Notas iniciais
Oiiii gente, faz algum tempo não é? Primeiramente gostaria de desejar um feliz natal e ano novo super atrasado a todos vocês, e que sejamos fortes para fazer esse ano ser melhor e sermos a mudança necessária! Eu sei que estou sumida e tenho consciência de que isso é uma sacanagem com quem me acompanha, porém além de não ter me agradado das três vezes em que redigi o capitulo, ocorreram coisas em minha vida pessoal que me fez não senti inspiração para escrever. Ano passado foi um ano muito difícil a todos e assim como a maioria eu não fiquei ilesa, não estava me sentindo bem para escrever e minha escrita estava transparecendo isso, e a historia estava ruim e bem longe de ser o que queria. Mas já estou melhor e finalmente consegui escrever algo que estivesse do meu agrado e espero que esteja no agrado de vocês também, é um capitulo tranquilo, mas necessário, pois vai chegar um momento e que sentirão falta desse tipo de capitulo heheh Estamos caminhando para um novo passo da historia é espero que gostem! Também queria agradecer a todos que me acompanham e pela paciência, e por não desistirem da historia, e seja muito bem vindo os novos leitores! Irei estar respondendo os comentário dos capítulos anteriores, desculpe a demora s2 Boa leitura e qualquer erro me desculpe e avisem!

Capítulo LV

A escuridão era fria, porém, convidativa, pois ela não se importava com quem você era ou que já fez, e consequentemente atraía pessoas desavisadas a irem a sua direção e ver nela uma maneira de se esconder, um refúgio. As lendas sobre o que vivia na penumbra da noite com passos lentos e olhos vermelhos, eram reais, havia monstros nas terras escuras, mas não tão diferentes dos humanos frigidos.

Pois, diferentemente dos humanos, os monstros não precisam fingir quem não eram, e os tolos humanoides faziam isso para conseguir o que desejavam.

Os humanos tinham medo dos monstros debaixo das camas, sem imaginar que o pior deles dormia acima delas.

Sentado em sua cadeira e as mãos postas sobre um livro velho e empoeirado, o homem da longa barba branca lia e relia os trechos com a tinta já desgasta no papel velho e amarelado. Ao redor de si, estavam vidros e embalagens que continham seus experimentos, insumos utilizados para orquestrar o poder da escuridão.

—Mestre!- não foi necessário que erguesse os olhos para saber de quem se tratava. Os passos ligeiros e quase inaudíveis de Ultear a fazia ser inigualável a qualquer outro ser existente naquele navio. – o senhor está há bastante tempo aqui em baixo, e isso tem ocasionado uma sensação nervosa nos marujos. – parou frente à mesa em uma posição de respeito hierárquico, e os olhos vermelhos observaram as aberrações em potes e torceu o nariz com o cheiro pútrido do local.

—Como os marujos estão se sentindo, é a minha última preocupação Ultear!- falou com a rigidez comum de sua voz, em um tom debochado deixando nítida sua falta de preocupação. – se não fosse por mim, esses mortos de fome estariam em uma vala qualquer da prisão do conselho ou com os pescoços torcidos na forca. – ergue os olhos para a garota que mantinha o rosto impassível mediante a frieza do homem, como se estivesse anestesiada a tais atitudes. – deveriam ser gratos, ao invés de serem tão inconvenientes.

—Passarei o recado mestre!- em outras palavras, mais chibatadas nas costas esqueléticas dos homens. Porém, era inegável a sensação de temor que causava aos outros quando mestre Hades decidia por ficar em seu laboratório, nunca de fato significava algo bom. – como tem sido o desenvolver das pesquisas?- era aquilo que ele gostava em Ultear, ela não era intrometida o suficiente para ser indelicada nas perguntas, toda via, não era desinteressada o suficiente para não dar importância as coisas que ele fazia. Era tudo medido.

—Não diferiu do que eu já sabia!- falou levemente intrigado e irritado, não gostava quando as coisas não estavam sob seu controle, quando não conhecia sobre algo, você poderia não obter controle sob ele. E isso, o irritava profundamente. – contudo, ao menos uma notícia boa. – o olhou curiosa e ele sorriu ladino. – o selo que fiz no filho do mestre está cada vez mais frágil feito uma pluma, e qualquer coisa pode o desfazer por completo. – ditou satisfeito e a morena o observou curiosa.

—Por que não desfaz o selo por completo?- questionou o que para si fazia mais sentindo e menos trabalhoso, contudo, o homem negou com a cabeça levemente.

—Por que não me seria útil que ele viesse perder o controle por agora, tenho outros planos anteriormente a isso. – Assentiu ainda curiosa, mas se manteve calada. – o tempo e as vivências daquele garoto será o calcanhar de Aquiles, para que o selo seja enfim desfeito. – passou os dedos na barba longa e branca. – eu estipulei que o selo duraria até os vinte anos dele, e isso significa que ele irá acabar a qualquer momento.

—Isso também significa que as memórias dele retornaram também?- questionou com uma sobrancelha erguida e o outro assentiu em concordância.

—Sim, assim como sua verdadeira natureza, e o que pode inclusive se perder do que é hoje. – Ultear permaneceu quieta, mesmo que por dentro estivesse ansiosa por mais, mas deveria ser cautelosa ao lidar com o homem a sua frente.

—O senhor nunca me disse quem é ele, poderia lhe ajudar se tivesse conhecimento dessa informação!- falou baixo e de maneira firme, mas com o respeito necessário. Se nem mesmo Ultear sabia quem era o garoto, ninguém naquele navio poderia saber, e ela já havia tentado saber por outros e obteve a mesma resposta de sempre. Apenas o mestre possuía o conhecimento. O homem sorriu ladino, toda via, era um gesto carregado de maldade.

—Isso é uma informação que apenas eu terei querida Ultear!- as frias palavras causaram um pequeno arrepio na pele sensível. – eu não sei quando alguém poderia a vir me trair, não é mesmo?- o sorriso foi desfeito e apenas o olhar frigido era direcionado a ela.

—Claro meu mestre!- abaixou a cabeça em submissão, fazendo o homem sorrir satisfeito.

Natsu Dragneel seria o seu triunfo, como também poderia ser sua queda.

**

“Não importa o quanto as pessoas dizem sobre como você é, as únicas palavras que deveria lhe afetar, são as suas próprias, pois apenas você sabe o que passou.”

Lucy leu aquelas palavras no diário de sua mãe e as ficou repassando em sua mente, fazia algum tempo em que sua mão ficou entre aquelas mesmas folhas sem ousar mudar de página. Mesmo que se esforçasse para tentar prosseguir com a leitura se agarrava aquela frase específica e pensava sobre Natsu, e o que as pessoas diziam de si e sobre como estava longe de ser real.

Deitado na cama um pouco a frente à poltrona que estava o rosado repousava entre os lençóis com os olhos fechados e a respiração baixa. Ela sentia uma necessidade enfadonha de conferir a cada segundo como ele estava, pois temia que a qualquer momento houvesse a acontecer mais algum surto. O que não estava longe de acontecer devido às últimas atitudes do rosado. Desde que conversaram e decidiram resolver a situação juntos, Natsu se manteve mais quieto e fechado do que costumava a ser, como se tivesse regredido e voltado a ser o capitão que ela havia conhecido. Frigido e reservado.

Sentia constantemente dores de cabeça que o fazia acordar com surtos durante a noite, também sentia irritação na maior parte do tempo, o que ocasionava brigas constantes com os amigos.

A sereia estava preocupada e mesmo quando tentava pensar em algo plausível para o que estava acontecendo, não chegava a nenhuma resposta convicta, e se sentia frustrada com isso. Por ver o amigo sofrer e nada poder fazer a respeito.

Duas batidas leves na porta a fizeram se levantar e caminhar até a mesma após deixar o diário acima da mesa. E ao abrir deu de encontro com o senhor baixinho, que estava por conta de cuidar da tripulação enquanto Natsu não melhorava.

—Podemos conversar Lucy?- a loira assentiu fechando a porta atrás de si e caminhando com o senhor até a proa do navio. Makarov subiu em um barril e se sentou observando o por do sol, que deixava o mar do horizonte em um tom alaranjado devido ao reflexo do céu. – como ele está?

—Na mesma, não progrediu, mas também não houve um decaimento. – o senhor assentiu e engoliu em seco antes de proferir as palavras que pretendia dizer. Estava a um bom tempo trabalhando na maneira de dizê-las.

—Eu estive pensando em algo Lucy, como capitão temporário, preciso tomar decisões em prol da minha tripulação. – ela concordou compreendendo o que ele dizia. – é nítido que o que aconteceu a Natsu foi devido ao que Virgo fez a ele, os portais de alguma forma tem o feito piorar. – ela também havia notado aquilo, porém, desde que havia colocado os olhos no rosado, notou que ele possuía tendência para as trevas. – e pensando nisso, eu decidi que não deveríamos ir mais aos portais, ao menos até ele melhorar. – arregalou levemente os olhos castanhos para o homem que apenas mantinha o olhar em direção ao horizonte. – eu tenho consciência do quão importante para você é ir aos portais, assim como é para a Fairy Tail, por isso após conversar com Erza e Gildarts decidimos por separar um grupo, e os mandar para a missão dos portais. – a loira se virou para frente observando o mar de ondas leves a frente, e ficou pensativa.

—A prioridade é a melhora de Natsu, e eu concordo com sua decisão. – suspirou aliviado e ela olhou em sua direção. – contudo, eu posso ir até os portais sozinha, não quero colocar mais ninguém em risco!- Makarov observou a garota a sua frente, não demonstrou nem reagiu com qualquer outra expressão, apenas permaneceu quieto.

—Você precisa parar de se sacrificar Lucy!- falou baixo, porém, as palavras causaram o devido impacto na loira que engoliu em seco. – sei bem que Natsu já falou a respeito com você, toda via, irei repetir. – a olhou nos olhos antes de prosseguir. – você não está sozinha, e não precisar fazer tudo sozinha! Aqui somos uma família, e todos nós sabemos bem o porquê estamos nos sacrificando, sabemos bem pelo que estamos lutando!- a sereia permaneceu quieta, incapaz de dizer algo a mais. – e isso já foi decidido, e decisões tomadas precipitadamente ou com intenções altruístas, não serão aceitas!- falou direto a fazendo sorrir em resposta.

—Acho que não tenho como refutar a isso!- falou sorrindo e colocando uma mecha loira atrás do cabelo.

—Não tem mesmo!- falou firme e sorriu ao fim. – amanhã vocês desceram no porto Hargeon para resolver as pendências para irem ao portal, mais tarde discutirão a respeito. – ela assentiu em concordância e o senhor a olhou. – e mais uma coisa Lucy!- ergue os olhos curiosa. – não conte ao Natsu, ele jamais concordaria!- engoliu em seco antes de assentir.

Retornou com passos lentos até a cabine, e assim que abriu a porta, notou o rosado sentado na cama com os braços apoiados nos joelhos e cabeça abaixada. Caminhou rapidamente até ele depois de ouvir a porta bater atrás de si, e se abaixou a frente do garoto em meio às pernas dele.

—Você está bem?- perguntou com tamanha delicadeza e observou o rosto inexpressivo do capitão, e então o olhar vazio e vago ser direcionado até ela. O tom verde musgo não havia mais aquele brilho que possuía toda vez que ele a olhava, havia algo opaco no lugar. – Natsu!- falou baixo e triste com o impacto que aquilo havia causado em si.

—Luce!- a voz rouca causou um arrepio em sua pele, e ergueu a mão levando-a até o rosto suado dele, aonde acariciou as bochechas e retirou os fios rosados grudados na testa. Tudo sobre o olhar calculado dele a si, porém, ela apenas permaneceu o acariciando e o olhando com carinho.

—Sim?- falou com um pequeno sorriso nos lábios rosados. – eu estou aqui!- falou olhando nos olhos dele e notou quando o mesmo ergueu a mão e colocou por sobre a sua, a pele grossa e áspera dele causou uma sensação engraçada contra a sua. Acariciou devagar a mão dela, antes de delicadamente retirar a mão de seu rosto. Uniu as sobrancelhas o olhando em incompreensão.

A rejeição havia doido feito uma dor física.

—Eu quero ficar sozinho!- falou baixou e desviou dos olhos dela olhando para o chão. Lucy piscou os olhos surpresa, e tentou afastar a dor que havia sentindo com aquilo e se ergueu devagar.

Olhou uma última vez para a figura do rosado antes de se virar e caminhar até a porta, seu coração parecia sentir exatamente como ela se lembrava do que era a dor. Pousou a mão na maçaneta da porta, porém, antes de girar a mesma, se virou, e correu em direção ao capitão. Jogou-se nos braços dele, passando os seus pelo pescoço do rosado e o apertou contra si. Sentindo seu coração bater acelerado com apenas aquele movimento, e se acalmou ao sentir o dele no mesmo estado contra si. Ele não poderia negar como se sentia a respeito dela, não quando seu corpo pertencia completamente à loira.

Afastou-se apenas para olhar nos olhos dele que a olhava com certa curiosidade, estava tão próxima que podia sentir a respiração dele contra seus lábios. As mãos dele não ousaram a tocar, porém, ele parecia fazer um grande esforço para isso.

—Eu não irei te deixar sozinho Natsu, eu apenas farei isso quando for o que você desejar de verdade. – falou baixou, mas sabia que ele havia ouvido ao notar a pele dele se arrepiar. – enquanto isso vai ter de me suportar ao seu lado!- olhou em seus olhos e desceu até os lábios do homem que pareceu prender a respiração antes de soltá-la profundamente.

Imaginou que ele se afastaria ou tiraria suas mãos de si novamente, entretanto, tamanha fora sua surpresa quando ele encostou sua testa na dela de olhos fechados e respirando fundo o cheiro que apenas ela tinha. E como se fosse um calmante para si, seu corpo inteiro se relaxou e ergueu os braços passando ao redor da cintura fina da garota, a trazendo para mais perto e se deliciando com aquela sensação.

Aquilo que os ligava ultrapassava o desejo ou qualquer coisa carnal, era muito mais puro e intenso.

**

A reunião em si estava ocorrendo no andar inferior do navio, aonde baús de rum e outros determinados alimentos eram guardados. Um enorme contraste com o local que costumava ocorrer tais decisões, porém, não poderiam fazer uso da cabine do capitão quando a presença do mesmo era proibida. Então, sobraram para os marujos agirem feito espiões e disfarçarem os reais motivos de estarem ali do rosado trancado na cabine.

—Tenho certeza que o salamandra não vai concordar, na verdade isso é óbvio!- soltou Gajeel com sua negatividade de sempre, cruzando os braços e então apontando um dedo em direção a Lucy que ergueu uma sobrancelha. – ainda mais se a loirinha for!

—Não importa o que o Natsu ache, situações desesperadoras exigem medidas desesperadas!- respondeu Erza com o seu tom de líder fazendo o moreno responder em uma careta.

—Quem não garante que ele não vá seguir a gente feito um louco?- questionou como se fosse óbvio. Gajeel compreendia o rosado por obterem algumas características semelhantes.

—Ele não irá!- fora Lucy quem respondeu atraindo a atenção do moreno e do restante. – precisa de uma sereia para lhe guiar até o caminho e principalmente para abrir um portal, ele não vai saber para aonde ir.

—Eu confesso que também não me agrada fazer as coisas pelas costas do esquentado. – respondeu Gray passando a mão nos cabelos negros. Poderia brigar sem pausas com o rosado, contudo, sempre estariam um ao lado do outro.

—Ninguém aqui se agrada disso Gray, porém, estamos fazendo pelo bem dele!- Makarov falou fazendo o moreno abaixar a cabeça pensativo. – é apenas temporário, até resolvermos a situação. – todos assentiram incertos. – Laxus e Mira irão ficar para me ajudar com a tripulação e Natsu. – falou o último em uma pequena careta de preocupação. – vocês devem seguir em direção à taberna dos piratas em Hargeon e encontrar o meu contato, ele vai chegar até vocês.

—E quem é esse contato velhote?- questionou Jellal o que todos desejavam saber, e olhares curiosos se direcionaram até o senhor que apenas deu de ombros antes de levar o cachimbo aos lábios.

—Irão descobrir na hora!- a resposta fez com que os presentes bufassem frustrados e o senhor apenas desse um risinho. – ele vai se aproximar de você Lucy e dizer o código. – olhou para a garota que assentiu em concordância. – Happy vai ser nosso meio de comunicação, e através dele que iremos saber sobre os eventos que percorreram, e caso seja necessário intervenções. – concordaram novamente. – agora se aprontem que irão descer pela madrugada no porto.

Aos poucos o grupo constituído por Erza, Jellal, Gray, Juvia, Gajeel, Levy e Gildarts, foram se dispersando cada um seguindo seu caminho em direção as cabines para um pouco de conforto, antes de iniciarem a missão.

A sereia parou antes de ir embora ao notar o gatinho sentado no barril com a cabeça baixa, e decidiu se aproximar e se abaixou frente ao mesmo o olhando.

—Está tudo bem Happy?- Assentiu não convencendo à loira. – eu também não queria fazer sem ele... Mas é necessário.

—Não é só isso!- falou baixo e ela o olhou com as sobrancelhas juntas. – o Natsu vai ficar bem, não é Luxy?- a voz chorosa indicava a preocupação do bichano, e a garota sentiu compadecida com o sentimento.

—Vai sim Happy, nós iremos ajudá-lo!- sorriu pequeno ao animal que devolveu o gesto, mas não muito entusiasmado, mas melhor que antes.

De coração, a garota desejava que aquilo fosse verdade, pois nem ela saberia dizer o desfecho daquilo.

**

O sol ainda não havia se posto quando o navio da Fairy Tail parou no porto de Hargeon e os devidos marujos descessem. Lucy havia passado a noite no tanque para renovar suas energias, e saiu sem que acordasse o rosado, mas não sem antes deixar um beijo delicado em sua bochecha.

O navio tratou de zarpar assim que todos desceram e acompanharam, quando lentamente o navio foi se afastando cada vez mais, tornando assim quase impossível de enxergar a bandeira da Fairy Tail.

Os oito presentes iniciaram sua caminhada pela rua deserta em direção à taberna que parecia não possuir horário para fechar. Sobrevoando sobre a cabeça deles, estava o exceed azul que assim que entraram no local, se acomodou no colo da sereia a qual se prontificou em ficar em um local mais afastado dos demais com os olhares atentos de seus amigos em sua direção.

A taberna estava cheia com vários piratas bêbados e acompanhantes risonhas sentadas em seus colos, nada de diferente ou suspeito e muito menos alguém que viesse a fazer se questionar se era o contato de Makarov.

—As fadas possuem caudas?- a frase que Makarov havia dito mais cedo para ela que seria o código, soou em seus ouvidos ditas por uma voz grossa. E ela a conhecia. Virou-se devagar dando de encontro com os olhos azul feito o céu e os cabelos loiros revoltos.

—Sting?- não disfarçou a cara surpresa ao constatar quem era o contato. O loiro apenas sorriu de ladino antes de levar sua caneca aos lábios e bebericar sua bebida.

—Surpresa por ser eu?- a olhou com uma sobrancelha erguida e ela concordou sincera. – Makarov me pediu encarecidamente que colocasse o pescoço dos meus marujos em risco, para ajudá-los. – bebeu sua bebida se sentando ao lado da loira que o olhava curiosa.

—E por está aqui, significa que aceitou!- concordou com a fala da loira e pousou a caneca sobre o balcão antes de direcionar o olhar para ela.

—Eu devo muita coisa ao Natsu, então, não poderia negar o pedido de Makarov, independente do quão louco fosse. – desceu os olhos azuis pelo rosto da sereia, ele não conseguia disfarçar o quão atraído se sentia por ela. – e eu também estou curioso para saber se a lenda dos portais e sereias celestiais é real!

—Eu não ficaria tão animado!- falou sincera e ele sorriu soprado. Happy permanecia quieto no colo da garota. – não é muito empolgante.

—Oh eu não diria isso!- ergueu uma sobrancelha e sorriu divertido. – já posso dizer que a viajem já está valendo!- olhou profundamente nos olhos castanhos da loira antes dela virar o rosto em outra direção.

—Não vai dizer isso quando um demônio chutar seu traseiro!- o loiro olhou curioso para o gato que parecia levemente irritado.

—Ora Happy, eu não havia o notado!- falou sorrindo ao observar o bichano que cruzou os braços e virou o rosto em uma nítida careta.

—Claro, não parecia estar vendo nada além da Lucy!- o loiro arregalou os olhos e a sereia sentiu as bochechas corarem. – vou até anotar isso para não esquecer de falar ao Natsu!- os olhos azuis do capitão da Sabertooth se arregalaram surpresos e antes que pudesse dizer alguma coisa, foi interrompido pela ruiva e os demais marujos da Fairy Tail.

—Sting, você é o contato de Makarov?- ele concordou com a cabeça e a ruiva o observou contemplativa. – você tem certeza disso? Podemos fazer sozinhos...

—Está tudo bem Erza!- falou sincero antes que ela terminasse. – é meio que tedioso apenas observar a Fairy Tail fazer tudo!- sorriu divertido fazendo com que os outros repetissem o gesto.

—Deixa o trabalho duro para os profissionais, vocês ficam por conta da carona!- Gajeel falou ajeitando a gola de sua camisa em uma pose de superioridade, fazendo com que o loiro revirasse os olhos, mas fornecesse um sorriso ao fim.

O grupo caminhou devagar em direção a saída para que fossem até o navio da Sabertooth iniciar sua nova jornada, com os corações inquietos, porém, aquecidos. A incerteza preenchia seus sentimentos os deixando nervosos, toda via, a garantia de estarem juntos era o suficiente para que a confiança sobressaísse a qualquer outra sensação inoportuna.

A sereia ergueu os olhos para o céu e observou as estrelas sumirem devagar, enquanto o sol surgia no horizonte indicando o começo de um novo dia. E seus últimos pensamentos foram em direção a um rosado que dormia tranquilamente, sem obter a menor ideia do que estava para acontecer.

Fim!

“Que o amor, de olhos vendados, encontre o caminho para a sua vontade”.

—William Shakespeare-

Notas finais
Fiiiiiim, eu espero verdadeiramente que tenham gostado, isso é muito importante para mim! Muita coisa acontecendo e vai acontecer, vamos ver como vai ser o desenrolar, e o que vocês esperam? quais são suas sugestões? concordam com Makarov? É só eu, ou vocês também estão com dó do Natsu? kkkk cês ainda não viram nada... ai ai. Gente, eu queria muito um meio de comunicação com vocês que fosse além dessas plataformas, para interagirmos e também para eu avisar quando eu demorasse a postar. Ainda estou pensando a respeito disso, mas vocês se interessariam? Enfim, foi isso, espero que me perdoem e tenha gostado. Mas estão gostando do desenrolar da historia? Infelizmente não sei quando sai o próximo, mas vou tentar não demorar anos. Beijocas e Arigatou! I.C.S