Notas iniciais
Volteiii gente, aproveitando o feriado para postar hehe Espero que gostem, e desculpem qualquer erro. Boa leitura!

Capítulo IX

Seu coração batia a cada compasso, a cada toque parecia ser o primeiro, parecia ser a primeira vez que se encontravam em seu momento de amor, o seu coração palpitava apenas com a lembrança. Ele sabia que era uma lembrança, mas por que parecia tão real? Podia sentir o cheiro dela, seu toque lhe causava arrepios imagináveis, lhe dava vida sua presença. O corpo que ele dedilhava sobre seus dedos em uma música que só os dois conheciam, os lábios saborosos que tinham o sabor do pecado, vermelhos sobre a pele branca como a lua, que brilhava ao menor toque, um caminho que ele adorava trilhar sobre suas mãos, e as delas sempre tímidas e carinhosas, era um momento deles é de mais ninguém, era um momento que ele podia sentir em sua pele, podia ouvir o coração dela batendo aceleradamente, em uma linda melodia para seus ouvidos em uma calma infinita, como se pudesse eternizar aquele momento para sempre.

Abriu os olhos deixando a lembrança para trás, seus olhos varriam o lugar apenas para ter certeza de que novamente era um sonho, sentou-se em sua cama, não expressava reação ou emoção, era apenas vago e vazio, não sabia como reagir a tais lembranças e talvez não quisesse, sua vida parecia melhor sem sentir.

—Mestre?- o homem entrou após dar algumas batidas na porta, com a cabeça para baixo em forma de respeito, o homem olhou para a seu súdito.

—Por que continuo pensando nela?- o homem levantou os olhos para seu mestre, que parecia meio distraído e sem foco.

—Meu senhor, as lembranças ainda continuaram, mas não tens mais sentimentos, não a com o que se preocupar.- o homem uniu as sobrancelhas e depois balançou a cabeça.- elas ficaram vagas, podem acabar sumindo.

O homem continuou olhando para o nada, a voz de seu súdito ficava fraca e quase inaudível, ainda preso em sua lembrança que vez ou outra invadia sua mente, algo que ele não poderia negar, ele não poderia esquecê-la, ela sempre estaria ali em seus pensamentos.

**

O vento ricocheteava seus cabelos loiros de modo que dançavam ao vento, o rosto sereno fechava os olhos em meio a seu momento de paz, sentia cheiro do mar e isso a fazia bem, sentia todo seu corpo se livrar da tensão, e sentia mais leve, sentia falta do mar, queria voltar e poder ter sua vida de volta, mas algo no fundo a dizia que sua vida nunca mais séria a mesma.

—Lucy-San?- a sereia olhou para a pequena que lhe chamava com sua voz doce, os longos cabelos azuis presos em duas espremidas em sua cabeça, um vestido rodado e infantil lhe dava um ar de inocência, Lucy sorriu para a pequena indo até o lado do tanque em que a pequena se encontrava.

—Wendy, como está?- a pequena sorriu em resposta, não conseguia conter a animação quando falava com a sereia, mesmo que no começo estivesse assustada, havia passado ao notar como a sereia era, mas o que ela poderia fazer? Era uma criança que conhecia apenas as histórias ruins, mas havia gostado da sereia, e sabia que dessa vez, Natsu poderia estar errado.

—Estou bem.- a pequena sorriu recebendo um em troca, a sereia analisou a garota e novamente ficará com a mesma dúvida em mente e decidirá que dessa vez perguntaria.

—Wendy, não está com medo de embarcar nessa missão?- a azulada negou rapidamente a cabeça deixando a loira surpresa com sua convicção.

—Eu não tinha uma família, sempre estive perdida sem um lar, e a Fairy Tail e meu único lar, eu não tenho medo irei aonde eles forem.- Lucy sorriu, Wendy era realmente uma garota especial.

—Você tem um pensamento maduro Wendy.- a pequena sorriu envergonhada. Olhou para a sereia que olhava ao redor em seus pensamentos profundos e complexos que Wendy sempre tiveram curiosidade de saber, afinal qual era a perspectiva que a sereia tinha deles?

—Lucy, ouvi de alguns marujo que passaremos pelo lar dos apaixonados.- a loira a olhou.- poderia me contar sobre essa lenda que cerca esse lugar?- Lucy dera um pequeno sorriso, Wendy a olhava esperançosa.

—E uma história triste, mas se quer saber, contarei para você.- a pequena abriu um sorriso grande de animação, fazendo a sereia se animar.- haviam dois jovens pouco prováveis de se conhecerem e mais ainda de se apaixonarem, eram de classes diferentes, de mundos diferentes, a jovem filha do duque, era uma garota desejada por todos os homens, mas nem todos a podiam ter, o Duque como alguém de alto escalão, tinha os melhores requisitados para sua filha, filhos de condes, Marquês, visconde, mas nunca um mero agricultor. Sua filha por outro lado, tinha ambições diferentes, queria um amor que a preenchesse um amor que a lhe enchesse de paixão e vida. Um dia em uma mera coincidência o agricultor e a filha do conde se conheceram. E se apaixonaram a primeira vista.- os olhos da pequena brilharam de encanto, em uma visão tão inocente do amor, e Lucy quisera sentir o mesmo.- viraram amigos primeiramente, mesmo que quase impossível eles se encontravam as escondidas, e depois se entregaram ao sentimento, sabiam que era um amor impossível, mas se desejavam ao ponto de não se importar com os riscos.

Os dois fugiram juntos, seguiam sem destino e rumo, com mãos unidas eles iam em direção ao tão desejado futuro, mas como nem tudo são belas flores, o duque não ficou nada feliz, e mandou vários soldados atrás de sua filha. Enquanto os dois corriam por seu amor, chegaram ao mar, olharam para trás vendo apenas grandes árvores , a areia já se sujeitava a invadir seus calçados, os dois sorriram um para outro, após umas juras de amor eles se beijaram, mas o duque os havia achado com seus soldados uniformizados e pronto para seguirem ordens seja lá quais forem. Antes que os dois pudessem fazer algo, levando um tiro da arma de pó negro o jovem arregalou os olhos caindo agonizando no chão, desespero tomou conta da jovem que chorava desesperada, enquanto a vida de seu amado se esvaia, a camisa branca agora tinha uma tonalidade de vermelho rubi, e sem vida o jovem permanecia olhando e segurando a mão de sua jovem amada. O duque chamou por sua filha que olhou para o pai e na hora soube o que queria, pegando uma adaga que o jovem carregava ela fincou em seu próprio coração, preferindo morrer acreditado que reencontraria seu amado, do que tentar viver uma vida sem ele, o pai olhava perplexo e seu corpo tremia. Viverá o resto de sua vida na amargura e arrependimento, desejava ter sua amada filha e desejava que ela fosse feliz com seu amado e simples agricultor. Dizem que o modo que os jovens usavam para se encontrar eram cantar canções de amor, e agora após sua morte os dois tentam se reencontrar e costumam cantar canções proféticas por quem passa por lá.

—Mas...- Wendy tinha os olhos vermelhos e se segurava para que nenhuma lágrima descesse de seus olhos, algumas rolavam teimosamente e preguiçosamente até cair e espalhar no chão.- Por que as histórias de amor tem finais trágicos?

—Acho que as pessoas só contam as trágicas.- Lucy deu um sorriso fraco.- ou talvez o amor não tenha um outro final.

—Não digas isso Lucy, o amor é um sentimento puro, tão puro ao ponto de tirar a própria vida.- a pequena olhou para o chão.- e irônico, mas acredito que ele é puro, afinal as pessoas só querem se amar, não a maldade nisso.- Lucy levantou as sobrancelhas surpresa, cada vez mais aquela pequena garota mostrava-se bastante madura, era incrível o modo de pensar nas coisas, tinha um olhar puro sobre as coisas e ao mesmo tempo maduro para saber o que acontecia.- Não acreditas no amor Lucy?- a sereia fora pega de surpresa pela pergunta repentina.

—Ele não me dera chances de acreditar nele.- a loira soltou o ar pesadamente, suas experiências com amor não fora nada além de lendas com finais geralmente trágicos, sua maldição a impediu de ter o sentimento é talvez de sentir qualquer coisa a respeito dele.

—Eu acho um sentimento bonito.- Lucy sorriu para a pequena, que tinha os olhos brilhando, provavelmente imaginando se algum dia teria seu amor, se vivenciaria algo tão intenso.

Natsu havia chegado atraindo a atenção ao chegar gritando, e gargalhando alto de maneira descontraída, atrás dele vinha Laxus e Gildarts, e no meio deles quase apagado da visão da sereia, estava Makarov que era recebido por todos com abraços e gritos de animação, todos o chamavam de mestre e o saudavam com extremo respeito, até mesmo Natsu que não tinha respeito por ninguém, demonstrava grande respeito e admiração ao pequeno senhor. Quando Lucy notará o velho se aproximava de si, junto de Gildarts e Natsu, a loira continuou na mesma posição, metade do corpo submerso com os braços apoiados na beira do tanque.

Makarov ao parar na frente da jovem e se sentar em um barril que estava ali ficando da altura da jovem, não conseguirá conter a admiração, sua boca se abrirá lentamente em espanto e admiração, nunca havia visto uma sereia com tamanha beleza, era como se a jovem a sua frente fosse a personificação de Afrodite. Seus olhos esbugalhados notando cada detalhe, os cabelos loiros estavam secos com apenas a pontas na água, brilhavam como o mais límpido ouro e balançavam com o vento, uma coroa de pedras enfeitava sua cabeça, destacando ainda mais a beleza, seu rosto era todo simétrico e perfeito como se foi desenhado na mão, os olhos castanhos avelã destacavam sobre seus cabelos, os lábios carnudos rosados naturalmente, a pele branca brilhavam como se para lembrar a todos do ser mítico que ela era, um brilho pequeno como se tivesse pequenos pontos de brilho em seu corpo, seu seio farto era tapado por um sutiã encrustado de diamantes, a cintura era fina e seu quadril largo tinha sua belíssima calda, dourada com vários diamantes, era definitivamente um ser mitológico, era o ser mais lindo que Makarov já vira, após notar que a sereia estava desconfortável com seu olhar clínico, ele pigarreou e logo após abrindo um grande sorriso.

—Que bela sereia que você é, poderia me dizer seu nome querida?- Lucy olhava timidamente para Makarov analisando também o pequeno senhor, olhou para Gildarts que sorria e depois para Natsu que sorriu assentindo para a loira que deixará de lado o desconfiamento.

—Lucy Hertfilia!- Makarov assentiu e sorrindo com a doce voz da jovem.- Você é?

—Makarov Dreyar!- Lucy uniu as sobrancelhas lembrando do nome de Laxus e pensando se os dois eram parentes, pois aparentemente não tinha nada parecidos.- o capitão anterior a Natsu, e um prazer finalmente conhecê-la.- ele abaixou a cabeça em forma de respeito.- Creio que lhe devo desculpas pelo modo que Natsu lhe vinha lhe tratando.- o rosado fez um bico, como se não admitisse o erro, mas também não lhe negado.- ele é bem estúpido quando quer.- a sereia deu uma risada enquanto Natsu olhava Makarov incrédulo.

—Ei velhote!- Makarov ignorou o rosado e continuou a olhar para a sereia, que se divertia com a situação, se sentindo mais a vontade.

— Posso notar que você é um homem sábio.- os dois riram em um momento de descontração, se divertindo enquanto o rosado emburrava mais a cara e uma breve discordância do que diziam dele.

Lucy havia ficado conversando um bom tempo com Makarov e notará que mesmo com sua estatura baixa, ele era um grande homem com um bom coração, demonstrava preocupação é admiração por seus “Filhos”, era divertido e simples. A sereia até mesmo notará que Natsu havia ficado mais descontraído com a presença dele, estava espontâneo e levemente bobo, como se tivesse tirado um peso de suas costas e a carranca que sempre mandava em direção a loira sumirá, restará apenas a descontração, até mesmo ficará conversando com os dois, em um momento de paz sem nenhuma troca de farpas entre a loira e o rosado, Lucy notará a admiração que ele tinha por Makarov e como a apenas a presença do senhor fazia o rosado parecer mais leve. Talvez a conversa que tiveram no fins das contas fora boa aos dois, para diminuir a desnecessário rixa, para Natsu se sentir mais leve e Lucy perceber que nem todas sereias tinham bom coração.

O navio do Fairy Tail estava animado como sempre, todos festejavam e cantavam uma música animada, era uma animação contagiante e gostosa Lucy não podia negar que sentia uma animação aquecer seu peito, uma felicidade escondida. Natsu e Gray faziam uma luta de quebra de braço, mas olhavam um para o outro como se quisessem começar uma guerra, nenhum dos dois pareciam perder ou ganhar aquela batalha.

—Pode falar Gray você está todo borrado em sua cueca que você quase nunca tá usando.- algumas pessoas gargalhavam já Gray tinha uma carranca em sua face.

—Ora seu merdinha!- soltando a mão e pulando em Natsu os dois começaram uma briga totalmente sem sentido, com uma enorme torcida em sua volta, a sereia olhava sem entender, mas não conseguia não deixar de sorrir.

—Homem que é homem não larga o braço!- Elfman gritou em sua pose exibindo masculinidade, quando levará um soco dos dois é cairá no chão em cima de Max que segundo o que gritava, estava morrendo sufocado, e lá estava uma briga em todo o navio uma confusão havia se alastrado pelo navio, Levy tentava fugir da briga, agachada no chão, mas Gajeel a erguerá do chão, e acabou levando o soco de alguém e soltará a pequena sem perceber para caçar a pessoa que não temia a morte. Gray e Natsu ainda estavam em sua luta com palavras de baixo calão entre eles, Erza se aproximava caminhava desfilando, sua presença em si só já era possível para fazer alguns pararem, mas não os dois loucos que ainda se debatiam.

—Gray, Natsu!- os dois não viram quem os chamaram nem ao menos pareciam ouvir, pois os dois juntos de uma vez acertaram um soco em cheio na bela face da ruiva que cairá no chão, todos ficaram em silencio admirando o que poderia ser um massacre.

—NÃO SE METE!- os dois gritaram em uníssono sem saber quem havia os interrompido, ao notar o silêncio é quietude, olharam quem haviam batido e ao ver a ruiva se levantar com uma áurea negra, os dois tremeram e paralisam, tentaram correr mas era tarde, Erza já os havia pego, e eles sofreram em suas mãos, a barulheira já havia voltado e alguns até torciam por Erza enquanto os dois gritavam.

—Sereias tem o poder de mexer nas mentes certo?- Lucy olhou para Makarov que estava sentado em seu barril tomando alguma bebida sem se preocupar com a baderna que acontecia, Lucy confirmou com a cabeça.- Natsu não tem memória de antes dos seus doze anos, você conseguiria recuperar? Soube que podem fazer essas coisas.

—Sim, podemos.- Lucy olhou para o rosado que estava no chão sendo pisado pela Erza.- Por que ele não tem memória?

—Não sabemos, ele simplesmente não lembra nada antes dos doze anos, e não sabe o motivo.- Makarov a olhou nos olhos, o rosto era inexpressivo mais seus olhos eram carregados de preocupação.- poderia tentar descobrir?- Lucy não podia recusar um pedido notando as preocupação nos olhos de Makarov.

—Eu tentarei.- Lucy sorriu e Makarov suspirou aliviado.- Não posso prometer nada, mas tentarei.- Makarov dera um sorriso caloroso, era nítido que se preocupava com o rosado.

**

Natsu estava sentado em sua cama, estava parado entediado, obviamente obrigado a estar ali, Makarov o havia convencido mesmo com todos protestos do rosado, queria saber o por que de sua perda de memória e ao mesmo tempo não queria, admitia ficar assustado com o que poderia acontecer ou aconteceu.

Lucy parou em frente ao rosado, fazia algum tempo que havia saído do tanque, e estava com as pernas um pouco moles ainda, olhou para o rosado e seus olhos cruzaram, o verde musgo de encontro ao cor de avelã. Ficaram se encarando por alguns segundos, o sentimento de ódio ia se desfazendo aos poucos.

Lucy levou as mãos no rosto do rosado que se assustou com o contato, levou as mãos até a cabeça sentido os macios cabelos róseas, fechou os olhos e cantou baixo umas palavras, tudo sobre os olhos do rosado.

Começou a passar imagens borradas em sua mente, mas não conseguia ver nada, era apenas um vazio, conseguia ver apenas um selo. Algumas imagens sombrias passava em sua mente, Lucy soltou as mãos e ficou um pouco bamba, sua mente estava bagunçada, seu corpo estava pesado e se sentia carregada, sua vista ficou preta e quando viu já estava quase caindo ao chão, mas Natsu a segurou, a loira abriu o olho vendo que estava próxima que até mesmo podia ver os poros de Natsu, piscou algumas vezes para normalizar sua visão, Natsu a olhava sem entender com uma clara dúvida, Lucy tentou ficar em pé com a ajuda do rosado e se sentou ao lado. Natsu a olhava curioso, estava surpreso com tal reação da loira até mesmo a própria sereia estava, sentirá uma energia negra muito pesada, ao ponto de se desgastar.

—O que aconteceu?- a loira olhou para o rosado que falhava miseravelmente em tentar disfarçar o nervosismo.

—Eu não sei!- ele arregalou os olhos, a loira soltou a ar pesadamente ainda tentando se estabilizar.- Eu não consegui acessar as suas memórias, tem algo bloqueando.- Natsu uniu as sobrancelhas em questionamento.- um tipo de selo, esse selo o impedi de se lembrar, e uma magia negra muito forte.- Natsu respirou fundo olhando o chão.- aparentemente esse selo não lhe faz mal, apenas impedi de se lembrar, provavelmente foi feito quando tinha doze anos, por isso não se lembra de nada antes.-Natsu olhava para o chão em sua linha de raciocínio mental, isso o incomodava e muito.- esse tipo de selo só pode ser desfeito por quem o fez.

—Por que fariam isso?- Lucy deu de ombros, realmente não sabia o por que teriam feito isso ao rosado.- Minha mãe sempre disse que seu eu não lembrava e por que não era importante, mas me incomoda, me sinto sufocado.- o rosado soltou o ar pesadamente.- Mas eu geralmente costumo fazer coisas e não lembrar.- Lucy o olhou curiosa com as sobrancelhas unidas.

—Como assim?- Natsu a olhou e depois de algum tempo decidiu por falar.

—Eu costumo perder a consciência e não lembrar.- a loira olhou para o teto pensativo.

—Isso é suspeito, não sei se tem algo haver com o selo, mas pode ser que sim.- Lucy olhou para Natsu e notou o rosado meio cabisbaixo.- Você está bem?- os olhos verde musgo se arregalaram em surpresa.

—Sim...- ele bufou frustrado.- sobre a visão que viu de minha mãe...- Lucy se lembrou de quando viu isso é Natsu ficará fora de controle.- Eu não me lembro do que aconteceu, quando voltei a consciência, ela estava morta.- Lucy notará algo que nunca imaginara ver, uma lágrima transparente e quase invisível escorria da bochecha do jovem, nunca imaginara ver Natsu da maneira que estava vendo, vulnerável e até mesmo assustado.- Isso e ... frustrante, meu pai sempre me culpou, talvez eu seja mesmo.- ele fechou os punhos e os socou em sua própria perna, Lucy levou sua mão delicadamente a bochecha do rosado que se surpreenderá arregalando os olhos, Lucy olhava para a lágrima que limpou com seus dedos e levantou o olho para o rosado, olhava nos olhos um do outro e viam centenas de coisas, a loira perceberá que a magia negra ou como o rosado reagia, não era culpa dele, ele estava assustando com o que tudo poderia ser, e de certa forma Lucy pode compreender.

—Use suas fraquezas como suas forças.- Natsu apertou os olhos não entendendo o que a sereia havia dito.- olhe para as coisas que passou e pense que foi forte para superá-las, use isso como uma vantagem, por que você é forte para passar por isso.- Natsu não disfarçava sua reação, já não sabia mais o que esperar da sereia que cada vez o surpreendia de uma maneira, a pureza e bondade de Lucy parecia ser algo de outro mundo, algo que ele nunca esperaria das sereias.

—Por que está me dizendo isso?- ela ergueu uma sobrancelha enquanto o rosado ainda mantinha sua cara de tacho.- Você não tem motivos para isso.

—Por que você tentou me matar?- ela sorriu de lado ironicamente enquanto o rosado engolia em seco.- talvez por que eu seja superior a você, que ao invés de atacar estou lhe ajudando .- ela se levantou indo até a porta enquanto o outro ficava pensativo.- quanto as suas memórias, você vai saber quando encontrar quem as tirou de você, mas sugiro que não se preocupe com isso por agora, procure primeiro saber o por que de tê-las tirado.- com isso a loira sai fechando a porta atrás de si, deixando o rosado pensativo. Ao fechar a porta quase deu de cara com Makarov e Gildarts que tentavam miseravelmente esconder que estavam tentando ouvir atrás da porta.- Eu sei que estavam tentando ouvir.

—Aah.- Makarov abriu a boca e depois fechou, pigarreou e depois de olhar para Gildarts e depois para Lucy.- o que descobriu?

—Natsu tem suas lembranças bloqueadas por um tipo de selo de magia negra, que só pode ser desfeito por quem o fez.- Makarov e Gildarts abaixaram a cabeça cabisbaixos.- tem algo no passado do Natsu, algo importante, alguma coisa aconteceu com ele.

—O que quer dizer?- o ruivo uniu as sobrancelhas sem compreender o que a sereia dizia, ele sabia que o passado de Natsu era uma lacuna, mas não tinha ideia do que poderia ser.

—Alguém não quer que ele lembre do passado, mas o que eu posso dizer é que senti uma magia negra muito forte quando tentei recuperar suas memórias.- ela olhou nos olhos dos dois homens a sua frente.- e não eram do selo, e como se o próprio Natsu fosse o mal.- os dois homens trocaram olhares, que Natsu era envolvido de alguma forma com magia negra eles sabiam, só não sabiam como ocorrerá. – eu sei apenas pela o que eu posso sentir.- Lucy lembrou das vezes em que virá lembranças de Natsu, do modo como ele já sofrerá.- Mas de alguma forma, Natsu tem um bom coração, posso ver que ele tem uma grande luta interna.

—Sim, então Natsu realmente tem um lado negro?- Lucy podia ver o olhar de preocupação de Makarov.- Porlyusica disse que as trevas o perseguem.

—Sim, é verdade, mas não é por conta dele, e algo que está nele.-Makarov e Gildarts ficaram pensativos, seus pensamentos iam todo ao garoto.

**

O céu ficaram nublado quando entraram naquela área do mar, podiam notar a nítida diferença, era sombria e solitária, as árvores pareciam murchas e mortas, todo o lugar gritava por morte e solidão. O lar dos apaixonado, parecia ter perdido a vida junto com os jovens que ali morreram, haviam apenas um caminho a seguir seguir, passar no meio das duas ilhas. Diziam que se podiam ouvir as vozes chorosas dos dois que cantavam na intenção de se reencontrarem, geralmente cantavam profecias sobre um futuro não muito distante. Lentamente o navio ia seguindo seu caminho em meio ao silêncio.

—Esse lugar e muito sombrio.- Max olhava ao redor, notando o silêncio que era o lugar, era frio, escuro sem nehuma luz, sentia os pelos da nuca arrepiar, olhava para o céu, mas não via nada além das nuvens tampando o que poderia ser um dia de luz.- estava com sol a uns minutos atrás, isso é sinistro, temos mesmo que passar aqui?

—Sim, é o caminho.- Macau falava enquanto olhava para o meio das árvores jurando ver alguns vultos passando por elas.- Mas que merda é essa?

Todos ficaram em silencio quando ouviram um choro, se entre olhavam em busca da pessoa que estaria fazendo tal som, mas todos pareciam surpresos. Natsu tinha seus olhos e ouvidos atentos, Lucy estava ao seu lado para instrui-lo no caminho, podia sentir uma energia pesada do lugar, podia ver em sua mente a morte dos dois é isso era assustador. Quando estavam passando pelo caminho no meio das duas ilhas, ouviram vozes chorosos, mas forte, afiadas causando um arrepio em cada um ali.

—A história se repetirá, um grande amor renascerá, será o início do fim, uma guerra irá começar, luz e trevas irão se encontrar, um grande amor está destinado a se separar.- todas olhavam ao redor em busca de ver alguma coisa, mas não viam nada.- ódio se transforma em amor, duas vidas estarão ligadas, duas vidas irão se unir em uma, em um fio vermelho.- Natsu e Lucy trocaram olhares ainda assustados com o que ouviram, e o verde musgo ia de encontro ao castanho avelã. Por algum motivo desconhecido eles não conseguiram afastar o olhar.

Fim.

"É um amor pobre aquele que se pode medir.

—William Shakespeare—"

Notas finais
FIIIMM. Acabou-se, espero que tenham gostado, tentarei ser rápida no próximo, mas não prometo nada. Obrigado por lerem, obrigado a todos que comentaram e favoritaram. Beijocas e Arigatou! I.C.S