que um simples olhar poderia ser de imenso significado, tal como uma gota de água em um solo seco do deserto. Não possuía certeza sobre isso, no entanto, ao olhar profundamente nos olhos de Natsu, ela soube que a história era verídica, ela enxergou a alma dele das íris esverdeadas.

A maneira a qual ela o observava fazia crer que era digno de amar, que nada mais importava desde que recebesse aquele olhar em sua direção. De uma maneira inimaginável e única, os olhos castanhos brilhavam como se ele fosse à coisa mais importante em sua vida.

Não foram necessárias palavras, os olhos por si só diziam tudo. Tocando-lhe o corpo e o despindo antes mesmo das peles se tangerem. Aproximou o suficiente para que seus lábios roçassem um ao outro em um toque singelo e expressivo. E quando os lábios tomaram os seus não soube reagir de outro modo além de retribuir com o mesmo fervor.

Havia uma necessidade, de expressar aquilo que pareciam lhe esmagar o peito. Nos beijos e em cada toque era simétrico e inteiramente calculado, para que a pele abaixo sentisse com precisão o quão incríveis eram juntos. Os corações batiam acelerados em uma avassaladora sensação de aconchego e paz, não necessitavam de mais nada desde que se mantivessem ali.

Os lábios dele desceram em um caminho pecaminoso pelo pescoço alvo e exposto inteiramente a si, se deleitando do cheiro que possuía o estimulo necessário para acalmar cada terminação de seu corpo. A mão firme na cintura desceu até a coxa tocando-lhe com certa rigidez, sentido a pele com pele. E as delas subiam de suas costas aos cabelos sedosos adentrando os fios e demonstrando a necessidade que se tinha dele.

Os lábios desceram até o colo exposto aonde beijos foram depositados, e a mão esquerda subisse até o seio o tocando por sobre o tecido do vestido que parecia fino demais para impedir o calor de suas peles. Ela arfou quando sentiu a mão quente a segurando com firmeza, e seu coração pareceu dar um salto como se estivesse esse tempo todo falecido. As sensações que preenchiam seu corpo eram novas, sobretudo, tão longe de serem ruins. Sentia-se completa quando os lábios grossos desceram por entre o vão dos seios que o decote permitia, e as mãos calejadas subisse até o mesmo abaixando-lhe o tecido o suficiente para que ficasse exposta a ele.

Não ousou sentir vergonha, não quando as íris esverdeadas a olhavam com um impetuoso brilho, de maneira que se sentisse o ser mais belo que ele já houvesse visto. Os lábios defloraram a pele sensível e intocável com um ardor sobrepujante a sensação que a aplacava.

A cena era de longe a mais agraciada a qual já havia ousado presenciar. Os fios loiros caiam como sol no forro vermelho, os olhos castanhos brilhosos como a brasa crepitantes da lareira e a pele alva corada com os lábios entreabertos enquanto um gemido soou de seus lábios. E ele soube que estaria rendido a ela para sempre.

A mão firme sobre seu seio se tornou firme na região que os lábios não tocavam. Lucy sentia como se estivesse caindo de uma altura em uma sensação de adrenalina que percorria todo seu corpo, jamais imaginara sentindo ou fazendo qualquer daquelas emoções que sempre lia em seus livros. No entanto, lá estava ela, sentindo e vivenciando o mais ousado sentimento que preenchia todo seu corpo desde o ventre.

O rosado ergueu o corpo apenas para olhar nos olhos ansiosos da jovem, sua mão direita parou na região do coração o sentindo bater redundante e logo em seguida desceu a mão pela pele, passeando pela barriga até chegar à região de calor da jovem que mesmo por baixo dos tecidos não impediu que sua respiração se prendesse quando a mão dele pressionou a região. Os olhos verdes feitos a Jade mais límpido, a observar com desejo e anseio guardando em sua memória cada uma de suas reações.

Aproximou o rosto antes de tocar lhe os lábios rubros como uma rosa, e o beijar-lhe com fervor. A mão escorregou pela coxa adentrando lentamente o tecido do vestido azul, para então, tocar a pele quente dela contra sua mão calejada a qual causava arrepios no processo. O aperto se tornou firme e automaticamente ela ergueu a perna a dobrando aonde o corpo dele se encaixou perfeitamente por entre elas. Os tecidos pareciam tênues demais para impedir a sensação que os aplacou no momento em que sentiram suas intimidades se chocarem.

O rosto se aqueceu por completo pelo momento devasso, aquilo causava sensações até então desconhecidas e quando a mão adentrou seu vestido tocando seu ponto de calor por cima da peça intima. Seu tronco se ergueu em um gemido reprimido por entre os lábios, aos poucos o calor se tornava sobrepujante a todas as outras sensações que a aplacavam. A carícia delicada não parecia condizente com os olhos ardentes do homem a sua frente que se afastou o suficiente para observar sua expressão de deleite. Assim que o dedo foi encaminhado para dentro da calcinha tocando em sua pele, passando pelas dobras já húmidas escorregando por entre elas antes de voltar ao local que parecia aumentar a pressão em seu ventre, sentiu como se seu corpo fosse absorvido no mais impetuoso prazer.

Os lábios roçavam aos dele toda vez que erguia o tronco quando o prazer parecia ser demasiado. Ele retirou a mão lhe fazendo sentir um vazio apenas para que o vestido fosse retirado lentamente de sua pele, e jogado em qualquer região do quarto, Natsu segurou-lhe o calcanhar apenas para distribuir beijos na região, subindo lentamente de maneira tortuosa pela perna esguia. Os olhos não ousaram se desviar um do outro, permanecendo com o contato direto como se tudo o que desejavam dizer fosse enunciado pelas íris brilhantes lascivamente.

Quando os lábios se aproximaram de sua coxa, ela sentiu seu corpo tremer em expectativa. E ele lançou um olhar antes de lhe fornecer um beijo em sua região intima ainda sobre a calcinha. Seu corpo inteiro se arrepiou, e os dedos quentes dele tocaram seu quadril adentrando por baixo do tecido, apenas para segurá-lo com firmeza antes de destruir o pano se tornando frangalhos em sua mão.

—Natsu!- o repreendeu, contudo, qualquer outra palavra que houvesse a ser dita fora completamente esquecida quando os lábios tomarem lhe sua região, em um beijo avido e desejoso. Um gemido soou de seus lábios quando sentiu a língua deflorando sua pele e fechou as pernas com a onda forte de prazer, contudo, ele segurou suas coxas a mantendo-se aberta para si com os olhos vidrados nos castanhos. Era a cena mais erótica que havia presenciado na vida, com Natsu entre suas pernas sugando sua intimidade passeando a língua por toda a região. Sobretudo, de longe a mais inesquecível.

Ergueu o tronco apenas para observá-lo e manter o olhar, o coração bateu acelerado quando sentiu um dedo dele tocar sua região rodeando delicadamente, antes de adentrar causando uma leve ardência que fora substituída por prazer logo em seguida que os movimentos se iniciaram a preparando para recebê-lo. Seu cérebro mal conseguia acompanhar os movimentos dos lábios, da língua que focava naquele ponto em específico que sabia que lhe daria prazer, do dedo que adentrava em si tocando sua parede interna em uma região que causou uma avalanche prazerosa em seu corpo.

Foi arrebatador quando uma onda eletrizante iniciando de seu ventre passou por todo seu corpo, e ela comprimiu os dedos do pé segurando os punhos no lençol. Os olhos estavam fechados apreciando aquela sensação e os lábios rosados como sua pele ardente aonde gemidos saiam por entre eles em um cântico mais belo que já houvera ouvido. Observar Lucy obtendo um orgasmo havia se tornado sua cena preferida.

Fechou a perna quando a língua dele passou por cada região sugando cada resquício de seu prazer. Antes de subir beijando cada espaço da pele exposta, pela barriga, seios, pescoço aonde cheirou profundamente a pele se agraciando do cheiro característico dela.

—Creio que agora esteja viciado no seu gosto!- aproximou beijando-lhe o rosto e a deixando o corada. – no seu cheiro!- desceu até o pescoço cheirando profundamente o cheiro de baunilha e coco. – de você por completo!- voltou a olhar o rosto corado e a beijou levemente os lábios, a fazendo sentir o próprio gosto. Era devasso, contudo, impactante demais para se importar. – você foi feita inteiramente para mim!- a mão subiu até o colo o tocando descendo por cada parte da pele. Ela sentiu quando o membro firme dele tocou a sua intimidade causando um atrito prazeroso.

As mãos delicadas e ansiosas dela passaram por seus ombros o trazendo para mais perto o beijando com avidez. Cruzando as pernas contra o quadril dele na necessidade de senti-lo. Rebolou o quadril ocasionando um gemido dos dois entre os lábios.

—Não faça isso!- falou rouco beijando lhe o pescoço alvo fornecendo mordidas no processo. – estou tentando me controlar!- sorriu contra a pele dela. As mãos seguraram seu rosto para que olhasse nos olhos verdes.

—Eu quero você Natsu!- beijou-lhe os lábios logo em seguida fortificando seu pedido. Desceu as mãos delicadas até o cós da calça onde passou a mão direita por sobre seu membro rígido e o homem acima de si prendeu a respiração. – tanto quanto você me quer!- falou baixo com a voz grave próximo aos lábios dele lançando um olhar firme para ele.

Abriu lentamente a última peça de roupa que a impedia de o sentir por inteiro, e retirou o tecido juntamente da peça intima com a ajuda dele. Quando o mesmo voltou para o meio de suas pernas, sentiu o membro tocar-lhe a coxa a deixando nervosa e ansiosa. No entanto, não ousou permitir que aquilo a impedisse de prosseguir e apenas retribuiu o beijo quando o rosado tomou-lhe os lábios, enquanto sua mão direita descia até sua intimidade fazendo movimentos circulares na região de prazer a deixando mais calma, depois a mão esquerda desceu até a coxa dela o segurando por baixo do joelho apenas para erguer um pouco e a deixar em uma posição mais favorável. E direcionou o membro na entrada húmida dela e assim que sentiu, seu corpo se retesou quando aos poucos sentia ele a preencher por inteira. Seu coração bateu acelerado, e a dor era excruciante, mas o carinho que ele depositava em seus beijos era sobrepujante aquilo a deixando mais confortável para recebê-lo.

Um grunhido rouco soou dos lábios dele quando a sentiu por inteiro, as paredes internas o apertando, sentia que poderia atingir o clímax apenas com aquilo. Era uma sensação indescritível a ter por inteira, para apenas obter a conclusão que se completavam um ao outro como um encaixe perfeito.

Beijou-lhe todo o rosto com apreço, enquanto suas mãos se preocupavam em acariciar cada região de seu corpo para deixá-la confortável e a dor fosse mínima. Era visível que ele estava se segurando se preocupando em ser delicado e especial para ela, contudo, apenas por ser ele, já tornava tudo sublime apenas por aquilo.

Iniciou os movimentos lentos e calmos até que ela se acostumasse com a invasão, às mãos trabalhavam nos seios fartos e os lábios beijavam o pescoço quando aos poucos ele saia apenas para adentrar por inteiro e ela o senti duro e firme. O prazer se tornou excedente a qualquer outra coisa além dos dois, e as mãos firmes desceram segurando sua cintura com firmeza puxando o corpo contra o seu enquanto as mãos dela seguravam com firmeza os braços torneados indo às costas o arranhando quando sentia seu ventre aquecer.

Em um dado momento ele segurou seu quadril a virando para ficar por cima dele. Sentou-se com ela em seu colo impelido o quadril contra ela, para que não fizesse todo o esforço. E a loira segurou em seus ombros enquanto subia e descia, rebolando por sobre o seu colo, imitando os movimentos que pareciam lhe proporcionar mais prazer.

Os olhos verdes se tornaram vidrados na imagem a sua frente, como se fosse à coisa mais indescritivelmente bela que havia visto. Beijou os seios que estavam próximos a seu rosto, em seu mais novo cenário preferido. Sugou com avidez ocasionando os sons de gemidos dos lábios dela, que estava maravilhado desde que o ouvira.

Tocou-lhe o rosto para apenas encostarem a testa já suada um no outro, os lábios roçavam em uma carícia delicada e singela, divergente a emoção avassaladora que preenchia seus corpos e coração. O som dos corpos de encontro ao outro, o suor escorrendo em seus corpos, tudo favorecendo ao cenário erótico.

Segurou em seu quadril apenas para erguê-la e a colocar de costas para si, e se aproximar da beirada da cama e a colocando sentada sobre si. Lucy sentiu ser preenchida novamente quando sentou lentamente no colo dele que rodou um braço em sua cintura e o outro segurando seu seio com firmeza. Repetiu os movimentos sentindo ele a preencher profundamente o sentindo mais fundo naquela posição. Natsu beijou-lhe o pescoço e ela deitou a cabeça por sobre o ombro dele lhe fornecendo acesso para se deleitar na região.

—Olhe como você é linda!- fez como lhe fora ordenado pela voz grossa em seu ouvido e, abriu os olhos observando o espelho grande a frente deles, aonde nitidamente ela conseguia ver com precisão seus corpos se tornando um. E sentiu o impacto quando seus olhos observaram os verdes sobre si enquanto lhe beijava a pele do ombro ao pescoço. Os fios dourados caiam por sobre seu rosto corado como uma cortina enquanto o restante do longo cabelo estava jogado para o lado direito como uma cascata de ouro, os lábios inchados estava entreabertos, e ela se sentiu exatamente como ele havia dito. Linda. Natsu impulsionou o quadril contra ela, não forte o suficiente para machucá-la, mas o suficiente para soltar um gemido baixo. – veja como nossos corpos se completam em um só amor!- desceu a mão até às intimidades e tocou a região de seu prazer, fazendo a suspirar entardecida. – consegue compreender por que sou fissurado em você?- segurou com firmeza a cintura fina de encontro ao seu corpo.

A dor ou qualquer que fosse a possibilidade incômoda se tornava inexistente por consequência dele, que fazia tudo se tornar especial e prazeroso a ela. Era unicamente ele que poderia fornecer algo como aquilo, que ia além do prazer e sim a unificação de suas almas. Era a materialização de seu amor.

A ergueu novamente apenas para virar de encontro a si e a deitar na cama abaixo de si, aonde as pernas grossas se cruzou no quadril dele. A necessidade se tornou visível quando os movimentos se tornaram mais consistente para que o prazer os preenchesse, e olhando um nos olhos do outro, ele veio, arrebatador e inigualável em gemidos de alívio dos dois.

Havia um brilho no olhar que incendiária uma cidade inteira, quando se olharam mais uma vez antes de sorrirem satisfeitos. Natsu deitou a cabeça sobre o peito dela sentindo o coração acelerado em uma representação inigualável ao seu. Os braços finos passaram por seus ombros o abraçando enquanto acariciava os cabelos róseos. Com sorrisos satisfeitos em seus lábios na nítida face da afeição. Os dois podiam afirmar com precisão que aquele era o dia mais feliz de suas vidas.

**

Os dedos passaram por sobre os livros empoleirados e sentiu as partículas da poeira grudarem em sua pele. Seus olhos buscavam pelo o livro especifico que precisava para confirmar sua teoria, e então, o notou na prateleira um pouco acima de sua cabeça que apesar de estar por sobre a ponta dos dedos, obteve dificuldade em retirar o mesmo. Sentiu-se frustrada quando seus dedos rasparam de leve na capa aveludada e antiga.

Um corpo alto surgiu atrás de si pegando o livro sem dificuldade ao esticar o braço musculoso. Piscou os olhos surpresa com a repentina aparição e se virou dando de encontro com o peitoral firme do garoto que exibia um sorriso convencido nos lábios.

—Precisa de uma escada baixinha?- revirou os olhos sob as palavras venenosas do moreno. Tomou-lhe o livro de suas mãos com brusquidão. – você não descansa? Desde que chegamos está aqui!- a azulada havia negado a comemoração entre os amigos, para caminhar até a biblioteca em busca de sanar as dúvidas que a aplacaram.

—Não tem problema!- falou sincera com os olhos castanhos em direção aos rubis direcionados a si. – eu preciso fazer isso!- respondeu com convicção o fazendo unir as sobrancelhas em incompreensão. – eu preciso ser útil de alguma forma!

—O que quer dizer com isso?- encarou em seus olhos como se pudesse enxergar além do que queria transpassar. E suspirou resignada, sabendo que não conseguiria fugir de seus questionamentos.

—E apenas isso que eu sei fazer Gajeel!- o tom da sua voz indicava que aquilo a incomodava mais do que deveria. – eu não sou forte como você, nem possuo poder como Lucy, eu não sou como qualquer um de vocês. – permaneceu quieto ouvindo o suspiro cansado da pequena garota. – ser inteligente e buscar por respostas nos livros... É a única coisa em que sou boa, a única coisa em que posso ajudar! – abaixou os olhos sem obter a coragem necessária para encara-lo.

Considerava-se a pessoa mais covarde e provavelmente inútil da Fairy Tail, sendo sempre salva pelos amigos, em específico o homem a sua frente. O que diminuía sua angústia era que poderia ser útil em resolver os problemas que não se desfaziam com murros.

—Bobagem!- ergueu os olhos o encarando, irritada que ele tenha menosprezado sua fragilidade. – você mais do que ninguém, sabe que a espada mais afiada e inútil perante a um bom argumento!- piscou surpresa, não conseguindo reagir de outra maneira senão a surpresa. Jamais esperava que alguém como Gajeel dissesse aquilo. Ele que sempre preferiu o caminho prático da violência. – o que os outros fazem não deveriam refletir em você Levy!

—Eu sei... — soou envergonhada apertando o livro grosso entre os dedos, sentindo a aspereza da capa em sua pele. – eu apenas quero ajudar também!

—Então faça sua parte, não se importe se é inferior aos outros!- observou a face inexpressiva do homem encostado a estante ao lado. Despreocupado como se estivesse tendo uma conversa sobre o tempo. – a disponibilidade de fornecer ajuda, é o que mais vale!- sentiu as bochechas arderem quentes com as palavras firmes. Não queria se sentir tão apegada ao que ele havia dito.

Contudo, Gajeel sempre seria o fogo que emolda sua espada. Ele a fazia ser mais forte até que conseguisse se proteger sozinha, a empenhando em sempre seguir em frente. Tais atitudes refletiam em seu coração o aquecendo como uma chama no frio.

Seus olhos se encontraram por alguns segundos e ela se questionava se o brilho que enxergava em seus olhos sempre opacos, poderia significar que ele se sentia do mesmo modo. Iludia-se com o pensamento de que ele poderia a ver do mesmo modo, mesmo que se julgasse indigno.

—Levy, por que pediu que me chamasse?- a voz de Makarov surgiu no local como um eco. Quebrando então, o contato que estavam mantendo, até ela caminhar até o pequeno senhor que se sentava na cadeira completamente alheio ao que havia ocorrido.

—Estou com uma teoria para ajudar Natsu!- falou deixando de lado aquela sensação passageira para focar no que era importante. Parou frente à mesa que o mestre se encontrava a encarando com demasiada curiosidade. – se não podemos refazer o selo, pensei que pudéssemos ajudá-lo a controlar a si mesmo. – ergueu uma sobrancelha branca encarando a jovem e o homem de cabelos negros se sentou a mesa com os braços cruzados. Em sua pose irredutível, fingindo que seu coração não estava abalado pela garota ao lado.

—Como faríamos isso?- sorriu empolgada com o questionamento exato que o senhor lhe lançou. Sentia-se empolgada em fazer algo que possuía dominância o suficiente para falar com convicção.

— Tirando por base de Hades!- os dois presentes a encararam com uma expressão de choque no rosto. – ele era um homem comum, antes de iniciar os estudos com alquimia e se transformar em um homem que avançou aonde ninguém mais ousou ir. – colocou o livro sobre a mesa a qual após bater contra o assoalho, levantou uma nuvem de poeira. – dominou a magia esquecida!- observaram o título pintado de uma tonalidade escura que ia do azul ao preto. “A magia do caos”.— podemos ajudar Natsu a controlar, estudando sobre a magia que ele possui, dessa forma, ele não precisará do selo!

Tamanha fora a convicção que havia dito as palavras, que soaram de maneira cantada aos ouvidos daqueles que aguardavam ansiosos por uma resolução, que não ousaram duvidar do que fora proferido.

Qualquer luz sempre parece atrativa quando se está muito tempo no escuro, só precisa saber diferencia-la de uma armadilha para uma solução.

**

—Não acredito que isso seja verdade!- a garota de longos cabelos escuros em uma tonalidade roxa falou. Os olhos pareciam perdidos encarando o homem a sua frente a qual confiava sua vida a ponto de acreditar que o que havia sido informado, era verídico. – qual a veracidade dessa informação?

—É verdade!- confirmou o homem após soltar a fumaça que havia inalado do cigarro contra a noite. – foram as próprias moiras que disseram!- poderia rir do que havia escutado se o choque ainda não estivesse percorrendo sua pele. – Zeref está vivo!- aquilo causou um arrepiou no corpo da mulher que se abraçou esfregando os braços em busca de um atrito para se aquecer. – acha que pode ser ele por trás de tudo?

—Certamente!- devolveu após suspirar. – Hades apenas se refere a ele como mestre, eu nunca o vi ou ouvi seu nome!- o azulado uniu as sobrancelhas a encarando com o cigarro preso aos lábios.

—Por que Hades colocaria o selo na criança?- Questionou a encarando a qual apenas deu de ombros. Havia contado sobre as informações sem entrar em demasiado detalhes.

—Eu não sei, todavia, ele não é estúpido, tudo o que faz é precisamente calculado!- o olhou firme transpassando a precisão daquela informação. – se ele fez isso, é por que vai usar isso a seu favor quando for necessário! – suspirou após o que a garota havia dito, se acomodando na árvore com o olhar perdido.

—Por que está passando informações confidenciais? Que só dizem respeito à Fairy Tail!- arregalou os olhos ao ouvir a voz com uma acidez que o incomodou. Virou em direção ao som, encontrando com a mulher de longos cabelos vermelhos. Erza lançava um olhar inquisidor de si para Ultear parada ao seu lado. – me diga Jellal!

Fim!

“As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.”

—Leonardo da Vinci-

Notas finais
FIIIIMMMMM! Vocês estão surtando? pq tá permitido! Finalmente aconteceu o tão esperado Hot, e espero que tenham gostado, como bem sabem eu não manjo dessas falcatruas, mas gostei! O hot Nalu tem a intenção de ser mais detalhado e descrito do que os outros, pelos dois serem os principais. Mas claro que os outros também vão ter seus destaques. Enfim, espero que tenham gostado, que tenha ficado ao agrado de vocês! Jellal X9 pego no pulo hahahah O que acham que vai acontecer? Levy bem estrategista para mandar o problema do Natsu para o raio que o parta, acham que vai dar certo? Meus povo lindo, infelizmente não tenha data prevista para o próximo, mas tentarei não demorar, não ser uma grade filha da mãe como na maioria das vezes. Espero que tenham gostado, me digam pelo amor de Deus! Uma critica construtiva e um elogio é sempre bem vindo. Até o próximo! Beijocas Arigatou! I.C.S