Le Chant des Sirènes
51 Capítulo L
Notas iniciais
Capítulo L
Histórias de grandes reis que sacrificavam seus soldados em busca de uma aquisição heroica, pelo sangue de inocentes que se viam sujeitados a seguirem ordens de quem os subjugavam inferiores. Eram essas as histórias que compunha os livros de histórias e massageavam a honra dos reis prosseguintes, liderados pela linhagem consanguínea dos sangues azuis.
E sentado em seu trono analisando suas opções referentes a um posicionamento político, o rei de Fiore se via em um grande dilema moral. Sua mente divagava entre liderar pelo medo imposto aos seus súditos e então lhes fazendo temer ao ponto de lhe respeitar, ou em escolher uma opção que beneficiária a população, porém, colocava em grande risco questões diplomáticas que poderiam a vir ser incomodas em um futuro não muito distante. Apesar de sua resposta ser bastante óbvio quanto ao que deveria ser feito, ainda se sentia receoso de acabar acarretando em uma revolução do qual ele definitivamente não desejava. Difíceis escolhas que um monarca estava sujeito a antepor devido ao seu grande cargo.
—As pessoas estão exigindo o posicionamento do rei em um momento como esse. — Arcadios ditou em uma perfeita disciplina. – esperam que o senhor resolva o problema da praga. – o homem de estatura baixa quase se limitou a rir em desespero com as palavras de seu respeitoso soldado.
—As pessoas pensam que sou um deus! — como ele poderia resolver um assunto que estava longe de seu alcance, ele de fato não sabia.
—Mas é o que senhor deve ser aos seus súditos meu pai, as pessoas esperam que o seu soberano lhes tirem das dificuldades. – a princesa Hisui entrou no local com seus passos elegantes e disciplinados.
—Contudo, não a nada que eu possa fazer agora. – falou simplório não se deixando abalar pelo sentimentalismo da filha. Hisui não compreendia como um imperante deveria governar, havia muito o que aprender. — as coisas não se resolvem apenas por que desejamos Hisui. – falou olhando com firmeza para a filha com a disposição de fazê-la compreender como se realizava os deveres na vida real. – apresse o conselho para obter uma solução a respeito desse assunto!- falou ao soldado que rapidamente acenou a cabeça de modo displicente. – seja demônios, ou o que for, precisam descobrir a fonte disso. – falou irritado com toda a situação. A princesa por outro lado levantou uma sobrancelha sem compreender as falas do pai.
—Demônios você diz? — questionou em um quase choque e o rei respondeu com certa irritação. – e o que pretende dizer ao povo? A verdade?
—Irei dizer o que for necessário ser dito!- falou firme e naquele momento ela soube que ele passaria longe de dizer a verdade. Notando o desapontamento no olhar da filha, o homem falou de modo mais delicado, porém, sem perder a firmeza. — as pessoas podem ser facilmente manipuláveis, se você dizer a coisa certa, conseguirá as manter sobre controle.- engoliu em seco com os lábios finos em um desagrado. — é assim que quem está no poder, controla aqueles abaixo dele. – olhou nos olhos verdes enxergando tantas coisas ali. — lhes deixando cegos o suficiente para se sujeitarem a fazerem tudo pela misera esperança que lhes é fornecida.
— Conhecimento é poder!- falou em um tom baixo, mas com uma firmeza imperfurável no olhar. — é mais fácil controlar uma pessoa que não possui conhecimento sobre seus direitos, do que uma que sabe exatamente o que ela pode exigir. – sentiu um gosto amargo na boca ao fim das palavras. – o senhor é horrível! Tira aproveito que as pessoas são leigas o suficiente para confiarem apenas nas suas palavras.
—Eu sou exatamente da maneira que tenho de ser! — falou em um tom mais elevado. – Como acha que seus ancestrais ergueram esse reinado? Com boas ações? Foram com guerras e com a visão distinta de um bom rei.
— E eu não sinto orgulho disso! — o pai levou a mão para lhe direcionar um tapa, contudo, parou com a mão no ar sem finalizar o ato. Entretanto, o pequeno feito foi o suficiente para os olhos verdes se arregalaram em choque e o coração se quebrar.
—Você tem uma visão muito inocente do mundo Hisui. – falou respirando fundo e se controlando, se arrependendo do que havia se quer cogitado a fazer sob o olhar temeroso da filha. – E vai aprender da forma mais dura como ele funciona de verdade. – Desceu logo em seguida de seu trono e se guiando para a varanda de seu castelo que dava para uma ampla visão de seus súditos abaixo de si, olhando esperançosos por uma solução.
—Vamos alteza!- Arcadios fez uma reverência a princesa para que ela acompanhasse o pai, como uma parte essencial da corte do rei e parte da família real, ela deveria estar presente durante o pronunciamento real. Levou os dedos até o canto dos olhos secando as lágrimas com certa aspereza e raiva contida, e a passos pesados se guiou para o lado do pai que ao chegarem à varanda foram recebidos por gritos ovacionados e esperançosos. E por um segundo a princesa quis correr dali, não querendo ser cúmplice de toda aquela teia de mentira e egoísmo que era a corte. Ela odiava todo aquele sistema patriarcado.
O rei ergueu a mão pedindo silêncio que prontamente fora atendido e logo depois com a mesma mão, acenou para seus súditos com um sorriso que para eles diria ser algo acolhedor, porém, para sua filha era uma falsidade bem exposta a seus olhos. O pequeno senhor tinha de subir em cima de um tipo de altar para dar a altura necessária para ficar exposto, a coroa reluzia em sua cabeça diante do sol escaldante do dia, e a capa vermelha brilhava como o sangue real era diante dos outros.
—Meus fiéis e amáveis súditos. – Ditou com a voz firme e grossa que perdurou pelo local, aonde era exposto a imagem e o som em lacrimas espalhados pelo local. – E com pesar que venho hoje proferir tais palavra a vocês, estamos vivendo uma praga horrível que tem cada vez mais se espalhado pelo nosso reino e levado consigo almas puras e que nada tinham a ver com as maldades que foram sujeitos a sofrerem. – Sua voz carregava a dose necessária de tristeza. – Aqueles que são inocentes diante dos mandatos dos deuses, estão sendo sujeitos a sofrerem as consequências por aqueles que a implicaram. Devemos como bom credores e fiéis, seguir a vontade divina. – Hisui olhava de canto para o pai, atenta a todas as palavras. – Devemos ofertar oferendas e orarmos para que os deuses nos perdoem, e entregar aqueles que atiçam a sua raiva. – Olhou de olhos arregalados para o pai. – Os criminosos que fazem atrocidades e se aproveitam dos mais fracos, e todos aqueles que possuírem ligações com eles, serão sujeitados a forca. — Não conseguia disfarçar o choque. – Entreguem os piratas que vocês possuem consentimento, e serão perdoados pelos deuses. Obedeçam às leis e ajudem ao conselho a pegar aquelas ervas daninhas que insistem em nascer em nosso reino. – Por algum motivo desconhecido para Hisui, todos gritaram cúmplices e dispostos a jogarem um aos outros na fogueira em busca do perdão divino. – Se a vontade dos deuses for atendida, será o fim da praga. – Ditou firme. – E juntos construiremos um reino mais forte. – Sorriu antes de se virar e voltar para dentro do castelo e a filha o seguir a passos largos.
—Isso não é verdade! — falou alto para atrair a atenção do monarca. – você não pode decidir uma Justiça divina pelos deuses, pois não são eles que lançaram a praga. – Se virou para a princesa.
—Eles temem aos deuses, e os senhores divinos ajuda aqueles que lhes fornecem oferendas. – levantou o queixo para sustentar seu argumento de modo firme. — é melhor que pensem ser uma praga lançada pelos deuses, algo que está ao alcance deles de se resolver se a vontade divina for atendida, do que saberem que é algo incontrolável.
—Se souberem que se trata de demônios, podem se precaver. – falou tentando explicar seu ponto de vista que parecia cego para seu pai. – e isso não é uma solução ao verdadeiro problema, apenas está adiando o inevitável.
—Aí que se engana minha filha. — Ela uniu as sobrancelhas verdes. – Os demônios são atraídos por sentimentos ruins e ações de razão duvidosa, as pessoas que tem fé, não poderão ser afetadas por eles. – Piscou os olhos chegando a uma linha de raciocínio. – Estou eliminando dois coelhos em uma cajadada só, os possíveis receptáculos para os demônios serão julgados e os outros vão estar bem assíduos em sua fé para serem atacados. – Olhou firme nos olhos da garota antes de se virar para se retirar dali. – é assim que as coisas funcionam, as pessoas não se importam se é uma solução que trará resultados, elas só querem alguma coisa pela qual possam se agarrar.
**
A noite estava fria, transpassando todo o sentimento que parecia lhe acompanhar no peito, transbordando para fora e dando uma impressão de que todo o resto estava do mesmo jeito, vazio e frio. Era exatamente assim que ela se sentia, por mais que lutasse com todas as forças para se erguer e sair daquilo que nem ela sabia bem o que era, algo a puxava de volta para o fundo, como se para lembrara que se reerguer era algo inadmissível, deixando bem exposto que o lugar dela era lá, no fundo.
Estava sentada em uma pequena fresta que era aonde os canhões passavam para atirar, se sentou próximo a um com uma garrafa de rum na mão e os pensamentos mais depreciativos que insistiam em a perseguir. Uma imagem completamente diferente daquilo que ela tentava transparecer aos outros, uma garota forte e extremamente impenetrável. Ao menos era a imagem que queria obter para nunca mais se permitir ferir, acreditava que se ficasse por muito tempo sendo a forte, acabaria por se torna uma, e após tudo o que viveu acabou tendo de se adaptar a nova armadura que lhe foi exposta.
Estava tão compenetrada olhando a lua pela pequena fresta que mal havia notado a companhia que havia surgido feito uma sombra ao seu lado.
—Seu esconderijo é mais óbvio do que imagina!- levantou os olhos para o azulado tomando a garrafa em sua mão e então levando aos lábios e a bebericando enquanto se sentava.
—Não é um esconderijo! — se defendeu, não sabendo ao certo o motivo de ter ficado incomodada por ter sido pega em um momento fragilizado.
—É sim, quando você tenta se esconder dos outros! — retrocou e a olhou de modo profundo nos olhos castanhos. – A grande Erza Scarlett sentada bebendo às escuras, que por algum motivo desconhecido por mim, quer tentar esconder esse seu lado.
—Ninguém precisa saber de minhas noites de insônia. – ninguém precisava saber que em um certo momento do dia, ela ficava vulnerável. Ele a olhou avaliativo e mesmo que ela não o encarasse de volta com a desculpa de olhar a lua, ele sabia que ela não queria falar sobre aquele assunto. Erza jamais admitiria que não estava sempre a postos para defender seus amigos.
—Apesar de já saber a resposta, gostaria de confirmar. – A ruiva o olhou com as sobrancelhas unidas. – Qual a lembrança que te atormenta? Ao ponto de ter sido submetida aos demônios. – Arregalou os olhos levemente. – Não precisa dizer se não quiser. – explicou rapidamente, não se perdoaria se ela sofresse mais por tocar naquele assunto, apesar de supor que ela ficaria melhor se falasse a respeito, mas não era algo pela qual ele deveria decidir por ela.
—Tudo bem!- abaixou a cabeça olhando para os dedos, para os pequenos anéis que os enfeitavam. – foi sobre ele, e tudo que tivemos de passar no orfanato. – ele engoliu em seco como se aquelas palavras lhe deixassem um amargo na garganta, era sempre incomodo se recordar daquilo. – depois do que me aconteceu no portal, ficou pior, mais forte. – ele a olhou com tamanha intensidade que era quase palpável.
—Eu compreendo, gostaria que você nunca tivesse de se lembrar disso. – falou sincero e levou a bebida aos lábios tragando um longo gole que seria necessário para o que diria agora. – Nunca lhe contei sobre isso antes, mas já sofri com uma possessão demoníaca antes e isso me fez cometer uma atrocidade. – A ruiva não soube demonstrar outra reação além do choque.
—Você nunca me disse isso antes!- falou baixo sentindo um certo pesar pelo amigo que mal conseguia a encarar.
—Foi antes de nós conhecermos, e não é algo pelo qual eu goste de me lembrar. – ela suspirou pesarosa.
—Não foi sua culpa! — pousou a mão no ombro dele tentando passar todo a confiança necessária para que ele se sentisse melhor. – Eu sei bem como é, não estar no controle do próprio corpo. – Forneceu a ela um sorriso triste, por que era a única coisa que poderia fazer.
—Mas eu fui fraco e permiti que isso acontecesse, e agora isso me afasta da coisa pela qual eu mais desejo. – levou os olhos até os delas, como se pudesse dizer algo ali. — mesmo sabendo que é errado desejar isso. – falou baixo causando um arrepio nela.
—Uma coisa que você deseja com todo coração, não pode estar errada. – falou baixo, mas ele a ouviu, estavam próximos o suficiente para isso. – E se deseja tanto, tem de lutar por isso, a vida nos faz passar por tanta merda, que deveríamos ao menos obter o que desejamos. – Ele sorriu sem mostrar os dentes, um sorriso triste e levou a mão acariciando com o polegar a bochecha alva e por um segundo ela quase fechou os olhos com o contato.
—É o que eu tenho tentado desesperadamente fazer. – Por alguns segundos o ar se tornou pesado e uma tensão perdurava o local enquanto os dois se olhavam de modo extremamente significativo, e tão distantes quanto gostariam de estar. O coração bateu acelerado e por um segundo eles desejaram apenas permanecer assim. Quando era apenas os dois e mais nada além.
Erza conhecia Jellal desde de muito jovem e ele sempre esteve ao seu lado a protegendo e cuidando dela. Era eternamente grata a tudo que ele tem feito e fez a ela, e o conhecia o suficiente para saber que ele não falaria mais que aquilo. E mesmo que ele obtivesse seus segredos assim como ela possuía os seus, não havia nada que a faria se afastar dele, ao menos era assim que ela pensava.
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Seus dedos passeavam pelas notas as dedilhando, transportando para a música aquilo que ela sentia em seu coração, como se através daquelas notas pudesse expressar o que lhe parecia estar privado em palavras. Fechou os olhos por um segundo apenas para sentir o som que o piano fornecia.
O piano a qual usava estava na cabine do capitão, no qual por muito tempo ficara inutilizado de maneira que o pó havia de acumulado no traste. Contudo, ainda funcionava perfeitamente e após vê-lo ali, decidiu se sentar e dedilhar algumas notas, enquanto o capitão estava sentado na poltrona com a mão no queixo a olhando com tamanha intensidade que arrepiava os seus fios de cabelo em um alerta de que ele estava sempre à espreita.
Por algum motivo desconhecido a ele que era tão desprovido do conhecimento a respeito dos sentimentos, não soube identificar a sensação pertinente que surgia de seu estômago em uma misto de ansiedade e admiração a um acalento no peito. Era quase imprescindível manter os olhos nela tocando o piano de modo suntuoso, como se fosse um ultraje olhar para outro lugar que não fosse a sereia sentada ali de costas para ele, com o pescoço exposto devida à camisa caída e o cabelo loiro de lado. Um pequeno detalhe que atraia tamanha atenção a ele e causava uma sensação indescritível, como se cada parte e detalhe dela exigisse a máxima atenção dele. E mesmo que quisesse, não conseguiria desviar os olhos para focar em outras coisas que pareciam tão frívolas perto dela.
Não sabia explicar as sensações que ela lhe causava, contudo, estava disposto a passar o resto da vida ao lado dela empenhando em descobrir. As mãos pararam quando a música chegou ao fim, e ela se virou ficando de frente para ele e devolvendo o olhar que mantinha em si, em uma guerra silenciosa aonde não importava o vencedor, os dois estariam ganhando.
Levada pela tensão que perdurava o local, se levantou a passos lento e se encaminhou até ele que não ousava desviar o olhar de cada detalhe do corpo dela de encontro ao seu. Assim que se aproximou sentiu o ar pesado e respirou fundo, antes da mão dele se guiar até a cintura dela a trazendo para perto, a guiando direto para seu colo. Prendeu a respiração ao senti-lo tão próximo de si, com cada parte da perna passada pelo quadril dele, as mãos foram até o pescoço dele aonde acariciou lentamente até subir até o rosto, detalhando cada traço que fazia de sua fisionomia única e memorável.
A mão dele a trouxe para mais perto, chocando o corpo contra o outro e os lábios roçarem em uma desejosa tortura. Não importava quantas vezes eles ficassem juntos, ela sentia que nunca acostumaria com a aquela sensação, tudo tão intenso e certo ao mesmo tempo. Os lábios dele passaram de modo torturante por sua pele, raspando apenas para lhe arrepiar antes de chegar ao ouvido.
—Você é perfeita! — a pele dela arrepiou com a voz grossa e quente contra sua pele. – Perfeita não pela aparência, mas sim, por que é perfeitamente única para mim. – A outra mão foi até o pescoço dela acariciando com o polegar a bochecha. Depois voltou o rosto de frente ao dela para olhar os castanhos brilhando de desejo e paixão, recheados de sentimentos que ele imaginou nunca ser digno de receber. – Eu...- prendeu a respiração antes de soltar as palavras presas em sua garganta. – estou apaixonado por você, Lucy Heartfilia!- mesmo que já estivesse ciente dos sentimentos do rosado que sempre deixou exposto em ações como se sentia, não estava preparada para ouvir dos lábios dele. Arregalou os olhos e o coração bateu tão forte que ela obtinha a certeza que ele estaria ouvindo, contudo, não poderia se importar menos, queria que ele ouvisse, notasse o que ele a fazia sentir.
Apenas o puxou para um beijo quando lhe caiu a ficha da realidade, e o outro a recebeu de bom grado a segurando com firmeza e se deliciando com o peso retirado das costas com aquelas palavras e com a sensação que elas lhe proporcionavam. As mãos dela se guiaram até o rosto dele e então para os cabelos de cor distinta para o segurar com firmeza e o trazer para mais perto de si. Já as dele se guiaram até a cintura e a outra permaneceu no pescoço intensificando o beijo e proporcionando cada sensação indescritível com apenas aquele contato.
Mordiscou o lábio inferior dela e desceu os beijos até o queixo, passando pelo maxilar e então no pescoço no qual ele beijava com uma delicadeza e calma que parecia sufocante a loira, apenas para depois voltar até os lábios dela e roçarem um no outro, e a mão da cintura subiu delicadamente até chegar na curvatura do seio e ela arfar com o contato, e ele amou aquela reação.
—Posso te levar ao céu e ser seu inferno ao mesmo tempo. — falou com a voz grossa contra os lábios dela, o olhar verde musgo carregado de um desejo que poderia ser considerado um desacato. – Posso corromper cada camada da sua inocência, e não sentir nenhum remorso por isso. – A trouxe para mais perto, como se fosse possível unir os corpos a um, a outra mão desceu passando pelos quadris e chegando até às cochas aonde apertou com certa firmeza.
—E eu não me importaria se isso acontecesse. – falou baixo devolvendo no mesmo tom intenso, deixando exposto que não importava o que ele quisesse e desejasse, seria o mesmo que ela. A olhou nos olhos antes de tocar os lábios um no outro e puxar delicadamente o lábio inferior dela e iniciando um beijo casto e delicado, que logo se intensificou ao nível da tensão que predominava o local.
As mãos grossas subiram até o quadril dela por debaixo da camisa que ela usava, nada além da própria nudez abaixo, aquilo lhe levou ao pico da loucura. Acariciou a pele antes de subir pela barriga e chegar ao seio farto e o tocar com delicadeza arrepiando a pele, e ela segurou os fios róseos com força, acariciou delicadamente a pele chegando ao bico rígido do desejo que transparecia em cada parte do corpo, segurou cada seios nas mãos e lhe fornecia carinhos que a levava a loucura. Depois a mão direita desceu pela barriga de modo lento arrepiando a pele alva, como se quisesse a tortura do desejo e gravar cada detalhe da reação. Chegou aonde ele mais desejava e ela pulsava. Os lábios dele desceu ao pescoço lhe fornecendo beijos e mordidas antes da mão chegar à região intima e ela fechar os olhos deitando a cabeça para trás, deixando a pele ainda mais exposta a ele que não pensou duas vezes em arremeter. Desceu o dedo pela intimidade dela, para então voltar ao ponto mais sensível dela em movimentos circulares e de vai e vem. Foi necessário que mordesse o lábio com força de olhos fechados, para segurar o grito que queria libertar de sua boca.
—Você está tão molhada amor. — A voz perto de seu ouvido deixava tudo mais envolvente. – é um tesão indescritível, saber que eu sou a causa disso. – Aplicou mais força no movimento, o suficiente apenas para ela soltar um gemido dos lábios e ele ter a certeza que era o som mais lindo que havia ouvido no mundo. Desceu um dedo para entrada dela a sentindo pulsar e ficar rígida com o contato, aquilo a fez dar um pulo e ele a beijar com delicadeza transpassando a calma que ela necessitava. Depois lentamente foi posicionando o dedo com delicadeza, sem parar os movimentos circulares a levando a uma explosão de sensações que a fez gemer mais alto. – Abra os olhos! — ela demorou um pouco para obedecer ao comando, ainda inerte a tudo. – Quero gravar cada reação sua, quero que esteja olhando em meus olhos quando gozar. – Abriu os olhos castanhos olhando de volta para o verde musgo e segurou com firmeza o pescoço dele quando sentia o desejo e os movimentos dele se intensificarem. Os olhares um no outro, incapazes de fugir da intensidade que os prendia. Ela mordeu o lábio quando sentiu uma sensação que ia dos dedos dos pés até a cabeça, passando por cada região do seu corpo e uma explosão que surgia de seu ventre. Gemeu alto quando atingiu o clímax tão desconhecido e até então utópico a si.
O garoto a olhava maravilhado, como se ela fosse uma obra prima dos deuses, e de fato era, não poderia uma coisa deslumbrante daquela pertencer a outro lugar, a não ser aos céus. Ela deitou a cabeça no ombro dele e ao normalizar a respiração, voltou os olhos para os dele brilhantes.
—Eu te amo!- nem em mil anos ele estaria preparado para o impacto daquelas palavras, e muito menos sentir o mesmo.
Fim.
“Eu procurei pelo universo, e me encontrei dentro dos olhos dele.”
—Guns N' Roses-
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